<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835</id><updated>2011-12-03T12:14:44.211-02:00</updated><title type='text'>apesar de tudo é muito leve</title><subtitle type='html'>um canto pra organizar as idéias e compartilhar com quem estiver de passagem</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>109</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116787063842356102</id><published>2007-01-03T22:29:00.000-02:00</published><updated>2007-01-03T22:30:38.453-02:00</updated><title type='text'>Para André</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Você pensou que tinha se livrado do meu cartão de fim de ano. Tudo bem, se livrou. Mas não vai escapar das minhas palavras por ocasião do seu 21. aniversário. Ainda mais agora que não estou blogando, você vai ter que agüentar toda minha verve acumulada de pseudo-escritor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como todo pai, que deveria se prezar, estaria a lhe tascar conselhos, nessa sua entrada na maturidade. Mas você sabe o quão errático é esse seu progenitor, então vou apenas falar sobre algumas coisas que, gostaria, você pensasse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Primeiro: seja independente. Não apenas financeiramente, o que já é importante. Mas, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;principalmente, intelectualmente. Tenha idéias próprias. Mas idéias próprias não brotam do limbo. Para elas aparecerem precisamos estar atentos, interessados e informados sobre as idéias dos outros. Mas nunca aceite passivamente, sem questionar, tudo que lhe dizem. Se dê o direito de discordar, pleitear, agir contra e, errar. Nada melhor do que aprender com os próprios erros. Muito melhor que com o acerto dos outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Segundo: siga seu coração. A razão é ótima companheira, mas para o dia a dia. Existem momentos em que ela não é suficiente. Nos deixa em becos sem saída. Aí, apele para seus instintos (inconsciente?), dos mais baixos aos mais elevados, eles é que estão reclamando passagem. Ouça-os e, como diz a filosofia Pagodiniana, deixe a vida lhe levar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Terceiro: Pense grande. A ética, a honestidade, o caráter, etc, etc, não são apenas para a família próxima. Valem para o mundo das pessoas todas, dos animais, da natureza em geral . Muitos corruptos, tiranos e ladrões, podem ser ótimos esposos/esposas e boníssimos pais/mães de família. Mas e daí? Tornam o mundo melhor?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Você gostou do filme ‘Efeito Borboleta’, não foi? Eu não consegui assistir. Não me prendeu. Mas se entendi a mensagem que você disse que ele tinha, significa que o bater de asas de uma borboleta no hemisfério sul pode ter conseqüências diversas no hemisfério norte e vice-versa. Acho que é isso, não? Bom, metafísicas, que não é o meu forte, à parte, a idéia em si é boa. Pense que todas as suas ações são importantes, podem causar mudanças, boas ou más. Então, agir é sempre melhor que se omitir, falar é melhor que calar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era para ter apenas três, ahm, conselhos, embora tentasse disfarçar lá &lt;st1:personname productid="em cima. Mas" st="on"&gt;em cima. Mas&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;acho que se você seguir tudo isso que eu disse até aqui, que nada mais é que o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;exercício do livre arbítrio, vai precisar de um último: não reclame, nunca, da vida. Tudo foi fruto das suas escolhas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Feliz Aniversário, envelheço na cidade (IRA).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Beijão! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116787063842356102?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116787063842356102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116787063842356102' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116787063842356102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116787063842356102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2007/01/para-andr.html' title='Para André'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116659470700523672</id><published>2006-12-20T03:54:00.000-02:00</published><updated>2006-12-20T04:05:07.036-02:00</updated><title type='text'>Bar Piratininga (final)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nota Explicativa: Quando cliquei para públicar a postagem anterior o Firefox informou que não conseguiu conexão com o blogger. Fui conferir e vi que, realmente, o post não estava lá. Como estou de férias, estou mais relapso ainda com esse bloguinho e, só hoje, percebi que o post apareceu. Estou desculpado pela demora, Valter e Luz? Então, segue o enterro...que o defunto já está fedendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos dizem que devemos ser autênticos. Mas muitas vezes somos como ‘Capitú’, aquela do olhar dissimulado. Devo assumir que penso grande. O modelito comportado, que tento fazer servir em mim, não me cabe, não me satisfaz. Servia até antes da separação. Mas já incomodava. A Senhorita B parecia ser uma resposta ao que incomodava, mas apenas se transformou num&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;outro tipo de incomodo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No livro ‘Coiote” do Roberto Freire o personagem André, quando interpelado porque ele amava, sim, era esse o termo, tantas mulheres, ele dizia que era porque cada uma delas satisfazia um pedaço do seu ser. Eu sinto isso? Não existe uma única pessoa que possa nos fazer sentir a plenitude da vida? A não ser que você rebaixe sua expectativa. Caso contrário, todas as pessoas tem suas belezas. Cada uma é única, mas ninguém nos completa totalmente. Mas todas são maravilhosas. Quando depositamos todos os nossos desejos, todos nossos ensejos de felicidade numa única, vamos nos decepcionar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra mim não existe só sexo, sem amor. Se perguntarmos pra Danuza, se foi só sexo o que ela teve com ‘o homem’, tenho certeza que ela dirá que não. O problema é que existem pessoas muito diferentes de você, ou você é muito diferente da maioria das pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Existem pessoas ordinárias e outras extraordinárias (Raskolnikov em ‘Crime e Castigo’). Não ordinárias no sentido pejorativo, mas pessoas que se sujeitam às regras e outras que querem quebrar as regras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acho, putz quanto achismo, que superei o risco da depressão. O meu indicador são as coisas que me tocam profundamente, como as artes. Enquanto puder me maravilhar, me emocionar, com um filme, um quadro e, principalmente, com uma música, estou a salvo e estou vivo. Enquanto sentir prazer em estar com pessoas, enquanto estiver inquieto, insatisfeito que seja, mas procurando. A procura pode ser mais interessante, o caminho pode ser melhor que a chegada, os preparativos, as preliminares melhor que o gozo. “Caminhante, não há caminho. O caminho se faz ao caminhar”. Não me atrevo a citar em espanhol. &lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;A contemporaneidade, o subjetivismo da modernidade. É o hoje não o amanhã, afinal o drama da sobrevivência foi superado para uma parte da humanidade. O problema é o consumismo que pode levar o planeta a exaustão. O homem moderno precisa entender que a vida simples pode estar garantida. Ao passo que a acumulação pode causar uma catástrofe inimaginável. O desejo da posse, numa sociedade que tem todos os instrumentos para prover o básico, só leva ao retrógrado e a auto-destruição. Mas, sem desespero. ‘Manéra a barra, na marra’.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já que entrei pro lado da sociologia, gostaria de falar de uma diferença que venho notando ultimamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os anos 60-70 procuravam explicar o homem, e seus conflitos, por critérios coletivos. Então as teorias focavam os comportamentos humanos como resultado do meio social. As angústias e frustrações eram frutos de sistemas políticos opressivos, injustos, ditatoriais. Era o reino de Marx e Engels, das ideologias, da guerra fria entre capitalismo e comunismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Atualmente, tenho lido e ouvido falar de idéias, digamos, mais antropológicas, que procuram explicar comportamentos individuais, como, por exemplo, homem e mulher. Deixa explicar melhor. Hoje a preocupação é tentar entender as diferenças antropológicas homem X mulher. Por exemplo, e que puta exemplo de sociologia rasteira, essa semana, zapeando a tv, vi no programa da Hebe Camargo a Marília Gabriela, sempre linda, dizer que: ‘Coitados, os homens são galinhas! Eles tem aquele instinto reprodutor ancestral, que faz com que tentem COBRIR (sic) o maior número de fêmeas possível, enquanto a mulher quer um macho único para protege-la e a sua prole’. Incrível, não! Mas ela, na sua maravilhosa inteligência, disse isso não com rancor, mas aceitando isso como um fato, nem bom nem ruim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria ela uma protomutante? Outra coisa moderna essa do protomutante (vide Roberto Freire). Se a teoria da evolução de Darwin é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aceita como valida, e quase universal, exceto alguns vilarejos americanos, porque ela não estaria agindo, ainda hoje e continuamente, sobre o seu mentor intelectual, o ser humano? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nossa, quanto papo cabeça tá rolando aqui na mesa ao lado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só pra finalizar, por hoje: três filmes ótimos que assisti sozinho nos últimos anos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Adeus Lenin, O Declínio do Império Americano (revival) e As invasões Bárbaras. Porque sózinho? Porque achei que minha companheira não iria gostar deles e aí, pra compensar, teria que assistir a algum blockbuster de hollywood. Se bem que ainda quero ver o último do Supermam. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116659470700523672?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116659470700523672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116659470700523672' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116659470700523672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116659470700523672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/12/bar-piratininga-final.html' title='Bar Piratininga (final)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116614820504613996</id><published>2006-12-14T23:48:00.000-02:00</published><updated>2006-12-15T00:03:25.066-02:00</updated><title type='text'>Bar Piratininga (I)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje, depois de uma noite mal dormida, da dificuldade em levantar pela manhã, resolvi que não queria voltar para Jarinú à noite. Que diabos! Precisava aproveitar a vantagem de morar sozinho, de poder fazer o que quiser, ou pelo menos o que a pouca grana permitir. Botei uma muda de roupa na mala e fui pro trabalho. No caminho pensava no que fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Logo me veio a mente o Piratininga. Dentre as muitas vantagens desse bar estava a dele ser neutro, em termos de memória afetiva. Afinal aqui passei bons momentos com a Senhorita A e, talvez, não tão bons com a Senhorita B.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra evitar aquela imagem dantesca de um cara sozinho, meia-idade(?), sentado numa mesa, com visão privilegiada da entrada, com um guardanapo preso ao pescoço, aquela cara de ‘fome’, boca ligeiramente aberta com a língua saindo pra fora, a lamber os beiços, por onde um fio de baba tentava escorrer; a faca na mão direita e o garfo na esquerda, ambos levantados em posição de ataque, esperando a primeira incauta a adentrar o recinto. Pra evitar isso é que prefiro estar aqui, discretamente, a escrever.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra hipótese: sentar numa mesa lá fora. Isso porque, conforme o mestre nesses assuntos Xico de Sá, levaria vantagem para o caso do bar ser o destino daquela donzela que brigou com o marido, ou namorado, e resolveu sair e DAR pro primeiro que encontrasse. Ainda assim, teria a concorrência, desleal, do manobrista.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas aqui estou eu ouvindo, num volume civilizado, Caetano, podendo até pescar algumas palavras da mesa ao lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Antes de vir pra cá, dando um tempo a espera da melhora no transito de Sampa, parei num posto pra comer alguma coisa, e fiquei folheando o livro de memórias da Danuza Leão. Acabei adorando a história com que ela finalizou o livro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Conta ela que não sabia como terminar suas memórias, e resolveu buscar inspiração numa ‘esticadinha’ em, nada mais nada menos que,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Paris. Quem foi rainha, nunca perde a majestade. Na sua primeira noite lá, com insônia, coitada parece eu, resolve vestir jeans, camiseta e tênis, e ir até um bar pra tomar um drink. Tudo muito chique, como vemos. Na volta, já quase duas da manhã, é abordada por um homem, segundo ela, ‘nem jovem nem velho, nem bonito nem feio, apenas um homem’. Que a convidou para um drink, depois de dizer que ela era ‘trés bélle’. Claro que ela recusou, educadamente, e entrou no hotel. Ao chegar no quarto, em seguida, toca a campainha. Era o mesmo homem. Dizia estar hospedado no mesmo hotel, quarto 62. Enfatizou que ambos estavam sozinhos. Por que ela não ia até&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;seu quarto? Claro que, novamente, ela recusou, já não tão educadamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, passado algum tempo, pediu uma ligação para o quarto 62 e, avisou: ‘estou subindo’. Não sem antes trocar o tênis por uma sandália de salto. Esse detalhe, achei maravilhoso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao amanhecer quando acordou, como ocorre nos melhores filmes, ela nota que ele já tinha ido embora. Ela ficou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;até sem saber seu nome. Acho que a noite foi boa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, quem já escreveu de forma criativa, alguma vez na vida, sabe que o escritor, até mesmo nas memórias, pode não resistir a tentação de fantasiar um pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas os detalhes podem não importar, quando se tenta relatar uma experiência intensa. E, acho, foi isso que ela nos quis passar, ao explicar os motivos de sua atitude. Simplesmente não pensou. Se deixou levar pelos acontecimentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma coisa que ela disse achei interessante, o desejo de um homem pode despertar o desejo na mulher. Em suas palavras: “a mulher prefere ser desejada, mais do que ser amada”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí, me lembro da Senhorita A. Foi ela que me contou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;da situação de se sentir olhada como se o cara estivesse de garfo e faca na mão, que aproveitei no inicio. Ao que acrescentou que nunca sentiu essa sensação comigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gozado, já a Senhorita B, não gostava do jeito que eu olhava para 'as outras'. Será que, pra ela, eu olhava de um modo diferente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Duas ex-namoradas preferiram ser apenas amigas. Uma outra disse que, mesmo casada, com a certidão de casamento pendurada na cabeceira da cama, ainda assim não se achava capaz de fazer sexo... comigo? Não disse comigo, mas fiquei nas conjecturas, ora pois!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Realmente, RRRRRealmente, como dizia Chacrinha, sempre tive dificuldade, acho que por medo do ridículo, de mostrar os meus desejos. Será que ainda não é tarde pra aprender?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, voltando à Danuza, ela teve uma coisa que tem me intrigado. Chamo, poéticamente, de ‘amor fátuo’. Mas tegiverso, tegiverso!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque estou aqui hoje? Como quero encaminhar minha vida daqui pra frente? Porque cheguei nessa encruzilhada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estava hoje lembrando dos sábados na antiga casa. O dia começava cedo, junto com a Senhorita A, que tinha que ir trabalhar. Com os filhos ainda dormindo, ia ao supermercado, açougue, cuidar do abastecimento da casa. Depois as tarefas de jardinajem: cortar grama, arrancar o mato, podar as plantas, etc. Depois lavar o carro. No fim do dia, exausto, fazer uma caipirinha de vodka, por um CD pra ouvir nas caixas externas, e sentar pra contemplar o jardim bonito e brincar um pouco com a cachorra, enquanto esperava o retorno da Senhorita A, pra gente decidir onde iria jantar. Ela se arrumava, se pintava, ficava mais bonita e saiamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes era meio sem graça. O lugar não era legal, ou a conversa não fluía. Mas outras era, com se diz, ‘tudo de bom’.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me lembro do restaurante, perto do Juventus, onde estávamos com a filha e a sobrinha, pois o filho já estava se entocando, não sei se por causa do computador, ou se já era o problema da acne. Mas estávamos falando pras gurias sobre como achávamos que devia ser um relacionamento, acho que usando nós como exemplo. Até que num momento, a filha disse:” Pai, mãe, é por isso que amo vocês”. Pena que não gravei a cena, ou melhor, gravei onde ela não pode ser apagada, na memória.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Parêntesis: começou a música ao vivo! Um standard de jazz. Esse bar é ótimo. É difícil escrever ouvindo essa música. A música é uma viagem dos sentidos. Fecha parêntesis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Continua amanhã)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116614820504613996?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116614820504613996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116614820504613996' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116614820504613996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116614820504613996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/12/bar-piratininga-i.html' title='Bar Piratininga (I)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116484428246342137</id><published>2006-11-29T21:39:00.000-02:00</published><updated>2006-11-29T21:51:22.476-02:00</updated><title type='text'>Casal neuras</title><content type='html'>&lt;em&gt;Conforme ameaçei ontém, estava pra terminar um post sério. Então, vai:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um casal (homem e mulher, explicação necessária nesses tempos modernos) que se amava muito mas, por esses desígnios do destino, também brigavam idem.&lt;br /&gt;-         Brocha!&lt;br /&gt;Nesse dia parece que a coisa tava quente. Ele respondeu na lata:&lt;br /&gt;-         Gorda!&lt;br /&gt;Como era de se esperar, a provocação surtiu efeito devastador. Ele já tinha ouvido falar que era a pior ofensa pra uma mulher.&lt;br /&gt;-         O QUÊ!? Isso é uma mentira! Eu na sou gorda. Com um metro e sessenta e dois e 51 kilos, estou perto do limite do IMC pra ser modelo, fique sabendo.&lt;br /&gt;-         Bom, pensei que estivéssemos disputando quem falava a maior mentira.&lt;br /&gt;-         Mas o que eu disse não é mentira. Você, as vezes, brocha.&lt;br /&gt;-         AH! As vezes. Agora melhorou. Então, digamos, que você apenas está com uma barriguinha saliente. Tá comendo muito doce, né não?&lt;br /&gt;-         Tá controlando o que eu como ou deixo de comer, é? E você brochou ontem.&lt;br /&gt;-         Ontem não vale. Eu falei que tava cansado e preocupado. Você que disse não ter problema. Que ia ressuscitar o lazarento.&lt;br /&gt;-         Ontem nem Cristo dava jeito nisso aí.&lt;br /&gt;Riram, ao perceber que a coisa estava se encaminhando para um bom final. Nem sempre isso acontecia.&lt;br /&gt;-         Mas hoje, agora que consegui resolver aquele problema no serviço, acho que dá jogo.&lt;br /&gt;-         Ah bom, que dois dias seguidos dá justa causa. Então? Vamos?&lt;br /&gt;-         Vamos, mas posso pedir um favor?&lt;br /&gt;-         Desembucha vai.&lt;br /&gt;-         Hoje você não vai por cima, assim disfarça melhor a barriguinha.&lt;br /&gt;-         Seu &lt;a href="mailto:f#@%*((*(("&gt;f#@%*((*((&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E viveram felizes para sempre... até a próxima crise.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116484428246342137?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116484428246342137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116484428246342137' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116484428246342137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116484428246342137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/casal-neuras.html' title='Casal neuras'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116475672584233307</id><published>2006-11-28T21:25:00.000-02:00</published><updated>2006-11-28T21:32:05.856-02:00</updated><title type='text'>Te cuida, Alex Castro!</title><content type='html'>Outro dia visitando o blog do &lt;a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/"&gt;Alex Castro&lt;/a&gt;, vi que ele colocou uma lista de expressões pesquisadas no Google, que tinham seu blog como primeira referência.&lt;br /&gt;Aí, ontem, dando uma sapeada nas parcas visitas a esse recanto, vi que uma &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;q=me+chama+de+puta&amp;amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;amp;meta="&gt;singela expressão &lt;/a&gt;me galgou às alturas olímpicas da lista Googliana. Então, nada humilde como sempre, divulgo o heróico feito, e aproveito para provocar o renomado blogueiro, colocando seu nome no título inclusive, pra testar sua onisciência e receber seu comentário consagrador. Caso contrário, não compro mais livros pelo Submarino. Agora, dá licença, que tenho um post sério pra acabar, antes do fim do ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116475672584233307?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116475672584233307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116475672584233307' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116475672584233307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116475672584233307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/te-cuida-alex-castro.html' title='Te cuida, Alex Castro!'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116433104350917187</id><published>2006-11-23T23:08:00.000-02:00</published><updated>2006-11-23T23:17:23.513-02:00</updated><title type='text'>Recuerdos de mi vida</title><content type='html'>Visitando o blog da &lt;a href="http://graodepoeira.blogspot.com"&gt;Luz&lt;/a&gt;, estava fazendo um comentário a &lt;a href="http://graodepoeira.blogspot.com/2006/11/foto-danificada-com-o-tempo.html"&gt;esse post&lt;/a&gt;, quando vi que estava me estendendo em demasia. Resolvi transformar o comentário em post e convida-la a uma visita por essas plagas do Atlântico.&lt;br /&gt;Houve uma época em que, de alguma forma me vi afastado de minha mãe, também. Não da mesma forma drástica. Digamos que apenas, durante o dia. Isso porque, meu pai, que sofria de fortes dores na coluna, teve diagnosticado pelo médico um problema que era agravado pelo serviço pesado que ele fazia. Ele dirigia um caminhão que prestava serviço para a gloriosa São Paulo Alpargatas Têxtil, que hoje muita gente não deve saber, mas é a fabricante das sandálias Havaianas, dos  tênis Topper, e da extinta linha U.S.Top de jeans e camisas (“Bonita camisa, Fernandinho!”), dentre outros produtos. Seu serviço consistia em abastecer de suprimentos as diversas fábricas existentes, a maioria no bairro da Mooca. E, muitas vezes, era obrigado a fazer força para arrumar a carga no caminhão. E isso é que foi desaconselhado pelo médico, dizendo que num esforço qualquer ele poderia ter sérios problemas lombares.&lt;br /&gt;Resolveram, os velhos, juntar as economias e comprar uma adega, também na Moóca.&lt;br /&gt;Prudentes como eram, minha mãe ficou tocando o novo negócio, enquanto meu pai continuava no velho, até ver no que dava.&lt;br /&gt;Para cuidar dos pimpolhos, eu e minha irmã, mais ou menos da mesma idade que a Luz e seu irmão, foi convocada a já famosa Guelita.&lt;br /&gt;Dessa forma passamos, mais de um ano nessa conformação de vida. Foi daí que veio todo meu amor por essa bisavó alegre e brincalhona, embora roncasse pra diabo, tanto é que passamos a dormir com as portas dos quartos fechada, pra não ouvir seu ronco no sofá da sala. &lt;br /&gt;Eu, de minha parte, não posso dizer que sentia falta da minha mãe durante o dia, pelo contrário, a Guelita era muito mais condescendente com as peraltices do bisneto, como é comum nas avós. Embora sempre falasse que ia contar tudo pra minha mãe no fim do dia, isso raramente acontecia. Mas consegui perceber a falta que minha mãe sentia da presença constante dos filhos. Tanto é que foi com alívio indisfarçável que ela comunicou que iriam fechar a adega, pois não estava dando lucro.&lt;br /&gt;Esse era o ponto que queria comentar no post. Mais do que os filhos, seus pais, Luz, sofreram com a separação. Deviam estar se questionando o tempo todo se a decisão tomada era a melhor. Hoje, você, nós, como pais, sabemos bem o que eles devem ter sentido com o distanciamento.  &lt;br /&gt;Voltando a ‘mis recuerdos’, a Guelita voltou pra casa de um de seus filhos, na famosa Jaçanã do ‘Trem das Onze’ do Adoniram Barbosa.  Dona Adélia voltou a cuidar da sua casa, meu pai concordou em contratar um ajudante e, alguns anos depois tive contato com meu primeiro velório. Adivinha de quem?&lt;br /&gt;Me lembro que fiquei indignado com o clima, para os meus parâmetros de marinheiro de primeira viagem, por demais ‘alegre’ do velório, que foi num domingo, na casa em Jaçanã.&lt;br /&gt;Agora as coincidências temporais: naquele &lt;a href="http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/humor-negro.html#links"&gt;almoço no Montechiaro&lt;/a&gt;, meu filho perguntou quem era a Guelita. Informei , e fui lembrado pela minha mãe: ela também se chamava Adélia, e eu nem lembrava mais. Faleceu no dia do casamento de um neto seu, quando estava saindo para a cerimônia. Estava com vestido de festa, maquiada, coisa que nunca havia presenciado. Se sentiu mal ao entrar no carro. Retornou para a casa, se deitou, e faleceu. Como em toda sua vida, não deu trabalho a ninguém, nem mesmo para vesti-la para o enterro. Foi com roupa de festa mesmo, e maquiada. Linda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116433104350917187?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116433104350917187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116433104350917187' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116433104350917187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116433104350917187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/recuerdos-de-mi-vida.html' title='Recuerdos de mi vida'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116424214495966163</id><published>2006-11-22T22:29:00.000-02:00</published><updated>2006-11-23T08:40:30.640-02:00</updated><title type='text'>post 'post morten'</title><content type='html'>‘AO VERME QUE PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES DO MEU CADÁVER DEDICO, COMO SAUDOSA LEMBRANÇA, ESTAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS’&lt;br /&gt;Machado de Assis em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, quero tranqüilizar a todos dizendo que não morri, ainda. Mas esse livro acima, principalmente seu início, me marcou profundamente. Ficou na lembrança sua leitura dos tempos de ginásio, de tal forma que se impôs uma releitura na maturidade, já livre da ditadura escolástica.&lt;br /&gt;Dessas duas ocasiões, a descrição do velório, no primeiro capítulo, me chamou atenção para um aspecto, que o tempo e a imaginação desvirtuaram um pouco. Fixei na mente uma cena em que o narrador-defunto descreve a presença de várias senhoras no seu velório e as identifica como sendo seus amores passados. Achei isso o supra-sumo do romantismo, um gran-finale apoteótico. Tanto é que, alguns anos atrás, fiz uma lista dessas ‘senhoras’ as quais gostaria que comparecessem em meu velório para as derradeiras homenagens.&lt;br /&gt;Hoje, ao pensar em escrever esse post, fui reler o livro e me surpreendi. Não eram várias, mas apenas uma, anônima, entre outras duas que eram parentas. Conforme descreve o narrador (ora direis, defunto): &lt;em&gt;“contentem-se de saber que essa anônima, ainda que não parenta, padeceu mais do que as parentas. É verdade, padeceu mais. Não digo que se carpisse, não digo que se deixasse rolar pelo chão, convulsa. Nem o meu óbito era coisa altamente dramática... Um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos, não parece que reúna em si todos os elementos de uma tragédia. E dado que sim, o que menos convinha a essa anônima era aparenta-lo.’’&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Então, radicalizemos a idéia machadiana e, aproveitemos esses tempos de orkut, para localizar e propor uma atualização permanente de endereços entre as eleitas (ou vítimas, de acordo com o gosto) para, ao final dos tempos, podermos (já virei PJ, que chiquê!) enviar os convites para as homenagens póstumas. Tal tarefa não me parece difícil, pois que, consultando a memória, ainda não póstuma, não identifiquei quantidade superior ao total de dedos da mão esquerda de nosso ‘efelentíssimo’. Sim, é da mão esquerda, pois o e-mail que circulou com a foto de suas duas mãos, foi caluniosamente deturpado por algum ‘photoshop’ pessedebista.&lt;br /&gt;Todas, no evento, que espero &lt;em&gt;‘muito menos triste do que poderia parecer’&lt;/em&gt;, poderão trocar figurinhas a respeito do defunto, entre mexericos, louvores, injúrias, blasfêmias e risadinhas coradas, para espanto das parentas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116424214495966163?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116424214495966163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116424214495966163' title='46 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116424214495966163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116424214495966163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/post-post-morten.html' title='post &apos;post morten&apos;'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>46</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116372730672677451</id><published>2006-11-16T23:33:00.000-02:00</published><updated>2006-11-16T23:35:06.740-02:00</updated><title type='text'>Humor negro</title><content type='html'>Dando continuidade às comemorações do glorioso 15 de novembro, uma intrépida troupe de familiares resolveu se abolear na tradicional Cantina Montechiaro no Bexiga.Enquanto aguardávamos a invasão das massas, petiscávamos filetes de cenourinha crua que serviam de suporte para uma perfeita sardella, e falávamos da aprovação da ortotanásia pelo Conselho Federal de Medicina. Eu, como mais que defensor da vida, guardião da qualidade de vida, discursava sobre a necessidade de regulação, em lei, dos procedimentos para salvaguardar médicos e familiares da sanha de advogados e parentes descontentes e/ou inescrupulosos, conforme alerta  da própria OAB. E como, nessas conversas um assunto puxa o outro, enveredamos sobre questões como aborto e, finalmente, controle da natalidade.&lt;br /&gt;Como vêem, temas leves, aderentes a um almoço tipicamente ibero-italiano. Até que um espírito de porco, que não vou dizer quem foi, resolveu dar os parabéns à família, no quesito controle da natalidade. Como se estivesse anunciando um resultado de partida de futebol, lembrou aos presentes que, nesse último ano, a peleja vida versus morte terminou com o placar Convocações para Velório 2 x 0 Convite para Batizado/Primeiro Aniversário. Sob o olhar de reprovação das nonas e constrangimento dos petizes, foi salvo o incauto pela chegada de um estupendo Talharim à Montechiaro.  Manja que te fá bene!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116372730672677451?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116372730672677451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116372730672677451' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116372730672677451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116372730672677451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/humor-negro.html' title='Humor negro'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116346865389555310</id><published>2006-11-13T23:36:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T23:44:13.913-02:00</updated><title type='text'>Comemoração</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/blackmore.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/400/blackmore.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bem que eu tentei mas não deu para evitar. Novembro chegou e, com ele, o fatídico dia 15, quando há 49 anos a Maternidade do Brás ouviu meus primeiros sons de rebeldia. Agora, com diz a &lt;a href="http://graodepoeira.blogspot.com/"&gt;Luz&lt;/a&gt; que, não importa a idade que você possa ter, importa saber há quanto tempo está naquela idade, então, estarei firme nos meus vinte anos, comemorando ao som de muito rock and roll (o sex and drugs ficam por conta de cada um).&lt;br /&gt;Será nesse antro aí da foto acima(se conseguir baixar), o &lt;a href="www.blackmore.com.br/"&gt;Blackmore Rock Bar&lt;/a&gt;. O som será do Rain Song, cover do Led Zeppelin. Espero que tenha Since I’ve been love you, Black Dog, Whola Lotta Love e, claro, Starway to heaven. Quem quiser aparecer e dar meu nome na entrada, estará me ajudando a ganhar uma camiseta comemorativa. &lt;a href="http://marconileal.zip.net/"&gt;Marconi&lt;/a&gt;, o bar fica em Moema, é perto da sua casa. Vai encarar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116346865389555310?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116346865389555310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116346865389555310' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116346865389555310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116346865389555310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/comemorao.html' title='Comemoração'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116320860727485105</id><published>2006-11-10T23:26:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T23:30:07.290-02:00</updated><title type='text'>Lapidar</title><content type='html'>&lt;em&gt;Memórias Conjugais&lt;br /&gt;Composição: Paulinho da Viola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lapidar&lt;br /&gt;Foi a sua frase&lt;br /&gt;Proferida de um jeito natural&lt;br /&gt;Registrei esta preciosidade&lt;br /&gt;Sem alarde&lt;br /&gt;No meu livro de memórias conjugais&lt;br /&gt;-“Tenho asas, meu amor, preciso abri-las&lt;br /&gt;Ao seu lado não sou muito criativa”&lt;br /&gt;Depois dessa&lt;br /&gt;Fui em busca do meu antidepressivo&lt;br /&gt;E afundei&lt;br /&gt;No sofá com meus jornais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cara no espelho já diz tudo&lt;br /&gt;Desconfio de um carma secular&lt;br /&gt;Pelo jeito, eu também sou um embrulho&lt;br /&gt;Mas eu juro, deste muro&lt;br /&gt;Amanhã vou me jogar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi&lt;br /&gt;Vou tomar um providência&lt;br /&gt;Pra começar, lá no bar do seu José&lt;br /&gt;Para ver&lt;br /&gt;Se exorcizo este domingo – céu nublado&lt;br /&gt;E esta mala&lt;br /&gt;Que não larga do meu pé&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;-------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu...tu...tu...tu...tu....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indagado sobre essa sua nova mania de só andar com prostitutas, Juvenal foi lapidar na sua resposta: “Desisti das filhas. Agora resolvi me entender direto com suas digníssimas progenitoras.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu...tu...tu...tu...tu...tu...&lt;br /&gt; -----------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota (de parte) da redação&lt;/strong&gt;: A direção desse blog vem a público esclarecer que o, digamos... texto acima, é produção independente de alguém que, covardemente, não assume nome nem sobrenome, apenas se auto-intitulando de “O Outro”. Essa entidade que, por normas do ‘manual da redação’, não pode ter sua opinião colocada em&lt;em&gt; itálico&lt;/em&gt; por não poder, juridicamente, ser caracterizada como opinião/obra de terceiros, se infiltrou nos meandros da rede e, usurpando usuário e senha do titular desse blog, interferiu na sublime análise preparada para essa pequena obra prima do nosso querido mestre portelense.&lt;br /&gt;Essa ‘persona non grata’, hedonista, esteta, que não hesita em abandonar seus amigos em busca da frase de efeito perfeita, sem avaliar violências e mágoas que possam estar sendo (ugh! gerundismo maledeto) perpetradas, vem, aqui e agora, ser objeto de veemente contestação e consternação.&lt;br /&gt;Já que o objetivo desse post foi totalmente desvirtuado, só nos resta dizer que a difamação presente no ruído machista e sexista acima, não traduz, em tempo e forma nenhuma, nossa opinião sobre esse ser frágil, sensível, compreensivo e tolerante chamado mulher. E tentamos ter dito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116320860727485105?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116320860727485105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116320860727485105' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116320860727485105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116320860727485105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/lapidar.html' title='Lapidar'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116311604596656552</id><published>2006-11-09T21:44:00.000-02:00</published><updated>2006-11-09T21:47:25.993-02:00</updated><title type='text'>Me Chama!</title><content type='html'>Estavam os dois naquele sexo gostosinho, trivial simples, meio de semana, crianças dormindo no quarto ao lado.&lt;br /&gt;No rádio-relógio canta Marina, baixinho:&lt;br /&gt; &lt;em&gt;“Chove lá fora e aqui&lt;br /&gt;  Faz tanto frio”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Quando ela olha para trás, sorri, e pede:&lt;br /&gt;- Me pega pelo cabelo e me chama de puta.&lt;br /&gt;Suspense...&lt;br /&gt;- É pra já! Vem cá, minha putinha gostosa!&lt;br /&gt;Pausa...&lt;br /&gt;- Não! Não é putinha! É putona, das grandes, das bem cachorra.&lt;br /&gt;- ???&lt;br /&gt;- Por que parou? Parou por que?... Isso, no ritmo... não pára... vai... vai...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116311604596656552?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116311604596656552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116311604596656552' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116311604596656552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116311604596656552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/me-chama.html' title='Me Chama!'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116248832865020085</id><published>2006-11-02T14:18:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T14:50:41.053-03:00</updated><title type='text'>Recebendo Visitas</title><content type='html'>Hoje foi um dia movimentado aqui no cafofo. Eles foram chegando sem avisar e já abrindo a geladeira, porque são todos da casa.&lt;br /&gt;O primeiro foi Seu Alécio. Logo cedo, entrou na quarto pra me acordar, e já deu uma bronca, de leve, porque tinha dormido com a porta da casa aberta. Fiz o café, que ele bebeu fazendo aquele barulhinho ao sorver, de quem não quer queimar a língua com bebida quente. Aproveitou pra me dar conselhos, mais alguns. Meio desanimado porque, sabia, eu sempre fazia o contrário.&lt;br /&gt;Depois, estacionando o antigo caminhão F-8 na porta, desceu o Velho Chico e Dona Mariana. Ele vinha trazendo o acórdeon que me prometera, assim que soube do meu interesse em estudar música. Dona Mariana, depois de muitos beijos, já foi pra cozinha providenciar uns pasteizinhos de carne e queijo com tomate e orégano para o tira gosto.&lt;br /&gt;E ficamos lá papeando. O clima esquentou quando os dois começaram a discutir quem seria rebaixado pra segunda divisão do brasileirão, o Palmeiras ou o Corinthians. Eu, apesar de palmeirense, nessas horas torço pro Juventus desde pequenininho, que não era besta de meter a colher entre os dois.&lt;br /&gt;Perto da hora do almoço chegou a Guelita, com toda a sua alegria. Já foi ajustando os longos cabelos grisalhos num coque perfeito em cima da cabeça, colocando o avental, e ajudando Dona Mariana na cozinha, enquanto cantarolava e assobiava canções de Espanha.&lt;br /&gt;Quando Seu Wilson chegou, o primeiro, eu, o Xará, já que apareci depois pra roubar sua menininha, estava terminando de pintar o portão, tarefa que ele logo se prontificou a ajudar. Só pediu que colocassemos um cd da Ella Fitzgerald que, assim, o trabalho teria mais prazer.&lt;br /&gt;Hora do rango e o cardápio das Nonas estava uma delícia. Feijão feito com banha e toucinho, arroz, ‘longaniça’ como dizia a Guelita naquele seu portunhol adaptado às duras penas, e chouriço fritos. Na hora de preparar meu prato a Guelita ainda fez questão de colocar cebola e alho bem picadinhos no fundo, depois o feijão, o arroz e um ovo estralado com a gema bem mole por cima, que era pra eu quebrar e espalhar.&lt;br /&gt;Na hora do cafezinho com bolinho de chuva, chegaram o Lando, no seu Gordini, e o Miquim, de ônibus. O Miquim sempre resmungando que ninguém o entende, que fala as coisas e ninguém responde, só porque ele é velho. Veio com sua maleta de barbeiro, mas eu disse que não precisava. Agora, se ele quizesse dar uma podada na parreira de uva?&lt;br /&gt;À tarde foi a vez dos jogos. Pebolim com o Lando que, sempre ao perder, dizia que era porque eu estava jogando com o Palmeiras e ele com o Santos. Pingue-pongue com o Alécio, que era mestre em pegar cortadas sem se afastar da mesa.&lt;br /&gt;Quando o cansaço bateu, foi a vez de saborear um cachimbo com fumo aromático, junto com uma cachaça de alambique de Salesópolis.&lt;br /&gt;A surpresa ficou por conta da chegada da Yolanda, se desculpando pelo atraso, afinal teve que percorrer mais de quatrocentos quilômetros. Estava toda elegante e perfumada, com um pacote de jabuticaba do seu quintal e um gatinho a tira-colo, o que fez com que tivesse de prender o Lost, para evitar que gato ao molho pardo fosse servido no jantar. Foi uma alegria ver o seu reencontro com os irmãos, principalmente o carinho com que o Alécio a abraçou e, sorrindo, mais uma vez disse: Inhó!&lt;br /&gt;O dia foi acabando e, do mesmo modo que chegaram, foram indo sem pedir licença, não se sabe pra onde.&lt;br /&gt;Cada um tinha ainda algo a dizer. O Velho Chico queria que eu pegasse o F-8 pra dar uma volta. Quando percebeu meu receio, não teve duvida, tascou um ‘Que é isso, moleque cagão de merda, sobe aí e dirige”. Com o Seu Wilson, combinamos uma nova pescaria de tartarugas marinhas no costão do Guaraú. Com o Lando um acampamento em Camburí. O Miquim me fez prometer que não esqueceria de leva-lo até São Bernardo para ver o processo de sua aposentadoria pelo Funrural. Dona Mariana e a Guelita me deram sua benção e mandaram eu ficar com Deus. A Yolanda cobrou uma visita de volta.&lt;br /&gt;Por último, Seu Alécio. Perguntou que raio de curso de Yoga Tântrica era esse que eu estava fazendo, e ele pagando. Tentei explicar. Acho que não entendeu, mas disse que se era o que eu queria, pra ele estava bem.&lt;br /&gt;Depois que todos foram embora e eu vim escrever essa homenagem, me lembrei que esqueci de dizer-lhes o quanto gostaria de ser um pouquinho igual a cada um, afinal, “quem puxa os seus, não degenera não”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bônus-frase: “Sempre odiei a realidade. Mas é o único lugar onde consigo obter um bife decente”. (Woody Allen)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116248832865020085?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116248832865020085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116248832865020085' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116248832865020085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116248832865020085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/recebendo-visitas.html' title='Recebendo Visitas'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116200668330606531</id><published>2006-10-28T00:31:00.000-03:00</published><updated>2006-10-28T00:38:03.323-03:00</updated><title type='text'>Contrastes</title><content type='html'>Hoje não era dia/noite de escrever post. Voltei pra casa com o firme propósito de passar na locadora e continuar com minha retrospectiva de Fellini.&lt;br /&gt;Mas, pra variar, com os pensamentos nas nuvens, simplesmente esqueci de entrar a esquerda no trevo de Jarinú e, quando dei por mim, estava abrindo o portão de casa.&lt;br /&gt;O que restou? A preguiça de voltar quatro quilômetros até a cidade. Então, vamos assistir ao último debate dos senhores presidenciáveis.&lt;br /&gt;Vi o primeiro bloco. Ilustres eleitores, indecisos, segundo a produção do programa, fazendo perguntas gerais sobre educação, saúde, previdência e saneamento básico. Um minuto e vinte segundos, cronometrados, para o candidato da vez, quarenta segundos para a réplica do oponente, mais um minuto para a trépila, e vamos para a próxima.&lt;br /&gt;O que se viu? Um monte de números. Cifras, percentuais, etc, que não sei como os comuns dos mortais tem condição de guardar na memória, mas nossos super-candidatos desfiam sem o maior constrangimento. Alguém aí vai conferir e contestar? Nada de concreto, de proposta, de futuro. Só generalidades e, tudo é prioridade. Dizer quem vai ganhar e quem vai perder para atender as prioridades, nem pensar. Felizmente, fim do primeiro bloco e, vamos para os intervalos.&lt;br /&gt;Como não consigo assistir intervalo comercial, tendo a posse do controle remoto, dei uma zapeada.&lt;br /&gt;Três canais depois, eis que aparece a figura do patrono desse blog, Valter Franco. Estava numa entrevista com o Prof.. Pasquale Neto, aquele do programa Nossa Língua Portuguesa da TV Cultura, dessa vez num programa do Canal Educação (só via parabólica).&lt;br /&gt;Aí sim, coisas importantes começaram a acontecer. Primeiro, fiquei sabendo que o título desse blog, que é também de uma canção do referido autor, foi inspirado quando o dito cujo presenciou a implosão do edifício Mendes Caldeira em São Paulo, nos idos de 74-75. Após os cerca de cinco segundos que durou a implosão, veio a mente do poeta minimalista a frase “Apesar de tudo, muito leve”. Quer outra frase síntese que virou música: “O sorriso do cachorro tá no rabo”.