<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835</id><updated>2009-11-06T19:01:14.882-02:00</updated><title type='text'>apesar de tudo é muito leve</title><subtitle type='html'>um canto pra organizar as idéias e compartilhar com quem estiver de passagem</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>109</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116787063842356102</id><published>2007-01-03T22:29:00.000-02:00</published><updated>2007-01-03T22:30:38.453-02:00</updated><title type='text'>Para André</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Você pensou que tinha se livrado do meu cartão de fim de ano. Tudo bem, se livrou. Mas não vai escapar das minhas palavras por ocasião do seu 21. aniversário. Ainda mais agora que não estou blogando, você vai ter que agüentar toda minha verve acumulada de pseudo-escritor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como todo pai, que deveria se prezar, estaria a lhe tascar conselhos, nessa sua entrada na maturidade. Mas você sabe o quão errático é esse seu progenitor, então vou apenas falar sobre algumas coisas que, gostaria, você pensasse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Primeiro: seja independente. Não apenas financeiramente, o que já é importante. Mas, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;principalmente, intelectualmente. Tenha idéias próprias. Mas idéias próprias não brotam do limbo. Para elas aparecerem precisamos estar atentos, interessados e informados sobre as idéias dos outros. Mas nunca aceite passivamente, sem questionar, tudo que lhe dizem. Se dê o direito de discordar, pleitear, agir contra e, errar. Nada melhor do que aprender com os próprios erros. Muito melhor que com o acerto dos outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Segundo: siga seu coração. A razão é ótima companheira, mas para o dia a dia. Existem momentos em que ela não é suficiente. Nos deixa em becos sem saída. Aí, apele para seus instintos (inconsciente?), dos mais baixos aos mais elevados, eles é que estão reclamando passagem. Ouça-os e, como diz a filosofia Pagodiniana, deixe a vida lhe levar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Terceiro: Pense grande. A ética, a honestidade, o caráter, etc, etc, não são apenas para a família próxima. Valem para o mundo das pessoas todas, dos animais, da natureza em geral . Muitos corruptos, tiranos e ladrões, podem ser ótimos esposos/esposas e boníssimos pais/mães de família. Mas e daí? Tornam o mundo melhor?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Você gostou do filme ‘Efeito Borboleta’, não foi? Eu não consegui assistir. Não me prendeu. Mas se entendi a mensagem que você disse que ele tinha, significa que o bater de asas de uma borboleta no hemisfério sul pode ter conseqüências diversas no hemisfério norte e vice-versa. Acho que é isso, não? Bom, metafísicas, que não é o meu forte, à parte, a idéia em si é boa. Pense que todas as suas ações são importantes, podem causar mudanças, boas ou más. Então, agir é sempre melhor que se omitir, falar é melhor que calar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era para ter apenas três, ahm, conselhos, embora tentasse disfarçar lá &lt;st1:personname productid="em cima. Mas" st="on"&gt;em cima. Mas&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;acho que se você seguir tudo isso que eu disse até aqui, que nada mais é que o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;exercício do livre arbítrio, vai precisar de um último: não reclame, nunca, da vida. Tudo foi fruto das suas escolhas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Feliz Aniversário, envelheço na cidade (IRA).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Beijão! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116787063842356102?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116787063842356102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116787063842356102' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116787063842356102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116787063842356102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2007/01/para-andr.html' title='Para André'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116659470700523672</id><published>2006-12-20T03:54:00.000-02:00</published><updated>2006-12-20T04:05:07.036-02:00</updated><title type='text'>Bar Piratininga (final)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nota Explicativa: Quando