&lt;br /&gt;Depois, falando sobre o momento atual, a afirmação que as pessoas estão olhando para baixo e para o traseiro, em vez de pensar com a razão e o coração, isso mesmo, os dois juntos. Tudo num clima calmo, sem cronômetro. Poucas pessoas vão entender o que vou dizer, mas entrevistado e entrevistador estavam jogando Frescoból, enquanto que na Globo se desenrolava uma partida de Tênis. Quem quiser esclarecimentos sobre, leia &lt;a href="http://www.rubemalves.com.br/tenisfrescobol.htm"&gt;esse texto aqui&lt;/a&gt;, do Rubem Alves. É outro contexto, mas também se aplica aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116200668330606531?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116200668330606531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116200668330606531' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116200668330606531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116200668330606531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/contrastes.html' title='Contrastes'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116182430655793036</id><published>2006-10-25T21:55:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T22:04:36.836-03:00</updated><title type='text'>As Noites de Cabíria</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/noites_de_cabiria_04.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/400/noites_de_cabiria_04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que serve um blog? Muitas vezes me faço essa pergunta. Acho que serve “de tudo pra nada”, como diz uma música perdida no tempo. Mas quando a gente sente uma grande emoção com alguma coisa, acho que serve pra compartilhar.&lt;br /&gt;Foi isso que senti quando assisti, ontem, “As Noites de Cabíria”, de Federico Fellini.&lt;br /&gt;Sou fã antigo do mestre italiano. Assisti a quase todos seus filmes há muito tempo atrás. Estou me deliciando com uma releitura agora, de alguns que encontro nas locadoras. Esse filme em particular, ainda não havia assistido. Lembrei de uma música de Caetano Veloso em homenagem a protagonista, Guilieta Massina, que veio a ser a esposa do cineasta. O filme ainda é da fase em preto e branco, mas que lindo preto e branco. Por favor, esqueçam os filmes coloridos. Tudo pode ser dito em preto e branco.&lt;br /&gt;O enredo é simples. As desventuras de uma prostituta nos arredores de Roma, longe da Via Venetto. Mas Fellini é um ótimo narrador de estórias. Seu visual onírico, ainda aparece de forma contida nesse filme, anterior a “La Dolce Vita”, onde essa sua marca registrada começou a tomar forma mais vigorosa, para ir num crescendo desde ‘Julieta dos Espíritos’, “Fellini, oito e meio”, “Satyricon”, “Amarcord”, “Ensaio de Orquestra”, “E la nave vá”, até o fim de sua vida.&lt;br /&gt;Mas Giulieta é uma atriz excepcional em expressividade. O filme até que corre morno, para os padrões Fellinianos, o que significa, mesmo assim, uma atenção sempre presa e encantada. Parecia até que Fellini estava preocupado com o Oscar, para o qual esse filme foi indicado, indicando um final feliz padrão.&lt;br /&gt;Mas as duas cenas finais valem a emoção que me motivou a escrever e recomendar.&lt;br /&gt;A penúltima mostra uma das maiores violências, psicológicas bem entendido, que poderíamos imaginar, principalmente sob o ponto de vista feminino. A última, quando ficamos pensando no pior, nos brinda com uma das mais belas imagens que já vi, imortalizadas em película. Lógicamente, acompanhada da maravilhosa música de Nino Rota.&lt;br /&gt;Não a coloquei aqui no post, para não estragar a surpresa de quem se dispuser a assistir (tem na Blockbuster). Chega de palavras. Se interessou, assista e diga se não tenho razão, ops, se não fui feliz, melhor dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S&gt; pensamento do dia, inteiramente grátis: “Se tiver que apostar entre você e o mundo, aposte no mundo” (Franz Kafka).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116182430655793036?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116182430655793036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116182430655793036' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116182430655793036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116182430655793036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/as-noites-de-cabria.html' title='As Noites de Cabíria'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116174130299825732</id><published>2006-10-24T22:52:00.000-03:00</published><updated>2006-10-24T22:55:03.026-03:00</updated><title type='text'>A viagem</title><content type='html'>Estava indo de carro para o serviço. Parei no posto em Campo Limpo para abastecer e tomar um café com pão de queijo.&lt;br /&gt;Pra seguir viagem rumo Alphaville, achei que estava com espírito para ouvir um som e pus um no toca-cd. Realmente estava muito bom, valia um plus no volume. Aquele ritmo, aquela bateria seca e límpida, aqueles metais luminosos, pediam mais uns decibéis. Mais alguns + no volume e senti uma pequena distorção, o que era imperdoável para ouvidos sensíveis. Baixa um ponto e, voilá, a música perfurando, não, envolvendo, todos os tímpanos, membranas, corações e mentes como só ela consegue.&lt;br /&gt;Agora deixa eu dizer: não estava ouvindo qualquer coisa não. Era, nada mais nada menos que Clarence “Gatemouth” Brown, o mago do blues texano, mas com várias outras influências. Um septuagenário com brios e punch de menino. O cd, &lt;a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0000002WM/ref=m_art_li_15/104-3962357-1956747?ie=UTF8"&gt;Real Life&lt;/a&gt;, gravado ao vivo, no Caravan Of Dreams (bonito nome, não) em 1985.&lt;br /&gt;Conheci esse cara, ao vivo, num dos festivais de jazz aqui de São Paulo, nos idos de 93-94, mais ou menos. Foi um deslumbre, principalmente depois de assisitr Bo Didley com sua macaquices no palco. Mas não vamos tergiversar.&lt;br /&gt;O que quero dizer é sobre o poder inebriante da boa música. Ouvir esse cara tocando blues, jazz-blues, cajun e zydeco music (influências de New Orleans), fez com que a viagem fosse “a viagem”. A cabeça não parava de balançar, as mãos tamborilavam no volante, o carro todo “ondulava”, provavelmente por toques imperceptíveis, mas ritmados, do pé no acelerador.&lt;br /&gt;Enfim, posso dizer, que o bólido era dirigido por mim, mas guiado pelo espírito do blues. Sim, porque ele já morreu, sobrevivente do Katrina, mas não da desilusão e angústia de ver sua New Orleans destruída.&lt;br /&gt;Quando entrei no Rodoanel do Sr. Mario Covas, o Cd acabou e entrou uma entrevista do Alckimin na CBN. Não, não dava pra encarar. Coloquei em repeat, e ouvi mais uns quinze minutos até chegar no estacionamento da empresa.  &lt;br /&gt;Aí foi deixar a adrenalina baixar pra conseguir voltar a verdadeira 'Real Life'.&lt;br /&gt;Só pra complementar, muitas vezes vejo pessoas trabalhando o tempo todo com o fone de ouvido ligado, em geral ouvindo música. Não consigo ter esse tipo de relação com ela. Ou ela me absorve completamente, ou não vale a pena deixa-la servir apenas de pano de fundo para outras atividades. Infelizmente acho que sou mono-processamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116174130299825732?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116174130299825732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116174130299825732' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116174130299825732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116174130299825732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/viagem.html' title='A viagem'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116164744189183669</id><published>2006-10-23T20:48:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T20:50:41.910-03:00</updated><title type='text'>A Questão</title><content type='html'>Chega uma hora na vida em que você se depara com uma questão crucial, que deve ser respondida de forma calma e serena: você pretende ter razão, ou ser feliz?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116164744189183669?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116164744189183669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116164744189183669' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116164744189183669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116164744189183669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/questo.html' title='A Questão'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116130516269795499</id><published>2006-10-19T21:43:00.000-03:00</published><updated>2006-10-19T21:47:35.423-03:00</updated><title type='text'>Dica</title><content type='html'>Se estiver caçando mosca por Sampa, dá uma chegadinha&lt;a href="http://www.baladaliteraria.blogspot.com/"&gt; nessa balada&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116130516269795499?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116130516269795499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116130516269795499' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116130516269795499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116130516269795499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/dica.html' title='Dica'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116052807562344461</id><published>2006-10-10T21:49:00.000-03:00</published><updated>2006-10-12T07:11:47.720-03:00</updated><title type='text'>O Coração da Matéria</title><content type='html'>Scobie é católico e, também, delegado de polícia numa colônia inglesa qualquer localizada na costa da África Ocidental, durante a segunda guerra.&lt;br /&gt;Suas tarefas, nesse teatro periférico da conjuntura bélica, era tratar dos pequenos dramas dos negros do lugar, a fim de manter a ordem; vistoriar navios de passagem em busca principalmente de diamantes que poderiam ser utilizados pelos alemães na construção de armas, e decodificar mensagens criptografadas nas correspondências que chegavam. Nada de emocionante, podemos ver.&lt;br /&gt;Era casado com Louise, também católica e a intelectual da cidade, já há vários anos. Sem filhos, posto que haviam perdido uma menina.&lt;br /&gt;Fora preterido no processo de substituição do comissário da capital da colônia por outro forasteiro mais jovem. Isso trouxe um pouco mais de fel para o seu relacionamento com a esposa, que não se adaptava a vida modorrenta do lugar, quente e úmido. Ela não fazia nenhuma acusação direta, mas para Scobie, sempre preocupado e se sentindo responsável pela sua felicidade, isso não era necessário para lhe aumentar a sensação de fracasso e impotência.&lt;br /&gt;Aparece uma oportunidade para Louise viajar para a África do Sul, mas ele não tem dinheiro para as passagens. Resolve aceitar um empréstimo do sírio Yousef, um dentre todos os sírios do lugar, suspeitos de atividades ilícitas, para poder satisfazer o desejo da esposa de sair do lugar. Considerava essa viagem como uma separação extra-oficial, e sem volta.&lt;br /&gt;Durante a viagem da esposa se envolve com Helen, uma náufraga sobrevivente que, com a morte do marido no naufrágio, fica na cidade, perdida. Mais que amor, novamente é seu senso de responsabillidade por sua felicidade, que o mantém ligado a Helen.&lt;br /&gt;Até que a carta anunciando a volta de Louise o traz de volta a realidade das aparências, e desencadeiam um conflito entre sua fé católica e seus valores mais íntimos. Não consegue abandonar nem a esposa nem a amante.&lt;br /&gt;Confessa, no anonimato do confessionário, seu adultério ao Padre Rank que, seguindo os cânones, ordena que ele se afaste da amante, para poder receber o perdão. Diante da afirmação dessa impossibilidade padre Rank sentencia: &lt;em&gt;“Foi-nos ensinado a perdoarmos nosso irmão setenta vezes sete e não necessitamos temer que Deus seja menos clemente do que nós. Mas ninguém começa perdoando a quem não está contrito. É melhor pecar setenta vezes e arrepender-se de cada vez, do que pecar uma vez e nunca se arrepender.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;É nesse contexto, mal e porcamente relatado, já com Louise de volta, que Scobie se vê na iminência de profanar sua fé, indo comungar junto com a esposa, sem receber a absolvição dos seus pecados através da confissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho a seguir mostra a grandeza de Graham Greene, autor do &lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=103241&amp;amp;ST=SE"&gt;romance&lt;/a&gt; do título:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O Padre Rank desceu os degraus do altar trazendo Deus. A saliva havia secado na boca de Scobie. Era como se suas veias houvessem secado. Não podia erguer a vista. Via apenas a fralda da alva do padre como a gualdrapa do corcel medieval de guerra investindo sobre ele, o tropel dos cascos: a carga de Deus. Se pelo menos os arqueiros disparassem de emboscada... E por um instante imaginou que os passos do padre tinham de fato hesitado. Talvez, afinal, alguma coisa possa ainda acontecer, antes que Êle chegue a mim, alguma interposição incrível... Mas, com a boca aberta (tinha chegado a hora), fez uma derradeira tentativa de oração: “Ó Deus, ofereço-Vos a minha condenação. Tomai-a. Utilizai-a em favor delas”, e sentiu na língua o leve gosto de papel de sua sentença eterna.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116052807562344461?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116052807562344461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116052807562344461' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116052807562344461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116052807562344461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/o-corao-da-matria.html' title='O Coração da Matéria'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116009577412702232</id><published>2006-10-05T21:44:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T22:01:01.480-03:00</updated><title type='text'>The day after</title><content type='html'>&lt;em&gt;Mora na Filosofia&lt;br /&gt;(Monsueto Menezes – Arnaldo Passos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou lhe dar a decisão&lt;br /&gt;Botei na balança&lt;br /&gt;Você não pesou&lt;br /&gt;Botei na peneira&lt;br /&gt;Você não passou&lt;br /&gt;Mora na filosofia&lt;br /&gt;Pra que rimar&lt;br /&gt;Amor e dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se seu corpo ficasse marcado&lt;br /&gt;Por lábios ou mãos carinhosas&lt;br /&gt;Eu saberia, ora vai mulher,&lt;br /&gt;A quantos você pertencia&lt;br /&gt;Não vou me preocupar em ver&lt;br /&gt;Seu caso não é de ver pra crer&lt;br /&gt;Tá na cara&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Bom, amigos leitores, depois do Tsunami que varreu este blog ontem, vamos voltando a nossa programação normal.&lt;br /&gt;Hoje fiquei com a música acima na cabeça. Cantávamos, junto com Caetano Veloso, no disco ‘Transa’, eu, Gal, Mongo, Dani e Contente, em geral a bordo do fusca da dona Adélia, minha progenitora, nos idos de 78-79, entre alegres viagens de férias e/ou etílicas, enquanto cursávamos o Curso de Geocências na USP.&lt;br /&gt;Éramos conhecidos como Grupo Foda-se. Por dois motivos. Primeiro porque nosso bólido tinha a placa FO-1968, ou seja, conforme fazíamos questão de divulgar, ‘1968 foi um ano FOda’.&lt;br /&gt;A alcunha pegou de vez quando, no meio do nosso curso, a escola como um todo entra em greve por melhores condições de ensino. A ditadura, e seu modelo estatal, estavam nos estertores, e as verbas começavam a faltar. Excursões didáticas estavam sendo cortadas ou reduzidas, professores titulares sendo substituídos por mestres inexpressivos e sem preparo, verbas para pesquisa minguando. Resolvemos enfrentar a situação e entramos em greve geral.&lt;br /&gt;Depois de um mês de greve, sem nenhuma perspectiva de solução, afinal, quem dá bola pra estudantes em greve, numa assembléia geral, começam as dissidências. Aí o colega Gal, uma das melhores cabeças que já conheci, pede a palavra e, calmamente, cofiando a vasta cabeleira que lhe valeu o apelido, diz algo como: ‘Colegas, se entramos num movimento que consideramos justo e, cientes das dificuldades em vermos atendidas nossas reinvidicações, agora que a água começa a bater na nossa bunda, com a perspectiva de vermos o semestre perdido por faltas, vamos arregar e começar a querer negociar a rendição e reposição de aulas. Desculpem-me, caros colegas, mas FODA-SE! Não se consegue uma vitória sem pagar seu preço.’&lt;br /&gt;Lógico que seus comparsas de grupo começaram a puxar uma claque, logo acompanhada pela maioria da estudantada. E continuamos em greve, não sei por mais quanto tempo.&lt;br /&gt;O suficiente para toda a escola levar pau coletivo naquele semestre mas, FODA-SE, algumas reinvidicações foram atendidas, e a direção começou a tratar com mais respeito aquele grupo de ‘delinquentes juvenis’.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.1: Quando o presente se apresenta asfixiante, e o futuro sombrio, vale uma viagem&lt;br /&gt; A um passado mais luminoso para ‘repor as energias e recarregar as baterias’.&lt;br /&gt;P.S.2: Post dedicado ao Valter e a Rosana, pela força. E ao Mongo, in memóriam, porque achou que era um pássaro e tentou voar, sem asas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116009577412702232?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116009577412702232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116009577412702232' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116009577412702232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116009577412702232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/day-after.html' title='The day after'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115992357220186921</id><published>2006-10-03T21:51:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T11:54:26.596-03:00</updated><title type='text'>O Maior Pidão da Blogsfera</title><content type='html'>&lt;a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/"&gt;Ele&lt;/a&gt; foi um dos primeiros caras que conheci no mundo dos blogs. Práticamente me obrigou a fazer meu primeiro comentário, entre lacônico e envergonhado, depois que pediu que se acusasse a ‘alma caridosa e louca’que havia comprado duas indicações suas pelo Submarino.&lt;br /&gt;Foi o cara que, no dia seguinte a publicação do primeiro post desse blog, tive a honra de receber o comentário inaugural. Lógico que eu fiz antes um comentário, discreto, no blog dele, mas ele percebeu o link novo e veio conferir.&lt;br /&gt;Fazia tempo que não dava uma passada por lá. Agora o pidão está aprontando uma nova. Disponibilizou para dow load, via amazon.com, e pela módica quantia de US$3,00, seu livro de contos &lt;a href="http://www.sobresites.com/alexcastro/onde.htm"&gt;“Onde Perdemos Tudo”. &lt;/a&gt;Já tinha baixado e lido, na época que ele disponibilizava pra down load free, há quase três anos atrás. Agora, extendendo uma promessa feita a seu &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/biajoni/"&gt;‘irmãozinho’&lt;/a&gt;, fiz questão de comprar os direitos e baixar novamente, numa edição mais caprichada. E, atendendo aos pedidos do pidão, divulgo e recomendo, enfáticamente. Mas não adianta pedir, que não vou copiar. Tem que ir lá e desovar os dólares. É uma pechincha, pelo que irão receber. Um Abraço, Alex.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115992357220186921?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115992357220186921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115992357220186921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/o-maior-pido-da-blogsfera.html' title='O Maior Pidão da Blogsfera'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115967075763269730</id><published>2006-09-30T23:42:00.000-03:00</published><updated>2006-10-01T09:47:18.500-03:00</updated><title type='text'>Procura-se</title><content type='html'>- Oi, amigo, tudo bem! Estou te ligando porque fiquei sabendo que você vai tomar umas ‘brejas’ com a...&lt;br /&gt;- É, eu estou sabendo, não me pergunte como. Mas eu queria te pedir um favor.&lt;br /&gt;- Obrigado. Sabia que podia contar com você. Primeiro queria que você mandasse um abraço pra ela, se bem que aposto que ela vai declinar. Depois, queria que você perguntasse se ela podia devolver minha felicidade.&lt;br /&gt;- Pois é rapaz, Eu te contei que a gente tinha se separado, né? Então, nêgo, naquela correria, aquele stress todo, você sabe como é que é. Lembrei de pegar minha escova de dentes, meu aparelho de barba, roupas, etc, mas acabei esquecendo ela.&lt;br /&gt;- A felicidade, ora, sobre o quê a gente ta falando?&lt;br /&gt;- Já! Já pedi de volta, mas ela diz que não ficou por lá, mas eu tenho quase certeza que sim.&lt;br /&gt;- Pois é, acho que ela é que não procurou direito. Só encontrou umas roupas que estavam na lavanderia, que devolveu dois dias depois, sem lavar, numa sacola da C&amp;amp;A, onde estava o presente que eu tinha dado alguns dias antes. Pensei até que era o presente que ela tava devolvendo, mas esse ficou..&lt;br /&gt;- Não, só dei pela falta algum tempo depois.&lt;br /&gt;- Então, faz o seguinte: pede pra ela procurar no armário do banheiro, na gaveta onde ela guarda os apetrechos de depilação, ou embaixo, junto com o papel higiênico. Ou então pode estar naquele maleiro do guarda roupa, no canto, onde guardávamos as coisas velhas, para doação, sabe? Dá uma olhada na casinha do cachorro também. Quem sabe estava jogada pelo chão e ele pegou pra brincar.&lt;br /&gt;- Não, acho que não. O cachorro é bem obediente, não costuma estragar as coisas que encontra pelo caminho. Meu medo é ter caído no tanque e ter ido pelo ralo. Ou alguém meio que distraidamente, sabe, ter deixado cair na privada e, sem querer claro, ter dado a descarga. Aí, fudeu!&lt;br /&gt;- Você ajuda a procurar? Ótimo. Não é uma coisa muito grande. È bem da comum mesmo, que nunca fui muito exigente nesses assuntos. Sou discípulo de Sartre. As&lt;br /&gt;coisas simplesmente existem, valem pelo que elas são, e não pelo que poderiam, ou gostaríamos, que viessem a ser. Mas é frágil. Não sei se agüenta muito tempo sem cuidados especiais.&lt;br /&gt;- Eu sei cara, que isso é uma coisa muito pessoal, que não podemos entregar na mão&lt;br /&gt;dos outros, para tomarem conta. Mas, também, só agora é que todo mundo me fala isso?&lt;br /&gt;- Não, nunca tinha me acontecido antes. Bem ou mal, ela sempre vinha comigo.&lt;br /&gt;Sempre junto, por perto.&lt;br /&gt;- E você acha que não tenho procurado? Às vezes, andando na rua, parece que a vejo logo ali, na minha frente, balançando o rabinho. Aí apresso o passo pra chegar perto e, decepção, não era a minha, era de outro. Já pensei até em botar anúncio no jornal. Daqueles bem melodramáticos, tipo ‘criança está doente, gratifica-se bem’.&lt;br /&gt;- Não, tudo bem. Se não achar aquela, providencio uma outra. E tomo mais cuidado da próxima vez, pode deixar.&lt;br /&gt;- Pra você também. Abração, amigo! Lembranças à patroa, e boas brejas pra você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115967075763269730?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115967075763269730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115967075763269730' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115967075763269730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115967075763269730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/procura-se.html' title='Procura-se'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115949743283761163</id><published>2006-09-28T23:29:00.000-03:00</published><updated>2006-09-28T23:47:38.086-03:00</updated><title type='text'>Um filme de amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/cicarelli%20na%20espenha.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px" height="105" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/400/cicarelli%20na%20espenha.0.jpg" width="120" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ouvi dizer que La Cicarelli está pensando em processar os autores/divulgadores de suas cenas calientes em plagas espanholas. Não sei se ela realmente está abatida pela divulgação, ou se está apenas querendo mais, divulgação. Mas se for a primeira hipótese, aconselho a beldade a ler &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2809200625.htm"&gt;esse&lt;/a&gt; texto ou, se estiver díficil lá, pegar &lt;a href="http://orfaosdouol.blogspot.com/2006/09/um-filme-de-amor.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, e ir dormir tranquila.&lt;br /&gt;Enquanto isso, no Bananão, o debate corre xoxo, sem a presença da Geni com Teflon, aquela que todo mundo joga bosta nela, mas não gruda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115949743283761163?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115949743283761163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115949743283761163' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115949743283761163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115949743283761163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/um-filme-de-amor.html' title='Um filme de amor'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115940509965667130</id><published>2006-09-27T21:50:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T21:58:19.676-03:00</updated><title type='text'>Recomendaçõs de leitura de Paulo Francis (final)</title><content type='html'>2. parte&lt;br /&gt;Desculpem a lambança, mas esses posts eram pra sair no 'livros e afins' apenas, mas por uma dificuldade em editar os links das obras mencionadas, em função dos templates especiais, que nós blogueiros adoramos ter, e depois não sabemos dominar, combinei com o Valter postar aqui onde esses links aparecem.   &lt;br /&gt;Agora tem ciência, com a filosofia incluída, mais um pouco de história, arte, com os gregos voltando a cena,  literatura e política, com as grandes revoluções dos séculos 19 e 20. Sempre através da sua ‘metralhadora giratória’, que não poupa Darwin, em A Origem das Espécies, nem Joyce, todo, dizendo-os desnecessários. Atentar para sua observação sobre o ‘relativismo niilista’ de Dr. Fausto. Alguém contesta?&lt;br /&gt;Se na primeira parte até que não fiz feio, com relação aos títulos lidos, nessa segunda vejo o quão ignorante ainda sou. De todos os títulos sobre ciências e política, só li  'Rumo a Estação Finlândia'. Mas tudo bem. Como dizem que ainda sou novo, tenho tempo pra aprender. Vou urgente dar uma passadinha no Sebo do Messias, que os preços do Submarino estão salgados demais pra mim.&lt;br /&gt;Completando o serviço, PF (ele, com seu elitismo, iria adorar ser citado assim) tem uma biografia,  Paulo Francis – Brasil na Cabeça, de Daniel Piza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meu conhecimento científico é quase nenhum. Mas lí, claro, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=39356&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;A Lógica da Pesquisa Científica&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=50983&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Karl Popper&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, quando entendi o que esses cabras querem. Para quem quer um começo apenas, recomendo o prefácio do Novum Organum, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=3823&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Francis Bacon&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, que quer dizer, o título, novo instrumento, e &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=3823&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Bacon&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; explica o método científico e o que objetiva a ciência. E para complementá-lo leia o prefácio dos Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=45442&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Isaac Newton&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, e o prefácio de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=55704&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Bertrand Russel&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; e &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=68623&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Alfred North Whitehead&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; de seus Principios da Matemática. Também vale a pena ler a História da Filosofia Ocidental, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=55704&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Bertrand Russel&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, e o capítulo sobre Positivismo Lógico, que é a filosofia calcada no conhecimento científico. Em resumo, tudo que pode ser provado lógica e matematicamente, é filosofia.O resto não é. Acho isso perfeitamente aceitável. Dispenso o resto.É nas artes que está a sabedoria. Como viver bem sem ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=32682&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Hamlet&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=59114&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;? Está tudo lá em linguagem incomparável, é de uma clareza exemplar, tudo que nós já sentimos, viremos a sentir, ou possamos sentir.Preferi citar junto com &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=59114&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; uma peça grega, que considero vital: &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=64221&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=61287&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Sófocles&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Há uma tradução de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=64221&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, em verso, por Guilherme de Almeida, que Cacilda Becker representou no Teatro Brasileiro de Comédia. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=64221&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; é o que há de melhor na mulher. É a jovem princesa cujos irmãos morreram em rebelião contra o tio, o rei Creon, e ela quer enterrá-los, porque na religião grega espíritos não descansam enquanto os corpos não são enterrados. Creon não quer que sejam enterrados, como advertência pública a subversivos. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=64221&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; desafia Creon. Ele manda matá-la. Ela morre. Seu noivo se suicida. É o filho de Creon, que enlouquece. Parece um dramalhão, mas não é. É a alma feminina devassada em toda sua possibilidade fraterna. Hegel achava que &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=64221&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; era o choque de dois direitos, o direito individual e o direito do Estado. E assim definiu a tragédia.A melhor história de Roma é a de Theodore Mommsem. A melhor história da Renascença é a de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=19519&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Jacob Buckhardt&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Tudo que você precisa saber.E aprenda com um dos mais famosos autodidatas, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=59197&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Bernard Shaw&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; (o outro é &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=65330&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Trotski&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;). Leia todos os prefácios das peças dele. São uma história universal. Um estalo de Vieira na nossa cabeça. Em um dia você lê todos. Anotando, uma semana. Também vale a pena ler a Pequena História do Mundo, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=95963&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;H. G. Wells&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, superada em muitos sentidos, mas insuperável como literatura.Passo tranquilo pelo Iluminismo. Foi tão incorporado a nossa vida, que não é necessário ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=90587&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Voltaire&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; ou &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=17850&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Diderot&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Os livros de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=24604&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Peter Gay&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; sobre o Iluminismo são excelentes. Dizem tudo que se precisa saber. Se se quer saber mesmo o que foi o cristianismo, a obra insuperada é &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=102813&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;As Confissões de Santo Agostinho&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma das grandes autobiografias, à parte a questão religiosa.Não é preciso ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=115367&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;A Origem das Espécies&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=16678&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Darwin&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, mas é um prazer ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=8730&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Viagens de um Naturalista ao redor do Mundo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, as aventuras de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=16678&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Darwin&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; como botânico e zoólogo, a bordo do navio inglês Beagle, nos anos 1830, pela América do Sul, com páginas inesquecíveis sobre Argentina, Brasil e Galápagos, que está até hoje como &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=16678&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Darwin&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; encontrou (e o Brasil e Argentina, na sua alma?)Houve três grandes revoluções no mundo, a americana, a francesa e a russa. A literatura não poderia ser mais copiosa. Mas basta ler, por exemplo, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=12737&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Cidadãos, de Simon Schama&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, para se ter um relato esplêndido da revolução interrompida, 1789-1794, na França, e concluir com o livro de Edmund Wilson, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=58000&amp;amp;ST=SE&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Rumo à Estação Finlândia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Schama é conservador, Wilson não era, quando escreveu, fazia fé, ainda na década de 30, como tanta gente, na Revolução Russa. Mas a esta altura, e mesmo antes de ele morrer, em 1972, é fácil notar que a Revolução Russa não teve o Terror interrompido, como a Francesa, mas continuou até Gorbachev revelar o seu imenso fracasso.O melhor livro sobre a Revolução Francesa é &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=56222&amp;amp;ST=SE&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;História da Revolução em França&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de Edmund Burke, de 1790, que previu o Terror de Robespierre e Saint-Just. Se o estudante quer um livro a favor da Revolução Francesa, leia, o título é o de sempre, o de Gaetano Salvemini. A favor da russa a de Sukhanov, que a Oxford University Press resumiu num volume, ou A Revolução Russa, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=65330&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Trotski&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, um clássico revolucionário. Mas os fatos falam mais alto que o brilho literário de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=65330&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Trotski&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Sobre a Revolução Americana não conheço livro bom algum traduzido, mas por tamanho e qualidade, um volume só, sugiro a da editora Longman, A History of the United States of America, do jovem historiador inglês Hugh Brogan, 749 págs, apenas, quando comprei custava US$ 25. Tem tudo que é importante.Em economia, a Abril publicou 50 volumes dos principais economistas. Eu não perderia tempo. Têm tanta relação com a nossa vida como tiveram Zélia e a criançada assessora. Mas há o Dicionário de Economia, também da Abril. Quando tascarem o jargão, você consulta para saber, ao menos, o que significa a embromação. Economia se resume na frase do português: quem não tem competência não se estabelece.Dos romances do século 19, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=32165&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Guerra e Paz&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=74436&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Tolstoi&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, e &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=183304&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Crime e Castigo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=18376&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Dostoiewski&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, me parecem absolutamente indispensáveis. Guerra e Paz porque é o retrato completo de uma sociedade como uma grande família, porque rimos e choramos sem parar, porque contém um mundo e as inquietações do protagonista, Pierre Bezhukov, que até hoje não foram respondidas. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=183304&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Crime e Castigo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, porque exemplifica toda a filosofia de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=45568&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Nietzsche&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; de uma maneira acessível e profundamente dramática, de como o cérebro humano é capaz de racionalizar qualquer crime, que tudo é relativo, em suma, a pessoa que pensa e age, como Raskolnikoff, o protagonista. Vale tudo. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=18376&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Dostoiewski&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, para nos impedir de aniquilar uns aos outros, acrescenta que não se pode viver sem piedade.Dos modernos, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=51620&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Proust&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; é maravilhoso, mas penoso, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=31819&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Joyce&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; é desnecessário, mas vale a pena ler as obras-primas de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=38981&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Thomas Mann&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, A Montanha Mágica, para saber o que foi discutido filosoficamente neste século, e Dr Fausto, que leva o relativismo niilista que domina a cultura moderna e de que precisamos nos livrar, se vamos sobreviver culturalmente, como civilização, e não como meros consumidores, num nível abjeto de satisfação animal.Há muitas obras que me encantaram e não estou, de forma alguma, excluindo autores ou quaisquer livros. A lista que fiz me parece o básico. Em algumas semanas, duas horas por dia, se lê tudo. Duvido que se ensine qualquer coisa de semelhante nas nossas universidades. Se eu estiver enganado, dou com muito prazer a mão à palmatória.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Paulo Francis, para o jornal - OESP - 30/05/91&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115940509965667130?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115940509965667130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115940509965667130' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115940509965667130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115940509965667130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/recomendas-de-leitura-de-paulo-francis.html' title='Recomendaçõs de leitura de Paulo Francis (final)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115932131057705248</id><published>2006-09-26T22:39:00.000-03:00</published><updated>2006-09-26T22:41:50.606-03:00</updated><title type='text'>recomendações de leitura</title><content type='html'>Recomendações de Leitura de Paulo Francis&lt;br /&gt;Encontrei em um canto do meu HD. Não me lembro de onde tirei, mas vale muito a pena. O genial Paulo Francis indica as suas leituras fundamentais. Francis funcionava, pra mim, como uma espécie de guru, ou para ser mais clássico, como ele gostava, um oráculo. O conheci através da Folha de São Paulo, da qual era assinante, lá pelos idos de 1976, com sua coluna Diário da Corte, onde escreveu até que um atrito público com o jovem, na época, jornalista Caio Túlio Costa, colega de redação na época, o deixasse em situação indelicada junto a direção do jornal,  fato que, aliado ao seu temperamento orgulhoso, forçaram sua saída. Com a sua ida para o Estadão, ficou mais difícil acompanha-lo, mas sempre que possível comprava o jornal nos dois dias que ele escrevia. Dos seus livros acho que tenho todos, alguns lidos mais de uma vez. Seu jeito fluente de escrever, coloquial, culto mas sem frescuras é um modelo para mim. Senti sua morte, em 1997, como se fosse a de um amigo, e muito especial, daqueles que você sabe que vai sentir falta pro resto da sua vida.&lt;br /&gt;O texto vai em duas partes, porque não gosto de textos longos em blog. Nessa primeira parte ele contextualiza seu objetivo, falando poucas e boas sobre a educação moderna, e começa com a literatura brasileira, que os nacionalistas irão chiar, pois só listou três obras de dois autores, e sobre uma de suas paixões, os gregos, finalizando com algumas obras sobre história da antiguidade, passando pela Roma antiga. Muita gente não dá importância para essa fase da humanidade, mas  quando você descobre que muitos dos dilemas atuais, tanto no aspecto pessoal quanto político, já estavam presentes naquela época, é bom para dar uma outra perspectiva sobre a natureza humana. &lt;br /&gt;De quebra, todos os livros indicados, existem em português, e com links para o submarino, pra quem quiser adquirir.Se bem que os links são antigos, podendo alguns não mais existir. E antes que pensem mal deste humilde escriba, aviso que não estou levando nenhum por fora. Divirtam-se, que amanhã tem o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Um guia para ter cultura: Uma bibliografia básica para quem quer compreender a aventura da humanidade"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedem minha ficha acadêmica para jovens vestibulandos...Não tenho. Tentei um mestrado na Universidade Columbia em Nova York 1954, mas desisti, aconselhado pelo professor-catedrático Eric Bentley. Achou que eu perdia o meu tempo. Li toda a literatura relevante, de Ésquilo a Beckett, e sabia praticamente de cor a Poética de Aristóteles. Em alguns meses se lê tudo que há de importante em teatro. Li e reli anos a fio.Mas, sem o doutorado ou nem sequer mestrado, me proponho fazer algumas indicações aos jovens, que, no meu tempo, seriam supérfluas, mas que, hoje, talvez tenham o sabor de novidade. Falo de se obter cultura geral. É fácil.Educação era a transmissão de um acúmulo de conhecimentos. Hoje, é uma adulação da juventude, que supostamente deve fazer o que bem entende, estar na sua, como dizem, e o resultado é que os reitores de universidades sugerem que não haja mais nota mínima de admissão, que se deixe entrar quem tiver nota menos baixa. Deve haver exceções, caso contrário o mundo civilizado acabaria, mas a crise é real, denunciada por gente como o príncipe Charles, herdeiro do trono inglês, e por intelectuais como Alan Bloom, que consideram a universidade perdida nos EUA. No Brasil, houve a Reforma Passarinho nos anos 60. A ditadura militar tinha o mesmo vício da esquerda. Queria ser popular. Era populista. Quis facilitar o acesso universitário ao povo, como reza o catecismo populista. Ameaça generalizar o analfabetismo.Não há alternativa à leitura. Me proponho apontar alguns livros essenciais ao jovem, um programa mínimo mesmo, mas que, se cumprido, aumentará dramaticamente a compreensão do estudante do mundo em que está vivendo.Começando pelo Brasil, é indispensável a leitura de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=167569&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Os Sertões&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=15898&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Euclides da Cunha&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. É curto e não é modelo de estilo. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=15898&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Euclides&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; escreve como Jânio Quadros fala. É cara do far-te-ei, a forma oblíqua de que Jânio se gaba. Mas o livro é de gênio. Nos dá a realidade do sertão, que é, para efeitos práticos, o Brasil quase todo, tirando o Sul; a realidade do sertanejo, e do nosso atraso como civilização, como cultura, como organização do Estado. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=15898&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Euclides&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; mostra o choque central entre o Brasil que descende da Europa e o Brasil tropicalista, nativo, selvagem. Euclides apresenta argumentos hoje superados sobre a superioridade da Europa, mas nem por isso deixa de estar certo. Tudo bem ter simpatia pelo índio e o sertanejo, o matuto, mas nosso destino é ser, à brasileira, à nossa moda, um país moderno nos moldes da civilização européia. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=15898&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Euclides&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; começou o livro para destruir Antônio Conselheiro e a Revolta de Canudos, mas se deixou emocionar pela coragem e persistência dos revoltosos e terminou escrevendo um grande épico, em prosa, que o poeta americano Robert Lowell, que só leu a tradução, considera superior a &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=32165&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Guerra e Paz&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=74436&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Tolstoi&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.Mas o importante para o jovem é essa escolha entre o primitivo irredentista dos Canudos e a civilização moderna, porque é o que terá de enfrentar no cotidiano brasileiro. É o nosso drama irresolvido.Leia algum dos grandes romances de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=3156&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Machado de Assis&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. O mais brilhante é &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=42631&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Para estilo, é o que se deve emular. O coloquialismo melodioso e fluente de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=3156&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Machado&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. É um grande divertimento esse livro. Eu recomendaria ainda para os que tem dificuldade de manejar a lingua O &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=113118&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Memorial de Aires&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. É o livro mais bem escrito em português que há.Os gregos são um dos nossos berços. Representam a luz e a doçura, na frase de um educador inglês, Mathew Arnold (também poeta e crítico). Arnold falava contra a tradição judaico-cristã, dominante na nossa cultura, na nossa vida, a da Bíblia e do Novo Testamento, que predominaram no mundo ocidental desde o século 5 da Era Cristã, quando o imperador romano Constantino se converteu ao cristianismo. Estudos gregos sérios só começaram no século 19, quando se tornaram currículo universitário, porque antes os padres e pastores não deixavam.Mas leia originais. Escolhi quatro. Depois de se informar sobre &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=50714&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; na enciclopédia do seu gosto, se deve ler A &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=255576&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Apologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, que é a explicação de Sócrates a seus críticos, quando foi condenado à morte, e Simpósio, um diálogo de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=50714&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=50714&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; não confiava na palavra escrita. Dizia que era morta. Preferia a forma de diálogo.Na &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=255576&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Apologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; se discute o que é mais importante na vida intelectual. A liberdade de ter opiniões contra as ortodoxias do dia. Ajudará o estudante a pensar por si próprio e ter a coragem de suas convicções.Depois, o delicioso Simpósio. É uma discussão sobre o amor, tudo que você precisa saber sobre o amor sensual, o altruístico, o que chamam de platônico, é o amor centrado na sabedoria. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=50714&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; colocou, à parte Sócrates, seu ídolo, no Diálogo, Aristófanes, o grande gozador de Sócrates. Na boca de Aristófanes põe uma de suas idéias mais originais. Que o ser humano era hermafrodita, parte homem parte mulher, e que cada pessoa, depois da separação, procura recuperar sua parte perdida, e daí a predestinação da mulher certa para um homem e do homem certo para uma mulher.Imprescindível também ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=83119&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;As Vidas&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=50749&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Plutarco&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, o grande biógrafo da Antiguidade. Ficamos sabendo como eram os grandes nomes em carne e osso, de Alexandre, paranóico, a Júlio Cesar, contido, a Antônio e Cleópatra. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=59114&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; baseou grande parte de suas peças em Plutarco e leu em tradução inglesa, porque &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=59114&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, como nós, não sabia latim ou grego. E, finalmente, como história, leia &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=182503&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;A Guerra do Peloponeso&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=65427&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Tucídides&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. É sobre a guerra entre Atenas, Esparta, Corinto e outras, durante 27 anos, no século 5 antes de Cristo. Lendo sobre Péricles, o líder ateniense, Cléon, o führer espartano, e Alcebíades, o belo, jovem e traiçoeiro Alcebiades, nunca mais nos surpreenderemos com qualquer ato de político em nossos dias. É o maior livro de história já escrito. Sempre atual.Da Roma original basta ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=66468&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Os Doze Césares&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=63052&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Suetônio&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, e &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=20587&amp;amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Declínio e Queda do Império Romano&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de Gibbon. Mais um banho de natureza humana.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115932131057705248?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115932131057705248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115932131057705248' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115932131057705248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115932131057705248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/recomendaes-de-leitura.html' title='recomendações de leitura'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115923425401256768</id><published>2006-09-25T22:26:00.000-03:00</published><updated>2006-09-25T22:30:54.043-03:00</updated><title type='text'>tesssste...gravando</title><content type='html'>Queria te dizer aquilo que gostaria de ouvir você dizer que estou sentindo muito sua falta queria que tudo saísse como um jorro direto no editor do blogger sem revisão nem edição acbei de assistir 21 gramas tudo no filme é bonito e verdadeiro de doer os homens as mulhres as crianças mas nada é alegre nem tem mocinhos nem bandidos  ontem li de uma sentada só as memórias eróticas de Toni Bentley mulher corajosa ela pra quem é pau não pênis é buceta não vagina e cú é claro que não é ânus indicação do Biajoni depois não conseguia dormir uma pressão no estômago velha conhecida no sábado queria sair tinha feito a barba estilo bumbum de nenê mas aí acabou a luz aqui e eu fui ficando ouvindo o vento e a tempestade que se aproximava e tudo começou a ter muita paz e eu dormi  acordando quando a luz voltou e levantei só pra fazer voltar tudo pro escuro novamente e lembrar do Marlon Brando dançando o último tango passando aquela manteiga dura do inverno de Paris na Maria Scheneider e dizer a eles que agora já tem manteiga cremosa marca Lecco e papél higiênico Neve perfumado e vitaminado enquanto ele dava uma cambalhota espetacular e falava coisas profundas sobre Deus e a vida naquela voz esquisita mas agora só me interesso pelo que está na superfície porque aí as coisas são mais fáceis enquanto toca Simon and Garfunkel silent night only night good night .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115923425401256768?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115923425401256768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115923425401256768' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115923425401256768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115923425401256768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/tesssstegravando.html' title='tesssste...gravando'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115871759369015589</id><published>2006-09-19T22:45:00.001-03:00</published><updated>2006-09-20T12:56:25.950-03:00</updated><title type='text'>Quem mexeu no meu queijo?</title><content type='html'>Hoje, no serviço, fui convocado para uma sessão de um filme sobre o livro do título acima. Pra quem não sabe é um best seller das corporações e, segundo meu filho, também dos cursos das faculdades das mais diversas áreas. Já tinha ouvido falar do sucesso do livro, então fui com a curiosidade aguçada assisti-lo. Ainda mais que o livro foi distribuído como ‘presente’ para os aniversariantes do departamento do mês de agosto, pela nossa gerente, que tem o sobrenome de Caçador, com o compromisso de marcarem uma reunião para discutirem o livro. Só um parênteses: vocês achariam confortável trabalhar com uma gerente com esse sobrenome? Brincadeirinha, M.! Espero que ela não seja uma das 7,5 pessoas que lêem esse blog, se não estou ferrado, pois meu aniversário é em novembro. Fecha parênteses.&lt;br /&gt;Não vou contar o filme aqui, porque não é esse o objetivo. Perguntei para a colega ao lado, que foi uma das aniversariantes premiadas, se o livro ia além do mostrado no filme. Ela disse que não. Então, resumindo, a tese é que você não deve temer as mudanças, e sim se preparar para identificar para onde os ventos estão soprando, e correr atrás antes que seja tarde.&lt;br /&gt;O que questiono é o seguinte: correr atrás para se adaptar as mudanças, sem questiona-las, é o melhor procedimento?&lt;br /&gt;Trabalho na grandiosa área de informática, ou para ser mais ‘muderrrno’, TI (tecnologia da Informação). É consenso que é uma área de constante evolução. Já aí, acho que confundem um pouco evolução com transformação.&lt;br /&gt;Há cerca de dez anos atrás me considerava um autentico dinossauro, ou seja, fadado a extinção, pois trabalho com desenvolvimento de sistemas para computadores de grande porte, vulgo mainframe. Isto porque todos, sem exceção, preconizavam o fim desse tipo de equipamento. Era a era do ‘Down Sizing’, recomendado por 11 entre 10 consultores, contratados a peso de ouro pelas empresas que queriam estar na vanguarda do mercado. Ou seja, substituir os mastodônticos ‘mainframe’, por sistemas de microcomputadores em rede. Felizmente, veio o bug do milênio e descobriram um enorme parque de programas instalados que precisavam de manutenção, urgente, para suportar a virada do século, pois, nas priscas era da informática, acharam que guardar o ano das datas de todos os documentos com apenas duas posições era suficiente. Descobriram que não era. Ia dar o maior rebu se todas as datas não fossem convertidas para ano com quatro posições. Íamos ter situações como, por exemplo, um título vencido desde 1998 (registrado apenas como 98) ia passar a ser um título a vencer daqui a 98 anos, após a virada para o ano 2000. Dá pra imaginar a confusão? Bom, aí os dinossauros deitaram e rolaram, fizeram tantas horas extras pra converter os sistemas, que teve gente que comprou até casa com o excedente de numerário.&lt;br /&gt;Resumindo a história, várias empresas que optaram pelo tal de down sizing, voltaram as suas arquiteturas iniciais, porque perceberam, também, que o volume de informações a serem arquivadas aumentava exponencialmente. Se tivessem ficadas quietinhas, se não estivessem tão preocupadas com os ventos da mudança, não teriam tido o gasto que tiveram.&lt;br /&gt;O que quero enfatizar é que, mais importante que detectar as mudanças é analisa-las. Interessa pra mim e pra minha empresa? Vai agregar algum valor ao meu negócio ou é só um modismo passageiro? A evolução é uma constante na humanidade, mas muitas vezes o processo ocorre em círculos, ou seja, vai pra trás, antes de ir pra frente. Ter calma e discernimento sobre o que está acontecendo, fora e dentro da empresa, é mais importante que o medo de perder o bonde do ‘progresso’. Até hoje, recebo ligações de colegas de outras empresas procurando gente que conheça Asssembler, que foi a primeira linguagem de programação dos computadores.&lt;br /&gt;Se você quer aprender sobre o mundo empresarial ideal, acho mais produtivo ler &lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;amp;amp;ProdId=1672779&amp;amp;ST=SF6688"&gt;esse livro&lt;/a&gt;. Não terminei ainda sua leitura, mas acho salutar saber que seu autor, empresário do qual já havia lido esse &lt;a href="http://www.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro.asp?Livro_ID=85-325-1348-4"&gt;outro livro&lt;/a&gt;, esteja mais preocupado em saber como tornar sua empresa mais atraente para as pessoas que lá trabalham, em como motivar essas pessoas a irem trabalhar satisfeitas e com orgulho do que lá fazem. Isso é evolução empresarial. O resto é apenas busca por lucros máximos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115871759369015589?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115871759369015589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115871759369015589' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115871759369015589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115871759369015589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/quem-mexeu-no-meu-queijo_19.html' title='Quem mexeu no meu queijo?'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115845898037845679</id><published>2006-09-16T23:04:00.000-03:00</published><updated>2006-09-16T23:18:09.123-03:00</updated><title type='text'>Casa de Areia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/sinopse_img.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/320/sinopse_img.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assiti hoje a tarde o filme ‘Casa de Areia’, lançado o ano passado, de Andrucha Waddington, com as maravilhosas Fernandas, Montenegro e Torres. Interpretam mãe e filha que chegam, em 1910, a um lugar ermo, belo mas inóspito, dominado por dunas, lagunas e um vento incessante. Foram levadas pelo marido da filha, um português lunático e desbravador. Logo na chegada, acabam ficando sozinhas, com a debandada dos ‘peões’ e a morte do português num acidente. Bom, não vou contar a história do filme, porque quero recomenda-lo, e não iria estragar o prazer de quem quiser seguir minha dica.&lt;br /&gt;O que quero dizer é que achei o filme maravilhoso. Já conhecia sua sinopse e, quando o vi na locadora hesitei em pega-lo, achando que seria um filme massante, lento, daqueles que não se deve assistir depois da meia noite, sob pena de dormir antes da metade.&lt;br /&gt;Realmente, o filme não é um vídeo-clipe, longe disso. É construído, em grande parte, em planos únicos, mas as cenas não são longas. Abrange um período de quase sessenta anos, então tem muita coisa pra contar. Pessoas nascem, crescem, se modificam e envelhecem durante a trama. O diretor preferiu não abusar da maquiagem pra mostrar o envelhecimento dos personagens, optando por substitui-los através da técnica do salto no tempo. Já com as protagonistas, grandes atrizes que são, fazem um jogo interessante de troca de personagens, que é até difícil de perceber ao longo do desenrolar da história, o que aumentou o prazer de assisti-lo.&lt;br /&gt;Outro ponto interessante: sabia que o filme tinha sido rodado na região dos Lençóis Maranhenses. Mas em nenhum momento a beleza da paisagem interfere no drama da história contada. Depois, assistindo ao Make Off, aliás inperdível, percebi que isso era intencional da equipe de produção. A idéia não era promover o turismo na terra dos Sarney, no que eles tiveram total sucesso.&lt;br /&gt;Através do make off, percebe-se que a produção do filme foi em verdadeiro exercício de logística. Primeiro, o roteiro teve que ser o mais detalhado possível, pois as primeiras leituras, já com os atores, foi feita inicialmente no Rio de Janeiro. Em seguida uma equipe de pré-produção selecionou o local das filmagens e checkou a infra-estrutura para a equipe técnica, formada por quase cem pessoas. Imagina dar condições mínimas pra esse mundo de gente, numa paisagem que lembra um autentico deserto.&lt;br /&gt;Todo processo de filmagem foi cercado de muitas dificuldades. Dentre as mais prosaicas estava a constante necessidade de se apagar as pegadas deixadas na areia pelos técnicos, antes de cada tomada. Vale a pena conferir isso no make off.&lt;br /&gt;Finalizando: existe muita discussão se o cinema nacional deve ou não ter patrocínio oficial. Esse filme teve, entre seus principais patrocinadores a Eletrobrás e a Petrobrás. Mas foi feito sob a marca Columbia Pictures, e com vários outros patrocinadores privados. Logo não sei quanto tem de público e quanto tem de privado nessa empreitada. Mas, pelo resultado obtido, mesmo que fosse inteiramente patrocinado com dinheiro público, acho que valeria a pena. Infelizmente o mercado brasileiro ainda é pequeno para os filmes nacionais. Exceto as Xuxas e Didis da vida, esses sim, não precisam usar verbas públicas em seus filmes. A concorrência americana é muito forte, e os esquemas de distribuição e exibição são engessados pelos grandes estúdios de Hollywod. Então, é muito bom ter um produto nacional, sem nacionalismos ou xenofobismo, de alta qualidade como esse. Agora, vai ver a bilheteria que deu. É uma pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115845898037845679?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115845898037845679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115845898037845679' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115845898037845679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115845898037845679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/casa-de-areia.html' title='Casa de Areia'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115819651089188576</id><published>2006-09-13T22:06:00.000-03:00</published><updated>2006-09-13T22:18:06.740-03:00</updated><title type='text'>Poetando</title><content type='html'>Duas poesias. Uma de qualidade indiscutível. Não sei o nome, pois é do LP Cabeça (que eu saiba não foi lançado em CD), que tenho gravado em fita K7, sem o nome das músicas. Teria que pesquisar na internet. Desculpem o desleixo. Outra, pra contrabalançar, é de qualiade mais que discutível, então, já sabem de quem. Apreciem sem moderação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De Valter Franco&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio lento&lt;br /&gt;O poço, o pensamento&lt;br /&gt;O olho, o orifício&lt;br /&gt;O passo, o precipício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero que esse teto caia&lt;br /&gt;Eu quero que esse afeto saia&lt;br /&gt;Eu quero que esse teto caia&lt;br /&gt;Eu quero que esse afeto saia, já&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermelho natural&lt;br /&gt;No rosto e no lençol&lt;br /&gt;Com gosto de água e sal&lt;br /&gt;Misturando o bem e o mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero que esse teto caia&lt;br /&gt;Eu quero que esse afeto saia&lt;br /&gt;Eu quero que esse teto caia&lt;br /&gt;Eu quero que esse afeto saia, já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A outra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rescaldo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Expectativas não atendidas&lt;br /&gt;Receios não superados&lt;br /&gt;Lembranças presentes&lt;br /&gt;Angústias compartilhadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo que paralisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós, aqui, na mesa do bar, a olhar&lt;br /&gt;Um para o outro&lt;br /&gt;Ouvindo a música de bossa, a jurar&lt;br /&gt;Eterna amizade,&lt;br /&gt;Porto seguro, mútuo, fátuo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115819651089188576?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115819651089188576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115819651089188576' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115819651089188576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115819651089188576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/poetando.html' title='Poetando'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115811133263373673</id><published>2006-09-12T22:30:00.000-03:00</published><updated>2006-09-12T22:35:32.663-03:00</updated><title type='text'>A Decisão</title><content type='html'>Ela havia aceitado seu pedido de reconciliação, mais uma vez. E o convite para o jantar comemorativo de praxe. Ms agora enquanto se preparava para encontra-lo, estava decidida a voltar atrás e terminar tudo, de vez. Não estava mais disposta a se entregar e se sentir insegura com a falta de... reciprocidade? Não, isso era muito do seu jargão técnico de economista. Na verdade era cumplicidade o melhor termo. Não queria mais pensar que, enquanto ela necessitava da posse, ele desejava o compartilhar. Um tal de ‘sentimento do mundo’ que ela não entendia. Enquanto ela dizia tudo que tinha no coração, ele racionalizava, ponderava prós e contras e, muitas vezes, se calava. Aquele equilíbrio a incomodava. Não sentia uma entrega completa. Definitivamente, os objetivos não eram os mesmos. Não, não era possível continuar. &lt;br /&gt;Mas o jantar decorreu agradabilíssimo. A conversa era sedutora, animada e inteligente, embora essa última não fosse essencial naquelas circunstâncias. Ele estava particularmente feliz aquele dia, o que não era muito comum. Nesses momentos era difícil não sucumbir à mesma sensação de encantamento inicial.&lt;br /&gt;Voltaram para sua casa e, antes que ela esboçasse o pedido para conversar, ele desceu do carro, abriu sua porta, e a puxou para a varanda interna da casa, onde tudo começou. Sem nada dizer, iniciou um beijo, com volúpia. Não conseguiu esboçar reação, pelo contrário. Aquele ainda tinha gosto de primeiro beijo.&lt;br /&gt;Foi quando ele desceu a mão pelas suas costas, nuas, até a altura da cintura, que ela se lembrou. Estava sem calcinha. E ele percebeu.  E agora, pensou, o que ele vai pensar? Como pode cometer esse deslize, dar um sinal contrário ao que pretendia. Sua feminilidade, seu instinto de sedução natural, falaram mais alto. Não havia como usar aquele lindo vestido, com aquele ajuste  colado ao corpo,  e aquele tecido, com uma calcinha, sem marcar. Isso, com certeza, sempre esteve fora de cogitação. Mas agora precisava pensar em algo rápido, porque sua mão direita já estava acariciando sua perna, por baixo do vestido e, antes que pudesse deter aquele avanço, assim que a mão chegou na altura da cintura, deslizou para o seu púbis e dali, numa reviravolta de cento e oitenta graus, seus dedos tocaram onde ela temia... queria. Não demorou muito para soltar um gemido, contido... sentido. &lt;br /&gt;Olharam-se bem nos olhos. Ele retirou a mão, passou os dedos molhados sobre seus lábios,e os secou com outro beijo.&lt;br /&gt;Em seguida sorriu, desejou boa noite, voltou para o carro e saiu. Não foi tudo rápido assim, foram momentos eternos. Ela entrou, tentando lembrar quais eram mesmo as palavras que estava tão decidida  a dizer.&lt;br /&gt;No dia seguinte, após uma noite de completa insônia, levantou bem cedo e foi até a casa dele para deixar um envelope com uma carta escrita durante a madrugada, e a aliança. Não colocou no envelope o estojinho vermelho que a embalava originalmente, cuja visão tanto a amolecera tempos atrás, porque não o encontrou. Por que a carta nesses tempos de e-mail? Porque queria alguma coisa mais personalizada, mais quente, que contivesse um pouco de sua personalidade. Portanto, lá estava ela na sua letra angulosa, elegante.&lt;br /&gt;Desceu do carro e se dirigiu a passos lentos até a caixa de correspondência. Pisou sobre um folheto com as ofertas do supermercado do bairro. Havia outro igual, obstruindo o bocal da caixa onde ela devia colocar seu envelope. O dia já estava quente, àquela hora da manhã. Um pássaro cantou no alto da quaresmeira florida, na  calçada. A cabeça meio zonza fez com que demorasse pra perceber seus dois vira-latas, de raça, assim ele orgulhoso os apresentava, latindo alegres e ruidosamente ante sua presença, com certeza estranhando porque ela não abria o portão e entrava, como tantas vezes fizera. As chaves da casa! Sim, havia esquecido no porta luvas do carro, que estava ligado. Também tinha que devolver. Ouviu o barulho da sua janela se abrindo no alto do sobrado. A última coisa que queria era ser encontrada ali. Tinha que agir, e rápido.&lt;br /&gt;Quando a janela se abriu, ele só pode ouvir o ronco de motor acelerando um carro encoberto pela folhagem da quaresmeira. No banco do passageiro, por cima de vários papéis, um folheto de supermercado, amassado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115811133263373673?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115811133263373673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115811133263373673' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115811133263373673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115811133263373673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/deciso.html' title='A Decisão'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115765086120463681</id><published>2006-09-07T14:35:00.000-03:00</published><updated>2006-09-07T14:41:01.236-03:00</updated><title type='text'>O Voto dos Nulos</title><content type='html'>Parece que a campanha pelo voto nulo, que rola pela internet, teve força suficiente para fazer até um ministro do STF, o Marco Aurélio Mello, dar um esclarecimento sobre o assunto, conforme informa o &lt;a href="http://uolpolitica.blog.uol.com.br/"&gt;Fernando Rodrigues &lt;/a&gt;no seu blog. Independente desse esclarecimento, que acho oportuno, gostaria de colocar aqui um texto do Gustavo Ioschpe, sobre o mesmo tema que, anterior ao posicionamento do ministro, pra mim deixou claro a inutilidade do voto nulo.&lt;br /&gt;Enfatizando que cada um tem direito a fazer o que quiser do seu voto, devo concordar com Helio Schwartsman que diz: &lt;em&gt;“Se, por temer eleger picaretas, justamente os que estão mais preocupados com a ética no Congresso deixassem de votar, teríamos uma legislatura ainda menos selecionada no que diz respeito a esse critério. Em suma, como diz o adágio popular, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Gustavo Ioschpe&lt;br /&gt;O voto dos nulos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;VOCÊ SE LEMBRA da consternação nacional com o alto índice de votos brancos e nulos na última eleição? Das propostas de reforma política destinada a aplacar o descontentamento dos que votaram branco/nulo? E das eleições que foram canceladas pelo fato de mais da metade do eleitorado ter invalidado seu voto? Lembra?&lt;br /&gt;Se não se lembra, não fique preocupado: é que nunca aconteceu. O voto em branco ou nulo não é uma forma de protesto, não é um grito "contra tudo isso que está aí". Por uma simples razão: ele é solenemente ignorado. E é ignorado porque quem pode fazer a reforma para mudar o sistema foi eleito através do sistema roto e, portanto, não tem lá grandes interesses de mudá-lo. Por isso não é o voto que se invalida, mas o eleitor. Quem vota branco ou nulo simplesmente some do radar político. Seu desaparecimento não será fonte de consternação nem reforma.&lt;br /&gt;Pelo contrário. Quem anula o voto está, na verdade, dando um voto ao candidato líder das pesquisas. Nas eleições parlamentares isso não faz muita diferença. Mas em uma eleição majoritária de dois turnos o efeito pode ser decisivo.&lt;br /&gt;Pois é de se imaginar que a maioria daquelas pessoas que decidem anular seu voto o fazem por um sentimento de revolta com a bandalheira que virou o país. São pessoas que provavelmente não votariam no atual presidente. Mas, ao anularem os votos, estão fazendo exatamente isso.&lt;br /&gt;Imagine que o eleitorado consiste de cem votantes e que 41 pretendem votar no candidato A, 24, no B, 10, no C e 5, no D. Vinte pretendem anular/votar em branco/ficar em casa. Resultado: com 41 de 80 votos válidos, o candidato A se elege em primeiro turno. Se os 20 descontentes espalhassem seus votos entre os outros candidatos, teríamos segundo turno.&lt;br /&gt;Aí o nulo diz: "Mas eu também não quero votar no B nem no C nem no D. Nenhum deles me representa". OK. Mas cabem três ponderações. Primeira: não existe o candidato perfeito.&lt;br /&gt;Eleição não é exercício de criação do candidato ideal, mas de escolha do menos pior dentre os postulantes.&lt;br /&gt;Quando uma pessoa politizada a ponto de querer usar o voto como arma de protesto o joga fora, o que ela está fazendo é reforçar o peso dos outros eleitores.&lt;br /&gt;Delega-se a escolha para pessoas que talvez se importem menos.&lt;br /&gt;Segunda: em uma eleição de dois turnos, não anular o voto significa comprar tempo. Vai que o seu anticandidato acaba indo para o segundo turno e nesse tempo você se convence da habilidade do sujeito? Apesar da absoluta modorra que tem sido essa campanha, mais tempo para discutir propostas e projetos é sempre positivo. E, finalmente, eleger um candidato em primeiro turno significa fortalecê-lo sobremaneira.&lt;br /&gt;Aquele que quer anular seu voto por protesto ao sistema vai acabar reforçando os mandarins do sistema que rejeita. Não faz sentido&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115765086120463681?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115765086120463681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115765086120463681' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115765086120463681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115765086120463681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/o-voto-dos-nulos.html' title='O Voto dos Nulos'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115741907777074910</id><published>2006-09-04T22:16:00.000-03:00</published><updated>2006-09-04T22:17:57.786-03:00</updated><title type='text'>Um dia de domingo</title><content type='html'>Odeio domingos!&lt;br /&gt;Não é o dia todo, vale dizer. A manhã até que é gostosa. Comprar o pão quentinho, tomar café lendo Élio Gaspari e companhia, na Folha. Planejar o almoço. Ficar no ‘dolce far niente’ ou, se estiver sol, ir até o clube e ‘far niente’ por lá.&lt;br /&gt;O problema começa depois do rango. Aí, em geral, bate um vazio, apesar do estomago cheio. Acho que isso é resquício da adolescência, quando tinha o conjunto e as tardes eram para ensaiar.&lt;br /&gt;Aquele grupo de amigos tentando fazer música, trancados na autêntica sauna que era o quarto de ensaios, construído sem janelas, exatamente para não vazar som e incomodar a sesta dos vizinhos e dos pais. As discussões acaloradas. O Antonio (vocalista) literalmente empapado de suor, torcendo a camiseta encharcada. O mundo seria diferente, com certeza, com nossos planos mirabolantes. Era-nos inconcebível desperdiçar aquelas tardes dormindo. Era o momento de expor as idéias musicais e poéticas de cada um, gestadas durante a semana. Muitas vezes havia frustração quanto aos resultados conseguidos. Mas isso não importava, muito.&lt;br /&gt;Até hoje, sem nada de especial para fazer, luto contra esse sono vespertino. É um horário em que até o vento se retira e fica tudo estático. As tardes mornas, ou seriam mortas? Todos procurando recuperar as forças exauridas, para reiniciar o ciclo do trabalho.&lt;br /&gt;As noites, então, são verdadeiro suplício. A leseira da tarde se tranforma em inanição completa e, o simples levantar do sofá, nossa, nem pensar meu rei!&lt;br /&gt;Outro dia, domingo por certo, fazendo uma caminhada pelas ruas da infância e adolescência, senti toda essa atmosfera carregada. Passar pelo CDM, em cujas quadras jogávamos o futebol, e ver ele dominado por um bar que emitia um pagode ensurdecedor e distorcido, enquanto pilhas de garrafas de cerveja explicavam o olhar fixo e vazio de seus consumidores. O quintal da General Severiano, que não tem mais o pé de limão, nem o galpão de quinquilharias do seu Leon, que aguçava nossa curiosidade e temores infantis. Foi substituído  por um sobrado de fundos, provavelmente para dar abrigo ao filho(a) que casou, e ficou morando por ali, premido pelas dificuldades econômicas.&lt;br /&gt;Chegar em casa e ver o filho deitado no sofá, dormindo, com a TV ligada no Faustão, esperando o inicio do indefectível jogo de futebol. As mulheres conversando, depois da cozinha arrumada, assuntos que não me interessam.&lt;br /&gt;Se sentir preso na engrenagem da máquina de fazer doidos, sem forças, sem planos. Ainda bem que sou só eu que sinto isso. Poderia ser pior? Claro que poderia. Isso é só um pesadelo. É só dar uma chacoalhada na cabeça e acordar. Ir até o Astros e tomar um mojito que passa.&lt;br /&gt;Em tempo, só pra não ficarem me achando um E.T. dominical, existe uma situação especial que é o domingo com feijoada, a autêntica, herdada da senzala. Aí tem que ter os três C’s. Caipirinha antes, cerveja durante e cama depois, que ninguém é de ferro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115741907777074910?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115741907777074910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115741907777074910' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115741907777074910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115741907777074910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/um-dia-de-domingo.html' title='Um dia de domingo'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115699055426484440</id><published>2006-08-30T23:00:00.000-03:00</published><updated>2006-08-30T23:15:54.283-03:00</updated><title type='text'>Tres Dicas</title><content type='html'>Tenho que confessar: sou um dinossauro do rock. Pra quem não conhece, essa expressão identifica seres cultores de um rock praticamente extinto. No meu caso é o rock progressivo. Mas não me importo. Foi nele que debutei num estilo de música que fez minha cabeça. Até hoje me emociono ouvindo musicas de trinta anos atrás. Podem ser datadas, mas grande música. Dentre os grupos preferidos, sem dúvida o que mais me identifiquei foi com o YES. Como os caras já estão ‘véinhos’ e semi-aposentados, resolvi arriscar num cover que descobri na programação do Café PIU-PIU, o &lt;a href="http://yessongsbr.tripod.com/"&gt;YESSONGS&lt;/a&gt;. Fui lá conferir, quinta passada, meio com um pé atrás. Afinal tocar YES, pra mim sempre foi um desafio. Mas os caras me surpreenderam pro bem. No inicio estavam  mais preocupados com a equalização do som, afinal o controle da mesa era da casa,  e o som do YES precisa de uma equalização apurada, pois todos os instrumentos tem linhas melódicas independentes. É preciso ouvir tudo simultanêamente. Mas os caras são muito bons mesmo. Além de serem, exceto o baterista, jovem mas competente, velhos de estrada. Tem Gerson Tatini, no baixo, ex-Moto Perpétuo e Alex Bessa nos teclados, ex-Terço (pós Flavio Venturini) e Rita Lee.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A segunda dica e a &lt;a href="http://www.baccarelli.com.br/jove.shtml"&gt;Orquestra Jovem Baccarelli&lt;/a&gt;. Fui assiti-los na Praça da Paz no Ibirapuera, nesse último domingo. Novamente com um pé atrás. Pensei ‘vamos lá ver o que os neguinho da favela estão aprontando’. Sim, porque essa orquestra é formada por moradores da favela Heliópolis, aqui em São Paulo. Mas foi de arrepiar. Cheguei no final da apresentação e só deu pra ouvir O Guarani do Carlos Gomes. Tudo bem que o fato de você saber que ali não estavam filhinhos de papai que estudaram desde o berço esplendido, influi na emoção. Afinal eu sei o quanto de dedicação o estudo da música exige. Mas os caras são bons mesmo. O caso é mais de dedicação e motivação que, com certeza tem o dedo de Silvio Baccarelli, o idealizador da orquestra, e seus auxiliares. Não se consegue esse resultado só com boas intenções. Tem que cobrar ingresso pra ver. Não é caso de assistencialismo. É profissionalismo levado a sério.  O nível e muito alto. Você percebe a paixão com que tocam. Segue um depoimento de um componente:&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Minha vida, tal qual a de todos os integrantes da Orquestra Jovem Baccarelli, mudou muito a partir do momento que passamos a ter contato com a música clássica. A música, como qualquer forma de arte, engrandece o homem intelectual, social e espiritualmente.Apenas quem mora em uma 'favela' sabe o que é ser discriminado pelo lugar em que se vive. O fato de estarmos em um palco, sermos uma atração e conseguir emocionar e alegrar as pessoas nos faz sentir muito felizes e importantes e isso não há puem pague. Sem falar na oportunidade que nós temos de nos profissionalizarmos na música, profissão extremamente nobre e gratificante.Hoje, ser um instrumentista profissional é a meta de vários integrantes da Orquestra e eu também sou uma delas. A música é algo divino e quando chegamos no teatro esquecemos de tudo e isso faz muito bem. Hoje eu tenho uma meta na vida e graças ao maestro Baccarelli sei que posso chegar lá, só depende de mim".Denise Alves de Souza, 17 anos – Violinista&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A última dica, diz respeito ao evento que se realizou no Ibirapuera no último domingo, cuja apresentação da Orquestra Baccarelli fez parte. Foi o lançamento da exposição &lt;a href="http://www.coexistencia.org.br/"&gt;COEXISTÊNCIA&lt;/a&gt;, promovida pela Casa da Cultura Judaica, que estará aberto até o final de setembro. È uma exposição itinerante que se iniciou em Israel, pré ataque ao Líbano, of course. Achei a camiseta promocional do evento sensacional. Traz a meia lua, símbolo da religião islâmica, a estrela de Davi, símbolo do judaísmo e a cruz dos cristãos (com certeza a mais feinha, mas no contexto até que ficou bem), compondo a palavra COEXISTÊNCIA. Pena que não achei uma foto pra mostrar. Mas pretendo ir ver a exposição, que se compõem de quadros de diversos artistas sobre o tema. Nada mais atual. Já convidei meu amigo Mustafá, que de inicio se mostrou entusiasmado, mas quando soube que seria na Casa da Cultura Judaica, deu uma desculpa e saiu pela tangente. Esses ‘Brimos’!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115699055426484440?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115699055426484440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115699055426484440' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115699055426484440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115699055426484440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/08/tres-dicas.html' title='Tres Dicas'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115690091077442841</id><published>2006-08-29T22:10:00.000-03:00</published><updated>2006-08-29T22:28:24.390-03:00</updated><title type='text'>Será que agora vai?</title><content type='html'>Estou aqui, finalmente direto de Jarinu, agora com Windows XP Master-Premium-Plus Advanced-Deluxe, e com conexão ITelefônica, ainda discada, mas que parece ser mais rápida. E, claro, uma vela de sete dias acesa, por segurança, pra conexão não cair.&lt;br /&gt;Como a emoção é muita quero, por hoje, só indicar um cara que, não sei com que paraquedas, caiu aqui no meu blog e, para meu espanto, diz publicamente que gostou, e ainda por cima me linkou. Como gentileza gera gentileza, fiz o mesmo. Marconi Leal é meu mais novo xodó da lista à direita.&lt;br /&gt;Se você está tristezinho com os temas deste blog, dá uma passada por lá que não vai se arrepender. É uma delícia de texto. Nonsense puro, besteirol da mais alta qualidade, prazeirosas viagens na maionese. Enfim, tudo para tornar seus dias mais felizes. Abração Marconi!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115690091077442841?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115690091077442841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115690091077442841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115690091077442841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115690091077442841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/08/ser-que-agora-vai.html' title='Será que agora vai?'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115685090980449927</id><published>2006-08-29T08:24:00.000-03:00</published><updated>2006-08-29T08:28:29.816-03:00</updated><title type='text'>A Força do Saber</title><content type='html'>Vocês já devem ter ouvido falar do ‘peso do saber’.&lt;br /&gt;É algo como você ganhar um baú, na tenra infância, e ir colocando dentro dele todos os livros que for lendo. Você vai crescendo, ficando mais forte, lendo mais livros e jogando tudo lá dentro. E verificando que ainda consegue erguer o mesmo.&lt;br /&gt;Até que um belo dia, maduro, mais alguns livros adicionados, você percebe que não mais consegue levantar, um milímetro que seja, o maldito do chão. Pronto, você apurou o seu coeficiente de saber. Aferiu o verdadeiro ‘peso do saber’.&lt;br /&gt;Está na hora, então, de descobrir a ‘força do saber’. Para isso basta você, assim como eu outro dia, sentar de forma mais estabanada na sua cama para tirar o sapato, e ouvir aquele característico som de madeira rachando. Antes de sair blasfemando contra a gloriosa Casas Bahia, você dá uma olhada e percebe que o suporte do estrado está irremediavelmente arregaçado, bem no ponto do parafuso de fixação e sustentação. Àquela hora da noite, o sono batendo, seu olhar vai de encontro ao famoso baú, esquecido no canto do quarto. O instinto gambiarra fala mais alto e, imediatamente, lança mão de uma dúzia deles para servir de suporte ao estrado e ao seu sono.&lt;br /&gt;A altura não fica perfeita, mas nada que um ajuste fino não resolva. Sai então Sir Graham Greene (Pontos de Fuga, 229 páginas) e entra um denso e consistente Dostoiéviski (Crime e Castigo, 555 páginas, incluindo a ficha de leitura). E você pode dormir o sono dos justos, amparado pela nata da literatura mundial.&lt;br /&gt;Já que Sir Graham Greene ficou dando sopa sobre a cama, nada mais justo que retirar-lhe uma citação para finalizar:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Escrever é uma forma de terapia; fico algumas vezes imaginando como todos aqueles que não escrevem, compõem ou pintam conseguem fugir da loucura, da melancolia e do medo pânico inerentes à condição humana." &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115685090980449927?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115685090980449927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115685090980449927' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115685090980449927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115685090980449927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/08/fora-do-saber.html' title='A Força do Saber'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115629554127202210</id><published>2006-08-22T22:03:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T22:12:21.290-03:00</updated><title type='text'>A Mostruosa Sombra do Ciúme</title><content type='html'>Não me considero uma pessoa ciumenta, ponto. Mas isso, que pra mim deveria ser uma qualidade, não é compartilhado pela maioria das pessoas.&lt;br /&gt;Aceito conviver com pessoas ciumentas, mesmo porque, encontrar uma que não seja é difícil.&lt;br /&gt;Primeiro vamos ver como é conviver com o ciúmes alheio. Já vivi casos que demonstram que, na maioria das vezes, no meu sempre, as suspeitas são injustas e criam os maiores dissabores por nada.&lt;br /&gt;O simples fato de defender uma moça que estava sendo acusada de procedimentos não muito louváveis, na versão da rádio-peão, para subir na empresa, deu margem a duvidar do meu ‘tão grande interesse em defende-la’. Só podia ser porque ela era jovem, bonita e eu, claro, tinha um caso com ela. Detalhe, só conhecia a moça de vista e por uma ou duas conversas ocasionais.&lt;br /&gt;Mais grave ainda, num restaurante, numa mesa de canto, conversando com a sua companhia que está à direita. De repente você é acusado de olhar pra uma outra que está em direção diametralmente oposta. Quem? Aquela, a  loira. Tinha que ser uma loira.  Pergunto, de forma singela, como ela poderia saber pra quem eu estava olhando, numa mesa que tinha umas quinze pessoas, se para fazer isso tinha que girar a cabeça de cento e oitenta graus. É óbvio, Mané, porque a pessoa alvo dos meus olhares impuros, até mudou de lugar para ficar mais ‘visível’. Aí não deu jeito. Teve confusão, briga, choros e... separação.&lt;br /&gt;Pensei até em fazer contato com a tal senhora, porque essa já nem era novinha. Ia  procura-la, contar o acontecido e pedir uma ajuda para reparar o estrago. Mas aí descobri que era uma advogada, casada, com fazenda aqui na região e, bem, achei melhor deixar pra lá, que ia arrumar mais confusão ainda. O jeito foi me virar com flores e mais alguns presentes e, claro, o desejo mútuo de voltar. Mas não foi fácil. E tudo a partir do que?&lt;br /&gt;Pior quando a minha ausência de ciúmes é que cria problema. Uma vez, por volta das dez da noite, meio de semana, sou informado: “vou dar uma volta de carro”. Aonde? Sei lá, por aí. Uma hora depois, já deitado, ela chega e, sinceramente, não lembro o que falei. Se perguntei se estava tudo bem, se queria conversar, mas como não estava dormindo, devo ter falado algo que, com certeza não foi uma recriminação. Algum tempo depois comentando o caso com minha irmã, ela foi categórica em afirmar que eu devia fazer uma cena de ciúmes. Que era isso que ela estava esperando. Damm!&lt;br /&gt;Outra vez, outro restaurante, descemos do carro e eu entrei enquanto ela ficou na porta brincando com nosso cachorro que tinha ido junto, mas ia ficar lá fora. Um cara sentado numa mesa externa conversa com ela. Provavelmente pedindo o telefone do cachorro. Fiz o pedido, ela entrou, almoçamos e voltamos pra casa. No meio da tarde, no meio de um cafuné, ela solta o petardo: você tem ciúmes de mim? A piscada que dei, me denunciou e, não quis mentir: não! Seco demais, né. Precisava de um complemento, algo como, veja bem, quer dizer, não, não é bem assim, depende, espera aí, vem cá. Essa foi dose. Fui criticado até pela minha cabelereira.  &lt;br /&gt;Será que o ciúmes é um sintoma de algo mais? Eu não me acho ciumento porque confio na outra pessoa. Confio que ela esteja comigo porque gosta, e porque a faço feliz. Não ligo que ela saia sozinha, ou em minha companhia,  com uma roupa mais sensual e, numa festa, seja alvo de olhares gulosos dos demais cuecas, e invejosos das donzelas. O importante é que, no fim da noite, quando ela tirar a linda roupa sensual, serei eu o admirador único do espetáculo.&lt;br /&gt;Pra mim o ciúmes só se manifesta numa situação de concorrência, em que a conquista ainda não se deu por completo, ou quando você precisa abaixar a cabeça pra passar na porta, ou seja, em algumas fases do relacionamento é até aceitável, e necessário.&lt;br /&gt;Será que sentir o ciúmes do parceiro supre alguma carência do relacionamento? Por exemplo, você não é muito carinhoso, não dá muita atenção ao que ela fala, ou quando dá, discorda, etc, etc e etc, que a lista das falhas masculinas é enorme. Mas se você for ciumento, isso tudo pode ser perdoado?&lt;br /&gt;No livro de memórias da Danuza Leão ela afirma que a mulher prefere ser mais desejada do que amada. Será mesmo verdade? Isso até poderia explicar alguma necessidade desse sentimento. Por favor, me acudam!&lt;br /&gt;Falei do ponto de vista masculino, mas os malefícios do ciúme excessivo atinge os dois lados. Outro ponto: não creio que apenas o ciúme seja causa suficiente para uma separação, mas sua ‘monstruosa sombra’, como diz Caetano, quase sempre está presente. Só pra esclarecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115629554127202210?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115629554127202210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115629554127202210' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115629554127202210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115629554127202210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/08/mostruosa-sombra-do-cime.html' title='A Mostruosa Sombra do Ciúme'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115584877534231080</id><published>2006-08-17T18:04:00.000-03:00</published><updated>2006-08-17T18:19:34.153-03:00</updated><title type='text'>De novo o Oriente Médio</title><content type='html'>A primeira vez que tomei contato com a questão sionista foi na adolescência, através do livro ‘Exodus’ de Leon Uris.