cliquei para públicar a postagem anterior o Firefox informou que não conseguiu conexão com o blogger. Fui conferir e vi que, realmente, o post não estava lá. Como estou de férias, estou mais relapso ainda com esse bloguinho e, só hoje, percebi que o post apareceu. Estou desculpado pela demora, Valter e Luz? Então, segue o enterro...que o defunto já está fedendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos dizem que devemos ser autênticos. Mas muitas vezes somos como ‘Capitú’, aquela do olhar dissimulado. Devo assumir que penso grande. O modelito comportado, que tento fazer servir em mim, não me cabe, não me satisfaz. Servia até antes da separação. Mas já incomodava. A Senhorita B parecia ser uma resposta ao que incomodava, mas apenas se transformou num&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;outro tipo de incomodo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No livro ‘Coiote” do Roberto Freire o personagem André, quando interpelado porque ele amava, sim, era esse o termo, tantas mulheres, ele dizia que era porque cada uma delas satisfazia um pedaço do seu ser. Eu sinto isso? Não existe uma única pessoa que possa nos fazer sentir a plenitude da vida? A não ser que você rebaixe sua expectativa. Caso contrário, todas as pessoas tem suas belezas. Cada uma é única, mas ninguém nos completa totalmente. Mas todas são maravilhosas. Quando depositamos todos os nossos desejos, todos nossos ensejos de felicidade numa única, vamos nos decepcionar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra mim não existe só sexo, sem amor. Se perguntarmos pra Danuza, se foi só sexo o que ela teve com ‘o homem’, tenho certeza que ela dirá que não. O problema é que existem pessoas muito diferentes de você, ou você é muito diferente da maioria das pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Existem pessoas ordinárias e outras extraordinárias (Raskolnikov em ‘Crime e Castigo’). Não ordinárias no sentido pejorativo, mas pessoas que se sujeitam às regras e outras que querem quebrar as regras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acho, putz quanto achismo, que superei o risco da depressão. O meu indicador são as coisas que me tocam profundamente, como as artes. Enquanto puder me maravilhar, me emocionar, com um filme, um quadro e, principalmente, com uma música, estou a salvo e estou vivo. Enquanto sentir prazer em estar com pessoas, enquanto estiver inquieto, insatisfeito que seja, mas procurando. A procura pode ser mais interessante, o caminho pode ser melhor que a chegada, os preparativos, as preliminares melhor que o gozo. “Caminhante, não há caminho. O caminho se faz ao caminhar”. Não me atrevo a citar em espanhol. &lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;A contemporaneidade, o subjetivismo da modernidade. É o hoje não o amanhã, afinal o drama da sobrevivência foi superado para uma parte da humanidade. O problema é o consumismo que pode levar o planeta a exaustão. O homem moderno precisa entender que a vida simples pode estar garantida. Ao passo que a acumulação pode causar uma catástrofe inimaginável. O desejo da posse, numa sociedade que tem todos os instrumentos para prover o básico, só leva ao retrógrado e a auto-destruição. Mas, sem desespero. ‘Manéra a barra, na marra’.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já que entrei pro lado da sociologia, gostaria de falar de uma diferença que venho notando ultimamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os anos 60-70 procuravam explicar o homem, e seus conflitos, por critérios coletivos. Então as teorias focavam os comportamentos humanos como resultado do meio social. As angústias e frustrações eram frutos de sistemas políticos opressivos, injustos, ditatoriais. Era o reino de Marx e Engels, das ideologias, da guerra fria entre capitalismo e comunismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Atualmente, tenho lido e ouvido falar de idéias, digamos, mais antropológicas, que procuram explicar comportamentos individuais, como, por exemplo, homem e mulher. Deixa explicar melhor. Hoje a preocupação é tentar entender as diferenças antropológicas homem X mulher. Por exemplo, e que puta exemplo de sociologia rasteira, essa semana, zapeando a tv, vi no programa da Hebe Camargo a Marília Gabriela, sempre linda, dizer que: ‘Coitados, os homens são galinhas! Eles tem aquele instinto reprodutor ancestral, que faz com que tentem COBRIR (sic) o maior número de fêmeas possível, enquanto a mulher quer um macho único para protege-la e a sua prole’. Incrível, não! Mas ela, na sua maravilhosa inteligência, disse isso não com rancor, mas aceitando isso como um fato, nem bom nem ruim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria ela uma protomutante? Outra coisa moderna essa do protomutante (vide Roberto Freire). Se a teoria da evolução de Darwin é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aceita como valida, e quase universal, exceto alguns vilarejos americanos, porque ela não estaria agindo, ainda hoje e continuamente, sobre o seu mentor intelectual, o ser humano? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nossa, quanto papo cabeça tá rolando aqui na mesa ao lado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só pra finalizar, por hoje: três filmes ótimos que assisti sozinho nos últimos anos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Adeus Lenin, O Declínio do Império Americano (revival) e As invasões Bárbaras. Porque sózinho? Porque achei que minha companheira não iria gostar deles e aí, pra compensar, teria que assistir a algum blockbuster de hollywood. Se bem que ainda quero ver o último do Supermam. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116659470700523672?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116659470700523672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116659470700523672' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116659470700523672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116659470700523672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/12/bar-piratininga-final.html' title='Bar Piratininga (final)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116614820504613996</id><published>2006-12-14T23:48:00.000-02:00</published><updated>2006-12-15T00:03:25.066-02:00</updated><title type='text'>Bar Piratininga (I)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje, depois de uma noite mal dormida, da dificuldade em levantar pela manhã, resolvi que não queria voltar para Jarinú à noite. Que diabos! Precisava aproveitar a vantagem de morar sozinho, de poder fazer o que quiser, ou pelo menos o que a pouca grana permitir. Botei uma muda de roupa na mala e fui pro trabalho. No caminho pensava no que fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Logo me veio a mente o Piratininga. Dentre as muitas vantagens desse bar estava a dele ser neutro, em termos de memória afetiva. Afinal aqui passei bons momentos com a Senhorita A e, talvez, não tão bons com a Senhorita B.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra evitar aquela imagem dantesca de um cara sozinho, meia-idade(?), sentado numa mesa, com visão privilegiada da entrada, com um guardanapo preso ao pescoço, aquela cara de ‘fome’, boca ligeiramente aberta com a língua saindo pra fora, a lamber os beiços, por onde um fio de baba tentava escorrer; a faca na mão direita e o garfo na esquerda, ambos levantados em posição de ataque, esperando a primeira incauta a adentrar o recinto. Pra evitar isso é que prefiro estar aqui, discretamente, a escrever.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra hipótese: sentar numa mesa lá fora. Isso porque, conforme o mestre nesses assuntos Xico de Sá, levaria vantagem para o caso do bar ser o destino daquela donzela que brigou com o marido, ou namorado, e resolveu sair e DAR pro primeiro que encontrasse. Ainda assim, teria a concorrência, desleal, do manobrista.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas aqui estou eu ouvindo, num volume civilizado, Caetano, podendo até pescar algumas palavras da mesa ao lado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Antes de vir pra cá, dando um tempo a espera da melhora no transito de Sampa, parei num posto pra comer alguma coisa, e fiquei folheando o livro de memórias da Danuza Leão. Acabei adorando a história com que ela finalizou o livro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Conta ela que não sabia como terminar suas memórias, e resolveu buscar inspiração numa ‘esticadinha’ em, nada mais nada menos que,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Paris. Quem foi rainha, nunca perde a majestade. Na sua primeira noite lá, com insônia, coitada parece eu, resolve vestir jeans, camiseta e tênis, e ir até um bar pra tomar um drink. Tudo muito chique, como vemos. Na volta, já quase duas da manhã, é abordada por um homem, segundo ela, ‘nem jovem nem velho, nem bonito nem feio, apenas um homem’. Que a convidou para