&lt;br /&gt;Ele narra, de forma romanceada, mas com certos conteúdos documentais, o êxodo do povo judeu, fugindo da Europa nazista, e indo dar na ‘Terra Prometida’. Um belo livro.&lt;br /&gt;Criou-se o imbróglio. Com a vitória dos aliados, o drama do holocausto, aquele contingente de refugiados judeus traumatizados e dispostos a não mais serem enxotados. A perda da inocência, definitiva, do mundo.&lt;br /&gt;Uma resolução da ONU, me parece, autorizou a criação do Estado de Israel, e junto criou um novo problema: o que fazer com os palestinos, os índios modernos, desalojados?&lt;br /&gt;Para dar abrigo a uns, criaram-se novos refugiados. Quem pode manda. Quem não pode? Vira terrorista?&lt;br /&gt;Amparados pelo apoio da opinião pública e, principalmente pelos EUA vitoriosos e elevados a super potência, Israel resolveu defender com unhas, dentes e tecnologia, seus "direitos adquiridos". Em 68, numa guerra relâmpago (seis dias exatamente), anexou novos territórios. Em 73, no Yonkippur, novas anexações, logo povoadas pelas colônias judaicas.&lt;br /&gt;Por essa época comecei a questionar esse Deus, que devia ser único, mas, em não sendo unânime, em seu nome se matava e se subjugava. Bom, até aí nada de novo no front. Mas de que vale ele, então? Onde estava o humanismo, que não conseguia atingir corações e mentes para trazer a harmonia?&lt;br /&gt;Se já era complicado naquela época, que dirá hoje, mais de 30 anos decorridos. Um detalhe lido no &lt;a href="http://www.ditoassim.blogger.com.br/"&gt;‘Dito Assim’(post de 31/07)&lt;/a&gt;: já, e a um bom tempo, existe uma nova geração que não conhece o que é viver em paz, em ambos os lados. Será que esse desconhecimento do que é a vida sem guerra, não é mais um ‘complicômetro’ para o entendimento.&lt;br /&gt;Hoje existem o Hamas e o Hizbollah, que praticam atos terroristas, sempre hediondos, porque se valem do fator surpresa. Mas na época da formação do Estado de Israel havia o Irgon, grupo sionista clandestino. Foram considerados terroristas pelos britânicos, que abriram mão da Palestina Britânica, e pelos próprios judeus de Israel. Mas, em 72, vieram a fundar o Likud. Entre seus lideres figuravam Menachem Begin e Yitzhar Shamir, que chegaram a governar Israel.&lt;br /&gt;Então, simplesmente classificar organizações como terroristas, não significa desconsiderar o que elas representam. O Hamas disputou e venceu eleições na Palestina.&lt;br /&gt;Enquanto a idéia de que, para cada israelense morto num atentado, dez palestinos, não importa se velho, criança ou terrorista, deve ser sacrificado, não há como pensar em solução.&lt;br /&gt;Se o problema árabe/judeu foi criado por uma sandice com epicentro europeu e, enquanto ambos os lados acharem que podem resolver isso pelo terror, de guerrilha ou de estado; enquanto quem tem poder de coerção sobre as partes em conflito, abdicar desse poder; enquanto se encarar a cultura muçulmana, apesar de todas suas idiossincrasias aos olhos ocidentais, como retrógrada e desprovida de valor; enquanto os interesses econômicos pelo petróleo ditarem as políticas de conchavo com oligarquias árabes não representativas; enquanto a idéia de aniquilamento do inimigo imperar; bom, pra quem acredita, só resta rezar por uma solução.&lt;br /&gt;P.S.: esse post estava escrito já a algumas semanas, no auge dos combates no Líbano. Hoje existe uma trégua, que espero perdure. É impressionante o estrago feito, agora que imagens podem ser feitas com mais calma. Não acredito que pela força se imponha um vitorioso, mas parece que essa está sendo a lógica utilizada. Isso vai dar merda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115584877534231080?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115584877534231080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115584877534231080' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115584877534231080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115584877534231080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/08/de-novo-o-oriente-mdio.html' title='De novo o Oriente Médio'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115547836208389131</id><published>2006-08-13T10:53:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T11:15:23.330-03:00</updated><title type='text'>Viajando na maionese</title><content type='html'>Com a humildade de quem não conhece tanto quanto gostaria a alma feminina, e com a presunção de um Dr. Kinsey tropical, ouso identificar dois tipos de orgasmo feminino. Um seria tipo 'Nona Sinfonia', do mestre Ludwig. O outro eu chamaria de 'clássico bossa-nova'.&lt;br /&gt;Como podem notar, ambos de indiscutível qualidade.&lt;br /&gt;Mas, meu caro produtor musical, para usufruir das delícias do primeiro, voce teria que dispor de uma orquestra sinfônica, um coro e um regente de coro, uma soprano, uma contralto, um barítono, um tenor, um Karajan pra reger o conjunto e, claro, pra não disperdiçar tudo isso, um Royal Albert Hall como teatro, no mínimo. Ao passo que para o segundo, com apenas um violão, dispensando até o banquinho se tiver um sofá ou algo mais confortável, você pode cantar baixinho: "Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela não pode ser..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115547836208389131?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115547836208389131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115547836208389131' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115547836208389131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115547836208389131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/08/viajando-na-maionese.html' title='Viajando na maionese'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115524453438495897</id><published>2006-08-10T18:09:00.000-03:00</published><updated>2006-08-10T18:15:34.403-03:00</updated><title type='text'>Uma idéia (réplica), e mais um pouco.</title><content type='html'>Nesse &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115326298012306005"&gt;post &lt;/a&gt;expus uma idéia, mas meus ilustres comentadores não capturaram sua essência. Incompetência minha, com certeza.&lt;br /&gt;Eu não estava defendendo o voto obrigatório, ou as votações em aberto no congresso. O que propunha era um mecanismo que alie o processo eleitoral a uma agenda de assuntos simples mas relevantes, que deveriam ser analisados pelos candidatos, e teriam que ser votados pelo congresso após a eleição.&lt;br /&gt;Mandei até um e-mail para o deputado Fernando Gabeira que, infelizmente não teve resposta. Já pensou se enviasse o mesmo e-mail para o Roberto Jefferson e ele respondesse?&lt;br /&gt;Mas, alvíssaras, Eliane Cantanhede, nessa &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2507200604.htm"&gt;coluna&lt;/a&gt; da folha, tem uma proposta que julgo ser na mesma direção. Ela propõe criar "uma instância multi-disciplinar e descontaminada, de fora, para propor as mudanças e obter um pacto de aprovação."&lt;br /&gt;Cada vez me convenço mais que o que deve ser feito, em várias áreas, já é consenso. E nesse consenso existem pequenas coisas que podem ser feitas.&lt;br /&gt;O que emperra é que as pequenas ações vem sempre acompanhadas de questões de longo prazo, adiando o possível para as calendas.&lt;br /&gt;Exemplos, de áreas distintas, tirado de &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2707200622.htm"&gt;Contardo Calligaris &lt;/a&gt;versus o comentário do meu amigo Valter, no referido &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;amp;postID=115326298012306005"&gt;post&lt;/a&gt;: Valter - "de nada adiantaria estas opções propostas, Wilson, se não houver mais educação para este triste povo. " ; Contardo - "A lista das ações necessárias para melhorar a segurança pública no país é sempre encabeçada por uma declaração geral do tipo: "A sociedade brasileira deveria se tornar menos desigual e, com isso, não produzir nem reproduzir exclusão social".&lt;br /&gt;Dá pra entender? Existem ações que podem ser adotadas no curto prazo, independente do pano de fundo do que seria o ideal. Mas, com diz Contardo, caimos nas armadilhas que emperram o possível com o ideal. O ideal não existe. Parafraseando Gilberto Gil é "uma meta defendida pelo goleiro’ e que, ainda por cima, ‘joga na seleção’.&lt;br /&gt;Em tempo: para quem acha que o Brasil é campeão em corrupção, tente entender as ‘licitações’ que as empresas americanas estão ganhando para reconstrução do Iraque que, para quem não sabe, foi destruído pelos próprios. Botam nossos mensalões e sanguessugas no chinelo, em termos de valor.&lt;br /&gt;Mais em tempo, ainda: não estou procurando justificativas para a corrupção no Brasil, nem dizer que o que é bom pros EUA é bom pro Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115524453438495897?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115524453438495897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115524453438495897' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115524453438495897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115524453438495897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/08/uma-idia-rplica-e-mais-um-pouco.html' title='Uma idéia (réplica), e mais um pouco.'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115401571275158899</id><published>2006-07-27T12:48:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T12:55:12.766-03:00</updated><title type='text'>O Seu Amor</title><content type='html'>Nesse &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;amp;postID=114754799186391501"&gt;post&lt;/a&gt;, no segundo verso, procurei fazer uma citação de obras que me marcaram de forma significativa. Assim aparecem o filme "Sob o céu que nos protege" de Bertolucci, os livros "Trópico de Câncer" de Henry Miller, e "Servidão Humana" de W. Somersat Maugham. Faltava uma música, e eram tantas que me vinham a cabeça, mas a eleita, que se encaixou melhor foi "Coração Vagabundo" de Caetano Veloso.&lt;br /&gt;Mas hoje, lendo "Ame e dê vexame" de Roberto Freire, me lembrei dessa maravilha, que bem poderia ter entrado no poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O seu amor (Gilberto Gil)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O seu amor&lt;br /&gt;Ame-o e deixe-o&lt;br /&gt;Livre para amar&lt;br /&gt;O seu amor&lt;br /&gt;Ame-o e deixe-o&lt;br /&gt;Ir aonde quiser&lt;br /&gt;O seu amor&lt;br /&gt;Ame-o e deixe-o&lt;br /&gt;Brincar&lt;br /&gt;Ame-o e deixe-o&lt;br /&gt;Correr&lt;br /&gt;Ame-o e deixe-o&lt;br /&gt;Cansar&lt;br /&gt;Ame-o e deixe-o&lt;br /&gt;Dormir em paz&lt;br /&gt;O seu amor&lt;br /&gt;Ame-o e deixe-o&lt;br /&gt;Ser o que ele é&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Essa música esta no disco ‘Doces Bárbaros’, de 76, gravação ao vivo de show com material inédito, com Caetano, Gil, Bethânia e Gal Costa, que eu tinha, mas sumiu, mas tudo bem, deve estar em mãos amigas. Interessante que, como conta RF, a idéia inicial surgiu a partir do slogan da ditadura militar que dizia "Brasil, ame-o ou deixe-o". Incrível aonde a imaginação do poeta levou pela simples troca do &lt;em&gt;ou&lt;/em&gt; pelo &lt;em&gt;e&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Roberto Freire utilizava essa música em suas sessões de Somaterapia, método terapêutico criado por ele nos anos setenta, e difundido por seguidores até hoje.&lt;br /&gt;Suas conclusões apontam que raros foram os jovens que assumiram ter essa forma libertária de amar, mas quase todos sonham com essa possibilidade. Entretanto, a maioria dos que alcançaram propiciar essa liberdade aos próprios sentimentos e à pessoa que amam, acabaram por perder o objeto amado. Como diz o ditado ‘não se faz omelete sem quebrarem-se os ovos’.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115401571275158899?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115401571275158899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115401571275158899' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115401571275158899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115401571275158899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/07/o-seu-amor.html' title='O Seu Amor'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115326298012306005</id><published>2006-07-18T19:46:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T20:42:49.256-03:00</updated><title type='text'>Apenas uma idéia</title><content type='html'>Alo! Tem alguem ai, ainda! Estou aqui numa lan house de Jarinu, num teclado em que os acentos n'ao (viram) funciona. Mas vamo que vamo!&lt;br /&gt;Se estou aqui e porque meu micro esta com problemas, certo, e elementar.&lt;br /&gt;Nessa volta, queria falar mais um pouco de politica (argh!). Principalmente em funcao do comentario da &lt;a href="http://crissmyass.blogspot.com/"&gt;Criss&lt;/a&gt; a &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115090600003723699"&gt;esse post&lt;/a&gt;, que so vim a saber hoje. Pra variar ela discordou, mas tudo bem; parafraseando a propria: aqui só não vale mulher com mulher (viram, troquei de teclado).&lt;br /&gt;Tem uma coisa que ela disse que também concordo. Tá na hora de acabar com o voto obrigatório. Isso caiu como uma luva pra uma idéia que tive algum tempo atrás. Angustiado com o inicio da propaganda eleitoral... obrigatória, pensei em algo que pudesse incrementar esses momentos de inutilidade. Porque não vincular, principalmente às eleições proprocionais, alguns temas que os candidatos teriam que, ai sim, que delícia, obrigatóriamente, se posicionar. Por exemplo: contra ou a favor do fim do voto obrigatório. Depois de darem seu posicionamento poderiam falar a bobagens que quisessem.&lt;br /&gt;Seria um jeito fácil de podermos cobrar posteriormente. Lógico que as votações das questões que foram levadas para a campanha, teriam que ser &lt;em&gt;abertas&lt;/em&gt;, outro tema que poderia ser colocado nessa agenda básica, para posicionamento, conforme também pediu a Cris.&lt;br /&gt;Enfim, haveriam diversas questões que teriam que ser pensadas, por exemplo, quem definiria os temas a serem, obrigatóriamente, debatidos. Mas a idéia básica não me parece fora de propósito. Aceitam-se adesões. Ou críticas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115326298012306005?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115326298012306005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115326298012306005' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115326298012306005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115326298012306005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/07/apenas-uma-idia.html' title='Apenas uma idéia'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115151279784998368</id><published>2006-06-28T13:32:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T20:37:38.200-03:00</updated><title type='text'>Já que hoje não tem Copa</title><content type='html'>Juntando uma conversa com amigos com &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2806200606.htm"&gt;isso&lt;/a&gt; (quem diria hein Delfin?) e mais &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2806200614.htm"&gt;isso&lt;/a&gt;, acho que, após um casamento de, ou por interesses, está ocorrendo um preocupante divórcio entre a classe 'merdia' (obrigado &lt;a href="http://crissmyass.blogspot.com/"&gt;Criss&lt;/a&gt;) e o povão beneficiário dos diversos 'bolsas' do governo. Estariamos involuindo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115151279784998368?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115151279784998368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115151279784998368' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115151279784998368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115151279784998368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/06/j-que-hoje-no-tem-copa.html' title='Já que hoje não tem Copa'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115090600003723699</id><published>2006-06-21T12:45:00.000-03:00</published><updated>2006-06-21T13:06:40.213-03:00</updated><title type='text'>Voto nulo</title><content type='html'>Há algumas semanas atrás meu filho perguntou em quem eu iria votar esse ano. Disse que ainda não havia decidido, e mudamos de assunto. Desde então tenho pensado que desperdicei uma boa oportunidade de discutir política com ele, jovem de 20 anos. Pensei: se eu, adulto 4.8, que sempre me considerei interessado e participante, estou assim, a alguns meses da eleição, que dirá ele, com preocupações bem maiores e diversas pela frente. Já que ele é leitor assíduo dessas mal traçadas, escrevo aqui o que gostaria ter conversado.&lt;br /&gt;Hoje em dia é comum ouvirmos todos dizerem que estão ‘indignados’. Eu mesmo já devo ter caído nessa armadilha. Mas indignação, sem ação, não é nada. É um discurso vazio, se a única coisa que resultar for nos vestirmos todos de branco, e sairmos em passeata pela Paulista, pedindo paz, nesses dias de PCC.&lt;br /&gt;A mesma coisa seria nos engajarmos nas diversas correntes que circulam pela Internet defendendo o voto nulo, com o qual também já flertei. Já recebi uns três e-mails onde descobriram que, se a maioria dos votos forem nulos, as eleições são canceladas, e uma nova eleição, com novos candidatos é convocada. Se pararmos para pensar, isso é uma babaquice.&lt;br /&gt;Primeiro: os candidatos rejeitados são impedidos de concorrer por quatro anos, segundo a corrente recebida. Mas isso então significa que, na próxima eleição, estarão todos aí novamente. Além disso, quem garante que os novos candidatos serão melhores que os atuais? Reserva é reserva e, provavelmente, vai ter o rabo preso com algum dos titulares rejeitados. Se eu acreditasse na teoria da ‘conspiração cósmica’, diria que algum setor da oposição, numa tentativa já de desespero, é que está difundindo essa idéia do voto nulo.&lt;br /&gt;A alternativa não é essa. O que tem que mudar é a mentalidade nossa como eleitor. Cada vez acredito mais que cada país tem o governo que merece. Explicando melhor: a qualidade de um governo vem a reboque, e nunca na frente, da capacidade de discernimento dos eleitores. Primeiro temos que ter consciência que nós é que elegemos os governos, para o bem e para o mal. Se o governo é corrupto, nós o elegemos. Atenção, não disse que nós é que somos corruptos. Nós é que não nos preocupamos em conhecer e, principalmente, acompanhar e cobrar idoneidade de quem votamos. O Jayme, do ‘Dito Assim...’ (link a sua direita) tem mostrado qual é a melhor postura. Nas últimas semanas enviou e-mail para a câmara dos deputados, cobrando um posicionamento quanto a um assunto específico: a retirada dos outdoors que emporcalham a cidade de São Paulo. Na última semana, enviou carta ao secretário da segurança pública, criticando sua postura, considerada inadequada em depoimento na câmara, sobre o terror vivido no estado no último mês, por conta da violência do crime organizado. E tem convidado todos os leitores de seu blog a acompanharem sua atitude.&lt;br /&gt;É por aí que acharemos uma saída. Isso dá trabalho, mas, infelizmente, estamos longe de uma Suécia ou uma Bélgica, em que seus eleitores podem se dar ao luxo de dizerem: não me interesso por política, sem que isso afete, pelo menos no curto prazo, suas vidas diárias. Quem diz isso, aqui, está passando um atestado de alienação, e não tem o direito, depois, de se dizer indignado. Façamos a nossa parte. Dediquemos um tempo, diário, semanal, depende de cada um, para uma escolha consciente. Vamos discutir com outras pessoas que tem idéias divergentes (santa pluralidade, Batman!). Não sejamos sectários, pois direita ou esquerda, hoje, não tem a mesma relevância. O importante são as idéias. Por falar nisso, alguém viu ou ouviu alguma por aí, ultimamente? Se sim, me avisem por favor.&lt;br /&gt;Depois da eleição, acompanhemos os eleitos. Deputado, senador, governante em geral, que não mantiver seus pensamentos e ações de forma clara na internet, por exemplo, não merecem os cargos que ocupam. Se não estivermos de acordo com o que estamos acompanhando, dá trabalho, eu sei, mas vamos a cobrança no ‘e-mail a e-mail’. Quem não responder, receberá nossa resposta na próxima. É assim que tem que funcionar o menos pior dos sistemas de governo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115090600003723699?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115090600003723699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115090600003723699' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115090600003723699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115090600003723699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/06/voto-nulo.html' title='Voto nulo'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115063817792010062</id><published>2006-06-18T10:38:00.000-03:00</published><updated>2006-06-18T10:42:57.926-03:00</updated><title type='text'>Diário de Viagem (capitulo único)</title><content type='html'>Resolvi escrever uma espécie de diário de viagem, um pouco para afastar o tédio e a solidão que essas viagens causam e, muito, por estar sentindo falta de você. Eu sei que escrever pra você não é a mesma coisa que estar com você, mas é o ‘real’ da situação.&lt;br /&gt;São dez da noite do meu segundo dia aqui.  Estou esperando a chegada do sono, e torço que ele venha antes que o cara do quarto ao lado comece a roncar, o que ele faz de maneira infernal.&lt;br /&gt;Hoje cheguei a me irritar com a  tremenda ignorância do povo aqui de União dos Palmares. E aqui é a terra em que  Graciliano Ramos já foi prefeito. Não entendiam perguntas simples como: quantos rádios você tem em sua casa? Rádio? Como assim? Não, não é de comer, é de ouvir -  dava vontade de dizer. Ah!?  Radinho di pia? Tem só um..Cenas reais da zona da mata nordestina. Como será que meus colegas que foram para o sertão estão se saindo?&lt;br /&gt;Falando em zona da mata, dá dó ver a paisagem em que está se transformando isso aqui. É só cana de açúcar pra tudo quanto é lado. O Pro-alcoól que o governo tanto alardeia como futuro do país. Mas essa agricultura extensiva numa região paupérrima como essa, será que é a melhor solução? Trabalho sazonal é o melhor caminho para fixar o homem e evitar a emigração? É muita pobreza, e nenhuma perspectiva de melhora. Você atravessa cidades e só vê cana por todo lado. E cidades do interior se inchando em proto-favelas na sua periferia. Aonde não nasce cana, não cresce nada, porque já é o sertão. O nordeste vai acabar servindo de celeiro para os carros que rodam no sul? Quem ganha com isso? Como queria ter as respostas. Mas me sinto impotente. Parece que cada cidade tem seu ‘coroné’, reverenciado por todos e tratado como um Messias salvador. É tudo muito triste. ENQUANTO ISSO NÃO FOR MUDADO, NÃO VEJO SOLUÇÃO. Dá vontade de deixar o trabalho de lado e fazer proselitismo. Dizer que existe um partido novo, o PT,  com origens populares, que tem propostas para mudar essa situação. Mas sei que temos que ir devagar. O despertar das consciências é um processo lento e, que se não respeitado, pode gerar horrores piores do que os que já existem.&lt;br /&gt;Essa viagem entra num ponto crítico. Aquele em que você ainda acha que falta muito pra ela terminar e, ao mesmo tempo, faz muito que começou.&lt;br /&gt;Me sinto completamente estranho no ambiente. O meu biotipo é completamente diferente das pessoas do lugar, e olha que eu estou bem moreninho e, mesmo assim, um nativo se dirigiu a mim pra pedir a hora me chamando de GALEGO. Mas de qualquer forma, trafego pelas ruas sem nenhum receio e me sentindo, apesar de tudo, bem a vontade. A hospitalidade das pessoas ajuda muito. È difícil fazer uma entrevista no portão. A maioria convida a entrar e sentar. Mesmo porque, nem elas agüentam o sol daqui.  Alias, a preguiça parece ser a marca registrada do nordestino. Não no mal sentido, mas como uma maneira de agüentar o calor.  Simplesmente ficando sem fazer nada quando nada se tem para fazer, e estar sempre a sombra e, se possível, com o ventilador ligado. Se ventilador fosse item de classificação socioeconômica, o nordeste, estaria um classe acima nas pesquisas. Mas, não é. Preciso falar disso com os sociólogos (na verdade meros analistas de estatísticas) do Gallup.&lt;br /&gt;Já consegui descolar um lugar pra tomar café da manhã onde servem vitaminas, e assim dispensar a café da pousada, onde me deparo com coisas estranhas feitas a base de milho e mandioca, totalmente alienígenas ao meu desjejum sulista. E um lugar pra almoçar um lanche, sem excesso de cuentro como aquele cachorro quente do quiosque em Maceió (que me virou o estômago), com um suco de frutas por apenas 70 cruzeiros. Aliás, os preços da comida aqui são bem maneiros, acho que vai dar pra voltar com algum. Só falta um lugar pra jantar, porque hoje comi uma buchada (de bode?) , novamente com o fantasma do cuentro a me rondar, mas nada de desesperador.&lt;br /&gt;Acabo de adquirir meu último vício (acho!): gastei 500 paus no fliperama que é a única diversão que existe aqui na cidade.&lt;br /&gt;Uma coisa que queria contar pra você: uma vez, ainda quando estava na faculdade, e namorava a Magali, o Sérgio me perguntou se eu estava preparado para passar longas temporadas longe dela, caso eu começasse a trabalhar em Geologia fora de São Paulo. Eu disse que, acho, que estava. Ele duvidava. Mais uma vez ele acertou. È realmente muito difícil. Devo assumir: o mais IMPORTANTE PRA MIM SÃO AS PESSOAS. O amor e não o trabalho. Ou melhor, qualquer trabalho deve levar em conta o espaço (e o tempo) que ele me dá pra curtir as pessoas que eu gosto, e não vice –versa. A folha acabou, o sono vem chegando e... eu quero você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;União dos Palmares, 22 de Setembro/1982.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115063817792010062?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115063817792010062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115063817792010062' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115063817792010062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115063817792010062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/06/dirio-de-viagem-capitulo-nico.html' title='Diário de Viagem (capitulo único)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115058447275920119</id><published>2006-06-17T19:39:00.000-03:00</published><updated>2006-06-18T10:28:13.593-03:00</updated><title type='text'>Blogueiro que desiste, existe?</title><content type='html'>“Puta arrependida e blogueiro que desiste&lt;br /&gt;Tem uma coisa em comum: são pura ficção.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase ouvi do Fernando Cals, no nosso encontro na Pinacoteca de São Paulo, junto com o Valter e a Ana.&lt;br /&gt;Fiquei matutando e resolvi discordar. Conheço alguns que desistiram. Tem o ‘Smart Shade of Blue’, grande blogueiro com enorme sucesso, que de uma hora pra outra nos deixou na saudade e, agora, vagueia pelas caixas de comentários alheias. Tem um antigo, o ‘Rei Açucar’, que gostava muito, cara denso, de conteúdo, que de uma hora pra outra deixou de postar sem aviso algum. Tem a Claudia, que me visitou duas vezes na caixa de comentários, tinha um blog lindo, só de poesias, e que desapareceu do uolblog. Um outro que não lembro o nome (Reinaldo ou Reginaldo alguma coisa, de Goiás ou Mato Grossso, esses lados) que também deixou saudade. Isso daqueles que freqüentava, que dirá nessa imensidão internética. Não sei se são exceções que confirmam a regra, mas que existem existem. Não sei se em maior ou menor percentual que putas arrependidas, que também acho existirem.&lt;br /&gt;Fiquei então pensando o que pode fazer um blogueiro desistir. Caixas de comentários vazias, decepções com a falta de entendimento dos leitores, ganhar na Mega Sena, ou encontrar mais o que fazer da vida, sei lá.&lt;br /&gt;Achei então um motivo mais específico, que teria todos os ingredientes para fazer um blogueiro desistir. Seria o caso de um casal de blogueiros, cada um com seu blog particular, por exemplo, a Cynthia e o Nelson, a Mônica e o... como é mesmo o nome... ( ô memória), o Walter e a Ana, fora outros casais que assinam blogs conjuntos, que já visitei, mas não recordo os nomes. Hétero e Homo diversos.&lt;br /&gt;E se algum desses casais se separassem (toc, toc, toc na madeira). No caso daqueles que tem blogs conjuntos, o blog entraria na partilha dos bens? Já seria um primeiro problema. Mas sem complicar muito, quero me ater aos casais com blogs individuais.&lt;br /&gt;Nesse caso, a primeira coisa que ocorreria é, em geral, enquanto um deles tenta manter as aparências e seguir a vida como se nada tivesse acontecido, o outro(a) resolve contar tudo num post, ou numa série, longa e sofrida. Aí o outro lê (chega de parênteses para definir o gênero, outro pode ser ele ou ela, certo?), porque apesar da promessa de nunca mais visitar o blog alheio, logo vê que isso é impossível. Então resolve contar a sua versão dos fatos.&lt;br /&gt;Aí começa a lavagem de roupa suja em público. Inicialmente os comentaristas, que eram comuns e, vários deles amigos do casal, tentam botar panos quentes, mas com o passar do tempo, e dos argumentos de cada lado, algumas dissidências vão se verificando. Aquela comentarista nova, do blog do cara, que ele estava ficando interessado (homem é tudo cafajeste), toma partido e fica do lado dela, ou seja, desaparece dos comments dele. Pode por um vice-versa, porque mulher nem sempre é solidária.&lt;br /&gt;Outra complicação: você fica trombando com o desafeto nas caixas de comentários dos blogs preferidos, e isso incomoda a ponto de começarem cada um a procurar a sua panelinha exclusiva. Mas como esse mundo bloguístico é pequeno, até aquele blog novo que um cultivava como exclusivo, acaba sendo descoberto. Adivinha por quem?&lt;br /&gt;Aquela liberdade de falar de tudo e de todos começa a passar pela auto-censura:o que será que o outro vai pensar se ler isso?&lt;br /&gt;Até que, tragédia das tragédias, alguém coloca um post falando do novo amor, com fotos inclusive.&lt;br /&gt;Aí, quem ainda está a ver navios começa a pensar na alternativa final: o bloguicídio. Prepara um texto de despedida, coloca toda amargura e sofrimento em palavras... e manda publicar.&lt;br /&gt;Em seguida, levanta-se, serve-se de uma bebida, que sorve vagarosamente.&lt;br /&gt;Retorna ao computador. Chama o hospedeiro, vai até as configurações e olha pro botão que tantas vezes o seduziu.&lt;br /&gt;&lt;excluir&gt;&lt;em&gt;//Excluir Blog?//&lt;/em&gt;. Dá um último gole, e... sim! &lt;em&gt;&lt;click&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Enquanto aguarda a confirmação do seu desatino, lembra do post, não salvo, em que descreve a melhor técnica de fritar um ovo, deixando a gema mole, e retira-lo de uma frigideira de fundo antiaderente de má qualidade, sem romper a gema. Um clássico da narrativa descritiva. Perdida, para sempre. E aquele outro que ensinava a melhor maneira de limpar a bunda após uma cagada, pra não deixar áspero, quando não temos água e chuveiro à mão. Recebeu até um comentário agradecido de famoso blogueiro, durante sua estadia em New Orleans (pré Katrina). Já sente saudades!&lt;br /&gt;&lt;confirma&gt;&lt;em&gt;//Confirma exclusão?// &lt;/em&gt;Pôrra! Ainda vivo?! É claro que confirmo!&lt;click&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, os arquivos do servidor registram um comments reconciliador. Mas&lt;br /&gt;ninguém leu... ninguém respondeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115058447275920119?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115058447275920119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115058447275920119' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115058447275920119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115058447275920119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/06/blogueiro-que-desiste-existe.html' title='Blogueiro que desiste, existe?'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115033229807416576</id><published>2006-06-14T21:39:00.000-03:00</published><updated>2006-06-14T21:44:58.086-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aproveitando que a internet linha discada aqui em Jarinú resolveu funcionar, deixa eu postar alguma coisa direta e rápidamente, antes que a conexão caia ou meu saco estoure aguardando o tempo de resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;         É melhor premiar, elogiar ou dar prazer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;         Do que criticar, maltratar, ferir ou intimidar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                                                Skinner&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, agora deixa eu preparar um algo mais elaborado, e sabe-se lá quando vou conseguir postar novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115033229807416576?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115033229807416576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115033229807416576' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115033229807416576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115033229807416576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/06/aproveitando-que-internet-linha.html' title=''/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114979732920492121</id><published>2006-06-08T16:57:00.000-03:00</published><updated>2006-06-13T19:40:22.046-03:00</updated><title type='text'>Um post antigo e especial</title><content type='html'>O texto a seguir foi um post que salvei a uns dois anos atrás quando comecei a me maravilhar com o mundo (leia-se, as pessoas) dos blogs. Portanto, é mais fácil cola-lo aqui do que achar o link. Leiam e depois eu comento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quem Não Lê Não é Humano&lt;br /&gt;&lt;a href="http://soaressilva.wunderblogs.com/"&gt;ALEXANDRE SOARES SILVA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Alguns anos atrás (calhou de ser alguns anos atrás, mas poderia ter sido ontem, amanhã) vi na esquina da minha casa alguns operários descansando. Eles estavam sentados na grama, sem comer, sem conversar. Como é uma rua quieta, não podiam nem se distrair vendo carros ou pessoas. Olhavam, acho, o muro de tijolos do outro lado da rua, ou talvez alguma rachadura tortuosa na calçada. Estavam assim quando desci a rua no caminho do supermercado, e continuavam assim quando voltei com uma sacolinha na mão. Quando passei andando, olharam fixo pra mim; e eu não os culpo, porque a minha passagem, em contraste com o muro e a rachadura, deve ter tido para eles a importância cerebral que a obra de Aristóteles teve para Santo Tomás. (Um ser humano se mexendo! Óia! O que será que ele tem na sacola, etc.)&lt;br /&gt;Quem não lê está condenado a estar preso num lugar só. Eles não liam, e por isso eram forçados a ficar ali naquela esquina olhando o asfalto. Dez minutos, quinze, meia-hora. Se estivessem lendo, poderiam sair dali, ir para a Samotrácia; mas não liam, e estavam ali, com uma atividade mental provavelmente parecida com a da grama na qual estavam sentados. Quando passei, e o deslocamento do meu corpo criou uma brisa, a atividade mental deles talvez tenha subido drasticamente para o nível de um dente-de-leão sendo despedaçado pelo vento. Mas isso é tudo.&lt;br /&gt;"Ah, Alexandre, que feio, fazendo gozação com os menos favorecidos". Bom, estou fazendo gozação agora, e confesso que acho as classes iletradas (às quais pertencem Jeca Tatu, Popó, Gugu Liberato e Moisés Safra) um tanto engraçadas. Mas na hora fiquei horrorizado. Percebi o que é ser iletrado: é ser forçado a estar onde se está e na companhia em que se está. Como um cupim. Como uma drosophyla melanogaster olhando para uma banana. Como um jogador de futebol olhando para a capa de um livro de auto-ajuda, ou um sindicalista tentando ler Karl Marx.&lt;br /&gt;Quem não lê, no entanto, geralmente se sente superior a quem lê. Se sente mais prático, mais direto. "Me formei na escola da vida". "Não tenho tempo para essas coisas. Trabalho muito. Quando pego um livro pra ler, sinto sono". A sensação que tenho, quando vejo alguém que se sente orgulhoso de não ler, é a que eu teria se fosse convidado para jantar na casa de alguém e, de repente, o anfitrião me mostrasse todo orgulhoso o próprio pênis guardado numa caixinha. "Não tenho tempo pra essas coisas, então mandei remover. Quando tentava usar, pegava no sono". Bom, só posso pensar- azar o seu. Grande parte do prazer da sua vida foi embora.&lt;br /&gt;Mas não me basta dizer que quem não lê é uma espécie de castrado; meu ponto é que ele é um boi castrado. Que pertence a outra espécie. Que uma pessoa assim está para Oscar Wilde como um pé de milho está para um macaco.Está bem, imagine o seguinte: alguém acabou de entrar num clube que existe, digamos, desde a década de cinqüenta. Ele está entrando no salão onde todos os membros estão reunidos. São cerca de cem membros, e estão de pé conversando, em grupos. O novo membro não conhece ninguém; mas digamos que é uma dessas pessoas sociáveis e práticas, e em dez minutos já se apresentou a uns vinte membros, e já guardou o nome de uns dez.&lt;br /&gt;Meu ponto é este: que ele não sabe nada da história do clube. Não sabe que aquele velhinho ali era amigo do fundador (alguns dizem, até, amante); que aqueles dois homens de costas um para o outro brigaram feio na década de setenta, dividindo o clube em dois grupos, que existem até hoje; que a antiga sede era na casa daquela mulher gorda; que em cima daquela mesa (é o que se diz) foi concebido o membro número 96. Se lesse todas as atas do clube, o novo membro saberia disso. Mas, pelo fato de não ter lido, e de não saber nada sobre a história prévia do clube e as correntes invisíveis de amizades e hostilidades que circulam por ali, o novo membro é necessariamente menos membro do clube do que os outros.&lt;br /&gt;Assim no caso do clube, assim no caso do clube mais vasto chamado humanidade. É um clube antigo- o que é mais um motivo para ler as atas. Quem não leu é menos membro do que quem leu. Talvez nem sequer seja membro. Claro, deve ser bem-tratado; que se sente e converse com todo mundo, e em nenhum momento seja humilhado. Mas não é bem um dos nossos, é? E talvez se sentisse mais à vontade – digamos – no clube do pebolim?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Objeção&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas, pô, Alexandre, você não vê que isso é o que os totalitarismos sempre fizeram- escolher um grupo qualquer e dizer que eles não são humanos, e que portanto podemos fazer o que quisermos com eles?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bom, mas quem é que disse que humanos podem fazer o que quiserem com não-humanos? Quanto a mim, sou definitivamente a favor do anti-vivisseccionismo - que é a doutrina, um tanto fora de moda, de que aqueles que são mais desenvolvidos intelectualmente têm que defender os menos desenvolvidos, e nunca o contrário. Cabe a um anjo, por exemplo, defender um homem; um homem que quisesse defender um anjo estaria cometendo um tremendo faux pas. Esse é um princípio universal, pura e simplesmente - adultos têm que tomar conta de crianças, e se preciso têm também que se sacrificar por elas- e não o contrário. Estendendo esse princípio aos animais: sou definitivamente contra que se façam experiências médicas no José Luis Datena para o benefício da espécie humana; temos obrigação de usarmos nossa inteligência para cuidar dele, e não para fazê-lo sofrer.&lt;br /&gt;Só mais uma coisa, para que não pensem que estou falando de pobres. Não estou falando de pobres. Estou falando de iletrados. Isso inclui a maioria dos ricos do país. Executivos, de modo geral, são como os operários do início deste texto, mas com a seguinte diferença: a rachadura tortuosa na calçada recebeu o nome de Nasdaq, ou de Projeção de Custos para o Segundo Trimestre. Mas a falta de intelectualidade é a mesma.&lt;br /&gt;Ser humano, ao contrário de ser uma joaninha, é uma aquisição cultural. Para ser uma joaninha, basta nascer no corpo de uma joaninha. Mas para ser humano, não basta nascer num corpo humano - como provam os casos de todos esses exemplares de homo ferus que foram criados por lobos ou jaguatiricas. É preciso ler.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Objeção&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Você está querendo dizer que a minha avozinha italiana analfabeta, que veio toda miudinha e cheia de garra ganhar a vida no Brasil, não era humana?RespostaÉ. Exatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Eu achei sensacional. Primeiro o assunto, o conteúdo, assino embaixo sem restrições.&lt;br /&gt;Agora quanto a forma. Como o cara escreve bem, muito bem. Tem imaginação (os operários olhando o muro ou as rachaduras da calçada, a humanidade como um grande clube em que sempre chegam novos sócios, vamos ler as atas das reuniões passadas), é radical (&lt;em&gt;Percebi o que é ser iletrado: é ser forçado a estar onde se está e na companhia em que se está. Como um cupim. Como uma drosophyla melanogaster olhando para uma banana. Como um jogador de futebol olhando para a capa de um livro de auto-ajuda, ou um sindicalista tentando ler Karl Marx&lt;/em&gt;). Tem humor (&lt;em&gt;o anfitrião que mostra orgulhoso o próprio pênis guardado numa caixinha. "Não tenho tempo pra essas coisas, então mandei remover"&lt;/em&gt;), tem ironia e cinismo, quem não gosta? (&lt;em&gt;Você está querendo dizer que a minha avozinha italiana analfabeta, que veio toda miudinha e cheia de garra ganhar a vida no Brasil, não era humana? É. Exatamente&lt;/em&gt;). Tem até poesia (&lt;em&gt;Ser humano, ao contrário de ser uma joaninha, é uma aquisição cultural&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Mas acredito que tem muita gente que fica horrorizada ao ler esse texto. Porque?&lt;br /&gt;É um texto contundente. Sem medo de agredir, desde que consiga passar sua mensagem de forma completa e inapelável. Quantos textos semelhantes, falando sobre o mesmo assunto nós já vimos durante nossa vida. Acredito que diversos, mas nenhum com essa pegada virulenta. Quando se tem certeza do valor de uma idéia, muitas vezes a melhor forma de defende-la é pelos excessos. Danem-se as almas sensíveis.&lt;br /&gt;Outra coisa. O cara é famoso na blogsfera, mas igualmente odiado por muitos, talvez por pertencer a um grupo caracterizado como sendo de direita (os wunderblogs). Parece que todos, do grupo, moram com os pais, ou pelo menos com a mãe, e são fãs ardorosos de toddynho. E daí? Ser de direita, originariamente significava ficar, geograficamente, desse lado da mesa diretora, ou algo parecido, na câmara dos lordes de Londres, para defender o status quo da época, enquanto que os reformadores, atendendo as demandas de uma sociedade de massa que se formava, ficavam do outro lado. No inicio era apenas isso. Por esse prisma, hoje em dia o PT é conservador, e o resto do país é de esquerda pois todos parecem querer ‘reformas’. Muito irônico isso. A inteligência não é privilegio de grupos ideológicos, pelo menos dessa fase acho que estamos livres. O que me interessa é a obra da pessoa. Se o cara se dispõe a ser escritor e o faz bem, com certeza vou procurar ler sua obra. Se vai fazer minha cabeça ou não é outra história. Mas não vou deixar de usufruir o prazer da sua leitura por preconceitos. E esse texto não é caso isolado. Entrem no blog do cara pra conferir. Muitos vão acha-lo elitista, dandi, blasé, etc. Mas, com certeza, eu gostaria de escrever como ele. E gostaria que meus amigos de esquerda, seja lá o que isso significa nos dias de hoje, também o fizessem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114979732920492121?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114979732920492121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114979732920492121' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114979732920492121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114979732920492121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/06/um-post-antigo-e-especial.html' title='Um post antigo e especial'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114968326472689868</id><published>2006-06-07T09:23:00.000-03:00</published><updated>2006-06-07T09:27:44.743-03:00</updated><title type='text'>Só Deus Salva!</title><content type='html'>Irmãos, permitam-me dar um testemunho. Estava eu, no meu chatô em Jarinú, saboreando um delicioso contra a cavalo, com a TV ligada no ‘Jornal da Gazeta’ quando, ao término deste, vejo que se inicia um programa de produção independente chamado "Saindo do Vermelho", com a devida ressalva da emissora que o conteúdo e as opiniões expressas são de inteira responsabilidade da produtora, que com certeza deve estar pagando o aluguel do horário em dia.&lt;br /&gt;Como, além do controle remoto estar longe, eu, na minha humilde condição de dois mil reais devedor no cheque especial, achei por bem assistir o programa.&lt;br /&gt;Que se iniciou com uma reportagem denúncia sobre o comércio paralelo de alvarás de licença para taxistas, já que a prefeitura de São Paulo, por estimar que a quantidade de táxis da cidade já é suficiente, há doze anos não emite alvarás novos. A reportagem contava até com câmeras ocultas para flagrar os detalhes da operação. Termina com a denúncia de um tal de Santana que lesou ‘trocentas’ pessoas com alvarás falsos.&lt;br /&gt;Foi aí que houve um corte para o estúdio onde um ‘pastor’ pega a reportagem como gancho para o depoimento... de uma taxista lesada? Não! Nada a ver com a reportagem. Era uma mulher que era funcionária de um banco multinacional, ganhando bem, casada com um cara que tinha um ‘negócio’ de fabricação de bolsas mas que tava mal das pernas. Aí para ajudar o marido ela resolve pedir para ser mandada embora para, com a indenização, salvar o marido. Pergunta o ‘pastor’: Mas a senhora já tinha Deus no coração naquela época? Não pastor, não tinha. E então o que aconteceu? Ah! Se eu contar ninguém vai acreditar. O dinheiro que recebi da indenização sumiu entre meus dedos. Não paguei as dividas do meu marido, não fiz nada com ele. Pensei, incauto, que o ‘pastor’ iria perguntar: ‘Mas, minha filha, o que você fez com o dinheiro?’ No entanto, o que se seguiu foi ela continuar falando, livre, leve, solta: ‘nada dava certo, fomos decaindo cada vez mais, as dividas só aumentavam, até que um dia, já passando fome, descobrimos a sua igreja e a ‘Vigília da fartura dos 318 pastores’, toda segunda-feira no Templo Maior em Santo Amaro. Aí tudo mudou e, hoje temos nossa casa, nossos filhos estudam em escola particular, como era nosso sonho, e somos muito felizes’. Agora o pastor intervém: ‘Tudo isso graças a quê, minha senhora?’ ‘Por ter encontrado Deus, ‘pastor’! Hoje trabalho com meu marido no ‘negócio de bolsas’ e, nosso maior concorrente é a China, mas nossos clientes dizem que dão preferência pra nós, porque temos Deus no coração.’ Parênteses meu: não deixem essa história chegar até Pequim. Já pensou se o chineses descobrem que o que atrapalha a concorrência deles é a Igreja Universal, e se convertem? Aí é que ninguém segura os discípulos do velho Mao.