um drink, depois de dizer que ela era ‘trés bélle’. Claro que ela recusou, educadamente, e entrou no hotel. Ao chegar no quarto, em seguida, toca a campainha. Era o mesmo homem. Dizia estar hospedado no mesmo hotel, quarto 62. Enfatizou que ambos estavam sozinhos. Por que ela não ia até&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;seu quarto? Claro que, novamente, ela recusou, já não tão educadamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, passado algum tempo, pediu uma ligação para o quarto 62 e, avisou: ‘estou subindo’. Não sem antes trocar o tênis por uma sandália de salto. Esse detalhe, achei maravilhoso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao amanhecer quando acordou, como ocorre nos melhores filmes, ela nota que ele já tinha ido embora. Ela ficou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;até sem saber seu nome. Acho que a noite foi boa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, quem já escreveu de forma criativa, alguma vez na vida, sabe que o escritor, até mesmo nas memórias, pode não resistir a tentação de fantasiar um pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas os detalhes podem não importar, quando se tenta relatar uma experiência intensa. E, acho, foi isso que ela nos quis passar, ao explicar os motivos de sua atitude. Simplesmente não pensou. Se deixou levar pelos acontecimentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma coisa que ela disse achei interessante, o desejo de um homem pode despertar o desejo na mulher. Em suas palavras: “a mulher prefere ser desejada, mais do que ser amada”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aí, me lembro da Senhorita A. Foi ela que me contou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;da situação de se sentir olhada como se o cara estivesse de garfo e faca na mão, que aproveitei no inicio. Ao que acrescentou que nunca sentiu essa sensação comigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gozado, já a Senhorita B, não gostava do jeito que eu olhava para 'as outras'. Será que, pra ela, eu olhava de um modo diferente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Duas ex-namoradas preferiram ser apenas amigas. Uma outra disse que, mesmo casada, com a certidão de casamento pendurada na cabeceira da cama, ainda assim não se achava capaz de fazer sexo... comigo? Não disse comigo, mas fiquei nas conjecturas, ora pois!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Realmente, RRRRRealmente, como dizia Chacrinha, sempre tive dificuldade, acho que por medo do ridículo, de mostrar os meus desejos. Será que ainda não é tarde pra aprender?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, voltando à Danuza, ela teve uma coisa que tem me intrigado. Chamo, poéticamente, de ‘amor fátuo’. Mas tegiverso, tegiverso!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque estou aqui hoje? Como quero encaminhar minha vida daqui pra frente? Porque cheguei nessa encruzilhada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estava hoje lembrando dos sábados na antiga casa. O dia começava cedo, junto com a Senhorita A, que tinha que ir trabalhar. Com os filhos ainda dormindo, ia ao supermercado, açougue, cuidar do abastecimento da casa. Depois as tarefas de jardinajem: cortar grama, arrancar o mato, podar as plantas, etc. Depois lavar o carro. No fim do dia, exausto, fazer uma caipirinha de vodka, por um CD pra ouvir nas caixas externas, e sentar pra contemplar o jardim bonito e brincar um pouco com a cachorra, enquanto esperava o retorno da Senhorita A, pra gente decidir onde iria jantar. Ela se arrumava, se pintava, ficava mais bonita e saiamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes era meio sem graça. O lugar não era legal, ou a conversa não fluía. Mas outras era, com se diz, ‘tudo de bom’.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Me lembro do restaurante, perto do Juventus, onde estávamos com a filha e a sobrinha, pois o filho já estava se entocando, não sei se por causa do computador, ou se já era o problema da acne. Mas estávamos falando pras gurias sobre como achávamos que devia ser um relacionamento, acho que usando nós como exemplo. Até que num momento, a filha disse:” Pai, mãe, é por isso que amo vocês”. Pena que não gravei a cena, ou melhor, gravei onde ela não pode ser apagada, na memória.