&lt;br /&gt;Mas como um depoimento só não basta, em seguida veio um empresário, entrevistado por uma loura gostosa (OH! Perdão &lt;a href="http://www.rafael.galvao.org/2006/06/oh_sir.php"&gt;God&lt;/a&gt;! A loura era totalmente irrelevante na matéria, apenas eu, com minha mente pagã, é que prestei atenção nesse detalhe), com o mesmo tipo de depoimento. Depois de quinze anos com a empresa indo bem, de repente, não mais que de repente, estava a beira da falência, sendo salvo, adivinhem por quem?&lt;br /&gt;Bom a essa altura estava pensando que o ‘filé’ da salvação devia ser dado nessa tal ‘vigília’, onde deveriam comparecer os mais renomados economistas, tipo Gustavo Franco João Sayad, Luiz Gonzaga Belluzzo, Maria da Conceição Tavares, &lt;a href="http://www.polemic-guy.blogspot.com/"&gt;Tiago Ferraz&lt;/a&gt;, etc, todos devidamente psicografados por Celso Furtado, (ops! acho que psicografia não tem na Universal, e essa miscelânea de economistas não ia mesmo dar muito certo, mas deve ter algo parecido), onde seriam fornecidos os detalhes dos procedimentos para todos ‘sairem do vermelho’. Reza o bom marketing que ninguém deve entregar o ouro logo de cara, não antes de ‘passar a sacolinha’.&lt;br /&gt;Para o programa não ficar muito monótono, o ‘pastor’ anunciou um trecho do filme ‘José no Egito’. Era a parte em que José pedia ao faraó para contar-lhe seus sonhos, que Deus o interpretaria através dele. O Faraó então contou que nos seus sonhos ele via sete vacas gordas a beira do Nilo. Mas em seguida apareciam sete vacas magras saindo das águas do rio, e que essas vacas magras comiam as vacas gordas mas, inexplicavelmente, continuavam magras. Interpretação de Deus, ghostwriter José: O Egito terá sete anos de vacas gordas, seguidos de sete anos de vacas magras. Conclusão do Faraó, circunspecto: O homem não é nada! A deixa para o ‘pastor’ emendar, triunfante: ‘Realmente, o homem sem Deus... não é nada!’.&lt;br /&gt;Segue-se mais um depoimento de outro empresário, na mesma linha, enfatizando: ‘Meu problema era a falta de Deus. Tudo que consegui, depois, foi porque Deus abençoou’.&lt;br /&gt;Fim do programa ‘Saindo do Vermelho’ e anuncio da próxima atração: ‘Sessão do Descarrego’.&lt;br /&gt;Ia ficar para assistir, pois estava totalmente &lt;a href="http://perplexoinside.blogspot.com/"&gt;perplexoinside&lt;/a&gt;, mas algo de estranho deve ter acontecido com meu estomago. Com certeza o bife não era proveniente de um ‘cordeiro de deus’, e tive que ir correndo para o banheiro empreender outro tipo de descarrego.&lt;br /&gt;Mas nada que impeça minha presença na próxima segunda no tal Templo Maior. Quem quiser me conhecer é fácil. Tenho quarenta e oito anos, olhos azuis, cabelo e barba grisalhas e, pra facilitar a identificação, estarei com um cajado de oliveira, túnica bege e sandálias de couro de bode, que de ovelha está difícil de achar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114968326472689868?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114968326472689868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114968326472689868' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114968326472689868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114968326472689868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/06/s-deus-salva.html' title='Só Deus Salva!'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114846911265676726</id><published>2006-05-24T08:08:00.000-03:00</published><updated>2006-05-24T08:11:52.676-03:00</updated><title type='text'>Sobre cães e gatos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/Ivie.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/320/Ivie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essa bela cachorra aí ao lado adorava uma rua e, com a mesma intensidade, detestava gatos.&lt;br /&gt;Na época do fato que vou contar, já tinha em seu currículo dois gatos abatidos.&lt;br /&gt;Um deles, infelizmente, tive o desprazer de presenciar o momento em que ela o pegou. Quando tentei me aproximar pra ver o que podia fazer pra salvar o pobre bichano, fui recebido com um olhar e um rosnado, acompanhado do arreganhar dos dentes, que me fez recuar e, nos poucos momentos que tirei pra pensar em algo, foram o suficientes pra ela, apenas apertando com os dentes a garganta do bichano, deixar claro que nada mais havia a fazer. Nem um som, nem uma gota de sangue. É duro, mas tive que reconhecer, um serviço perfeito. Como era apenas um exercício de instintos primais, assim que se certificou do sucesso da empreitada, largou a presa e foi pro seu canto beber água.&lt;br /&gt;Mas vamos para coisas mais amenas. Era um sábado à tarde ensolarado quando abri a porta lateral da casa, me preparando para sair e deixei que ela também desse uma saidinha pra parte da frente da casa a fim de olhar e trocar umas cheiradas com os cachorros da rua. Infelizmente não percebi que o portão não estava trancado, mas apenas encostado. Rapidamente, com o focinho, ela afastou a parte móvel e ganhou a liberdade. Como não era a primeira vez que isso acontecia, voltei pra dentro pra pegar a guia, sem a qual não conseguiria traze-la de volta. Saí, já armado de muita paciência, porque iria começar seu jogo predileto de deixar eu me aproximar, para então sair correndo, pois sabia das minhas intenções. E assim, fomos descendo a rua, eu esperando o momento que alguma coisa a distraísse o suficiente para me aproximar o bastante e colocar a guia. Andamos cerca de quatro quadras, até chegar ao fim da rua, quando, então, ela optou por virar à esquerda, e eu atrás, procurando não perder contato. Mais uma quadra e ela para em frente a um terreno onde existem umas quadras de futebol society, e ficou numa posição que me gelou. Exatamente aquela que antecede um ataque. Imobilidade absoluta, pelos eriçados, corpo ereto. Tentei chamar, mas já sabia que seria em vão. Toda sua atenção estava focada no alvo. De repente, o arranque pra dentro do terreno. Ai não teve outro jeito a não ser correr atrás.&lt;br /&gt;Quando cheguei na frente do local, só deu tempo de ver ela correndo atrás do felino, que entrou numa casa que ficava a esquerda do zelador do empreendimento, que estava, com sua família, confortavelmente na sala, vendo o programa Raul Gil (lembro bem disso). Agora imaginem o susto deles vendo uma gato e um cão em tresloucada correria por entre os móveis da casa. Só deu pra ouvir uma cadeira da cozinha caindo e os gritos da mulher e de duas crianças. Felizmente o gato resolveu sair de volta pra fora e, atrás dele, ela e todo mundo da casa, tendo a frente o chefe que ao me ver parado, provavelmente com cara ‘de tacho’ como se diz na família, rangeu entre dentes: Se essa cachorra fizer alguma coisa pra minha gata, que está grávida, eu mato ela. Tentei ser prático e, em vez de desculpas, pedi que me ajudasse. Mas não há muito o que fazer quando esse bichos estão na correria, a não ser torcer para que a gata conseguisse um jeito de se esconder. E foi o que aconteceu quando ela entrou num cano, acho que de águas pluviais, que tinha o tamanho exato para gatos, mas não para a cachorra, que se postou no bocal e enfiou a cabeça e o pescoço, mas daí não passava.&lt;br /&gt;Situações limite exigem que algum limite seja superado. A essa altura, já havia uma considerável platéia, formada pelos jogadores da quadra mais próxima se divertindo e esperando o próximo lance. Vi que eu era a bola da vez. Era preciso agir. Avancei para o local onde ocorria o tete-a-tete decidido a tira-la, já me preparando para uma eventual mordida, que nessas horas acho que ela não ia saber muito bem quem a estava afastando da sua caça. Me joguei em cima dela, puxando-a pelo peito e já berrando no seu ouvido um sonoro QUIETA. Quando vi que tinha sido reconhecido, agarrei-a bem firme, consegui colocar a guia e tira-la da frente do cano, sob aplausos de uns e vaias de outros na platéia. Parece que já se estava formando um balcãozinho de apostas sobre o final da estória.&lt;br /&gt;Agora, quem dizia que a gata saia lá de dentro, coitada. Fui pedir desculpas pro cara, enquanto sua mulher e as crianças tentavam tirar a assustada gata de dentro do cano. Ele ainda vociferou que se perde-se a ninhada eu ia ter que pagar os prejuízos. Não sei quais seriam, mas de qualquer forma deixei meu telefone para que me procurassem caso tivessem alguma despesa em função do ocorrido. Como não tive retorno, até hoje, acho que tudo correu bem.&lt;br /&gt;Todo esse post está no passado, porque, infelizmente, ela desapareceu a cerca de dois anos. Mais uma vez um portão descuidado e uma saída, dessa vez sem que ninguém percebesse. Só espero que, onde quer que esteja, esteja bem. Saudades, Ive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114846911265676726?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114846911265676726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114846911265676726' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114846911265676726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114846911265676726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/05/sobre-ces-e-gatos.html' title='Sobre cães e gatos'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114788248512962741</id><published>2006-05-17T13:09:00.000-03:00</published><updated>2006-05-17T13:14:45.143-03:00</updated><title type='text'>Errata</title><content type='html'>Os links do post anterior eram para artigos da Folha de São Paulo, que não estão disponíveis para não assinantes. Segue, então, a integra dos textos linkados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pânico no galinheiro&lt;br /&gt;DEMÉTRIO MAGNOLI &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O PCC deflagrou ontem a guerra da informação. Existiram, aqui e ali, disparos reais, mas sobretudo os bandidos dispararam aleatoriamente chamadas telefônicas ameaçadoras. BUUU! A cidade de São Paulo reagiu como um imenso galinheiro. Rumores correram soltos, desatando reações em cadeia. Sob o influxo do boato, comerciantes baixaram portas de aço, pais assustados correram às escolas para resgatar as crianças e empresas suspenderam o serviço. De um bairro a outro, a cidade apagou-se ao longo da tarde.Sarajevo, a capital da Bósnia-Herzegóvina, não renunciou à vida, nem sob sítio e debaixo das rajadas de franco-atiradores. Os mercados de Bagdá funcionaram em meio aos estrondos das bombas e mísseis dos ataques norte-americanos. Londres não parou durante os bombardeios aéreos alemães, na Segunda Guerra Mundial. Mas São Paulo curvou-se à delinqüência comum. Vergonha!A culpa é dos governantes? Sempre, em primeiro lugar, a culpa é deles. Atônitas, cercadas por numerosas assessorias inúteis, as autoridades estaduais e federais entregaram-se desde domingo ao jogo eleitoral, elaborando declarações maliciosas sobre seus adversários. Mas esses especialistas na baixa política não foram capazes de identificar o sentido da operação do PCC e, na prática, renunciaram a governar.Na hora da primeira série de ataques coordenados, o governo do Estado de São Paulo tinha a obrigação de centralizar as forças policiais em um comando único de emergência. Em vez disso, talvez inspirado nas ações dos comandantes do Exército que, no Rio de Janeiro, firmaram um acordo fétido com o Comando Vermelho, ele preferiu iniciar negociações sigilosas com os chefes da delinqüência.De nada servem um governador e um secretário da Segurança impotentes diante de uma guerra de rumores. Ontem, enquanto os cidadãos se acovardavam, os boletins de notícias desempenhavam involuntariamente o papel destinado a eles no planejamento dos bandidos. Mas não passou pela cabeça vazia das autoridades o recurso elementar de, usando a legislação disponível, colocar a TV e o rádio em rede oficial, por todo o tempo necessário, a fim de desfazer a boataria, chamar as pessoas à razão e impedir o cancelamento da vida normal.A culpa é só dos governantes? Não, mil vezes não! São Paulo conheceu ontem os efeitos psicológicos da indústria do medo. A classe média que não deixa os seus filhos circularem de ônibus e metrô, que se cerca de câmeras e alarmes, que passeia apenas em shopping centers e aspira comprar um automóvel blindado correu na direção de seus bunkers domésticos murmurando tolices sobre a pena de morte. No começo da noite, um manto de silêncio desceu sobre a cidade. Vergonha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A praça não é nossa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CLÓVIS ROSSI &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;ESTRASBURGO - É noite de domingo em Estrasburgo. Quer dizer, deveria ser noite, porque o sino da fenomenal catedral gótica da cidade já faz algum tempinho que tocou as oito horas. Mas ainda está claro, muito claro, o céu é límpido, e a place Kléber, a principal de Estrasburgo, está cheia de gente sentada às mesinhas de calçada. Esclareça-se que toda a praça é um calçadão.No hotel, zapeio pelos canais internacionais. A CNN mostra São Paulo transformada em Bagdá (menos destruída fisicamente, mas, ao fim e ao cabo, Bagdá pela quantidade de atentados praticados contra forças policiais). Mudo para a TV alemã. Não entendo nada, mas é de novo a São Paulo/Bagdá.Na TV francesa, na TV italiana, na espanhola, na BBC, idem. Só não conferi a Al Jazeera, porque aí seria uma ironia mortal.Volto à place Kléber com uma imensa sensação de derrota.Sinto-me agredido pela placidez dos comensais da praça. Começo a torcer para que um PCC local faça um arrastão, assalte todos eles, leve embora as bicicletas, até elas agressivas pelo silêncio ensurdecedor na comparação com o ruído infernal dos carros "lá bas".Nada disso acontece. No máximo, dois adolescentes, cheios de piercings, de garrafa na mão, passam falando alto. Eu me assusto de todo modo, mas os locais não dão a menor bola. Nem lhes passa pela cabeça que possam ser algo mais que bêbados.Não aparece nem mesmo um pedinte, um menino triste e pobre para dizer: "Oncle, me dá algum aí". Ou uma senhora de olhos amargurados pela dureza da vida vendendo flores para sustentar os filhos. Nada.O sino da catedral dá as nove horas, o som parece reverberar até o fim do mundo, até o fim dos tempos, mas a noite ainda demora meia hora para chegar. As gentes de Estrasburgo continuam a passear até pelas ruazinhas estreitas que, em São Paulo, seriam sinônimo de emboscada.Por que eles têm direito à sua praça e eu, você, nós, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114788248512962741?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114788248512962741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114788248512962741' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114788248512962741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114788248512962741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/05/errata.html' title='Errata'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114783206403928485</id><published>2006-05-16T23:11:00.000-03:00</published><updated>2006-05-16T23:14:24.053-03:00</updated><title type='text'>Pânico no galinheiro</title><content type='html'>Se você está com pouco tempo, ou saco, para leitura desse blog, então recomendo que vá direto &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1605200660.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; onde, humildemente, tirei o título do post,  e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1605200604.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; onde, se souber, me responda a pergunta que finaliza o texto.&lt;br /&gt;Se por sua conta e risco resolveu seguir em frente, então, gostaria de falar sobre o que aconteceu ontem no Brasil. Sim, porque espero que ninguém acredite que os desdobramentos dos fatos ficarão circunscritos apenas a São Paulo.&lt;br /&gt;Gostaria de começar com uma analogia. Quem já teve cachorro de grande porte, um pastor, um rotweiler, um fila, já deve ter percebido o porque esses animais te obedecem. Apenas por dois motivos, interligados. Primeiro porque não tem conhecimento da sua força superior e, segundo, porque nunca perceberam que você pode vir a ter medo deles. Respeitam a sua liderança na matilha, pra eles você é o líder e, portanto,  se submetem.&lt;br /&gt;O que aconteceu ontem foi além do que a bandidagem esperava provocar. Uma cidade de 18 milhões de habitantes, praticamente se recolheu às suas casas, com base em apenas boatos de um suposto ‘toque de recolher’. Foi dada a eles a inconteste sensação de um poder que agora vai ser difícil retirar. Já estou vendo o flanelinha que vem se oferecer pra guardar seu carro ou limpar seu parabrisa dar aquele sorrizinho maroto quando você recusar o ‘selviço’ e dizendo: “Ô chefia, mas eu sou associado do PCC, tem certeza que não vai querer?” &lt;br /&gt;Dois fatos presenciados pessoalmente. Na empresa em que trabalho dois diretores de divisão (lá chamada de cluster, porque é uma empresa de Tecnologia da Informação e, portanto, fica bem ter seu organograma em inglês) reuniram as equipes para, acertadamente, pedir que não propagássemos boatos, mas ao mesmo tempo ordenando que ninguém fizesse hora extra e, quem tivesse plantão, o fizesse a partir de suas casas. Ou seja, para eles, seria verídico a existência do toque de recolher. E mais, na parte da tarde, as portas que dão acesso a frente do prédio, onde funciona o chamado ‘fumódromo’, local permitido aos fumantes, foi fechada e disponibilizada uma área nos fundos do prédio para os adeptos da nicotina. O outro: quando cheguei em Jarinú, onde resido, cidade pacata a 70 km da capital, e me dirigi ao restaurante onde costumo jantar, verifiquei que estava fechado, bem como o posto de gasolina ao lado. Me dirigi ao centro da cidade para procurar uma outra alternativa e vi que estava tudo fechado e deserto. Concluí que realmente deveria haver o tal toque de recolher. Chegando em casa liguei a tv, coisa que raramente faço, e preparei uns nuggets de frango e um omelete de ovo-com-ovo que era tudo que tinha disponível. Foi aí que vi que não havia toque de recolher nenhum, ao contrário, o transito ainda estava caótico.&lt;br /&gt;É claro, não quero dizer que não havia motivos para preocupação. Uma mãe que sai para o trabalho e ouve dizer que delegacias estão sendo alvo de tiros, e se lembra que a escola de seu filho fica ao lado de uma delas (triste ironia, a escola foi escolhida porque estava em área com maior segurança), tem obrigação de ao menos tentar saber que providências a escola estava tomando para garantir a segurança das crianças e, no limite, levantar a bunda da cadeira e ir lá retirar seu filho. Mas o espanto foi a reação generalizada das pessoas, de passar recibo do medo que estavam sentindo, que é legítimo, mas, aí está a questão, deveria ser auto-controlado.&lt;br /&gt;Quanto a atitude dos governantes de plantão, mais uma vez foi decepcionante. A começar uma declaração de Lula dizendo que ‘quando não investimos em educação, temos que investir em segurança’, está certa conceitualmente, mas foi proferida em hora extremamente imprópria. O governador de São Paulo ao explicitar que agradecia mas dispensava ajuda federal, e de um tal  chefe da Policia Militar, que surgiu num reluzente agasalho da corporação, dizendo que a Guarda Nacional oferecida era uma ficção, que só existia no papel, devem ter feito os bandidos rolarem de rir. Haja falta de sensibilidade.&lt;br /&gt;Será que nenhum deles percebeu que estavam diante de uma QUESTÃO DE ESTADO?&lt;br /&gt;Que todos os esforços deveriam ser para mostrar união de objetivos, acima de questões político-partidárias-eleitoreiras? E a mídia também falhou. Entrei no site do UOL em busca de confirmações para os boatos e não achei nada, pelo menos em letras garrafais e com luzinhas piscando. Agimos, todos, como manada desorientada, fugindo do matadouro.&lt;br /&gt;Como sou otimista incorrigível, espero que algumas lições tenham sido aprendidas. Pelo menos para descobrir algum caminho alternativo para casa, e a manter provisões no lar para situações de emergência. Boa noite!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114783206403928485?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114783206403928485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114783206403928485' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114783206403928485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114783206403928485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/05/pnico-no-galinheiro.html' title='Pânico no galinheiro'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114754799186391501</id><published>2006-05-13T16:15:00.000-03:00</published><updated>2006-05-13T16:20:37.156-03:00</updated><title type='text'>Vertigem</title><content type='html'>Gostaria de não usar essas muletas&lt;br /&gt;Uma entre os dedos da mão esquerda&lt;br /&gt;Outra suspensa na mão direita&lt;br /&gt;E poder te sorrir com a mente livre e sã&lt;br /&gt;Mas a saudade não deixa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar o céu estrelado&lt;br /&gt;Na noite de lua cheia&lt;br /&gt;Com seu brilho refletido na água&lt;br /&gt;Através das ondas artificiais&lt;br /&gt;Imagem romântico-erótica preferida&lt;br /&gt;Mas a inveja dilacera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então... me aquieto&lt;br /&gt;Observo o rio que corre lento&lt;br /&gt;No trópico em Paris&lt;br /&gt;Aprisiono o momento&lt;br /&gt;Debaixo daquele céu&lt;br /&gt;Que me protege&lt;br /&gt;Simplifico meu desejo&lt;br /&gt;Pra me libertar da humana servidão&lt;br /&gt;Vagabundo, guardo o mundo em mim&lt;br /&gt;Reflito... adormeço&lt;br /&gt;Não sonho&lt;br /&gt;Soluço&lt;br /&gt;Só isso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114754799186391501?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114754799186391501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114754799186391501' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114754799186391501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114754799186391501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/05/vertigem.html' title='Vertigem'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114714180907115614</id><published>2006-05-08T23:18:00.000-03:00</published><updated>2006-05-08T23:30:09.086-03:00</updated><title type='text'>TETA</title><content type='html'>Inaugurando uma nova faceta desse blog, a de guia cultural, gostaria de recomendar um jazz bar chamado TETA. Fica na Cardeal Arcoverde, após a Henrique Schumann. A primeira vez que ouvi falar foi na sua inauguração, a mais de tres anos atrás. Foi quando fiquei sabendo que lá estava dando uma canja o lendário Lanny Gordin, guitarista que surgiu na época da Tropicália, na esteira do sucesso do LP Gal Fatal (ao vivo). Foi considerado o Hendrix nacional, com sua guitarra extremamente criativa e demente, a serviço da antropofagia tropicalista, que misturava rock, Lupicínio Rodrigues (sem guitarra, claro) e Roberto Carlos (Sua estupidez). O tempo passou e eu não fui, até este último sábado.&lt;br /&gt;Pensando em Jazz Bar imaginei um lugar caro como o Bourbon Street,  TomTom, e outros que esquecem que o jazz nasceu, como dizia Caetano ‘com os negros que sofrem horrores nos guetos do Harlem’. Aqui em Sampa sempre foi sinônimo de lugares elitistas, logo caros, o que fez que, por precaução, eu saciasse previamente minha fome no Burdog, em frente às Clinicas (um X-burger com molho a-la  Chico Mineiro, com o queijo pouco derretido, pra não causar aquelas cenas dantescas de morde-puxa-estica-corta-com-a-mão).&lt;br /&gt;Lá chegando, a recepção simpática de um barbudinho, que nos convidou primeiro a entrar e ver se as condições da casa iriam nos satisfazer, posto que estava lotada, com uma fila de espera por mesa de quase uma hora. O lugar é simples e pequeno. Duas salas ligadas por um corredor onde funcionam o bar, que se liga com a cozinha, que prepara pratos, que pelo que eu vi passar debaixo dos meus olhos e nariz, são super apetitosos.&lt;br /&gt;Esperava encontrar um público trintão pra mais, mas, agradável surpresa, os mais velhos lá éramos nós. Nos acomodamos em banquinhos, pedimos umas bebidas, que após conferir no cardápio vimos que tinham preços super  razoáveis (blagh! que mania de superlativos), simplesmente razoáveis e ponto.&lt;br /&gt;Começa o show, com um trio (guitarra, contra-baixo e bateria) tocando um jazz que, uma vez um amigo, já perdido nas idas e vindas da vida, classificaria de ‘masturbatório’, só que, aqui, cada um goza individualmente. Primeiro o tema, depois as improvisações de cada um dos músicos e, finalizando, volta o tema inicial. Numa audição caseira acho isso meio sacal, mas lá, ao vivo, observando a técnica de cada um deles e o prazer com que tocavam, ficava tentando imaginar a simbiose, ou a  empatia, sei lá, que aqueles caras desenvolvem pra tocar aquilo de improviso e tudo soar como música, simples (pra quem sabe)  e com emoção . É incrível a musicalidade dos brasileiros, isso não tem como negar. Era música de altíssima qualidade, tocada por pessoas totalmente desconhecidas e que, provavelmente, passarão toda a vida assim. Mas quem se importa!&lt;br /&gt;No segundo set, acrescentou-se um quarto componente (teria chegado atrasado?) que se encarregou de incluir os sopros (saxofone tenor e soprano e clarinete). Mais uma sessão de deleite, agora, confortavelmente instalados numa mesa ao lado dos músicos, podendo usufruir da magia da música tocada ao vivo.&lt;br /&gt;Não quero ser pedante. Admiro vários tipos de música. Mas acredito que quando a técnica se coloca a serviço da emoção, que é a proposta do jazz, temos um outro patamar de fruição da beleza musical. E olha que curto um rockão (básico até progressivo), além de blues e seus derivados, clássicos, samba, chorinho, bossa nova (esses últimos acho que são o nosso jazz), e outros.&lt;br /&gt;Pra finalizar, fiquei na dúvida quanto a pronúncia do nome do bar. Sempre achei que fosse TÊTA (a glândula mamária dos mamíferos, mas que se escreve sem acento). Verificamos que existe também TETA, como sendo a oitava letra do alfabeto grego. Lembram da escola: alfa, beta, gama, teta (pronunciasse téta). Bom, eu prefiro  ficar com a primeira (TÊTA), aquilo que, pelo menos no gênero feminino da minha espécie, é belo, da vontade de acariciar, beijar, lamber, chupar, etc. Alguém prefere a outra origem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.:-1-  Ainda tive a oportunidade de comprar três CD´s (Oh, Não! Tenho que&lt;br /&gt;              confessar: piratas) de um carinha que despertou meu lado Salim. Adquiri um Chet&lt;br /&gt;              Baker, um Bill Evans e um Guinga,  por apenas 20 pilas. Por favor, me perdoem!&lt;br /&gt;              Tudo por uma boa causa: a minha!&lt;br /&gt;         2- Única  falha: eles não aceitam cartão VISA. A solução: ir com alguém que tenha&lt;br /&gt;              MASTERCARD. Sorry, baby!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114714180907115614?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114714180907115614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114714180907115614' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114714180907115614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114714180907115614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/05/teta.html' title='TETA'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114678416943337078</id><published>2006-05-04T20:04:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T20:09:29.443-03:00</updated><title type='text'>Pro resto tem Credicard</title><content type='html'>Espreguiçar levantar pegar o jornal no portão ler as manchetes ou a coluna preferida ainda no banheiro adicionar o leite na vitamina preparada na noite anterior torrar o pão integral na torradeira elétrica admirar os ‘nenês’ a dormir arrumando as cobertas no frio e constatar que poucas coisas são mais lindas que uma criança dormindo o beijo de despedida e despertar nela e ouvir na saída ‘não esquece de deixar o cheque”  o exercício de logística para coordenar a utilização do único banheiro da casa porque o externo ninguém quer usar a não ser em emergências avisar pra filha não demorar no banho que se não atrasa todo mundo fazer uma gracinha qualquer mesmo que sem graça só pra ouvir o filho reclamar ‘‘não sei como consegue ter humor a essa hora da manhã” sair correndo pra deixar o troupe na escola o beijo na porta da estação do metrô sentir o cheiro do café fresco na saída pra comprar o pão idem voltando as vezes com o mini-pão de gergelim só pra se divertir vendo quem cata mais grãos caídos na toalha com a ponta do dedo umedecidos na língua aproveitar a quase meia hora pra ela se arrumar lendo Cem anos de Solidão do Gabriel Dublinenses do Joyce A Ditadura Envergonhada do Gaspari e um Clarice Lispector que não sei onde está ouvir as instruções ao pai para serem repassadas a diarista o beijo no elevador durante a descida do décimo andar até a garagem no subsolo ouvir o condutor dizer “esse trem destina-se a estação Luz e a CPTM deseja a todos uma boa viagem e um bom dia”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114678416943337078?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114678416943337078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114678416943337078' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114678416943337078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114678416943337078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/05/pro-resto-tem-credicard.html' title='Pro resto tem Credicard'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114661577808378785</id><published>2006-05-02T21:13:00.000-03:00</published><updated>2006-05-02T21:39:40.483-03:00</updated><title type='text'>Conselho Organizações Tabajara</title><content type='html'>Se você apenas está pensando em criar/escrever um blog para se divertir, expor suas idéias, neuras, taras, etc, ou participar de um grupo com afinidades temáticas, encontrar novas amizades, ou até mesmo ter um affair, afinal os blogueiros(as), em geral, são pessoas tão inteligentes e divertidas, pra esses casos está dispensada a leitura do resto desse post.&lt;br /&gt;Agora, amigo, se estais a pensar em escrever/divulgar um livro de 900 páginas (mesmo que fosse muito menos que isso) que lhe custou suor e lágrimas, então, antes de pedir a opinião a algum incáuto, acho bom ler o que segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;CARTAS A UM JOVEM POETA&lt;br /&gt;"PRIMEIRA CARTA"&lt;br /&gt;" Paris, 17 de Fevereiro de 1903&lt;br /&gt;Prezadíssimo Senhor,&lt;br /&gt;Sua carta alcançou-me apenas há poucos dias. Quero agradecer-lhe a grande e amável confiança. Pouco mais posso fazer. Não posso entrar em considerações acerca da feição de seus versos, pois sou alheio a toda e qualquer intenção crítica. Não há nada menos apropriado para tocar numa obra de arte do que palavras de crítica, que sempre resultam em mal entendidos mais ou menos felizes. As coisas estão longe de ser todas tão tangíveis e dizíveis quanto se nos pretenderia fazer crer; a maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou. Menos suscetíveis de expressão do que qualquer outra coisa são as obras de arte, - seres misteriosos cuja vida perdura, ao lado da nossa, efêmera.&lt;br /&gt;Depois de feito este reparo, dir-lhe-ei ainda que seus versos não possuem feição própria somente acenos discretos e velados de personalidade. É o que sinto com maior clareza no último poema, "Minha Alma". Aí, algo de peculiar procura expressão e forma. No belo poema "A Leopardi" talvez uma espécie de parentesco com esse grande solitário esteja apontando. No entanto, as poesias nada têm ainda de próprio e de independente, nem mesmo a última, nem mesmo a dirigida a Leopardi. Sua amável carta que as acompanha não deixou de me explicar certa insuficiência que senti ao ler seus versos, sem que a pudesse definir explicitamente. Pergunta se os seus versos são bons. Pergunta-o a mim, depois de o ter perguntado a outras pessoas. Manda-os a periódicos, compara-os com outras poesias e inquieta-se quando suas tentativas são recusadas por um ou outro redator. Pois bem - usando da licença que me deu de aconselhá-lo - peço-lhe que deixe tudo isso. O senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. Ninguém o pode aconselhar ou ajudar, - ninguém. Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite:"Sou mesmo forçado a escrever?" Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, dizer o que vê, vive, ama e perde. Não escreva poesias de amor. Evite de início as formas usuais e demasiado comuns: são essas as mais difíceis, pois precisa-se de uma força grande e amadurecida para se produzir algo de pessoal num domínio em que sobram tradições boas, algumas brilhantes. Eis por que deve fugir dos motivos gerais para aqueles que a sua própria existência cotidiana lhe oferece; relate tudo isso com íntima e humilde sinceridade. Utilize, para se exprimir, as coisas de seu ambiente, as imagens de seus sonhos e os objetos de suas lembranças. Se a própria existência cotidiana lhe parecer pobre, não a acuse. Acuse a si mesmo, diga consigo que não é bastante poeta para extrair as suas riquezas. Para o criador, com efeito, não há pobreza nem lugar mesquinho e indiferente. Mesmo que se encontrasse numa prisão, cujas paredes impedissem todos os ruídos do mundo de chegar aos seus ouvidos, não lhe ficaria sempre sua infância, essa esplêndida e régia riqueza, esse tesouro de recordações? Volte a atenção para ela. Procure soerguer as sensações submersas desse longínquo passado: sua personalidade há de reforçar-se, sua solidão há de alargar-se e transformar-se numa habitação entre lusco e fusco diante da qual o ruído dos outros passa longe, sem nela penetrar. Se depois desta volta para dentro, deste ensimesmar-se, brotarem versos, não mais pensará em perguntar seja a quem for se são bons. Nem tão pouco tentará interessar as revistas por esses seus trabalhos, pois há de ver neles sua querida propriedade natural, um pedaço e uma voz de sua vida. Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade. Neste caráter de origem está o seu critério, - o único existente. Também, meu prezado senhor, não lhe posso dar outro conselho fora deste: entrar em si e examinar as profundidades de onde jorra a sua vida; na fonte desta é que encontrará a resposta à questão de saber se deve criar. Aceite-a tal como se lhe apresentar à primeira vista sem procurar interpretá-la. Talvez venha significar que o senhor é chamado a ser um artista. Nesse caso aceite o destino e carregue-o com seu peso e sua grandeza, sem nunca se preocupar com recompensa que possa vir de fora. O criador, com efeito, deve ser um mundo para si mesmo e encontrar tudo em si e nessa natureza a que se aliou.&lt;br /&gt;Mas talvez se dê o caso de, após essa descida em si mesmo e em seu âmago solitário, ter o senhor de renunciar a se tornar poeta.&lt;br /&gt;(Basta, como já disse, sentir que se poderia viver sem escrever para não mais se ter o direito de fazê-lo). Mesmo assim, o exame de consciência que lhe peço não terá sido inútil. Sua vida, a partir desse momento, há de encontrar caminhos próprios. Que sejam bons, ricos e largos é o que lhe desejo, muito mais do que lhe posso exprimir.&lt;br /&gt;Que mais lhe devo dizer? Parece-me que tudo foi acentuado segundo convinha. Afinal de contas, queria apenas sugerir-lhe que se deixasse chegar com discrição e gravidade ao termo de sua evolução. Nada a poderia perturbar mais do que olhar para fora e aguardar de fora respostas a perguntas a que talvez somente seu sentimento mais íntimo possa responder na hora mais silenciosa.&lt;br /&gt;Foi com alegria que encontrei em sua carta o nome do professor Hoaracek; guardo por esse amável sábio uma grande estima e uma gratidão que desafia os anos. Fale-lhe, por favor, neste sentimento. É bondade dele lembrar-se ainda de mim; e eu sei apreciá-la.&lt;br /&gt;Restituo-lhe ao mesmo tempo os versos que me veio confiar amigavelmente. Agradeço-lhe mais uma vez a grandeza e a cordialidade de sua confiança. Procurei por meio desta resposta sincera, feita o melhor que pude, tornar-me um pouco mais digno dela do que realmente sou, em minha qualidade de estranho.&lt;br /&gt;Com todo o devotamento e toda a simpatia,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rainer Maria Rilke&lt;/strong&gt;"&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114661577808378785?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114661577808378785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114661577808378785' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114661577808378785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114661577808378785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/05/conselho-organizaes-tabajara.html' title='Conselho Organizações Tabajara'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114636382511651080</id><published>2006-04-29T23:10:00.000-03:00</published><updated>2006-04-29T23:46:26.720-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Anos atrás, quando ela ainda era viva, procurava manter meus deveres de neto zeloso em dia e semanalmente lhe telefonava. O inicio da conversa, quase sempre era:&lt;br /&gt;- Oi vó!&lt;br /&gt;- Oi filho!&lt;br /&gt;- Tá sózinha, vó?&lt;br /&gt;- É filho, tava na cozinha.&lt;br /&gt;Tinha problemas de audição, um dos efeitos da sua diabetes. Bom, não tenho certeza que fosse problema da diabetes, que de doença não entendo nada, só ganho do nosso presidente, que parece entender menos que eu. Mas, continuando.&lt;br /&gt;- Não vó, perguntei se está SÓZINHA?&lt;br /&gt;- Ah! Não filho, tô eu e Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje à noite em casa, enquanto saboreava a pizza de aliche do Pane &amp;amp; Vino aqui de Jarinú, aliás uma das melhores pizzas de aliche que já comi, junto com um vinho Argerntino, bastante honesto, ou seja razoável e barato, me lembrei dela e imaginei uma ligação sua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi filho!&lt;br /&gt;- Oi vó!&lt;br /&gt;- Tá sozinho?&lt;br /&gt;- Não vó, tô eu e meus pensamentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114636382511651080?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114636382511651080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114636382511651080' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114636382511651080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114636382511651080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/anos-atrs-quando-ela-ainda-era-viva.html' title=''/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114622332140921869</id><published>2006-04-28T08:18:00.000-03:00</published><updated>2006-04-28T08:22:01.423-03:00</updated><title type='text'>Motivação</title><content type='html'>Soltei um gemido&lt;br /&gt;Contido, sentido gemido&lt;br /&gt;Sem ser de gozo, não&lt;br /&gt;Nenhuma nova forma de expressão&lt;br /&gt;Simples falta&lt;br /&gt;De motivação&lt;br /&gt;De motivo à ação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um simples pretexto&lt;br /&gt;Para uma nova canção&lt;br /&gt;Que fale de tudo pra nada&lt;br /&gt;Estilo poético, forma rimada&lt;br /&gt;Simples falta&lt;br /&gt;De motivação&lt;br /&gt;De um motivo são&lt;br /&gt;De motivo à ação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se gostou do aperitivo acima, sirva-se do prato principal &lt;a href="http://literaturaagora.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114622332140921869?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114622332140921869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114622332140921869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114622332140921869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114622332140921869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/motivao.html' title='Motivação'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114592775734767591</id><published>2006-04-24T22:03:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T22:50:05.623-03:00</updated><title type='text'>Paixão Antiga</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/botafogo.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/320/botafogo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava muito de futebol quando garoto. Gostava tanto que inventei um jogo de futebol com pilhas. É, pilhas de rádio. As populares ray-o-vac de um lado, as eveready do outro e, como goleiros, algumas mais raras que eu sempre procurava colecionar. Gostava de montar campeonatos de várzea, que na época tinha times que eram conhecidos e admirados, com torcida e tudo. Me lembro do Continental, do 7 de Setembro, do 1. de Maio, do Vila Invernada (bairro em que morava), e outros que inventava. Fazia a tabela de jogos e, diariamente ocorriam um ou dois jogos do campeonato fictício, que eram verdadeiros clássicos. Os gols, eram emprestados do futebol de botão, jogo que achava muito parado, perto da nova modalidade que inventara. Dispunha as pilhas sobre o tapete da sala, onde passava horas, treinando jogadas, e finalmente, executando os jogos que consistia em passes milimétricos, dribles desconcertantes e cruzamentos para cabeçadas certeiras no ângulo, as vezes defendidas de forma ‘miraculosa’ pelo goleiro. Não me perguntem como fazia isso, mas lembro perfeitamente que as jogadas saiam. Minha mãe, além de reclamar dos invariáveis rasgos que essa brincadeira ajoelhado no tapete causava nas calças, o que fazia com que andasse sempre com reforços de couro na altura dos joelhos, devia achar muito estranho seu filho querido, brincando sozinho com aqueles craques imaginários. Sim porque cada pilha tinha uma característica e uma personalidade próprias, havendo aquele becão de fazenda, geralmente as mais sujas e velhas, e o centroavante goleador e ídolo da torcida, sempre limpinho e reluzente. E com direito a narrações emocionadas, onde imitava os jargões de meus cronistas esportivos prediletos como Fiori Giuliotti (o tempo passa, torcida brasileira!).&lt;br /&gt;Bom mas isso é só uma introdução pra falar de um grande amor da minha infância, lá pelos 11, 12 anos. Foi o time do Botafoguinho. Pelo que me lembre quem teve a idéia de formar o time foi o Marcos, que era goleiro da seleção da escola, e seu irmão Julinho, que tinha um estilo muito elegante de jogar. Só que o critério pra montar o resto do time era o de amizade. Então entraram vários pernas de pau como eu, o Fesnedinha e seu irmão caçula, filhos do seu Fesneda, alfaiate do bairro, e outros que não consigo recordar. Nosso uniforme era a gloriosa camisa do time da estrela solitária do Rio. Ninguém sabia ao certo porque esse foi o uniforme escolhido, mas todos nós gostávamos da camisa alvinegra listada.&lt;br /&gt;Nossa principal rotina era nos encontramos aos sábados a tarde, todos devidamente com os uniformes e tênis, alguns usavam chuteiras, tudo impecavelmente limpo, e rumarmos para os campinhos de terra batida, na verdade terrenos baldios, que haviam no bairro.&lt;br /&gt;Invariavelmente nosso adversário de nove em cada dez jogos era a turma do Tonhão. Invariavelmente, também, o resultado eram uniformes sujos, e mais uma derrota avassaladora.&lt;br /&gt;Lógico que haviam as acaloradas discussões sobre quem era culpado de que, quem não tinha dado sangue o suficiente pra evitar a humilhante derrota, promessas de nunca mais jogar naquele time de panacas, e outros bate boca. Mas não adiantava, no sábado seguinte estávamos todos juntos e sempre os mesmos, sem pensar em ‘reforços’, procurando e desafiando os adversários que aparecessem, que claro, era sempre a turma dos pés descalços e descamisados do Tonhão.&lt;br /&gt;Acho que de tanto que apanhávamos, na bola bem dito, porque nunca houve briga entre nós, e por nunca desistirmos, começamos a ter o respeito do nosso tradicional adversário. Houve até mesmo um dia em que, provavelmente por algum desfalque, talvez até premeditado do Tonhão, conseguimos empatar um jogo, no último minuto. Foi uma festa, comemorada como se fosse decisão de campeonato com conquista de título.&lt;br /&gt;Não sei dizer pelos outros amigos, que já perdi contato, mas pra mim, se nossa trajetória futebolística não fosse essa incrível coleção de derrotas, talvez a lembrança dessa época não estivesse presente ainda hoje. O importante era a sensação de fazer parte de um time, o orgulho de estarmos todos uniformizados, o exercício da amizade e, principalmente, porque, a cada novo jogo tínhamos a esperança que, daquela vez, seria diferente e, com certeza, daríamos o melhor de nós para conseguir o objetivo da vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Esse texto não tem nada a ver com a derrota do meu time, o Palmeiras, antes que&lt;br /&gt;algum engraçadinho venha a fazer a correlação. Mesmo porque, não consigo mais ver&lt;br /&gt;graça em torcer por times que mudam totalmente ao final de cada campeonato. Estão&lt;br /&gt;inteiramente fora do espírito do meu Botafoguinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114592775734767591?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114592775734767591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114592775734767591' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114592775734767591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114592775734767591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/paixo-antiga.html' title='Paixão Antiga'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114565020909382605</id><published>2006-04-21T16:55:00.000-03:00</published><updated>2006-04-21T17:10:09.126-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#666666;"&gt;Ouro de Tolo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;Raul Seixas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu devia estar contente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque eu tenho um emprego&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sou um dito cidadão respeitável&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E ganho quatro mil cruzeiros por mês&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu devia agradecer ao Senhor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por ter tido sucesso na vida como artista&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu devia estar feliz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque consegui comprar um Corcel 73&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu devia estar alegre e satisfeito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por morar em Ipanema&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Depois de ter passado fome por dois anos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aqui na Cidade Maravilhosa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por ter finalmente vencido na vida&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas eu acho isso uma grande piada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E um tanto quanto perigosa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu devia estar contente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por ter conseguido tudo o que eu quis&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas confesso abestalhado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que eu estou decepcionado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque foi tão fácil conseguir&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E agora eu me pergunto: e daí?