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Parêntesis: começou a música ao vivo! Um standard de jazz. Esse bar é ótimo. É difícil escrever ouvindo essa música. A música é uma viagem dos sentidos. Fecha parêntesis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Continua amanhã)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116614820504613996?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116614820504613996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116614820504613996' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116614820504613996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116614820504613996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/12/bar-piratininga-i.html' title='Bar Piratininga (I)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116484428246342137</id><published>2006-11-29T21:39:00.000-02:00</published><updated>2006-11-29T21:51:22.476-02:00</updated><title type='text'>Casal neuras</title><content type='html'>&lt;em&gt;Conforme ameaçei ontém, estava pra terminar um post sério. Então, vai:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um casal (homem e mulher, explicação necessária nesses tempos modernos) que se amava muito mas, por esses desígnios do destino, também brigavam idem.&lt;br /&gt;-         Brocha!&lt;br /&gt;Nesse dia parece que a coisa tava quente. Ele respondeu na lata:&lt;br /&gt;-         Gorda!&lt;br /&gt;Como era de se esperar, a provocação surtiu efeito devastador. Ele já tinha ouvido falar que era a pior ofensa pra uma mulher.&lt;br /&gt;-         O QUÊ!? Isso é uma mentira! Eu na sou gorda. Com um metro e sessenta e dois e 51 kilos, estou perto do limite do IMC pra ser modelo, fique sabendo.&lt;br /&gt;-         Bom, pensei que estivéssemos disputando quem falava a maior mentira.&lt;br /&gt;-         Mas o que eu disse não é mentira. Você, as vezes, brocha.&lt;br /&gt;-         AH! As vezes. Agora melhorou. Então, digamos, que você apenas está com uma barriguinha saliente. Tá comendo muito doce, né não?&lt;br /&gt;-         Tá controlando o que eu como ou deixo de comer, é? E você brochou ontem.&lt;br /&gt;-         Ontem não vale. Eu falei que tava cansado e preocupado. Você que disse não ter problema. Que ia ressuscitar o lazarento.&lt;br /&gt;-         Ontem nem Cristo dava jeito nisso aí.&lt;br /&gt;Riram, ao perceber que a coisa estava se encaminhando para um bom final. Nem sempre isso acontecia.&lt;br /&gt;-         Mas hoje, agora que consegui resolver aquele problema no serviço, acho que dá jogo.&lt;br /&gt;-         Ah bom, que dois dias seguidos dá justa causa. Então? Vamos?&lt;br /&gt;-         Vamos, mas posso pedir um favor?&lt;br /&gt;-         Desembucha vai.&lt;br /&gt;-         Hoje você não vai por cima, assim disfarça melhor a barriguinha.&lt;br /&gt;-         Seu &lt;a href="mailto:f#@%*((*(("&gt;f#@%*((*((&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E viveram felizes para sempre... até a próxima crise.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116484428246342137?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116484428246342137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116484428246342137' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116484428246342137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116484428246342137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/casal-neuras.html' title='Casal neuras'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116475672584233307</id><published>2006-11-28T21:25:00.000-02:00</published><updated>2006-11-28T21:32:05.856-02:00</updated><title type='text'>Te cuida, Alex Castro!</title><content type='html'>Outro dia visitando o blog do &lt;a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/"&gt;Alex Castro&lt;/a&gt;, vi que ele colocou uma lista de expressões pesquisadas no Google, que tinham seu blog como primeira referência.&lt;br /&gt;Aí, ontem, dando uma sapeada nas parcas visitas a esse recanto, vi que uma &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;q=me+chama+de+puta&amp;amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;amp;meta="&gt;singela expressão &lt;/a&gt;me galgou às alturas olímpicas da lista Googliana. Então, nada humilde como sempre, divulgo o heróico feito, e aproveito para provocar o renomado blogueiro, colocando seu nome no título inclusive, pra testar sua onisciência e receber seu comentário consagrador. Caso contrário, não compro mais livros pelo Submarino. Agora, dá licença, que tenho um post sério pra acabar, antes do fim do ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116475672584233307?