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu tenho uma porção de coisas grandes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu devia estar feliz pelo Senhor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ter me concedido o domingo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra ir com a família ao Jardim Zoológico&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dar pipoca aos macacos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ah! Mas que sujeito chato sou eu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que não acha nada engraçado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Macaco, praia, carro, jornal, tobogã&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu acho tudo isso um saco&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É você olhar no espelho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se sentir um grandessíssimo idiota&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saber que é humano, ridículo, limitado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que só usa dez por cento de sua&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cabeça animal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que está contribuindo com sua parte&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para o belo quadro social&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu que não me sento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No trono de um apartamento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Com a boca escancarada cheia de dentes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esperando a morte chegar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No cume calmo do meu olho que vê&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assenta a sombra sonora de um disco voador&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estou com essa música na cabeça esses dias. É que troquei de carro, e lembrei do Corcel 73. No meu caso não é status, é contenção econômica, em função do aumento com gasto com combustível, precisei optar por um modelo flex pra tentar aproveitar a passageira economia do álcool, que já foi pra cucúia. Essa música me marcou muito na época de seu lançamento, acho que 74/75. Era adolescente e lembro que fazia muito sucesso. Era tocada direto nas rádios. O Raul ia aos programas de auditório, tipo Chacrinha, Bolinha e outros. Foi um verdadeiro hit. Eu ficava encucado. Não entendia o sucesso, porque achava a música um verdadeiro soco no estômago das pessoas.&lt;br /&gt;A música fala da maior das revoluções que pode ocorrer: a revolução interna da eterna insatisfação. No caso, não a insatisfação material (“porque foi tão fácil conseguir e agora eu me pergunto: e daí?).  Se tudo foi feito usando apenas dez por cento da minha cabeça animal, qual a graça? O que resta: sentar “no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”?&lt;br /&gt;Na época, o que mais queria era minha independência (física e financeira) da família. Não que não gostasse deles ou que tivesse grandes traumas de convivência. Apenas achava que a minha realização pessoal teria que ser feita a revelia do que esperavam.&lt;br /&gt;Sei que isso tudo pode soar meio anacrônico, nessa altura do campeonato mas, como disse no primeiro post, esse blog tem como um dos  objetivos “economizar com psicólogo”, então preciso voltar no tempo e achar o elo perdido.  &lt;br /&gt;Um dos componentes é a tal da “realização profissional”. Trabalho numa área (análise de sistemas) que não posso dizer que foi minha vocação natural. Até aí acho que 90% da humanidade me acompanha. Mesmo porque, esses 90% não sabe, ou não desenvolveu, sua vocação natural. A minha eu gostaria que fosse a música, mas a falta de certo talento e um auto-senso crítico exacerbado  me fizeram desistir de tal forma que hoje fazem anos que não toco nada. &lt;br /&gt;No inicio, a sensação do trabalho bem feito, o reconhecimento e as conseqüentes promoções, a evolução natural da vida afetiva, filhos, a acumulação patrimonial, tudo trabalhava a favor da atenuação dos conflitos internos.&lt;br /&gt;Mas  tudo aquilo que não se resolve, conspira para um dia retornar (dizem que FREUD explica). Atualmente estou fechando mais com REICH.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;P.S: esse texto foi escrito no inicio do ano e não publiquei porque achava que deveria desenvolver mais. Mas, não há muito o que acrescentar. Então, o negócio e passar a regua nessa sequencia de posts 'eu &amp; meu umbigo', e seguir viagem, afinal, estou aqui só de passagem mesmo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114565020909382605?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114565020909382605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114565020909382605' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114565020909382605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114565020909382605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/ouro-de-tolo-raul-seixas-eu-devia.html' title=''/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114554975484875525</id><published>2006-04-20T13:14:00.000-03:00</published><updated>2006-04-20T13:34:26.086-03:00</updated><title type='text'>Esclarecimento</title><content type='html'>Bem, vamos tratar de desfazer mal entendidos, antes que seja tarde. O post anterior não é meu. Transcrevi um artigo públicado na Folha de São Paulo (Caderno folha ilustrada) de outubro de 1981, de um tal de Paulo José de Moraes, e não tive tempo de colocar esse complemento, porque, no dia, o blogger saiu do ar , e ontém eu é que estava fora do ar. Fiz uma pesquisa no G oogle e não achei nada sobre o autor do texto. Ou seja, bem que poderia tomar posse, já que admiro quase tudo que está ali escrito, inclusive a forma, digamos, mais arrebatadora. Esse pequeno pedaço de papel, já bem amarelado, me acompanha até hoje, sobrevivendo a várias mudanças, onde várias outras coisas foram perdidas, juntamente com algumas cartas, da época em que se escreviam cartas para os amigos.&lt;br /&gt;Gostaria apenas de contextualizar aquele momento. O país vivia os extertores da ditadura militar. Começavam as discussões pelas eleições diretas. A economia caminhava para a recessão com inflação altíssima. Havia muita impaciência no ar, principalmente entre os mais jovens. Pessoalmente, estava completando os últimos créditos da Faculdade de Geologia, e já sabia que a crise do emprego seria ‘braba’ no ano seguinte, com o fechamento da Paulipetro, empresa paulista estatal, criada pelo então Governador Paulo Maluf, para explorar petróleo no Estado de São Paulo e adjacências (área da Bacia do Paraná). Se bem me lembro, achou gás que, se extraido, sairia a preço de ouro.&lt;br /&gt;Dentro desse contexto, assim que li o artigo, recortei e guardei, com o compromisso de procurar seguir o mais fielmente possível suas propostas pela vida afora. Enquanto transcrevia pensava, porque estou relendo isso, quase vinte e cinco anos depois? Sei lá. Pra mim talvez seja ‘uma roupa velha que não me serve mais’, mas espero que para meus filhos esse texto sirva de alerta pra vida deles. Tinha mais coisas que queria falar mas, agora licença, que fui convocado pra uma reunião. Blogar no serviço não é mole.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114554975484875525?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114554975484875525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114554975484875525' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114554975484875525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114554975484875525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/esclarecimento.html' title='Esclarecimento'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114540982638133424</id><published>2006-04-18T22:22:00.000-03:00</published><updated>2006-04-18T22:23:46.400-03:00</updated><title type='text'>Esta Vida É Louca</title><content type='html'>&lt;em&gt;   “Esta vida é muito louca, e loucura pouca é bobagem” (Rita Lee).&lt;br /&gt;    Biafra, Claus, Wanderlei, Marcelo, Igor (que por sinal está na Europa), Azael e Escova e Rogério (que dão a  maior força) e Mané – gênio louco da coreografia da vida, e ainda todos nós que fomos ouvi-los e vê-los – e o “Premeditando o Breque” (“Premê”) constituímos o show bem chamado de “Sem Vergonha”, que sem dúvida muito louco e divertido, pintou para resgatar o humor necessário com que se deve tratar a vida.&lt;br /&gt;    E, a partir desse comercial descarado e, por que não, “professori”, sem vergonha, é que estou falando de resgate. Segundo o Aurélio, a palavra resgate quer dizer: 1. Ato ou efeito de resgatar(-se). 2. A quantia necessária ao resgate de escravo, prisioneiro, dívida, etc. 3. Libertação, livramento.&lt;br /&gt;    É por aí. Ir a luta para resgatar o nosso humor, o nosso amor, o nosso suor, a nossa liberdade, a nossa cidade, a nossa amizade. Tentar conquistar (e, muitas vezes, o preço é caro e dolorido) nossa pessoa. Com todos o elementos perceptivos presentes. Nossa visão que, embotada, não via mais o brilho de um olhar no escuro. Nossa audição que, colonizada, não ouvia mais nossa própria respiração. Nosso paladar que, industrializado, não sentia mais o gosto da saliva. Nosso olfato que, em práticos e eficientes sprays, perdeu a capacidade de diferenciação entre o natural e o artificial. Nosso tato que, enluvado, não achava mais o tato do outro. Nossa vergonha que, transformada em falsa ousadia e ansiedade, passou a ser desavergonhada (o que é muito diferente de sem vergonha). Nosso humor que, sem graça, passou a ser piada. Nosso amor que, embalado e vendido em horários nobres, passou a ser imitação de atitudes ao invés de ser criativo e bonito. Nosso suor que, contido, passou a ser pecado. Nossa liberdade que, ausente, passou a ser subversiva. Nossa cidade que cresceu e se esqueceu. Nossa amizade que era frágil e se quebrou.&lt;br /&gt;     Resgatemos nossa loucura, para fugir dos padrões oficiais que determinam o que é saúde (principalmente a mental) e predeterminam a doença social do medo, que esconde a condição de oprimido.&lt;br /&gt;     Libertemo-nos das normas e regras que desejam nosso bom comportamento, oferecendo em troca, nossa possibilidade de, ao final da vida, sacar que a morte não nos rende juros nem correção monetária para nada.&lt;br /&gt;    Meditemos, irmãos, e premeditemos nosso breque. Pára com isso, vê se acorda, tudo é perigoso, tudo é divino-maravilhoso, hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas, e isso é bom que mete medo, e se mete medo é bom, isso é bom barbaridade.&lt;br /&gt;     A poesia não tem linguagem, e talvez o poeta seja aquele que não durma mais que o necessário, somente o necessário. Lembra do urso do Mowgli? E lembra da risada da criança que assistia o filme ao seu lado, entendendo tudo que você não compreendia?&lt;br /&gt;     Eu quero mais é acordar sem ser chamado pelo despertador, pois ele foi programado não para me acordar, mas sim para manter meu sono. E não quero mais saber de levantar sem espreguiçar, trabalhar sem gostar, passar o dia sem saber de nada, amar sem mim e sem você, dormir sem ter ficado acordado.&lt;br /&gt;     Os que controlam nossas vidas só querem mesmo que a gente fique dormindo, acumulando nossa produção criativa para o dia seguinte, enquanto eles acumulam outros valores capitalizados em cima de nosso sono. Chega de achar que a melhor coisa do mundo está fora de nosso alcance. Se formos afins, nós resgatamos qualquer coisa. Deixamos de ser escravos, fugimos dessa prisão,  pagamos essa dívida para com o prazer de estar vivos. Livramo-nos da condição numeral a que fomos estabelecidos. Percebemos o amor que está dentro da gente, e querendo explodir junto com o amor de quem está do nosso lado, e tocamos fogo nesse apartamento, damos mais um gole na pinga com limão que está a nossa frente, fazemos mais uma matéria na pós-graduação para poder saber de nós, e lemos mais um livro, levamos mais um papo, ouvimos mais uma conferência, dançamos mais uma música, saímos para a luta contra o que não nos permite ser livres, e aí, cansados do dia cheio, com o corpo pedindo cama, resgatamos nosso sonho no meio das carícias. No sonho o Zico pega a bola, passa para o Sócrates que devolve de calcanhar, vem o passe para nós, que somos centroavantes, e, de esquerda, mandamos para o fundo do gol. E vendo a cara desconsolada dos adversários, e não ligando para o cartão vermelho do juiz, da Fifa, do político, do coronel, dos donos da verdade, dos que são “autoridade”, damos um enorme abraço, beijamo-nos, formamos um tronco humano no meio do campo, com a geral invadindo o gramado e juntando-se a nós, embolando tudo, começando tudo de novo, resgatando a liberdade, e saindo pro carnaval, que vai durar até bem depois do carnaval.   &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114540982638133424?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114540982638133424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114540982638133424' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114540982638133424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114540982638133424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/esta-vida-louca.html' title='Esta Vida É Louca'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114507026578517150</id><published>2006-04-14T23:59:00.000-03:00</published><updated>2006-04-15T00:19:50.186-03:00</updated><title type='text'>Mundo Animal</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/libelulas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/320/libelulas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quase sempre eu fico pensando o que escrever nesse blog. O que poderia acrescentar nesse mundo em que tantos dizem tantas coisas, alguns de forma brilhante, outros nem tanto. Foi quando, algumas semanas atrás eu tive uma visão, que acho que poucos tiveram a oportunidade de presenciar. Pensei: isso vale um post. Mas acabei esquecendo, mas hoje, me veio a lembrança novamente, posto que aconteceu de novo. Então acho que o mundo merece saber.&lt;br /&gt;Meninos eu vi. Acredito que eram um macho e uma fêmea, já que nunca tive noticia de homosexualidade nesse meio.&lt;br /&gt;Estava eu bebericando meu wisky a beira da piscina quando o casal alado apareceu. Eram presença constante aqui no meu habitat, mas foi a primeira vez que apareceram em par. Só que não estavam separadas. Estavam, como vou dizer... engatadas, voando à minha frente. Uma estava voando normalmente, a outra estava, digamos, de barriga pra cima, mas engatadas. Numa humana correlação, seria um 69. E zuniam de lá pra cá, daqui pra lá, num balé estonteante. Ainda engatadas, sumiram em direção a casa do vizinho. Retornaram alguns minutos depois. Era outra a posição, mas tenho certeza que eram o mesmo par. Agora uma estava cavalgando a outra, por trás, no mesmo frenesi. Acho que a coisa estava esquentando, porque por duas vezes elas baixaram até o nível d’água e se refrescaram, em pleno vôo, rápidamente, e continuaram no seu balé acrobático. Caramba, aquilo devia ser muito bom. Copular voando e refrescando a traseiro de vez em quando. Tudo isso durou bem uns cinco minutos, o que, considerando que não devo ter presenciado as preliminares, era um bom tempo. Parabéns às libélulas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114507026578517150?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114507026578517150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114507026578517150' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114507026578517150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114507026578517150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/mundo-animal.html' title='Mundo Animal'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114472048061081169</id><published>2006-04-10T22:51:00.000-03:00</published><updated>2006-04-10T22:54:50.543-03:00</updated><title type='text'>Duas Árvores</title><content type='html'>&lt;em&gt;“Era uma vez dois vizinhos. Não tinham mais quase nada em comum além de serem vizinhos. Um era cara de garotão, casado, com um filho de mais ou menos sete anos, e um poodle sempre impecável no banho e na tosa. Era alegre, expansivo, comunicativo, etc, etc. O outro era taciturno, quieto, mais velho, cabelos ainda longos pra idade, barba e bonachão. Morava só, não totalmente, porque tinha dois vira-latas que passavam a maior parte do dia na rua. Diziam que tinha filhos que poucas vezes foram vistos na casa.  Os dois tinham um jardim, que de certa forma refletia a personalidade de cada um, como não deveria deixar de ser.&lt;br /&gt;Por uma dessas coincidências que só acontecem nos contos da blogsfera, ambos se encontraram no caixa de uma loja de plantas e, pasmem, ambos estavam comprando uma muda da mesma espécie de árvore. Ficaram sabendo que ambos pensavam em planta-las na frente da casa de cada um. E assim foi feito.&lt;br /&gt;Passaram a se cruzar quase que diariamente. Enquanto um, vocês sabem qual, estava sempre regando, tirando as ervas daninhas, podando os galhos que teimavam em fugir a estética que ele planejava para a árvore, colocando estacas para garantir um crescimento sempre reto e pra cima, o outro ficava a maior parte das vezes apenas contemplando a planta. As vezes parecia até conversar com ela, afinal era um cara meio estranho mesmo.&lt;br /&gt;E assim se passaram alguns anos e as diferenças já eram notáveis. Enquanto uma estava frondosa, cheia de galhos e folhas sempre verdejantes, com uma copa que parecia esculpida pelo ‘Edward mãos de tesoura’ do Tim Burton, a outra, coitada, pensava o nosso vizinho, estava mais pra raquítica, com galhos que pareciam brigar um com o outro, cada um pendendo pra um lado, o tronco curvado e retorcido.&lt;br /&gt;Mas eis que um dia, e sempre existe um dia, mais especificamente foi uma noite, já madrugada,  houve um temporal além do normal na região. Ventos em rajadas violentas e chuva torrencial que encharcaram e inundaram vários pontos da cidade.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte nossos vizinhos ao saírem de casa checkaram os estragos. Nosso amigo zeloso, ficou estarrecido ao ver sua bela árvore arrancada do seu lugar e arremessada do outro lado da rua. Enquanto o outro verificou apenas alguns galhos quebrados e outros caídos ao pé da sua.&lt;br /&gt;Aí o garotão não se conformou e resolveu abordar o barbudo.&lt;br /&gt;-         Escuta, me explica como pode a sua árvore ter resistido tão bem ao temporal, enquanto a minha foi totalmente destruída.&lt;br /&gt;O outro foi observar a árvore arrancada e o local onde ela estava plantada. Em seguida,&lt;br /&gt;entrou na sua casa e voltou com uma enxada e uma picareta e começou a fazer um buraco,&lt;br /&gt;cerca de um metro longe do tronco da sua árvore. Cavou fundo, quase um metro pra baixo&lt;br /&gt;também, até encontrar a raiz dela. Em seguida mostrou  pro vizinho.&lt;br /&gt;-         Veja, a sua árvore está com uma raiz muito pequena e superficial, enquanto que está outra tem uma raiz ramificada e profunda. Isso fez toda a diferença quando elas tiveram que suportar a força da tempestade.&lt;br /&gt;-         Mas eu sempre cuidei e protegi minha árvore durante toda seu crescimento, enquanto que você, eu via, nada fazia pela sua. Como que pode ter havido essa diferença.&lt;br /&gt;-         Bom, acho que enquanto a sua tinha tudo de um modo fácil e abundante, essa aqui, eu sempre dizia pra ela, que era bom se virar pra achar água e os demais nutrientes no solo onde estava. Acho que ela entendeu o recado e tratou de, embora penalizando a folhagem externa, desenvolver raízes fortes a fim de encontrar a melhor maneira de sobreviver.”     &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Esse texto é uma livre, e bota livre nisso, principalmente nos aspectos botânicos da coisa, recriação de outro que recebi, via e-mail, uns dois anos atrás. Se tinha autoria, não lembro qual. Ficou na minha memória, principalmente pelo ponto de vista diferente que ele contém. Mas acho que cai como uma luva para a educação, principalmente de filhos. Posso afirmar que não acompanhei como gostaria a educação, por exemplo escolar, dos meus filhos, mas as mães com as quais convivi, que frequentavam com assiduidade as reuniões escolares, sempre ressaltaram o fato, na maioria das vezes irritante,  de certos pais acharem os seus filhos o centro do universo. De acharem que a escola estava sempre sendo injusta e enérgica demais nas suas avaliações e medidas disciplinares. Tiravam toda e qualquer autoridade dos professores e da direção. Não que eu defenda o autoritarismo na formação escolar, muito pelo contrário. Ainda pretendo escrever aqui sobre algumas experiências pedagógicas alternativas que vão muito mais de encontro ao que penso sobre o tema. Mas a metáfora desse conto acho totalmente valida no que diz respeito ao aspecto da  super-proteção na educação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114472048061081169?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114472048061081169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114472048061081169' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114472048061081169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114472048061081169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/duas-rvores.html' title='Duas Árvores'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114442658201665362</id><published>2006-04-07T13:12:00.000-03:00</published><updated>2006-04-07T13:16:22.056-03:00</updated><title type='text'>Tempos Modernos (final)</title><content type='html'>Ele já havia deixado o prato de lado e tentava reunir forças, bebericando do vinho, pra fazer a sua parte do combinado.&lt;br /&gt;- A tática foi a mesma, só não consegui carregar o Edson, na sexta, que disse precisar trabalhar no sábado, e não estava a fim da esticada. Resolvi ir sozinho mesmo e, por falta de prática cheguei cedo, com o bar ainda vazio. Quando o clima esquentou é que percebi que havia me excedido na bebida e, você sabe, quando o estomago dá o berro a coisa fica crítica. Tive que gastar boa parte da noite trancado no banheiro, tentando me recuperar. Foi um fiasco total, e fui embora a ver navios. No dia seguinte, devidamente escoltado pelo amigo, e me controlando melhor, percebi um olhar, mas sem sorriso, dela que estava com outras duas amigas. Notei que das três era a mais quieta, o que me cativou naturalmente. Fiz a abordagem, meio desajeitado, mas consegui manter a conversa e leva-la para casa. Mas não senti clima para avançar o sinal. Marcamos um cinema para o dia seguinte. Nesse quesito tínhamos afinidades e fomos ver o Woody Allen que estava passando. Ao contrário do seu ‘barriga de tanquinho’, ela estava muito interessada em conhecer meu passado. Notou por exemplo a marca da aliança, que havia deixado em casa. Não teve jeito. Menti que era separado já a seis meses, que tinha um filho, uma ficha quase completa. Pintou um clima de cumplicidade e, ficamos de nos ligar durante a semana. Na seguinte, mais cinema e restaurante, a conta estava começando a ficar cara, pro Salim aqui. Foi a vez dela se abrir e contar suas desventuras amorosas, sua preocupação com a idade já avançada e ainda vivendo com os pais, apesar da independência financeira. Os esforços para se manter bela e atraente, seus medos de se envolver, mais uma vez, com a pessoa errada, mas achando que eu era diferente’, e eu já começando a me achar um crápula. Nos despedimos, até a próxima semana, que era a última do meu prazo. No telefonema no meio da semana notei que ela estava diferente. Deu a entender que queria conhecer minha casa, já que eu tinha dito que morava numa chácara, em cidade próxima da capital. Mas achei que isso estaria fora de propósito, não é?&lt;br /&gt;- Ahn, Ahn!&lt;br /&gt;- Foi o que pensei e deu uma desculpa que nem me lembro agora. Ela achava que eu estava escondendo alguma coisa. Por exemplo, porque quase não falava do filho, já que estava separado e, pela sua experiência, homens recém separados adoram falar dos filhos, talvez uma maneira de purgar suas culpas. Procurei desconversar e dei a entender que não daria pra continuar se ela continuasse com as desconfianças. Desliguei achando que era o fim, mas, na sexta ela liga e diz que queria sair novamente, afirmando que a desconfiança havia sido superada. Aí foi a minha vez de ficar preocupado com o rumo que as coisas estavam tomando. De qualquer forma concordei, e ficamos de nos ver à noite, sem programa definido. Ao pegá-la, não disse nada e, cheio de brios ‘cafajésticos’, me dirigi ao motel mais próximo. Ela não opôs resistência, parecia mesmo que era o que esperava que eu fizesse, considerando o sorriso maroto e o cafuné enquanto fazíamos a ficha.&lt;br /&gt;- Lá chegando, entrei com o carro na vaga marcada e, enquanto ela subia para o quarto, fui fechar a porta da garagem, quando verifiquei um pequeno problema no dispositivo automático do portão. Ele parava no meio do percurso. Percebi que, manualmente, ele descia até embaixo. Foi quando vi uma espécie de paralelepípedo, esses de calçamento de rua, só que um pouco maior e mais pesado no chão, ao lado do portão. Só podia ser uma ‘gambiarra’ feita de última hora pela direção do motel, pra segura-lo. Já com o espírito ‘proconiano’ baixando, pensei em fazer, posteriormente, uma reclamação mas, de momento, baixei até o final o portão, travei com a pesada pedra e subi. Ela estava no banheiro, com a porta fechada. Imaginei o que estava fazendo. Pensei em relaxar e me preparar, mas não conseguia. Um monte de pensamentos passavam pela minha cabeça. Como é fácil envolvermos e nos deixarmos envolver pelas seduções. Tentava entender o porque estava ali e, não conseguia. O que estava procurando? Que teorias antropológicas explicariam aquele comportamento que batia de frente com tudo que havia sido (imposto?) pela educação e comportamentos socialmente aceitáveis?&lt;br /&gt;Foi quando ela saiu, lindamente vestida com uma langerie preta maravilhosa. Veio direto em minha direção, me abraçou e começou a me beijar calorosamente, me dizendo ao ouvido que estava apaixonada. Aí não deu mais. Entrei em parafuso e ela percebeu que alguma coisa não estava ‘funcionando’. Se afastou e me olhou com um olhar que exigia explicações. Tive que dá-las. Contei tudo. Do olhar de explicações senti que passou para um, digamos de decepção, inicialmente e, em seguida, um brilho de ódio que me fez estremecer e ficar mudo. Simplesmente pegou o telefone, ligou para a recepção e pediu um táxi que, informaram, viria em vinte minutos Maldita eficiência dessas casas acostumadas a essas situações.&lt;br /&gt;- Com muito esforço tentei reverter o clima. Me ofereci veementemente, para leva-la para casa, mas fui silenciado com um abrupto: Cale a boca! Me recolhi à minha insignificância e, enquanto ela voltava ao banheiro para se trocar, fiquei tentando imaginar porque o teletransportador do Dr. Spock, ainda não estava disponível comercialmente. Era só o que queria. Na volta sentou-se na poltrona ao lado da cama, ligou o som em volume altíssimo, como que para não ouvir nem pensamentos e ficamos a espera. Mudos. Quinze minutos depois, que pareceram séculos, a recepeção liga e o táxi estava a espera. Ao me levantar, para fazer alguma, qualquer coisa, ela ordena que fique ali até sair. Desabo na cadeira novamente e acompanho com o olhar sua descida até a garagem. Foi quando, naquele silencio fúnebre, ouvi em estrondo de vidro quebrando. Fiquei alguns segundos atônito, até me dar conta do que poderia ter acontecido. Corri até a garagem e vi, aquele paralelepípedo, docilmente acomodado no banco traseiro do carro, circundado por milhares de estilhaços do vidro traseiro, enquanto ela entrava no táxi que zarpava. Agora me diga: como uma pessoa frágil como ela, conseguiu levantar e arremessar aquele peso, e com tal força que arrebentou de uma vez aquele vidro?&lt;br /&gt;- É a raiva, querido. É a raiva !&lt;br /&gt;- Bom, conforme o combinado, para provar a minha estória, aqui está o ticket do motel e a nota fiscal da oficina que consertou o carro.&lt;br /&gt;- Belo estrago, hein? Mas, o seguro não cobre despesas com quebra de vidros?&lt;br /&gt;- Esqueci de dizer. Ela trabalha em companhia de seguros. Minha apólice só cobria quebra do parabrisa. Podemos pedir a conta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114442658201665362?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114442658201665362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114442658201665362' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114442658201665362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114442658201665362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/tempos-modernos-final.html' title='Tempos Modernos (final)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114437543183569132</id><published>2006-04-06T23:01:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T23:03:51.856-03:00</updated><title type='text'>EntreActo</title><content type='html'>Agradecemos sua visita e, enquanto nossa secção de &lt;a href="http://literaturaagora.blogspot.com/"&gt;Livros&amp;afins&lt;/a&gt; não fica pronta, visite nosso setor de brinquedos e jogos de passatempo, no sub-solo. Obrigado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114437543183569132?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114437543183569132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114437543183569132' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114437543183569132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114437543183569132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/entreacto.html' title='EntreActo'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114428713708761739</id><published>2006-04-05T22:23:00.000-03:00</published><updated>2006-04-05T22:32:17.113-03:00</updated><title type='text'>Tempos Modernos (II)</title><content type='html'>Lá estavam eles, na data e local combinados, após um mês. Como a ocasião era especial, mereceria um Bolla dessa vez.&lt;br /&gt;Ela estava mais linda do que nunca. E mais falante que ele também. Então, ele pediu que começasse o seu relato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, resolvi que minha tática seria ir àquele bar que íamos de vez em quando e nos divertíamos com as paqueras que rolavam, sabe qual né? Então combinei com a Tânia, que é solteira e freqüentadora mais assídua e fomos juntas. Ela já havia me dado as dicas. Se você quer uma abordagem mais ‘caliente’, tipo ‘hoje eu tô a fim’, deve olhar para a presa e dar um sorriso encorajador. Se prefere uma abordagem mais light, sem dar muitas esperanças, apenas um olhar mais firme.&lt;br /&gt;Acho que ela entende bem do assunto, pois no primeiro sábado que fui ao bar, depois de um ou dois drinks, me senti confiante pra encarar e sorrir pra um rapaz, aparentemente uns dez anos mais jovem, moreno, um metro e oitenta, e só depois que eu pude conferir, uma bela barriga de tanquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento ela teve que interromper a narrativa, pois ele se engasgou ao olhar para baixo, provavelmente com algum fino espinho da aliche presente no Penne a Putanesca que havia pedido. Após a pausa para um gole d'água, continuou a narrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         A abordagem, foi como a Tânia havia previsto. Sem muitas delongas, disse que eu era linda, super simpática e ficamos ali jogando conversa fora, aliás o papo dele era muito bom. Dançamos ao som do grupo que estava tocando, que por sinal era o nosso preferido, o Mustang 68 e, no final, o também previsto convite para o motel que, claro, aceitei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova interrupção, dessa vez para o garçom recolher a taça de vinho dele que havia caído e se espatifado no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao me deixar em casa, trocamos telefones e eu não tive, digamos, coragem, de contar tudo a ele, sobre o nosso trato. Na semana seguinte, ele me liga e me convida para uma nova saída e, com o mesmo final. Vou resumir, antes que você tenha um ataque histérico em público. Os dois últimos fins de semana, passei na chácara dos pais dele, que estavam viajando. Foram maravilhosos. Ele foi super atencioso e ouvia todas as besteiras que eu falava, sempre com um  sorriso encantador. Não se importava com o meu passado, e não falava praticamente nada do dele. Não estava interessado no que eu fazia ou deixava de fazer, mas no que e como eu me apresentava naquele momento.  Então, no último dia contei a ele sobre a minha situação. Ele foi super compreensível, deu boas gargalhadas, me achou uma louca adorável e disse que, sempre que eu tivesse novas férias o procurasse. Estão aqui os comprovantes de pagamento, que ele fez, dos motéis,  e nossas fotos dos fins de semana na casa dele. Tem umas fotos mais íntimas, mas essas eu deixei com ele, disse que não seriam necessárias, eu espero.  É, aparentemente, tive um belo romance de verão. Agora é a sua vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114428713708761739?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114428713708761739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114428713708761739' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114428713708761739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114428713708761739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/tempos-modernos-ii.html' title='Tempos Modernos (II)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114420385314862700</id><published>2006-04-04T23:19:00.000-03:00</published><updated>2006-04-04T23:24:13.166-03:00</updated><title type='text'>Tempos Modernos (I)</title><content type='html'>Eles estavam, ambos, próximos dos quarenta. E dos dez anos de casamento, também ambos, posto que eram casados um com o outro.&lt;br /&gt;Ele estava preocupado com o relacionamento. Haviam ultrapassado a popular crise dos sete anos, e também a dos oito e a dos nove, mas...Agora os sinais eram inquietantes.&lt;br /&gt;Resolveu que precisavam conversar. Escolheu o jantar mensal, sempre na primeira semana do mês, aproveitando o pagamento de ambos, antes que outras despesas imprevistas viessem a minguar o orçamento classe média da casa.&lt;br /&gt;Como de costume na cantina do Bexiga, as variações previstas das massas prediletas, acompanhada do vinho popular Chianti italiano. Puxou o assunto. Não estava minimamente a vontade com a conversa, mas achava que precisava dizer o que sentia.&lt;br /&gt;Olhava pra ela com muito carinho e sentia que era retribuído, mas alguma coisa incomodava. A conversa girava muito em torno dos problemas com o filho pequeno (cinco anos), as agruras do serviço de cada um, que infelizmente era na mesma área, então um virava consultor profissional do outro.  Havia uma saudade do início, da paixão que sentiram e que, naturalmente, culminou na união sob os sagrados laços.&lt;br /&gt;Agora parecia tudo estabilizado. Os afetos, a vida profissional, o futuro. Tudo muito previsível. A conversa avançava e ele não sabia bem aonde iria ou queria que ela chegasse. Até que ela surpreendeu com uma proposta, talvez percebendo, com a tradicional intuição feminina, o subtexto da situação. Já que ele tinha uma férias pendente e que, segundo indiretas da gerencia dele, seria um bom momento para tira-las, porque não aproveitar e tirarem também umas férias conjugais. Ele iria para a casa de campo que tinham, e ela continuaria na cidade e no seu trabalho. Mas férias conjugais, como assim? Com que objetivo? E ela foi direta: para verem o quanto ainda estavam ligados um ao outro, até que ponto ainda existia amor entre ambos ou apenas uma acomodação à situação, que era boa, mas parecia, pelo que ele dava a entender, que, bem...&lt;br /&gt;O vinho fez a sua parte, e ambos se divertiram combinando que seriam férias pra valer, mais que isso, seria uma prova a que seria colocada a relação. Deveriam, ambos, ao final de um mês ter um caso. Isso, um caso completo, com pelo menos uma transa para, findo o período, voltarem ao mesmo restaurante, contarem como tinha sido, o que haviam sentido, sem pudores ou receios de julgamentos. E mais, deveriam, juntar e apresentar pro outro o maior número possível de provas, daquilo que tivesse acontecido.       &lt;br /&gt;E assim ficaram combinados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114420385314862700?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114420385314862700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114420385314862700' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114420385314862700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114420385314862700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/tempos-modernos-i.html' title='Tempos Modernos (I)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114411106095198414</id><published>2006-04-03T21:35:00.000-03:00</published><updated>2006-04-03T21:37:40.970-03:00</updated><title type='text'>Interlúdio</title><content type='html'>Ou eu muito me engane&lt;br /&gt;Mas eu sei de seus planos&lt;br /&gt;Na retina, nos olhos&lt;br /&gt;Da menina&lt;br /&gt;Todos seus planos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De voar, de debandar&lt;br /&gt;Realçar o seu olhar&lt;br /&gt;De dizer o que resta&lt;br /&gt;De fazer o que presta&lt;br /&gt;Música, amor,&lt;br /&gt;Simpatia e festa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ‘coisa’ aí em cima eu escrevi, a long long time ago, para registrar um momento mágico. O momento em que duas pessoas percebem uma mesma sintonia. Compartilham um desejo comum de se conhecerem, e anteveêm todas as delícias possíveis. O instante em que a conquista por um lado e a sedução por outro, se sentem recompensadas, únicas e loucas. Por que estou lembrando disso? Porque ontem, foi o dia que mais te amei dos muitos que estivemos juntos. Não teve sexo, embora coisas que foram ditas tenham excitado bastante, mas foi até melhor assim, porque tinha  medo que ele não acompanhasse o que estava sentindo. Foi maravilhoso poder passar o tempo todo só te observando. Encantado com sua beleza, com seu jeito de menina, sua calça jeans desbotada e sua jaqueta de estimação, que você nem quis deixar no carro, dizendo, que se roubassem, o carro, afinal estávamos em Sampa, você ia sentir muita falta dela. Os poucos abraços e beijos tiveram sabor de fruta madura e suculenta tirada do pé.&lt;br /&gt;Ainda resta um longo caminho a percorrer, mas a vontade de trilha-lo é muita. Os medos? Ah! Pra eles a gente dá uma banana, porque já sabemos como supera-los. O Tédio? Nossa loucura e imaginação irão dar conta. O resto?... tudo que faltar a gente inventa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114411106095198414?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114411106095198414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114411106095198414' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114411106095198414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114411106095198414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/interldio.html' title='Interlúdio'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114395025779079910</id><published>2006-04-02T00:42:00.000-03:00</published><updated>2006-04-02T01:04:08.110-03:00</updated><title type='text'>Tesão pela vida</title><content type='html'>Hoje eu tô muito pra baixo. Diz o bom senso que nessas horas precisamos de algo super-hiper-plus edificante pra reajir. Então pra deleite de todos coloco este texto, extraido do livro 'Sem Tesão não há solução" do Roberto Freire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Falando do Davi (a escultura de Michelangelo exposta no Museu da Academia, em Florença), lembro-me de uma vez que os dois filhos de um turista cego o ergueram nos ombros para que ele tocasse a estátua. Esticado, ele apalpava a barriga da perna de Davi e retirava as mãos rapidamente de sobre o mármore, voltando, em seguida, a tocá-la sempre desse modo ansioso. E ficava dando risada. Centenas de pessoas, de todas as nacionalidades, que estavam ali a contemplar a estátua, acompanhavam atentas aqueles movimentos e puseram-se a rir também. Então ele se agarrou a perna de Davi, e passou a chorar. Por fim despencou sobre os ombros dos filhos que o a braçaram muito comovidos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segundo me disse depois um dos filhos, o pai nunca vira nada na vida, mas explodia assim quando tocava algo que fosse realmente belo. A beleza que ele percebia não estav, pois, apenas na estátua visível do Davi, mas também no que resultava do jeito como foi criada e para quem Michelangelo a criou. Isso deve ter produzido no homem cego a ludicidade vivida naquele instante, embora ele não possa saber jamais como é a beleza aparente daquela obra. Entretanto o tesão do rapaz florentino que serviu de modelo e o tesão de Michelangelo por ele, o tesão do artista pela beleza do corpo humano, tudo isso eu tenho certeza de que o cego sentiu tocando a escultura, tanto quanto todos nós que podíamos vê-la." &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114395025779079910?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114395025779079910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114395025779079910' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114395025779079910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114395025779079910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/04/teso-pela-vida.html' title='Tesão pela vida'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114368018380231489</id><published>2006-03-29T21:53:00.000-03:00</published><updated>2006-03-29T21:56:23.816-03:00</updated><title type='text'>Desentocando comments</title><content type='html'>Esse blog resolveu dar um basta à empáfia, à maledicência, ao sarcasmo e à blasófia do sr. Valter Ferraz que vem, sistematicamente, zombando da audiência desse espaço. Portanto, estou iniciando uma série de ‘enquetes’ junto ao público leitor, conclamando todos (filhos, mães, tias, primos, direitistas, esquerdistas, amadas e amantes, etc) a participarem das questões de supra importância que aqui serão levantadas. Além de darem um cala boca nesse indivíduo, estarão concorrendo a prêmios. Não que esses sejam importantes, afinal sabemos que brasileiro não se liga muito nesse negócio de prêmios e loterias. Vamos ao primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Domingo no Parque (papo de MSN):&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele: Sabe amiga, minha vida nos últimos tempos se transformou numa&lt;br /&gt;        autêntica Montanha Russa. Saio da mais deliciosa euforia, para&lt;br /&gt;        momentos de angústia insuportável, numa velocidade impossível de&lt;br /&gt;        controlar.&lt;br /&gt;Ela: Pois a minha está mais pra um Carroussel. Gira devagar, sobe&lt;br /&gt;         pouco, mas também desce pouco. Tá bom assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ‘Apesar de Tudo’ pergunta: metafóricamente, se sua vida fosse um brinquedo de parque de diversão, qual seria, ou qual você gostaria que fosse? Justifique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premio: um par de ingressos do Play Center para o melhor coments, na opinião desse humilde blogueiro. Vamos lá! Não me decepcionem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114368018380231489?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114368018380231489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114368018380231489' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114368018380231489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114368018380231489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/03/desentocando-comments.html' title='Desentocando comments'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114364674812316175</id><published>2006-03-29T12:35:00.000-03:00</published><updated>2006-03-29T12:39:08.140-03:00</updated><title type='text'>É a política</title><content type='html'>Após um fim de semana off-line, por opção, aproveitando uma folga hoje no serviço, verifiquei que rolou uma boa discussão no ‘dito assim’, sobre os últimos escândalos do governo Lula. Percebi que o tom geral ia do desânimo a verdadeiro nojo da situação atual.&lt;br /&gt;Acho justificáveis todas as posições ali expressadas. Mas gostaria de dar o meu pitaco sobre o assunto.&lt;br /&gt;Inicialmente gostaria de falar sobre o meu envolvimento com política, mais especificamente com o PT.&lt;br /&gt;Comecei a cursar a faculdade (curso de Geologia na USP) no ano de 1976, ano em que se iniciava o processo de abertura do governo Figueiredo. Tive a oportunidade de participar do ressurgimento do movimento estudantil, desmantelado desde o AI-5. Acompanhei, com medo da repressão (vulgo coronel Erasmo Dias), as primeiras passeatas de repúdio ao regime militar. Foram experiências inesquecíveis, que acho que todo jovem deveria experimentar. Levamos pra dentro da escola a mesma postura contestadora, o que nos custou um ano a mais de curso, devido às greves por melhores condições de ensino. Passei a conviver diariamente com discussões políticas, que disputavam nossas atenções junto aos assuntos triviais, mulheres, futebol e o rock (tinha os puristas da MPB, mas a minha turma era a outra).&lt;br /&gt;Tudo isso pra dizer que em 1980, quando fazia estágio na departamento de canais e vias navegáveis do IPT (ao lado da USP), antro de esquerdistas de diversos matizes, ficamos sabendo da notícia de fundação do PT, embalado pelo sucesso das greves dos metalúrgicos do ABC. Correu no departamento uma ficha de filiação a qual preenchi e assinei com prazer. Era a primeira vez que um partido político me procurava.&lt;br /&gt;Constituído o partido vieram as primeiras eleições proporcionais e, como esperado, resultados pífios. Mas havia uma energia, uma disposição para a atividade política-partidária que nunca existiu antes, isso de acordo com depoimentos dos mais velhos.&lt;br /&gt;Terminei a faculdade, casei, filhos e o partido sempre presente, na forma dos diretórios regionais, sempre próximo da base, o meu era no mesmo bairro que morava. Cartas informando e convidando para as atividades do mês. Prévias para escolha dos candidatos a prefeito, vereador, etc. Me lembro da que optavamos entre Plínio de Arruda Sampaio e Luiza Erundina para prefeitura de São Paulo. Em suma um modo totalmente diferente de fazer política.&lt;br /&gt;Vieram os primeiros sucessos. A administração Erundina foi bastante elogiada até por opositores. O orçamento participativo trazia grandes progressos nas cidades do interior onde era implementado. Eram comuns reeleições de prefeitos petistas, proporcionalmente maior que os demais partidos.&lt;br /&gt;Já não era mais um partido nanico. Portanto os problemas começaram a aparecer. Dentre eles, destaco a expulsão de deputados. Me lembro da atriz Bete Mendes, por discordarem de votações fechadas. Mas até isso era uma novidade, que não sabíamos, exatamente, se boa ou ruim. Afinal o que mais se via eram partidos com deputados sem nenhum comprometimento com programas e princípios. O PT era diferente. Exigia cumprimento de princípios. Parecia natural. Não sei como poderia se vislumbrar naquela época a tragédia que assistimos hoje. A não ser por desconhecidas substâncias visionárias, presentes no capim mascado por matutos pelo país afora (hehe, desculpe Valter, perco o amigo mas não perco a piada).&lt;br /&gt;Deixa eu resumir que isso aqui é só um post. Quero dizer que não podemos desprezar o lado bom da experiência de um partido formado de baixo para cima. Acho que, hoje, o PT sofre do problema do inchaço e do deslumbramento causado pela chegada ao poder.