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116475672584233307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116475672584233307' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116475672584233307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116475672584233307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/te-cuida-alex-castro.html' title='Te cuida, Alex Castro!'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116433104350917187</id><published>2006-11-23T23:08:00.000-02:00</published><updated>2006-11-23T23:17:23.513-02:00</updated><title type='text'>Recuerdos de mi vida</title><content type='html'>Visitando o blog da &lt;a href="http://graodepoeira.blogspot.com"&gt;Luz&lt;/a&gt;, estava fazendo um comentário a &lt;a href="http://graodepoeira.blogspot.com/2006/11/foto-danificada-com-o-tempo.html"&gt;esse post&lt;/a&gt;, quando vi que estava me estendendo em demasia. Resolvi transformar o comentário em post e convida-la a uma visita por essas plagas do Atlântico.&lt;br /&gt;Houve uma época em que, de alguma forma me vi afastado de minha mãe, também. Não da mesma forma drástica. Digamos que apenas, durante o dia. Isso porque, meu pai, que sofria de fortes dores na coluna, teve diagnosticado pelo médico um problema que era agravado pelo serviço pesado que ele fazia. Ele dirigia um caminhão que prestava serviço para a gloriosa São Paulo Alpargatas Têxtil, que hoje muita gente não deve saber, mas é a fabricante das sandálias Havaianas, dos  tênis Topper, e da extinta linha U.S.Top de jeans e camisas (“Bonita camisa, Fernandinho!”), dentre outros produtos. Seu serviço consistia em abastecer de suprimentos as diversas fábricas existentes, a maioria no bairro da Mooca. E, muitas vezes, era obrigado a fazer força para arrumar a carga no caminhão. E isso é que foi desaconselhado pelo médico, dizendo que num esforço qualquer ele poderia ter sérios problemas lombares.&lt;br /&gt;Resolveram, os velhos, juntar as economias e comprar uma adega, também na Moóca.&lt;br /&gt;Prudentes como eram, minha mãe ficou tocando o novo negócio, enquanto meu pai continuava no velho, até ver no que dava.&lt;br /&gt;Para cuidar dos pimpolhos, eu e minha irmã, mais ou menos da mesma idade que a Luz e seu irmão, foi convocada a já famosa Guelita.&lt;br /&gt;Dessa forma passamos, mais de um ano nessa conformação de vida. Foi daí que veio todo meu amor por essa bisavó alegre e brincalhona, embora roncasse pra diabo, tanto é que passamos a dormir com as portas dos quartos fechada, pra não ouvir seu ronco no sofá da sala. &lt;br /&gt;Eu, de minha parte, não posso dizer que sentia falta da minha mãe durante o dia, pelo contrário, a Guelita era muito mais condescendente com as peraltices do bisneto, como é comum nas avós. Embora sempre falasse que ia contar tudo pra minha mãe no fim do dia, isso raramente acontecia. Mas consegui perceber a falta que minha mãe sentia da presença constante dos filhos. Tanto é que foi com alívio indisfarçável que ela comunicou que iriam fechar a adega, pois não estava dando lucro.&lt;br /&gt;Esse era o ponto que queria comentar no post. Mais do que os filhos, seus pais, Luz, sofreram com a separação. Deviam estar se questionando o tempo todo se a decisão tomada era a melhor. Hoje, você, nós, como pais, sabemos bem o que eles devem ter sentido com o distanciamento.  &lt;br /&gt;Voltando a ‘mis recuerdos’, a Guelita voltou pra casa de um de seus filhos, na famosa Jaçanã do ‘Trem das Onze’ do Adoniram Barbosa.  Dona Adélia voltou a cuidar da sua casa, meu pai concordou em contratar um ajudante e, alguns anos depois tive contato com meu primeiro velório. Adivinha de quem?&lt;br /&gt;Me lembro que fiquei indignado com o clima, para os meus parâmetros de marinheiro de primeira viagem, por demais ‘alegre’ do velório, que foi num domingo, na casa em Jaçanã.&lt;br /&gt;Agora as coincidências temporais: naquele &lt;a href="http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/humor-negro.html#links"&gt;almoço no Montechiaro&lt;/a&gt;, meu filho perguntou quem era a Guelita. Informei , e fui lembrado pela minha mãe: ela também se chamava Adélia, e eu nem lembrava mais. Faleceu no dia do casamento de um neto seu, quando estava saindo para a cerimônia. Estava com vestido de festa, maquiada, coisa que nunca havia presenciado. Se sentiu mal ao entrar no carro. Retornou para a casa, se deitou, e faleceu. Como em toda sua vida, não deu trabalho a ninguém, nem mesmo para vesti-la para o enterro. Foi com roupa de festa mesmo, e maquiada. Linda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116433104350917187?