&lt;br /&gt;Não sei se a corrupção que vemos noticiada é maior ou menor que a dos seus antecessores. Isso não significa que devemos condescender com ela. Devemos exigir que se de exemplo de apuração e punição aos responsáveis. Mas daí a rejeitar todo o resto, acho que estamos fazendo o jogo de quem sempre dominou o país.&lt;br /&gt;Acredito que hoje, existam outras forças que também merecem respeito, vulgo, pra dar nome aos bois, o PSDB, que tem em Fernando Henrique um dos meus outros ídolos, vá que seja, da juventude. Acho que de todo esse joio existe muito trigo. Minha posição atual é pelo fortalecimento de correntes que trabalhem pela união desse trigo, em torno de um projeto consensual. Não é possível que num país com as deficiências do nosso, não exista uma agenda mínima que una, ao invés de dividir, essas forças.&lt;br /&gt;A evolução passaria por uma aliança, que estaria acima de, agora sim, projetos particulares de poder. Nesse sentido é educativa a situação que passamos. Chega de ficar alternando partidos que tem muita coisa em comum no poder. Um só atrapalha o outro e, muito mais, o desenvolvimento do país. Se as propostas (e não a ausência delas) são convergentes, então que se faça, até mesmo, um plano de alternância no poder (vide Chile).De quebra estaria se dispensando alianças com partidos, aí sim, amorfos e fisiologistas que só fazem alimentar a máquina da corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: fiquei sabendo de uma pesquisa do IBOPE sobre corrupção. Se meus ouvidos não me enganaram, ouvi que  3 entre cada 4 brasileiros aceitam algum tipo de corrupção (exemplo, empregar parentes). É um resultado inquietante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114364674812316175?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114364674812316175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114364674812316175' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114364674812316175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114364674812316175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/03/poltica.html' title='É a política'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114332798882441501</id><published>2006-03-25T20:03:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T20:06:28.826-03:00</updated><title type='text'>Carpe Diem</title><content type='html'>&lt;strong&gt; Oração Ao Tempo&lt;br /&gt;(Caetano Veloso)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;És um senhor tão bonito&lt;br /&gt;Quanto a cara do meu filho&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;Vou te fazer um pedido&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compositor de destinos&lt;br /&gt;Tambor de todos os ritmos&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;Entro num acordo contigo&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seres tão inventivo&lt;br /&gt;E pareceres contínuo&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;És um dos deuses mais lindos&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sejas ainda mais vivo&lt;br /&gt;No som do meu estribilho&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;Ouve bem o que te digo&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço-te o prazer legítimo&lt;br /&gt;E o movimento preciso&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;Quando o tempo for propício&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo que o meu espírito&lt;br /&gt;Ganhe um brilho definido&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;E eu espalhe benefícios&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que usaremos pra isso&lt;br /&gt;Fica guardado em sigilo&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;Apenas contigo e migo&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eu tiver saído&lt;br /&gt;Para fora do seu círculo&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;Não serei nem terás sido&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim acredito&lt;br /&gt;Ser possível reunirmo-nos&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;Num outro nível de vinculo&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto peço-te aquilo&lt;br /&gt;E te ofereço elogios&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;Nas rimas do meu estilo&lt;br /&gt;Tempo Tempo Tempo Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Afeto&lt;br /&gt;(Walter Franco)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio lento&lt;br /&gt;O poço o pensamento&lt;br /&gt;O olho o orifício&lt;br /&gt;O passo o precipício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero que esse teto caia&lt;br /&gt;Eu quero que esse afeto saia&lt;br /&gt;Eu quero que esse teto caia&lt;br /&gt;Eu quero que esse afeto saia, já&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermelho natural&lt;br /&gt;No rosto e no lençol&lt;br /&gt;Com gosto de água e sal&lt;br /&gt;Misturando o bem e o mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero que esse teto caia&lt;br /&gt;Eu quero que esse afeto saia&lt;br /&gt;Eu quero que esse teto caia&lt;br /&gt;Eu quero que esse afeto saia, já&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As Canções Que Eu Faço&lt;br /&gt;(Sá – Guarabira)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se você quer me conhecer, finja que toca comigo&lt;br /&gt;E faz comigo essas canções que eu faço&lt;br /&gt;E tem tanta coisa por dentro pra dizer&lt;br /&gt;Coisas que não podem ser ditas de uma vez só&lt;br /&gt;E sinta a solidão que eu tenho quando canto uma canção bem alto&lt;br /&gt;A solidão que eu tenho quando abro o coração e canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quiser me entender ouça aquilo que eu não digo&lt;br /&gt;Nas entrelinhas das canções que eu faço&lt;br /&gt;Porque é que eu me guardo do mundo assim escondido&lt;br /&gt;É coisa que só pode explicar quem vive o que eu vivo&lt;br /&gt;E sinta a solidão que eu tenho quando canto uma canção bem alto&lt;br /&gt;A solidão que eu tenho quando abro o coração e canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou alegre nem sou triste&lt;br /&gt;Sou poeta&lt;br /&gt;(trecho de &lt;strong&gt;‘Motivo’ de Cecília Meireles&lt;/strong&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114332798882441501?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114332798882441501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114332798882441501' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114332798882441501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114332798882441501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/03/carpe-diem_25.html' title='Carpe Diem'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114307787712996009</id><published>2006-03-22T22:35:00.000-03:00</published><updated>2006-03-22T22:37:57.143-03:00</updated><title type='text'>Tensão</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;"Lilith", extraído do livro Delta de Vênus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo."(Anaïs Nin)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lilith era sexualmente fria, e seu marido em parte o sabia, apesar das simulações dela... Eles estavam sentados ali, juntos, e ele a olhava com uma expressão de suave tolerância, a mesma que costumava manter diante das crises dela, crises de egotismo, de autocensura, de pânico. A todos os seus dramáticos comportamentos, ele respondia com inabalável bom humor e paciência.&lt;br /&gt;Ela sempre enfurecia-se sozinha, irritava-se sozinha, suportava sozinha suas intensas convulsões emocionais, das quais ele nunca participava. Possivelmente, tratava-se de um símbolo de tensão que não ocorria entre eles sexualmente. Ele recusava todos os seus primitivos e violentos desafios e hostilidades, recusava-se a entrar com ela nessa arena emocional e a reagir à sua necessidade de ciúmes, temores, conflitos.&lt;br /&gt;Talvez se ele tivesse aceitado seus desafios e jogado os jogos que ela gostava de jogar, talvez então ela poderia ter sentido sua presença com um impacto bem maior do que o meramente físico. Mas o marido de Lilith não conhecia os prelúdios do desejo sensual, não conhecia nenhum dos estimulantes que certas naturezas selvagens reclamam e, desse modo, em vez de responder-lhe tão logo visse seus cabelos se eriçarem, seu rosto mais vívido, seus olhos como duas tochas de fogo, seu corpo inquieto e impaciente como o de um cavalo que aguardasse o início da corrida, ele se refugiava atrás do muro da compreensão objetiva, dessa tranqüila e irritante atitude de aprovação com a qual as pessoas olham para um animal no zoológico e riem de suas momices, sem penetrar em seu estado interior.&lt;br /&gt;Era isso que deixava Lilith num estado de isolamento - na verdade, como um animal selvagem em pleno deserto. Quando ela se enfurecia e sua temperatura subia, o marido simplesmente deixava de existir. Ele mais parecia uma branda divindade que a olhasse dos céus e aguardasse que sua fúria se exaurisse por si mesma.&lt;br /&gt;Se ele, feito um animal igualmente primitivo, surgisse na outra extremidade desse deserto, encarando-a com a mesma tensão energética nos cabelos, na pele e nos olhos, se surgisse com o mesmo corpo selvagem, pisando fortemente e procurando um único pretexto para dar o bote, enlaçar-se furiosamente, sentir o calor e a força de seu oponente, então eles poderiam rolar juntos pelo chão e as mordidas poderiam tornar-se de outra espécie, e a luta se transformaria num abraço, e os puxões de cabelo fariam com que suas bocas, seus dentes e suas línguas se unissem.&lt;br /&gt;E, devido à fúria, seus órgãos genitais se roçariam mutuamente, soltando faíscas, e os dois corpos sentiriam a necessidade de penetrar um no outro para pôr um fim nessa formidável tensão".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Porque postar esse texto? Bem, é um dos vários textos que, nos últimos anos, tenho guardado. Textos lidos de sites, blogs, e-mails, etc, que de alguma forma me tocaram e me identificaram, e que  pensei em repassar para alguém para discussão. A maioria deles permaneceram guardados e, agora... bem,  agora não interessa mais repassar, mas que são bonitos e importantes, eles são. Com relação a esse, resumiria dizendo que: &lt;strong&gt;muita&lt;/strong&gt; tensão pode afetar o tesão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114307787712996009?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114307787712996009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114307787712996009' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114307787712996009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114307787712996009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/03/tenso.html' title='Tensão'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114299319185097172</id><published>2006-03-21T22:55:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T23:06:31.890-03:00</updated><title type='text'>Aí tem!</title><content type='html'>Hoje ouvi no noticiario que diversas CDP's (Centros de Detenção Provisória) foram palco das famigeradas "rebeliões". Parece que na maioria não haviam reinvidicações explicitas, sendo que em um, Franco da Rocha, deixaram claro que era em solidariedade a "rebelião" em um dos outros centros.&lt;br /&gt;Considerando a simultaneidade dos eventos e suas características, e a recente divulgação de pesquisas de opinião mostrando um incipiente avanço da candidatura Alkimin, precisa ser muito inteligente pra ligar os pontos?&lt;br /&gt;Em tempo: sim, fui eleitor do Lula/2002; sim, estou decepcionado com seu governo.&lt;br /&gt;Essa "coincidência" me entristece (sim, sou ingênuo). Verifico que elegi os últimos três presidentes, e a situação não parece melhorar. Mas, sim, sou teimoso, ainda acredito que a melhor opção é continuar tentando, até acertar, ou errar menos. Dos males, a democracia, ainda é o menor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114299319185097172?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114299319185097172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114299319185097172' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114299319185097172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114299319185097172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/03/tem.html' title='Aí tem!'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114256542108932954</id><published>2006-03-17T00:13:00.000-03:00</published><updated>2006-03-17T06:45:48.033-03:00</updated><title type='text'>Mais do mesmo (assunto)</title><content type='html'>Bem, vamos soprar as teias de aranha desse blog e escrever um pouco.&lt;br /&gt;Gostaria de falar do programa “Re-corte Cultural” que passa na TVE do Rio, captada pelas parabólicas aqui da região. Os pontos altos do programa são o apresentador, que faz entrevistas com pessoas diversas da área cultural (música, literatura, cinema, etc) e a estrutura fragmentada, re-cortada, da montagem, que vai mostrando, alternadamente, trechos das entrevistas com dois ou mais convidados de cada edição, entremeados com clipes, gingles, ilustrações as mais diversas do tema ou obra da pessoa entrevistada.&lt;br /&gt;Consumado o jabá inteiramente grátis, passemos para a entrevista feita com um tal de Alcione Araújo, escritor e roteirista de cinema. Não o conhecia, mas o achei grande figura. O tema principal era educação e cultura, assuntos que me são muito importantes, e que eu acredito ser o principal problema do Brasil.&lt;br /&gt;Parece que está se formando um consenso quanto a importância da educação como principal alavanca para o desenvolvimento. Por isso, além de se identificar o problema, é importante saber como atuar para resolve-lo. Daí que achei interessante a colocação feita nessa entrevista. A constatação é que a educação sofreu uma mudança de foco ao longo das últimas décadas. Passamos gradativamente de um modelo educacional europeu, centrado em uma grade que privilegiava mais os aspectos ‘humanísticos’ (latim, filosofia, história, etc) para um modelo mais ‘americanizado’, onde o importante é o adestramento do aluno para a produção, a fim de acompanhar o acelerado desenvolvimento tecnológico atual.&lt;br /&gt;Conseqüências dessa mudança de foco: a própria produção cultural, ou seja os artistas encarregados dessa produção, começam a ter dificuldades de se comunicar com o público, passando a nivelar por baixo sua produção cultural, a fim de atingir uma audiência maior, ou alguma audiência.&lt;br /&gt;Dados estarrecedores: para uma população diretamente envolvida com educação, basicamente alunos e professores, de 55 milhões existentes no país, temos como tiragem média de um livro 3000 exemplares. Pouco não.&lt;br /&gt;Me lembro que, na infância, descobri em casa um baú com livros do meu pai, romances basicamente, comprados do Círculo do Livro, onde haviam várias dezenas de exemplares. De memória recordo de Mobi Dick de Melville, alguns Machado de Assis, José de Alencar, Eça de Queiroz, Camões, etc. Detalhe: nunca vi meu pai lendo um livro, ele que nem terminou o ginásio. A conclusão é que havia uma cultura, um charme, ou sei lá o que, em possuir livros. Isso me parece que hoje se perdeu, e muito. Outro indicador: na escola estadual em que fiz o ginásio e o colégio, havia uma biblioteca onde, independente de qualquer solicitação de professores, li quase todos os Monteiro Lobato, Hans Staden, Robinson Crusoé, e outros da literatura infanto-juvenil que me deram o gosto pela leitura como lazer e não como obrigação escolar. Hoje, perguntando pra minha filha que saiu da escola paga para a pública, a mesma que cursei, se havia ainda essa biblioteca, ela não soube me dizer com certeza. Parece que existe, mas ela ainda não sabe onde fica e como funciona.&lt;br /&gt;Alguma coisa precisa ser feita para resgatar essa magia da leitura, não como obrigação.&lt;br /&gt;Um tempo atrás, oito ou nove anos, era sócio da biblioteca circulante (municipal) que havia na Praça Roosevelt, em Sampa, onde, a cada quinze dias devolvia e retirava um livro para leitura. Um belo dia constatei que ela estava fechada, transferida, provisóriamente, para um outro endereço próximo, e posteriormente desativada. O porquê, nunca entendi. Até hoje o prédio continua vazio.&lt;br /&gt;É claro que existem boas escolas, onde todos esses requisitos são atendidos. Mas o ponto é: isso ficou privilégio de uma elite, quando, antes era uma coisa acessível a todos os estudantes.&lt;br /&gt;Não basta uma educação massificada, tipo todas as crianças na escola. Mas fazendo o que? Aprendendo o que? A pensar ou apenas a decorar?&lt;br /&gt;Essa semana acompanhei a conversa de duas professoras, no trem para o trabalho. Falavam sobre a monstruosidade da aprovação automática, que veio substituir a “mostruosidade” da reprovação. Será que houve algum ganho? Isso não explicaria a incapacidade funcional de jovens formados, mas com dificuldades de entender e de se expressar verbalmente? A tecnologia, a internet são ferramentas maravilhosas, mas não estariam sendo sub-utilizadas? Nada substitui o pensar por si mesmo, a capacidade de questionar, criticar, analisar, tirar conclusões.&lt;br /&gt;Tô com sono. Fui dormir. Inté!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114256542108932954?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114256542108932954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114256542108932954' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114256542108932954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114256542108932954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/03/mais-do-mesmo-assunto.html' title='Mais do mesmo (assunto)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114186940573209549</id><published>2006-03-08T22:54:00.000-03:00</published><updated>2006-03-08T22:56:45.763-03:00</updated><title type='text'>Influências Cayminianas</title><content type='html'>Você já pensou em ir a Jarinú&lt;br /&gt;Em noite estrelada e de lua cheia, nega?&lt;br /&gt;Então vá... então vá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114186940573209549?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114186940573209549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114186940573209549' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114186940573209549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114186940573209549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/03/influncias-cayminianas.html' title='Influências Cayminianas'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114183308293014128</id><published>2006-03-08T12:48:00.000-03:00</published><updated>2006-03-08T12:51:22.946-03:00</updated><title type='text'>Que dia é hoje?</title><content type='html'>-  E aí? Sabe que dia é hoje.&lt;br /&gt;-  Quarta, 08 de março, e daí?&lt;br /&gt;-  Não. O que se comemora hoje?&lt;br /&gt;-  Sei lá.&lt;br /&gt;-  Pô, meu, hoje é dia internacional da mulher. Não vai fazer post comemorativo?&lt;br /&gt;-  Por que deveria?&lt;br /&gt;-  Por que 9 de cada 10 blogs devem falar disso hoje.&lt;br /&gt;-  Huuumm! Acho que não vou ler blogs hoje, vai fazer mal pro meu diabetes. E também,&lt;br /&gt;    detesto  unanimidades, que, dizem até, ser burra.&lt;br /&gt;-  Depois você reclama que elas te chamam de grosso. Desse jeito vais acabar sollo, meu chapa.&lt;br /&gt;-  Escuta, amigo, para o bem ou para o mal, para a dor ou para a delícia, eu já me ocupo e/ou me&lt;br /&gt;    preocupo com as mulheres a maior parte das horas dos meus 365 dias do ano, tá!&lt;br /&gt;-  Podemos considerar isso um elogio?&lt;br /&gt;-  Você acha?&lt;br /&gt;-  Acho que sim.&lt;br /&gt;-  Então... esteja feito... Já que começei, deixa eu desejar pra minha mãe, maninha, titias, primas,&lt;br /&gt;    sobrinhas, amigas, inimigas, ‘chefa’, ‘gerenta’, diretora (isso que elas só queriam a igualdade,&lt;br /&gt;    né),  filha, ex-amores e atuais (ops, ato falho, esse último é no singular): sintam-se docemente&lt;br /&gt;    beijadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114183308293014128?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114183308293014128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114183308293014128' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114183308293014128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114183308293014128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/03/que-dia-hoje.html' title='Que dia é hoje?'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114152913950827284</id><published>2006-03-05T00:16:00.000-03:00</published><updated>2006-03-05T00:28:23.020-03:00</updated><title type='text'>Tempestade de Gelo</title><content type='html'>&lt;em&gt;" No número 141 da revista Quarteto Fantástico publicado em novembro de 1973, Reed Richards teve que usar a arma de antimatéria em seu filho, a quem Amihillus transformara numa bomba humana. É uma situação típica do Quarteto Fantástico, porque, diferente dos outros super heróis, eles são uma família. Quanto mais poder adquirem, mais podem causar danos uns aos outros, sem saber. Esse é o significado do Quarteto Fantástico: a família é uma espécie de antimatéria pessoal. A família é o vácuo através do qual você emerge. É o lugar para onde volta quando morre. Aí está o paradoxo: quanto mais ela te atrai, mais você afunda no vácuo."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prólogo do filme Tempestade no Gelo de Ang Lee. Não vou comentar, porque acabei de assitir. Mas que é instigante, isso ele é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense que eu acredito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114152913950827284?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114152913950827284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114152913950827284' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114152913950827284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114152913950827284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/03/tempestade-de-gelo.html' title='Tempestade de Gelo'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114040011789204846</id><published>2006-02-19T22:20:00.000-03:00</published><updated>2006-02-19T22:48:40.200-03:00</updated><title type='text'>O Anta do ano!</title><content type='html'>Eu sei que o ano está só começando e nunca é bom menosprezar os adversários, mas se tiver um concurso com o título acima em algum lugar, desde já me apresento como forte candidato ao titulo máximo.&lt;br /&gt;Ocorre que ontém a noite estava em casa, não tinha nenhum compromisso, não estava doente, havia energia elétrica, a Tv estava funcionando e, pasmem: perdi o show dos Rolling Stones!&lt;br /&gt;Simplesmente esqueci. Só me toquei hoje, quando perguntaram o que tinha achado do show. Estou pensando em processar a empresa, porque só pode ser a carga excessiva de trabalho a causa de tamanha alienação.&lt;br /&gt;Enquanto rolava esse mega evento, estava euzinho aqui na internet, visitando os mesmos blogs de sempre e admirando perolas poéticas como:&lt;br /&gt;                                      &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/lixotipoespecial/"&gt;Muita punheta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                      &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/lixotipoespecial/"&gt;nesse mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                      &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/lixotipoespecial/"&gt;tão cheio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                      &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/lixotipoespecial/"&gt;de buceta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Bom, como premio micho de consolação amanhã tem U2.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114040011789204846?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114040011789204846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114040011789204846' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114040011789204846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114040011789204846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/02/o-anta-do-ano.html' title='O Anta do ano!'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-114031754606386521</id><published>2006-02-18T23:47:00.000-03:00</published><updated>2006-02-19T21:46:47.170-03:00</updated><title type='text'>Marginal Tietê e motociclistas</title><content type='html'>Hoje peguei a Marginal Tietê, sentido Castelo Branco, me dirigindo ao trabalho (é, em pleno sábado) em Alphaville. O humor, pra variar, não era dos melhores. Mas eis que de repente (oh!) começo a reparar nas margens do rio. Já havia visto antes, mas não tinha colocado atenção. Há mais ou menos três anos atrás, começaram as obras para rebaixamento da calha do rio, visando evitar enchentes ao longo de uma das vias mais importantes da cidade de São Paulo. Essa época coincidiu com a minha separação e, para fazer jus a promessa feita aos filhos que não iria me afastar deles, ficou combinado de pegar meu filho no colégio, à noite, duas vezes por semana (terças e quintas pra ser mais exato). Saia eu de Osasco para busca-lo no São Judas Tadeu na Móoca, ou seja, cruzava a cidade para poder manter o maior contato possível com ele. Ficava impressionado com o volume de caminhões que circulavam pelas margens do rio, tirando material escavado do seu fundo. Claro que, as vezes, haviam congestionamentos em plena onze, onze e meia da noite ao longo da marginal, por conta desse movimento intenso.&lt;br /&gt;Hoje a obra deve estar terminando, porque o que me chamou a atenção foi o, digamos, “reflorestamento” que se tenta fazer nos não mais que 3 ou 4 metros que existem separando o rio do asfalto. Notei que praticamente toda a extensão do trecho que atravessa a cidade esta com uma infinidade de mudas de plantas e arvores. Fiquei contente em perceber que existe uma grande variedade de espécies, o que denota a preocupação em simular um ambiente natural de floresta. Achei um certo exagero, uma verdadeira frescura, a colocação de floreiras e forrações típicas de jardins. Quero ver como tudo isso vai ficar depois da primeira enchente, que, com certeza, vai haver.&lt;br /&gt;Mas, de qualquer forma, foi emocionante ver uma área que, por toda a minha vida de paulistano, foi sinônimo de sujeira e abandono, começar a ser pensada como um “jardim”.&lt;br /&gt;O contraste ainda é gritante, entre a margem e o leito propriamente dito, com suas águas ainda poluidíssimas, mas o efeito que a urbanização está causando é inegável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo em frente, já no trecho inicial da Rodovia Castelo Branco, me deparo com um grupo de motociclistas (não é motoqueiros, que seria pejorativo, segundo meu amigo Mário), todos com suas maravilhosas Harley Davidson. Deviam ser cerca de dez ou doze, perfilados na pista do meio em pares. Iam numa velocidade de cruzeiro. Todos com suas jaquetas de couro, suas barrigas de cerveja, seus cabelos grisalhos, a maioria, e um semblante debochado e descontraído. Emparelhei pela pista da esquerda e fui lentamente acelerando para passar ao lado de cada um deles e observa-los. Com exceção de um, todos estavam sozinhos, vários naquela postura característica, com o pé levantado pra frente, apoiados na Santo Antonio da moto.&lt;br /&gt;Em certos momentos deixei de acelerar e fiquei na mesma velocidade, num quadro extático. Havia uma sensação de paz e leveza impressionantes. Não havia barulho de motores. As motos e eu deslizávamos pelo asfalto.&lt;br /&gt;Terminei de ultrapassar o primeiro da fila e os vi pelo retrovisor, e fiquei com a certeza de que o importante é estar em movimento, sem pressa de chegar, sem ansiedades, curtindo cada detalhe do que surgir pela frente.&lt;br /&gt;Todas essas impressões ocorreram uma semana depois de ter feito o mesmo trajeto, com emoções totalmente diferentes. Vai entender!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. trilha sonora para leitura: &lt;a href="http://www.submarino.com.br/cds_productdetails.asp?Query=&amp;ProdTypeId=2&amp;amp;amp;CatId=10971&amp;PrevCatId=10971&amp;amp;ProdId=245531&amp;amp;ST=BA115368http://"&gt;El negro del branco&lt;/a&gt; com Yamandu Costa e Paulo Moura. Maravilhosos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-114031754606386521?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/114031754606386521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=114031754606386521' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114031754606386521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/114031754606386521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/02/marginal-tiet-e-motociclistas.html' title='Marginal Tietê e motociclistas'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113997028115823186</id><published>2006-02-15T00:22:00.000-02:00</published><updated>2006-02-15T00:28:20.383-02:00</updated><title type='text'>Motivo da ausencia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Trabalha, trabalha, trabalha, negro.&lt;br /&gt;Trabalha, trabalha, trabalha, negro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As idéias (posts) precisam de um mínimo de TEMPO para frutificarem.&lt;br /&gt;Viva o &lt;strong&gt;ÓCIO!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113997028115823186?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113997028115823186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113997028115823186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113997028115823186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113997028115823186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/02/motivo-da-ausencia.html' title='Motivo da ausencia'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113927450161975544</id><published>2006-02-06T23:05:00.000-02:00</published><updated>2006-02-06T23:10:39.416-02:00</updated><title type='text'>n.i.h.i.l.</title><content type='html'>NOTHING&lt;br /&gt;(Walter Franco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nothing&lt;br /&gt;to see&lt;br /&gt;nothing&lt;br /&gt;to do&lt;br /&gt;nothing&lt;br /&gt;today&lt;br /&gt;about me&lt;br /&gt;I´m not&lt;br /&gt;happy now&lt;br /&gt;I´m not&lt;br /&gt;sad&lt;br /&gt;I´m just&lt;br /&gt;nothing&lt;br /&gt;now&lt;br /&gt;looking&lt;br /&gt;to the empty&lt;br /&gt;space...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113927450161975544?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113927450161975544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113927450161975544' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113927450161975544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113927450161975544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/02/nihil.html' title='n.i.h.i.l.'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113900988596635295</id><published>2006-02-03T21:33:00.000-02:00</published><updated>2006-02-03T21:38:05.976-02:00</updated><title type='text'>Planos</title><content type='html'>Eu já fiz planos para abrir uma escola de música:&lt;br /&gt;O nome seria “Flora Purím” que era uma cantora brasileira de jazz que atuava nos Estados Unidos casada com outro brasileiro, Airto Moreira, que também trabalhava por lá. Mas era só porque eu achava um nome bonito. Seria numa casa no bairro da Móoca em Sampa. Seria junto com minha irmã que seria responsável pelas aulas de piano e teclado e eu pelas aulas de violão, guitarra e baixo (popular).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fiz planos para viajar de vapor pelo Rio São Francisco:&lt;br /&gt;Desde sua nascente em Januária (MG) até próximo da sua foz. Influência da Suzana, colega da Faculdade de Geologia (USP), que era a moça com o sotaque mais carioca possível que uma paulista poderia ter. SSSaudadesss!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fiz planos de abrir uma loja de discos:&lt;br /&gt;Seria na região da Augusta. Teria uma caixa de som, no mínimo do mesmo tamanho que a do Museu do Disco da Conselheiro Crispiniano. Tinha até um cabelo parecido com o do Ari França no filme Durval Discos. Mas eu era mais bonitinho que ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fiz planos para comprar um gravador de rolo Akay 4000-DS:&lt;br /&gt;Gravava som sobre som, o que cairia como uma luva para eu fazer os arranjos das músicas que compunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fiz planos de comprar uma Veraneio ou uma CG 125 usadas:&lt;br /&gt;Porque eram os veículos mais baratos, em prestações, rachadas com minha irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fiz planos de abrir um negócio de feira à domicílio:&lt;br /&gt;Esse era junto com o Maurício (amigo e parceiro de músicas) que vivia tendo idéias e me atiçando pra entrar junto com ele. Era um negócio novo, na época. A idéia era tirar os pedidos, ir ao CEASA fazer as compras, embalar e entregar, cobrando pouco mais que o preço da feira. Na época trabalhava com pesquisa de opinião (Gallup) e achava que conhecia tudo sobre o assunto. Elaborei o questionário, definimos o público alvo (região da Lapa), fui a campo ver a opinião, enquanto o Maurício fazia o mesmo, sem nenhum metódo, claro, na região em que morava (Franco da Rocha). Os primeiros pedidos vieram das pessoas que ele conversou. Fomos às compras, embalamos, entregamos, recebemos, vimos os gastos e a canseira que deu e... desistimos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fiz planos de comprar uma loja e Café Expresso:&lt;br /&gt;Pensei em pegar parte da grana da venda de um apartamento e, enquanto continuava trabalhando no Banco BMD, colocaria alguém para cuidar da loja. O banco faliu e fiquei com medo de arriscar dinheiro naquele momento. Até a mama e o pai se ofereceram pra ajudar a tocar o negócio, mas, medo é medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fiz planos de fazer uma viagem a Europa:&lt;br /&gt;Roteiro Madri (origens maternas), Paris, Londres, Roma, Calábria (origens paternas) e Grécia (origens da civilização ocidental). Se sobrasse algum, uma esticadinha até o Cairo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fiz planos de acampar em Trindade (Parati):&lt;br /&gt;Na véspera do dia que iríamos partir, a turma da faculdade que foi de carro na frente, levando o grosso da bagagem (barracas, utensílios, gás, etc) me liga e diz que tudo que não estava instalado, ainda nos porta-malas dos carros,  fora roubada. Na época, a região estava com forte especulação imobiliária e “jagunços” aterrorizavam os bichos grilos campistas pra “limpar” a área. Uns 18 anos depois consegui conhecer e, das praias que já visitei em toda minha vida, a Do Meio e o Cachadaço são as mais bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fiz planos de ir ao Festival de Águas Claras (o Woodstock brasileiro):&lt;br /&gt;Não lembro porque não fui, mas dois amigos (Walter e Antonio ‘Kid Vinil’ Senefonte) foram e disseram que foram três dias do mais puro e energizante lamaçal, devido às chuvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora outros que não lembro de momento. Mas era muito bom ter planos. Sempre é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113900988596635295?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113900988596635295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113900988596635295' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113900988596635295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113900988596635295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/02/planos.html' title='Planos'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113892565404913101</id><published>2006-02-02T22:05:00.000-02:00</published><updated>2006-02-02T22:14:14.076-02:00</updated><title type='text'>Toque Leve</title><content type='html'>Extraido do &lt;a href="http://prascabecas.blogspot.com/2006/01/farmcia-ou-drugstore.html"&gt;Pras Cabeças&lt;/a&gt; do Claudio Costa, psicanalista de Belo Horizonte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;"Infelizmente, com as promessas da indústria farmacêutica, os pacientes já chegam ao médico demandando um tipo específico de medicação, uma solução mágica para seus problemas.Isso é muito mais evidente em meu consultório, ao qual algumas pessoas acorrem na expectativa única de que posso fornecer a felicidade plena&lt;/em&gt;&lt;em&gt; ministrando um comprimido de Prozac ou de Lexotan! Não querem falar de si, não querem voltar-se para a própria história, têm medo de perscrutar seu inconsciente. Muitos recusam uma psicoterapia, dizendo:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;- E se eu descobrir que não faço nada do que quero e vivo sem paixão?Ao que respondo:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;- E alguém lhe diz o contrário?"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Muito bem, maioria silenciosa da blogsfera, só eu vou vestir a carapuça?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Manisfestem-se!&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113892565404913101?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113892565404913101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113892565404913101' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113892565404913101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113892565404913101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/02/toque-leve.html' title='Toque Leve'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113832867422836022</id><published>2006-01-27T00:21:00.000-02:00</published><updated>2006-01-27T00:43:28.783-02:00</updated><title type='text'>I Love São Paulo</title><content type='html'>Nasci, não a 10 mil anos atrás como Raulzito, mas, um pouco menos, 48 anos na Maternidade do Brás. Morei na Mooca até os seis anos e, em seguida, nos mudamos para, como dizia a resto da família que continuou na Moóca, os ‘confins do Judas’ que, hoje, é um bairro vizinho a uma das zonas mais valorizadas da lado leste, o Jardim Anália Franco, o que fez com que o remediado aqui tivesse o imóvel, herdado da família, valorizado proporcionalmente. Deixei de morar na cidade a cerca de três anos, mas nunca perdi os vínculos, mantendo inclusive o titulo de eleitor na mesma seção.&lt;br /&gt;O que gostaria de dizer sobre a cidade vem de três situações que mostram o quanto a cidade pode ser aconchegante em determinadas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31.12.2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Véspera de ano novo, estava só, morando em Jarinú, com um caso de amor mal resolvido, aguardando o desenrolar dos acontecimentos (vulgo dando um tempo).&lt;br /&gt;Combinado de passar o ano na casa de minha mãe, chego a cidade por volta das 18 horas, ou seja, muito cedo pra começar as comemorações, resolvo dar uma paradinha na região da Rua Augusta pra espairecer. Vejo uma loja de CD´s aberta, a Neto Discos, e entro pra matar o tempo. Me surpreendo com a quantidade de pessoas no estabelecimento, afinal estavamos perto da virada do ano. Começo a olhar o acervo, na sua maioria composto de ofertas bem atraentes. Seleciono, todos a preços módicos, um CD do Oswaldinho do Acordeon, um volume da coleção Jazz for the open road, e dois DVD’s: um da ópera Carmem de Bizzet e , La Bohème de Puccíni, numa versão de Baz Luhrman (o diretor de Moulin Rouge).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12.05.2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Véspera do dia das mães, novamente só, com o mesmo caso resolvido e depois, novamente, ‘engripado’. Havia me decidido dar um fim de semana de solteiro e, já que não tinha nenhum compromisso com os filhos, que iriam passar o fim de semana com a mãe, vou pra São Paulo no sábado à tarde decidido a ficar por lá até o domingo, dia sagrado da mama. Novamente a mesma região Augusta e Bexiga.&lt;br /&gt;Inicio com um périplo pra verificar as condições de pernoite nos hotéis da região. Descubro que a opção mais em conta é alugar um quarto por volta das 22 horas, naqueles hotéis que costuman estilizar tanto a letra ‘H’ que ela na verdade parece mais um ‘M’. Identificada a melhor opção, resolvo pegar um cineminha no Espaço Unibanco. Assisti ao 'Relatório Kinsley', sobre um cientista americano que dedica boa parte da sua vida a estudos sobre a sexualidade. Na saída percebo que está esfriando e não tinha nenhuma blusa na bagagem. Eram cerca de 19 ou 20 horas. Em menos de cinco minutos de caminhada achei uma lojinha de oriental, não sei se coreano, japonês ou chinês, onde comprei um moleton por 25 reais.&lt;br /&gt;Decidi que o jantar seria no Bexiga, mas como não queria gastar muito, fugi das cantinas e degustei um feijão de corda delicioso, junto com nordestinos e universitários na rua Santo Antonio.&lt;br /&gt;Já era hora de pegar um quarto para tomar um banho e pensar na noitada. Me dirigi ao Café PIU-PIU onde vi que iria tocar um conjunto de rock anos 70-80. Lá chegando fico surpreso que eles não aceitam cartão para as despesas. Sem problema, como cliente Bradesco, basta uma volta pelos arredores para achar um caixa eletrônico e sacar o dinheiro. Com o imprevisto chego e as mesas já estão todas tomadas e, resolvo ficar no balcão do bar aguardando o inicio do shown. Nesse meio tempo duas pessoas, um jovem e um outro da minha idade chegam, ficam ao meu lado e, do nada, começamos a conversar e identificamos várias afinidades musicais. O papo vai rolando junto com a cerveja, junto com a apresentação do conjunto, que era muito bom, e quando vejo já são duas da manhã e resolvo ir ao banheiro, já tencionando ir embora.&lt;br /&gt;Na saída do banheiro verifico que o bar estava super-lotado, de tal forma que pra chegar a saída tenho que ir me esgueirando entre a multidão. Quando de repente percebo que estou bem em frete ao palco e o conjunto ataca uma seleção de Led Zeppelin (me lembro de Black Dog e Rock’n’roll). Resolvo dar um tempo e, sem me dar conta, estou pulando como um adolescente junto com todos os outros ao meu lado, muitos adolescentes, de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOMIGO em SETEMBRO de 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele caso que ia e vinha, agora acabou FONDO e, novamente na casa da mama, levanto e digo que tinha marcado com um amigo, pra não me esperar para o almoço. Na verdade apenas a necessidade de ficar só. Novamente a mesma região da Augusta, ‘easy rider’. Compro o jornal e fico vendo as opções de cinema, as notícias, os colunistas preferidos. Isso ao lado de um boteco. Começo a observar as pessoas. Muitos solitários, outros, casais meio bizarros, em alguns animação, em outros sinais de tristeza, mas todos na rua, tomando drinks, almoçando pratos simples, aparentemente 'habitues' do local. Dou uma ‘flanada’ pela região e retorno ao mesmo ponto onde resolvo almoçar, antes tomando uma caipirinha. Vejo que as baterias estão recarregadas. Não quero mais ficar só. Ligo pra uma amiga (na verdade mais que isso) pra marcar um cinema para a tarde e um chopp depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: uma cidade que trata tão bem seus solitários, não pode ser chamada de desumana. Seu maior potencial são as pessoas. É o tudo e todos num só lugar. Os problemas, são muitos, mas os potencias de solução são maiores ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar a epigrafe do artigo do Contardo Calligaris de ontem na Folha (quem não entender bem, leia-o &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2601200627.htm"&gt;na integra&lt;/a&gt;):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Está na hora de acreditar que é possível inventar e contar histórias na paisagem concreta de nossa vida. Por quê? Porque podemos desrespeitar o espaço em que vivemos, mas sempre respeitamos o cenário de nossos sonhos. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113832867422836022?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113832867422836022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113832867422836022' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113832867422836022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113832867422836022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/i-love-so-paulo.html' title='I Love São Paulo'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113815295917178446</id><published>2006-01-24T23:34:00.000-02:00</published><updated>2006-01-24T23:35:59.186-02:00</updated><title type='text'>O Pneu</title><content type='html'>Ele entrou no metrô na estação República, já tarde da noite, depois de trabalho extra pra poder cumprir o cronograma do projeto. Ela já estava sentada fazendo palavras cruzadas. Do ângulo que ele estava podia observa-la sem ser invasivo. E ele a observou além do que normalmente fazia com outras mulheres. Chamou atenção sua cor, morena, olhos negros, boca bem delineada, e um nariz que beirava, não, era uma perfeição. A sombrancelha fina, parecia pintada por um Da Vinci inspirado.  Perdido nessa contemplação o trajeto passou como um raio e, quando viu ela levantar, percebeu que também era a sua estação de desembarque.&lt;br /&gt;Na saída da estação não fez questão de apressar o passo para poder acompanha-la à distância. Quando percebeu, estavam entrando no mesmo estacionamento e viu quando ela parou num carro igual ao seu, mesmo modelo e cor, poucos metros adiante. Entrou, entraram, cada um no seu carro e ele, saindo primeiro, ao contornar passando por ela, viu o pneu traseiro esquerdo no chão, quando ela também dava a saída, para só então perceber o problema. Pararam, e ele notou que não havia mais ninguém àquela hora no estacionamento, que pena . Imediatamente ofereceu seus serviços braçais.&lt;br /&gt;Ao retirar o estepe do porta mala percebeu que o mesmo estava murcho. Ela ficou surpresa: como murcho se nunca o usei! Faziam dois anos que ela tinha comprado o carro, zero. Era a primeira vez que um pneu furava. Calibrar o estepe? Precisa? Não nunca calibrei!&lt;br /&gt;Como os carros eram iguais, ele poderia emprestar o seu estepe, mas onde achar um borracheiro aberto aquela hora? Descobriram que moravam próximos um do outro, coisa de algumas quadras de distância, no mesmo bairro. Ele sugeriu que fossem  pra casa e no dia seguinte, ajustaram seus horários de trabalho, e ele passaria no seu prédio pra irem a um borracheiro e trocar o pneu. E assim foi feito.&lt;br /&gt;Naquela noite ele não conseguia deixar de pensar na moça, nas coincidências e, principalmente em dois olhares trocados.&lt;br /&gt;No dia e hora seguintes combinadas, eles vão fazer a troca dos pneus. Ela fica muito agradecida e trocam telefones.&lt;br /&gt;Na semana seguinte ele chega a conclusão que tanta coincidência não podia ser assim relevada, sem mais nem menos, e resolve ligar. Tudo bem com o pneu, então, que tal um jantar? Não, aquele fim de semana ela já tinha combinado passar na chácara de um primo. Mas ligue a semana que vem, quem sabe?&lt;br /&gt;Ele já estava achando que era alarme falso, mas, na semana seguinte, contrariando sua natureza não muito persistente, ele liga de novo e, agora dá, na sexta, pode ser.&lt;br /&gt;Uma cantina, um vinho italiano, uma ótima conversa e, um cinema e um barzinho na semana seguinte para, na próxima, o vinho já ser degustado no seu apartamento, acompanhado de uma massa que ele mesmo preparou.&lt;br /&gt;Hoje, dois anos depois, ainda curtindo um relacionamento maduro e tranqüilo, quando numa roda de amigos alguém conta uma piada envolvendo a habilidade das mulheres com a direção e as coisas do automóvel, enquanto todos riem desbragadamente, ele apenas sorri e agradece, intimamente, pela maravilhosa natureza feminina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113815295917178446?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113815295917178446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113815295917178446' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113815295917178446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113815295917178446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/o-pneu.html' title='O Pneu'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113806177176053209</id><published>2006-01-23T22:11:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T22:16:11.783-02:00</updated><title type='text'>Pra não dizer que não falei das flores</title><content type='html'>&lt;em&gt;“Todos vigiam todos o tempo todo, para evitar que todos façam o que todos querem fazer”&lt;br /&gt;(José Ângelo Gaiarsa)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Começando pelo início: porque, até hoje, não se instituiu o ensino de sexualidade no ensino fundamental (iniciação) c médio(avançado, diagamos), por exemplo. É sabido que a maioria dos pais tem dificuldades em estabelecer um dialogo frutífero sobre esse assunto com os filhos. Poderiam, em contrapartida, ter um papel importante em complementar as noções ensinadas na escola, que funcionaria como um catalisador das principais questões que envolvem o assunto.&lt;br /&gt;Fala-se muito em “liberação sexual” mas, a rigor, ainda existem muitos tabus sobre amor e sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que é normal?&lt;br /&gt;(José Ângelo Gaiarsa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando, depois da festa, você se sente bem, se o mundo lhe parece um lugar  bonito, se você se sente leve e em paz – e dorme. Ou se não dorme, sente vontade de dançar, de rir à toa, de abraçar as pessoas, de cantar...&lt;br /&gt;Se ela também se sente assim então vocês estão no paraíso, combinação ideal de prazer, alegria e felicidade – o ponto mais alto da vida humana.&lt;br /&gt;Aí é normal.&lt;br /&gt;Então, porque você continua a ter dúvidas? Porque continua a se perguntar se o que faz -  ou deixa de fazer – é normal, se “os outros” também fazem assim, quantas vezes, quanto dura, qual o tamanho...?&lt;br /&gt;Vamos complicar um pouco. Você pode se sentir assim depois de um encontro com a namorada – ou até com a esposa! Mas pode se sentir assim também depois de um encontro com alguém do mesmo sexo, com uma garota (ou garoto) de programa, de um swing, de um triângulo, de um encontro grupal ou mesmo depois de um ato de amor com você mesmo. Ou seja: pode ter sido “fora da lei” e ótimo. Pode ter sido “dentro da lei” e péssimo.&lt;br /&gt;Se foi bom de verdade, você vai olhar pra sua companheira com encantamento e gratidão, e vice-versa. Se não foi, você vai ficar ansioso, querendo se afastar o mais depressa possível.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113806177176053209?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113806177176053209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113806177176053209' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113806177176053209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113806177176053209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/pra-no-dizer-que-no-falei-das-flores.html' title='Pra não dizer que não falei das flores'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113788985876228025</id><published>2006-01-21T22:14:00.000-02:00</published><updated>2006-01-21T22:30:58.786-02:00</updated><title type='text'>O Lutador</title><content type='html'>Hoje estava escutando, perdida nas sobras de um CD do Renaissance, a música The Boxer do Simon &amp; Garfunkel. Essa música me acompanha desde os 13 ou 14 anos quando a escutei na vitrolinha Delta portátil de um tio meu, num clube de campo que meu pai era sócio próximo a represa Billings aqui em Sampa. Era um dia nublado, como quase todos naquela região, próximo a Serra do Mar. Lembro que estava deitado na grama e a música me pegou em cheio. Pedi o compacto simples emprestado (tá bom eu explico, era um vinil pequeno com uma música de cada lado, dá pra imaginar você ir até a loja pra comprar apenas duas músicas, nesse tempo de Internet e IPOD, mas os antigos faziam isso).&lt;br /&gt;Não sei porque achava que nela havia uma síntese da vida. Não entendia nada de inglês e até hoje não me preocupei em traduzir sua letra, mas sei que fala da saga de um boxeador, acho que até foi trilha sonora de um filme, não lembro qual.&lt;br /&gt;Hoje ouvindo e dando asas a imaginação, cheguei a conclusão que a sintese está na própria atividade fim do protagonista. É um lutador, assim como cada um de nós.&lt;br /&gt;O pobre lutando pela sobrevivência, o remediado lutando por status, o rico lutando pela sua segurança, o romântico lutando contra as dores do amor, o avaro pra não perder dinheiro, o poeta lutando contra a loucura, enfim a lista pode ser enorme, mas acho que deu pra entender o sentido. Pronto, dei meu recado. Vamos a luta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113788985876228025?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113788985876228025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113788985876228025' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113788985876228025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113788985876228025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/o-lutador.html' title='O Lutador'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113772298255855199</id><published>2006-01-19T23:56:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T00:09:42.570-02:00</updated><title type='text'>Sessentões</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/eu%20nao%20pe??o"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/320/eu%20nao%20pe%3F%3Fo%20desculpas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Só a sabedoria(?) e a liberdade que a idade permite, para cometer essas deliciosas baboseiras.  Com vocês, dois exemplos desse maravilhoso CD.&lt;br /&gt;(Em negrito, comentários de Caetano sobre as músicas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Tarado&lt;br /&gt;Composição: Caetano Veloso / Jorge Mautner&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Gosto de ficar na praia deitado&lt;br /&gt;Com a cabeça no travesseiro de areia&lt;br /&gt;Olhando coxas gostosas por todo lado&lt;br /&gt;Das mais lindas garotas, também das mais feias&lt;br /&gt;Porque são todas gostosas e sereias&lt;br /&gt;Pro meu olhar de supremo tarado&lt;br /&gt;Tarado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;– Noites do Oriente se abatem fabricando a miragem de um harém democrático onde o poeta tarado e reabilitado em sua dignidade de tarado, reabilita em quase divina e erótica missão as garotas excluídas, porque até então eram consideradas como feias, ou como disse o genial Vinicius de Moraes: "As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental." O tarado as reabilita e as inclui na confederação da sensualidade geral. Bolero mestiço, bossa nova amazônica, onde as dunas de areia viram ondas musicais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Voa, voa, perereca&lt;br /&gt;Composição: Sérgio Amado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitada da perereca dela&lt;br /&gt;É tão bela, é tão bela&lt;br /&gt;Coitado do meu passarinho&lt;br /&gt;Tão sózinho, tão sózinho&lt;br /&gt;A perereca quer voar&lt;br /&gt;Voa, voa, perereca&lt;br /&gt;Mas não deixa aqui nesse cantinho&lt;br /&gt;Tão sozinho meu passarinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;– Marcha-rancho nostálgica e erótico-buliçosa de fábula infantil, de um Brasil antigo e eterno.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113772298255855199?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113772298255855199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113772298255855199' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113772298255855199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113772298255855199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/sessentes.html' title='Sessentões'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113754421154483472</id><published>2006-01-17T22:21:00.000-02:00</published><updated>2006-01-17T22:38:54.366-02:00</updated><title type='text'>Pour Luiza</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/luiza.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/320/luiza.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem você não queria falar com ninguém, e eu entendo o que você deve estar sentindo. Gostaria de poder te ajudar, e por isso, estou te escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha 12 ou 13 anos, não lembro bem, fui com alguns amigos na piscina do centro esportivo da Moóca, ali em frente a São Judas. Nesse dia a piscina normal estava fechada devido algum problema e, apenas a piscina olímpica seria liberada. Só que somente poderiam entrar as pessoas que soubessem nadar. Todos meus amigos entraram e eu fiquei de fora olhando pelo alambrado eles se divertirem no maior dia de sol. Eu achava que já sabia nadar, mas nunca tinha entrado numa piscina que não desse pé e então fiquei com medo. Naquele dia eu prometi pra mim mesmo que na próxima oportunidade que tivesse, iria mergulhar numa piscina que não desse pé. Quando esse dia chegou, é lógico que estava com medo. Uma coisa e você fazer os movimentos certinhos mas, a qualquer momento, ficar em pé e sentir o chão. Outra seria mergulhar e tentar atravessar a piscina sem poder parar no meio. Mas eu resolvi passar por cima do medo e mergulhei e tudo deu certo. Só sei que em seguida já estava saltando do trampolim pequeno, de pé e depois de cabeça e depois do grande mas esse só em pé. Talvez tivesse atingido meu limite, mas estava satisfeito por ter chegado até esse ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você também, ao longo da sua vida, já deve ter passado por vários momentos como esse e já deve ter percebido que o medo paralisa a gente. Você já aprendeu a nadar, e nada muito bem, dança o ballet e cada vez melhor, etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora você tinha um desafio e não conseguiu superar. É bom que você sinta essa dor pelo fracasso mas, o importante, é o que a gente pode aprender com ele (dizem até que são melhores professores que os sucessos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deu tudo que poderia dar? Se não deu, porque não deu? Não estava interessada no desafio? Estabeleceu uma rotina de estudos e a seguiu a risca, disciplinadamente? Senão, porque não? Todas essas respostas esta na hora de você procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ficar triste e chateada por um dia, dois, uma semana, um mês... mas o importante são as resoluções que você vai tomar depois desse período. Sim porque, nessas horas, é que é importante tomarmos decisões que tragam mudanças na nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um ditado que diz que se a gente ficar fazendo/pensando sempre as mesmas coisas, vamos colher sempre os mesmos resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vamos nos recolher ao nosso cantinho, meditar, e ver onde erramos e o que podemos fazer pra MUDAR. Você vai ver que essas tomadas de decisão fazem a gente se sentir bem melhor e mais confiante. Só não vale se deixar abater e se achar incapaz. Estabeleça metas pequenas e vá alcançando-as uma de cada vez, que é pra não desanimar.&lt;br /&gt;Tá cheio de gente do seu lado pra te ajudar (mesmo que seja com uma bronca de vez em quando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113754421154483472?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113754421154483472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113754421154483472' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113754421154483472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113754421154483472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/pour-luiza.html' title='Pour Luiza'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113711431684828399</id><published>2006-01-12T22:55:00.000-02:00</published><updated>2006-01-12T23:08:34.656-02:00</updated><title type='text'>Estatuto da Igualdade Racial - Constituindo o Racismo</title><content type='html'>Depois que fiquei sabendo que o senhor &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1201200607.htm"&gt;Demétrio Magnoli&lt;/a&gt; era freqüentador, a bem da verdade não sei se assíduo, dos sonhos do respeitável &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0501200621.htm"&gt;Contardo Calligaris&lt;/a&gt;, que muito admiro, fiquei curioso e hoje resolvi dar uma lida na sua coluna na Falha de (ops) digo, Folha de São Paulo.&lt;br /&gt;O assunto era o tal do Estatuto da Igualdade Racial, de autoria do, na época senador, agora deputado Paulo Paim (PT), que está em tramitação, foi aprovado pelo senado e deverá ir pra apreciação na Câmara.&lt;br /&gt;Quem me conhece sabe que sou totalmente anti-racista. Acho que pessoas que tem qualquer tipo de preconceito étnico devem ser estigmatizadas e isoladas o mais que possível do convívio social. Para isso já existem leis, que apenas devem ser difundidas e aplicadas.&lt;br /&gt;No entanto acho que esse tipo de regulamentação é, senão inócua, criadora de mais atritos do que os benefícios que pretende. Senão vejamos os principais pontos abordados no artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1 - Ele determina a classificação racial compulsória de cada brasileiro por meio da identificação obrigatória da "raça" em todos os documentos gerados nos sistemas de ensino, saúde, trabalho e previdência.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Pelo que sei essa classificação será declaratória, então, nada impede que as pessoas se declarem de acordo com suas conveniências, visando obter os privilégios previstos na lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;2 - generaliza o sistema de cotas "raciais" em toda a esfera pública e força a difusão das cotas na economia privada por meio de expedientes como concorrências e compras governamentais dirigidas. Nos termos da nova lei, o mercado de trabalho será subordinado a reservas e monopólios "raciais".&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Quer, na marra, tornar iguais os diferentes. Tirando-se os excessos, tipo requisitos de boa aparência, as oportunidades devem sempre premiar os méritos. Seria muito mais proveitoso, embora mais trabalhoso, procurar garantir oportunidades para todos, através de um sistema público de ensino de qualidade, e condições econômicas para que todos possam usufrui-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3 - O estatuto introduz o conceito de "reparação histórica", que passa a nortear as relações entre a "nação afro-brasileira" e a "nação branca".&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Essa é dose. A “nação branca” atual passa a se responsabilizar, inclusive financeiramente, pois já ouvi falar de um tal “Fundo de reparação histórica”, ou seja mais impostos, destinado a compensação financeira por danos causados pela época da escravidão. Sejamos claros: quanto racismo adormecido irá emergir por causa dessa medida? Neguinho (sentido figurado) filho, neto, bisneto de imigrantes, europeus por exemplo, cujos antepassados nada tiveram a ver com o período escravocrata, cujos antepassados também comeram o pão que o diabo amassou, agora vão contribuir ”dócilmente” para essa “reparação histórica”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;4 - O estatuto estimula a criação de uma infinidade de novos cargos públicos reservados, por lei, a dirigentes de ONGs "representativas dos afro-brasileiros" e estabelece cotas "raciais" para altos cargos da administração pública.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Agora a coisa começa a fazer sentido. O próprio artigo expressa bem o que penso:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Houve um tempo no qual a ideologia era o alimento dos ideólogos. Hoje, tornou-se veículo para a promoção dos seus interesses profissionais e pecuniários.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, acredito que o racismo exista no Brasil, embora de forma bem mais velada que, por exemplo, nos Estados Unidos. Mesmo lá, isso não impede que, através de uma democratização das oportunidades, negros e outras minorias possam ter ascenção social. Então, mais uma vez, estamos atacando os efeitos e não as causas da segregação, através de leis que tentam, na marra, corrigir as distorções, mas que irão, na prática, criar privilégios, que por sua vez irão gerar novas tensões raciais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113711431684828399?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113711431684828399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113711431684828399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113711431684828399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113711431684828399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/estatuto-da-igualdade-racial.html' title='Estatuto da Igualdade Racial - Constituindo o Racismo'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113702808666346413</id><published>2006-01-11T22:39:00.000-02:00</published><updated>2006-01-11T23:08:06.680-02:00</updated><title type='text'>Enchendo Linguiça</title><content type='html'>Blogueiro em crise apela para listas alheias  e rouba do &lt;a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2006/01/quatro-coisas.html"&gt;Alex Castro&lt;/a&gt;, que por sua vez roubou do &lt;a href="http://idelberavelar.com/"&gt;Mestre Idelber&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro empregos que você já teve:&lt;br /&gt;1. Estagiário de Geologia no IPT.&lt;br /&gt;2. Entrevistador no Instituto Gallup.&lt;br /&gt;3. Programador.&lt;br /&gt;4. Analista de Sistemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro filmes que você poderia assistir infinitamente:&lt;br /&gt;1. Apocalipse Now (Coppola).&lt;br /&gt;2. La Dolce Vita (Fellini)&lt;br /&gt;3. Closer (Milus Forman)&lt;br /&gt;4. Mahattan (Woody Allen)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro lugares em que você morou:&lt;br /&gt;1. São Paulo - por 45 anos.&lt;br /&gt;2. Biritiba Mirim – 2 meses.&lt;br /&gt;3. Osasco - por 2 anos.&lt;br /&gt;4. Jarinu -  atual.&lt;br /&gt;(tudo SP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro programas de TV que você adora assistir:&lt;br /&gt;1. Casseta e Planeta.&lt;br /&gt;2. Sex and the City.&lt;br /&gt;3. Manhattan Conection (adorava, agora não tanto).&lt;br /&gt;4. Conexão Internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro lugares em que você já esteve de férias:&lt;br /&gt;1. Paratí.&lt;br /&gt;2. Porto Seguro.&lt;br /&gt;3. Peruíbe.&lt;br /&gt;4. Rio Verde (reserva da Juréia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro blogs que você visita diariamente:&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/"&gt;Alex Castro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/biajoni/"&gt;Biajoni&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;a href="http://www.pecusbilis.blogspot.com/"&gt; Pecus Bilis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;a href="http://www.ditoassim.blogger.com.br/"&gt;Dito Assim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro de suas comidas favoritas:&lt;br /&gt;1. Feijoada.&lt;br /&gt;2. Nhoque com frango da mama.&lt;br /&gt;3. Churrasco (mal passado).&lt;br /&gt;4. Bacalhoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro lugares em que você preferiria estar agora:&lt;br /&gt;1. Praia de Trindade em Paratí&lt;br /&gt;2. Praia de Santiago em São Sebastião&lt;br /&gt;3. Florianópolis&lt;br /&gt;4. Roma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro discos sem os quais você não pode viver :&lt;br /&gt;1. Yes (Close to the Edge).&lt;br /&gt;2. Eric Clapton (No Reason to Cry).&lt;br /&gt;3. Ella Fitzgerald &amp; Louis Armstrong (vol. 1)&lt;br /&gt;4. João Gilberto (Amoroso e Brasil - tem versão em CD com os dois juntos, imperdível)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quatro carros que você já teve: os 4 últimos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;1. Fiat Siena – 2001&lt;br /&gt;2. Ford Escort &amp;shy; 1996&lt;br /&gt;3. Chevrolet Kadet - 1993&lt;br /&gt;4. Paratí - 1989&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113702808666346413?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113702808666346413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113702808666346413' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113702808666346413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113702808666346413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/enchendo-linguia.html' title='Enchendo Linguiça'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113669152053470983</id><published>2006-01-08T01:04:00.000-02:00</published><updated>2006-01-08T01:40:54.613-02:00</updated><title type='text'>Um dia perfeito</title><content type='html'>Sexta-feira à noite, degustando a tradicional pizza com vinho, toca o telefone. Era o amigo de infância que dizia querer, finalmente, conhecer minha nova casa. Como ele está na categoria dos que “chegam e vão abrindo a geladeira”, é claro que falei que podia vir. Dei as coordenadas do trem e da estação que deveria descer, e combinamos o horário para pegar sua troupie na estação da cidade vizinha.&lt;br /&gt;Dia seguinte, levantamos cedo porque alguns preparativos precisavam ser feitos. Cardápio do almoço, claro, churrasco que é o mais prático. Uma passada na cidade para as compras, e vou busca-los na estação. Estavam apenas ele, a esposa e um dos filhos (os outros dois e o neto não puderam vir, fica pra outra oportunidade). Chegando, as apresentações, que alguns ainda nem se conheciam, minha filha, a amiga, seu filho agora adulto e economista formado.&lt;br /&gt;Muitos prazeres a serem trocados, muita coisa pra ser dita, cumprimos logo os protocolos: mostrar a casa, os cachorros, guardar as malas, trocar de roupa, pra aproveitar a piscina que o dia era de sol, muito sol.&lt;br /&gt;Começam as conversas, e as panelinhas vão se formando. Alguns apenas tomando sol, as mulheres, sempre prestativas, já cuidando do almoço, e nós (eu, ele e o filho) já começando a por os assuntos em dia. O garoto já pensando no mestrado, ele animado, por enquanto, no novo trabalho e eu, também, de alguma forma recomeçando a vida. Mas um bom papo precisa de uma trilha sonora a altura. Nos permitimos um saudosismo sadio e tascamos de cara &lt;a href="http://www.submarino.com.br/cds_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=2&amp;amp;ProdId=69057&amp;ST=SE"&gt;LED ZEPPELIN (coletânea)&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.submarino.com.br/dvds_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;ProdTypeId=6&amp;ProdId=1074207&amp;amp;ST=SE"&gt;THE WHO (Quadrophenia e Tommy&lt;/a&gt;), afinal precisamos fazer as cabeças dos garotos.&lt;br /&gt;Enquanto isso, as primeiras caipirinhas vão sendo consumidas, enquanto as cervejas vão gelando. Há tempo para beijos e mordidinhas no pescoço da companheira, enquanto lava as verduras para a salada verde. Fogo aceso, picanha grelhando, e conversa, muita conversa. A essa altura, todos participam e dão suas opiniões, que podem ser as mais diversas possíveis, mas nada que venha a atrapalhar a harmonia reinante. Em tempo: o sorriso delas continua lindo.&lt;br /&gt;Bucho cheio, ninguém pensa em dormir. O amigo se interessa pelos cd´s de blues e, com prazer, ouvimos Buddy Guy (&lt;a href="http://www.submarino.com.br/cds_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=2&amp;amp;ProdId=178497&amp;ST=SE"&gt;Fells like a rain&lt;/a&gt;), o insandecido Roy Buchanam, que quando não está na cadeia produz coisas maravilhosas como “&lt;a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0000009Y9/qid=1136690517/sr=1-4/ref=sr_1_4/103-6452997-9268625?s=music&amp;amp;v=glance&amp;n=5174"&gt;When a guitar plays the blues&lt;/a&gt;”, e o saudoso Clarence “Gatemouth” Brown (&lt;a href="http://www.amazon.com/gp/product/B000000A06/qid=1136690710/sr=1-18/ref=sr_1_18/103-6452997-9268625?s=music&amp;amp;v=glance&amp;n=5174"&gt;No looking back&lt;/a&gt;), que se livrou do Katrina, mas veio a falecer logo depois (peixe fora d’agua é fogo).&lt;br /&gt;As mulheres reclamam do monopólio da seleção musical, então mudamos para os nacionais. Mostro uma relíquia, Jorge Bem (ainda não Benjor), em “&lt;a href="http://www.amazon.com/gp/product/B00000G7CY/qid=1136691306/sr=1-49/ref=sr_1_49/103-6452997-9268625?s=music&amp;amp;v=glance&amp;n=5174"&gt;Tabua das Esmeraldas&lt;/a&gt;” e aproveitamos pra falar de blogues, já que esse disco fiquei sabendo a partir de uma votação feita no blog do &lt;a href="http://idelberavelar.com/"&gt;IDELBER&lt;/a&gt;, pra eleger os dez melhores discos de MPB e, deu esse em primeiro. Também foi ele que indicou, entusiasticamente, &lt;a href="http://www.submarino.com.br/cds_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=2&amp;ProdId=269872&amp;amp;ST=SE"&gt;Vanessa da Matta&lt;/a&gt;. Mas não poderia faltar o nosso guru Walter Franco. Ouvimos, então, seu último CD “&lt;a href="http://www.submarino.com.br/cds_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=2&amp;ProdId=162875&amp;amp;ST=SE"&gt;Tutano&lt;/a&gt;”.&lt;br /&gt;Fim do dia, como era de se esperar, as “ladies” vão se arrumar para o jantar “dançante” (ugh!) no restaurante do hotel da cidade, e sobra tempo pros machos se deliciarem com o DVD, presente dela no meu aniversário, do YES (“&lt;a href="http://www.submarino.com.br/dvds_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=6&amp;amp;ProdId=1020042&amp;amp;ST=SE"&gt;Songs From Tsongas&lt;/a&gt;”), comemorativo do 35. aniversário do grupo.&lt;br /&gt;Acho que é a quarta ou quinta vez que vejo esse DVD duplo, e sempre me emociono. Não entendo como alguém pode ficar indiferente a um grupo com um nome tão positivista como esse: “YES”. Comento com o amigo o fato do Rick Wakemann estar a cara do meu pai. Nós dois concordamos, cada um com uma lágrima nos olhos, pela saudade. Somos dois bocós, mesmo.&lt;br /&gt;Bem já que é inevitável, vamos ao jantar dançante. O conjunto até que é bonzinho. O cantor é super simpático e, resolvo colocar em prática, todos os meus conhecimentos adquiridos nas duas aulas de dança de salão que fiz o mês passado. Aprendi que forró também funciona no dois-pra-la-dois-pra-ca, só que mais rapidinho, então vamos lá.&lt;br /&gt;Todas as damas retornam pra casa com seus pés inteiros e intocados, então é hora de acomodar todos para dormir e vir escrever esse “meu querido diário”.&lt;br /&gt;A moça, lendo por cima do meu ombro o texto, lembra que o dia perfeito ainda não terminou. E eu não sei. Apenas gosto de deixar o melhor para o final.&lt;br /&gt;Boa noite!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113669152053470983?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113669152053470983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113669152053470983' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113669152053470983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113669152053470983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/um-dia-perfeito.html' title='Um dia perfeito'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113633706833707251</id><published>2006-01-03T23:01:00.000-02:00</published><updated>2006-01-03T23:22:20.056-02:00</updated><title type='text'>Diálogos Impertinentes</title><content type='html'>Durante pausa para o café com bolacha no "selviço":&lt;br /&gt;Eu: Pô M. e A., vocês com a mesma blusa preta e esse cabelos lindos,&lt;br /&gt;        também todo preto, de costas estão iguaizinhas!&lt;br /&gt;M: Wil, desculpe, mas tem uma diferença: a largura.&lt;br /&gt;Eu: Que nada, eu como um cavalheiro, não dou atenção a esses&lt;br /&gt;       detalhes.&lt;br /&gt;M: Verdade! Então vou te adicionar a minha lista de amiguinhos&lt;br /&gt;      preferidos...&lt;br /&gt;AL (lá do fundo intervém): Wil, nessa você se saiu bem, hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu adoro as mulheres. A propósito, alguém sabe quando e onde vai passar "O Homem que amava as mulheres" do François Truffaut? Várias vezes eu tentei e não consegui ver esse filme. Na Blockbuster também não está em catálogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113633706833707251?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113633706833707251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113633706833707251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113633706833707251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113633706833707251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/dilogos-impertinentes.html' title='Diálogos Impertinentes'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113625005974300677</id><published>2006-01-02T22:56:00.000-02:00</published><updated>2006-01-02T23:00:59.753-02:00</updated><title type='text'>Andando em círculos</title><content type='html'>Uma pessoa muito querida, que lê esse blog mas não gosta de conturbar sua congestionada caixa de comentários, preferindo se comunicar via e-mail, me colocou a seguinte pergunta:&lt;br /&gt;“Você não sente, às vezes, que sua vida está andando em círculos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom,  já que ela provocou, eu não vou perder a piada: Se dermos crédito ao ditado “do pó viemos, ao pó retornaremos”, então, querida, toda nossa vida é um imenso circulo que só se fecha no momento da nossa morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tentando falar a sério, faz tempo desisti de ter uma visão linear da vida, pelo menos a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na infância ainda é fácil, com nossos pais traçando os planos, nos provendo de tudo e de todos os sentimentos, fazendo nossas escolhas, nos protegendo das dúvidas e indefinições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na adolescência a coisa já começa a pegar. Tem filho de jogador de futebol que quer ser bailarino. Filha de mãe marxista que resolve ser freira, etc. Alguém vai começar a se machucar, em geral ambos os lados. A escolha do melhor caminho começa a ter que levar em consideração as pessoas que iremos magoar. Arrependimentos começam a aparecer no horizonte, terceiras vias são formuladas, todo nosso arsenal intelectual se põe a serviço de justificativas e explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntando os cacos que sobraram pelo caminho vem as primeiras relações amorosas e, mais dúvidas: casar ou comprar uma bicicleta? Todas as decisões tendo que ser irremediavelmente definitivas. E se errar? Como consertar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as coisas parecem se encaminhar pra um final feliz, as ansiedades sob controle, a busca da plenitude em vias de ser alcançada, sempre corre-se o risco de surpresas que desestabilizam e fazem com que se perceba o pouco controle que se tem dos sentimentos, e novamente somos levados a escolhas novas e cada vez mais difíceis. E aquilo que parecia definitivo, torna-se temporário, e lá vamos nós de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, de decisão em decisão, vamos fazendo nossos caminhos. A sensação de estar vivendo em círculos nada mais é que a dificuldade das escolhas. Temos basicamente dois parâmetros para avaliação e tomada de decisão: a emoção e a razão. Cada um deles com seus prós e seus contras, muitas vezes em quantidades iguais, muitas vezes contaminados de preconceitos, preocupações com o que terceiros irão pensar/falar, medos os mais diversos. Qual deles deve prevalecer? Não sei. Acredito que o mais puro, o menos “contaminado” pelos fatores que citei. Mas cada caso é um caso (sempre somos “panglossianos”, uma hora ou outra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é que sempre deve existir a possibilidade de retorno de caminho escolhido e que tenha se mostrado equivocado. Uma volta ao ponto de bifurcação, quando, com o conhecimento adquirido durante o trajeto, possamos enxergar novas, ou as mesmas opções com novos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não correndo, em hipótese nenhuma, o risco de ser original,  posso terminar dizendo que é sempre melhor errar por opção do que por omissão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113625005974300677?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113625005974300677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113625005974300677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113625005974300677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113625005974300677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/01/andando-em-crculos.html' title='Andando em círculos'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113589846519372558</id><published>2005-12-29T21:13:00.000-02:00</published><updated>2005-12-29T21:25:19.030-02:00</updated><title type='text'>sincretismo amoroso</title><content type='html'>Andam reclamando que a internet nesses dias insípidos está muito parada. Então acho que o que tenho a dizer é mais que oportuno.&lt;br /&gt;Eram duas belas mulheres que me ensinaram muitas coisas. Dentre elas, uma dizia: temos que evoluir sempre, um pouquinho a cada dia. Para a outra a pimenta não apetecia, porque se sobrepunha ao gosto dos alimentos em que era colocada. Então, acho que hoje evoluí um pouquinho. Comi o tradicional pastél de palmito das quintas-feiras,  sem pimenta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113589846519372558?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113589846519372558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113589846519372558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113589846519372558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113589846519372558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2005/12/sincretismo-amoroso.html' title='sincretismo amoroso'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113564167182886762</id><published>2005-12-26T21:59:00.000-02:00</published><updated>2005-12-26T22:01:11.840-02:00</updated><title type='text'>Eu tô qui tô</title><content type='html'>Hoje eu resolvi cruzar Freud com Heisenberg, Tolstoi com Fitzgerald e ver no que dá.&lt;br /&gt;Freud me deu uma explicação do comportamento humano. Em Freud não há certezas de espécie nenhuma. Há um irracionalismo irredutível, incivilizável, no ser humano, onde a agressão é parte irrefutável da nossa composição psíquica. Ego, Id e Superego, ele mesmo admitiu, se confundem em nossos pensamentos e ações. Sua psicanálise é o equivalente do Princípio da Incerteza de Heisenberg, no mundo das ciências naturais, que prova a imprecisão da estrutura e organização física do universo. Se contrapondo a isso, Einstein acreditava no princípio da unificação, com a famosa frase de que Deus não nos criou numa rodada de dados.&lt;br /&gt;Freud é parte do anedotário da vida moderna. As terapias modernas nada tem a ver com sua visão trágica da vida. São terapias-placebo para a classe média consumista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando Freud e Heisenberg de lado, vamos para a literatura encontrar dois grandes personagens. Ana Karenina é toda sensualidade indomável e poderá ficar cansada, mas nunca saciada. Se contrapondo a Ana aristocrática, casada com Karenin, sem orgasmos, mas compensada pelo filho que produz, a estima que goza na sociedade, aliando bondade e beleza, essa Ana exemplar se desfaz na cama com Vronsky, e nada mais lhe importaria, se Vronsky não considerasse acima de tudo sua vida fora da cama, de que Ana não participa. Tolstoi faz com que se suicide. Paralelo com Dick Diver de “Suave é a noite” de Scott Fitzgerald: Edmund Wilson (“Rumo a Estação Finlândia”) queria que ele não terminasse o livro como clínico geral suburbano, mas que se depredasse em álcool e esbórnia, depois de tudo que vivênciou. Acho mais provável Ana se prostituindo, cortesã nifomaníaca, do que o fim desejado por Wilson, visto que Diver é de natureza mais amena. Se resignaria a decair como Fitzgerald imaginou. Tolstoi fez Ana se suicidar porque, apaixonado pela personagem, e tendo de cumprir a epigrafe do livro, bíblica (“A vingança é minha”), não toleraria que caísse na promiscuidade, caso em que não poderia dizer “Ana c’est moi”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113564167182886762?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113564167182886762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113564167182886762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113564167182886762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113564167182886762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2005/12/eu-t-qui-t.html' title='Eu tô qui tô'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113532908211340045</id><published>2005-12-23T06:57:00.000-02:00</published><updated>2005-12-23T07:11:22.123-02:00</updated><title type='text'>Votos</title><content type='html'>Estou aqui em casa dando um tempo porque lembrei que hoje haverá um "café da manhã natalino" no departamento, e eu, mais alguns da mesma espécie, não quis participar. Aliás, se a evolução da humanidade dependesse do meu grau de sociabilidade, estaríamos, não diria na época das cavernas, mas não muito além de uma obscura Idade Média.&lt;br /&gt;No entanto admiro as pessoas que propõem e organizam esses eventos. A confecção da lista de participantes, a coleta do dinheiro, as cotações de preços, os cálculos das quantidades de cada item, buscar, arrumar, dar destino às sobras, etc. Percebe-se, em geral, que elas ficam felizes com isso.&lt;br /&gt;A elas, e a &lt;em&gt;nosotros tambiem&lt;/em&gt;, feliz natal!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113532908211340045?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113532908211340045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113532908211340045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113532908211340045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113532908211340045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2005/12/votos.html' title='Votos'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113530149395237905</id><published>2005-12-22T23:25:00.000-02:00</published><updated>2005-12-22T23:31:33.966-02:00</updated><title type='text'>Decálogo dos deveres para com uma nova paixão</title><content type='html'>Uma lista de coisas que devem ser  colocadas na porta do seu guarda roupa,  e lidas todo dia pra ver se aprendemos e colocamos em prática, nas próximas oportunidades que a vida nos oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Aprender a dançar&lt;br /&gt;      Parece que todos os caras que gostam de dançar estão se dando super bem. Acho que quando aprender a dançar, vou finalmente encontrar uma pessoa que goste de livros e música clássica. Não precisa ser o primeiro item da lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Ter ciúmes&lt;br /&gt;      Mesmo que ela não te dê motivos e você seja uma pessoa bem&lt;br /&gt;      resolvida nesse quesito, sempre que ela te perguntar se você tem&lt;br /&gt;      ciúmes dela, diga que sim, e saque da sua memória  aquele colega de&lt;br /&gt;      trabalho que ela sempre disse que era um cara legal, que, com ele, ela&lt;br /&gt;      se sentia a vontade, e diga que morre de ciúmes dele.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Atitude romântica pelo menos uma vez por semana.&lt;br /&gt;      Uma flor, um e-mail, um “sonho de valsa”, um “eu te amo”, qualquer&lt;br /&gt;      coisa pra que ela nunca esqueça o porque vocês estão juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Atitude gastronômica pelo menos uma vez por mês.&lt;br /&gt;      Mesmo que não seja a sua praia, se ela gosta, descole uma receita e&lt;br /&gt;      ponha as mãos na massa (literalmente?) e faça um jantar, à luz de&lt;br /&gt;      velas, vinho, etc, etc... Não irá se arrepender, afinal, a comida é o que&lt;br /&gt;      menos interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Ouvidos sempre atentos e disponíveis.&lt;br /&gt;      Essa é difícil, mas, não esmoreça. Apenas ouvir, não precisa&lt;br /&gt;      concordar, mas, nunca discorde. Apenas ouça e ofereça seu carinho e&lt;br /&gt;      compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – Estar presente por inteiro na relação .&lt;br /&gt;      (??)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – Identificar e elogiar todos os esforços para permanecer bonita&lt;br /&gt;       (regime, corte de cabelo, etc, etc).&lt;br /&gt;       Auto explicativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – Nunca trocar uma transa (mesmo que levemente  insinuada) por&lt;br /&gt;       assistir  TV.&lt;br /&gt;       Se você fez isso alguma vez, 100 chibatadas pra você.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;9 -  Não olhar (de um jeito diferente(?)) pra nenhuma outra pessoa (sexo&lt;br /&gt;       feminino, claro).&lt;br /&gt;       Vai requerer uma certa prática no início, mas depois você acostuma,&lt;br /&gt;       da mesma forma que,  antes, era só um costume inofensivo. Mas não&lt;br /&gt;       tente explicar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;10 -  Identificar a formação de um “Tsunami’ com antecedência e&lt;br /&gt;         segurar todas as ondas (possíveis e imagináveis).&lt;br /&gt;         Fique atento a todos os sinais, que podem ser os mais diversos&lt;br /&gt;         possíveis. Se vire para decifra-los, caso contrário, todos os seus&lt;br /&gt;         esforços até aqui, podem ir por água abaixo. Talvez esse deva ser o&lt;br /&gt;         primeiro item da lista.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 -  E, last but not least,  nunca esquecer de baixar a tampa da privada e&lt;br /&gt;        desligar a luz do banheiro.&lt;br /&gt;        Não sei onde coloco este item, já que era pra ser um decálogo, mas&lt;br /&gt;        ele é importantíssimo, não pode ficar de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Boa sorte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113530149395237905?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113530149395237905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113530149395237905' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113530149395237905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113530149395237905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2005/12/declogo-dos-deveres-para-com-uma-nova.html' title='Decálogo dos deveres para com uma nova paixão'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113519492976095444</id><published>2005-12-21T17:42:00.000-02:00</published><updated>2005-12-21T17:55:29.773-02:00</updated><title type='text'>Em busca do tempo perdido</title><content type='html'>Hoje li essa pérola do &lt;a href="http://www.carpinejar.blogger.com.br/"&gt;Fabrício Carpinejar&lt;/a&gt;, via blog do &lt;a href="http://cabecadaburra.zip.net/"&gt;Kbção&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Passamos a vida procurando a sinceridade e a confundimos com agressão. Há coisas que eu penso que não podem ser ditas, senão vou atacar quem eu amo. Amor é educação, trato, respeito, cuidado, não é falar de qualquer jeito e a toda hora o que sobe à cabeça. Uma relação aberta fecha o futuro - há mais passado do que presente. Segredos são sadios e não deve contar os mínimos pensamentos para provar a franqueza. Qual é a graça da nudez se ela é totalmente exposta logo no início? Velar e desvelar são regras da pintura e da sensualidade. Pornografia é não permitir espaço para sugestão. Não permitir brechas. Não vale a pena contar tudo, vale a pena ser tudo, inclusive a imaginação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei, então, de uma simples frase lida deste &lt;a href="http://mude.weblogger.terra.com.br/"&gt;libertino radical&lt;/a&gt;, e que cito de memória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se eu não puder pensar em voz alta ao teu lado, não poderei te amar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identifico duas posturas antagônicas mas que devemos procurar harmonizar. O ideal seria que conseguissemos aplicar a segunda a maior parte do tempo, mas sabendo que não será possivel o tempo todo. Precisamos estar atento aos seus efeitos no relacionamento, e saber a hora em que o silencio, a aceitação, até mesmo a boa e recíproca submissão é a melhor saída. Me sinto cada vez mais de &lt;em&gt;mudança&lt;/em&gt; para a primeira postura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113519492976095444?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113519492976095444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113519492976095444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113519492976095444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113519492976095444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2005/12/em-busca-do-tempo-perdido.html' title='Em busca do tempo perdido'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-113469405881907800</id><published>2005-12-15T22:36:00.000-02:00</published><updated>2005-12-15T22:47:38.833-02:00</updated><title type='text'>Momento Deprê</title><content type='html'>Receita para superar um momento deprê (dentre outros motivos por saber que a Mel, my dog, está com um tumor, provavelmente em função do parto de risco que ela teve):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 2 doses de conhaque&lt;br /&gt;- 2 ou 3 Carlton's&lt;br /&gt;- Noite estrelada e de lua cheia em Jarinú&lt;br /&gt;- Marisa Monte cantando:&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    Preciso Me Encontrar&lt;br /&gt;     (Candeia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Deixe-me ir, preciso andar&lt;br /&gt;     vou por aí a procurar&lt;br /&gt;     rir pra não chorar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Quero assistir ao sol nascer&lt;br /&gt;    ver as águas dos rios correr&lt;br /&gt;    ouvir os pássaros cantar&lt;br /&gt;    eu quero nascer quero viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Deixe-me ir preciso andar&lt;br /&gt;   vou por aí a procurar&lt;br /&gt;   rir pra não chorar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Se alguém por mim perguntar&lt;br /&gt;   diga que eu só vou voltar&lt;br /&gt;   quando eu me encontrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Quero assitir ao sol nascer&lt;br /&gt;   ver as águas dos rios correr&lt;br /&gt;   ouvir os pássaros cantar&lt;br /&gt;   eu quero nascer quero viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Deixe-me ir, preciso andar&lt;br /&gt;   vou por aí a procurar&lt;br /&gt;   rir pra não chorar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-113469405881907800?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/113469405881907800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=113469405881907800' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113469405881907800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/113469405881907800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2005/12/momento-depr.html' title='Momento Deprê'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