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116433104350917187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116433104350917187' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116433104350917187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116433104350917187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/recuerdos-de-mi-vida.html' title='Recuerdos de mi vida'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116424214495966163</id><published>2006-11-22T22:29:00.000-02:00</published><updated>2006-11-23T08:40:30.640-02:00</updated><title type='text'>post 'post morten'</title><content type='html'>‘AO VERME QUE PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES DO MEU CADÁVER DEDICO, COMO SAUDOSA LEMBRANÇA, ESTAS MEMÓRIAS PÓSTUMAS’&lt;br /&gt;Machado de Assis em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, quero tranqüilizar a todos dizendo que não morri, ainda. Mas esse livro acima, principalmente seu início, me marcou profundamente. Ficou na lembrança sua leitura dos tempos de ginásio, de tal forma que se impôs uma releitura na maturidade, já livre da ditadura escolástica.&lt;br /&gt;Dessas duas ocasiões, a descrição do velório, no primeiro capítulo, me chamou atenção para um aspecto, que o tempo e a imaginação desvirtuaram um pouco. Fixei na mente uma cena em que o narrador-defunto descreve a presença de várias senhoras no seu velório e as identifica como sendo seus amores passados. Achei isso o supra-sumo do romantismo, um gran-finale apoteótico. Tanto é que, alguns anos atrás, fiz uma lista dessas ‘senhoras’ as quais gostaria que comparecessem em meu velório para as derradeiras homenagens.&lt;br /&gt;Hoje, ao pensar em escrever esse post, fui reler o livro e me surpreendi. Não eram várias, mas apenas uma, anônima, entre outras duas que eram parentas. Conforme descreve o narrador (ora direis, defunto): &lt;em&gt;“contentem-se de saber que essa anônima, ainda que não parenta, padeceu mais do que as parentas. É verdade, padeceu mais. Não digo que se carpisse, não digo que se deixasse rolar pelo chão, convulsa. Nem o meu óbito era coisa altamente dramática... Um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos, não parece que reúna em si todos os elementos de uma tragédia. E dado que sim, o que menos convinha a essa anônima era aparenta-lo.’’&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Então, radicalizemos a idéia machadiana e, aproveitemos esses tempos de orkut, para localizar e propor uma atualização permanente de endereços entre as eleitas (ou vítimas, de acordo com o gosto) para, ao final dos tempos, podermos (já virei PJ, que chiquê!) enviar os convites para as homenagens póstumas. Tal tarefa não me parece difícil, pois que, consultando a memória, ainda não póstuma, não identifiquei quantidade superior ao total de dedos da mão esquerda de nosso ‘efelentíssimo’. Sim, é da mão esquerda, pois o e-mail que circulou com a foto de suas duas mãos, foi caluniosamente deturpado por algum ‘photoshop’ pessedebista.&lt;br /&gt;Todas, no evento, que espero &lt;em&gt;‘muito menos triste do que poderia parecer’&lt;/em&gt;, poderão trocar figurinhas a respeito do defunto, entre mexericos, louvores, injúrias, blasfêmias e risadinhas coradas, para espanto das parentas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116424214495966163?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116424214495966163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116424214495966163' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116424214495966163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116424214495966163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/post-post-morten.html' title='post &apos;post morten&apos;'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116372730672677451</id><published>2006-11-16T23:33:00.000-02:00</published><updated>2006-11-16T23:35:06.740-02:00</updated><title type='text'>Humor negro</title><content type='html'>Dando continuidade às comemorações do glorioso 15 de novembro, uma intrépida troupe de familiares resolveu se abolear na tradicional Cantina Montechiaro no Bexiga.Enquanto aguardávamos a invasão das massas, petiscávamos filetes de cenourinha crua que serviam de suporte para uma perfeita sardella, e falávamos da aprovação da ortotanásia pelo Conselho Federal de Medicina. Eu, como mais que defensor da vida, guardião da qualidade de vida, discursava sobre a necessidade de regulação, em lei, dos procedimentos para salvaguardar médicos e familiares da sanha de advogados e parentes descontentes e/ou inescrupulosos, conforme alerta  da própria OAB. E como, nessas conversas um assunto puxa o outro, enveredamos sobre questões como aborto e, finalmente, controle da natalidade.&lt;br /&gt;Como vêem, temas leves, aderentes a um almoço tipicamente ibero-italiano. Até que um espírito de porco, que não vou dizer quem foi, resolveu dar os parabéns à família, no quesito controle da natalidade. Como se estivesse anunciando um resultado de partida de futebol, lembrou aos presentes que, nesse último ano, a peleja vida versus morte terminou com o placar Convocações para Velório 2 x 0 Convite para Batizado/Primeiro Aniversário. Sob o olhar de reprovação das nonas e constrangimento dos petizes, foi salvo o incauto pela chegada de um estupendo Talharim à Montechiaro.  Manja que te fá bene!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116372730672677451?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116372730672677451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116372730672677451' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116372730672677451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116372730672677451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/humor-negro.html' title='Humor negro'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116346865389555310</id><published>2006-11-13T23:36:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T23:44:13.913-02:00</updated><title type='text'>Comemoração</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/blackmore.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/400/blackmore.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bem que eu tentei mas não deu para evitar. Novembro chegou e, com ele, o fatídico dia 15, quando há 49 anos a Maternidade do Brás ouviu meus primeiros sons de rebeldia. Agora, com diz a &lt;a href="http://graodepoeira.blogspot.com/"&gt;Luz&lt;/a&gt; que, não importa a idade que você possa ter, importa saber há quanto tempo está naquela idade, então, estarei firme nos meus vinte anos, comemorando ao som de muito rock and roll (o sex and drugs ficam por conta de cada um).&lt;br /&gt;Será nesse antro aí da foto acima(se conseguir baixar), o &lt;a href="www.blackmore.com.br/"&gt;Blackmore Rock Bar&lt;/a&gt;. O som será do Rain Song, cover do Led Zeppelin. Espero que tenha Since I’ve been love you, Black Dog, Whola Lotta Love e, claro, Starway to heaven. Quem quiser aparecer e dar meu nome na entrada, estará me ajudando a ganhar uma camiseta comemorativa. &lt;a href="http://marconileal.zip.net/"&gt;Marconi&lt;/a&gt;, o bar fica em Moema, é perto da sua casa. Vai encarar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116346865389555310?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116346865389555310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116346865389555310' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116346865389555310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116346865389555310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/comemorao.html' title='Comemoração'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116320860727485105</id><published>2006-11-10T23:26:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T23:30:07.290-02:00</updated><title type='text'>Lapidar</title><content type='html'>&lt;em&gt;Memórias Conjugais&lt;br /&gt;Composição: Paulinho da Viola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lapidar&lt;br /&gt;Foi a sua frase&lt;br /&gt;Proferida de um jeito natural&lt;br /&gt;Registrei esta preciosidade&lt;br /&gt;Sem alarde&lt;br /&gt;No meu livro de memórias conjugais&lt;br /&gt;-“Tenho asas, meu amor, preciso abri-las&lt;br /&gt;Ao seu lado não sou muito criativa”&lt;br /&gt;Depois dessa&lt;br /&gt;Fui em busca do meu antidepressivo&lt;br /&gt;E afundei&lt;br /&gt;No sofá com meus jornais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cara no espelho já diz tudo&lt;br /&gt;Desconfio de um carma secular&lt;br /&gt;Pelo jeito, eu também sou um embrulho&lt;br /&gt;Mas eu juro, deste muro&lt;br /&gt;Amanhã vou me jogar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi&lt;br /&gt;Vou tomar um providência&lt;br /&gt;Pra começar, lá no bar do seu José&lt;br /&gt;Para ver&lt;br /&gt;Se exorcizo este domingo – céu nublado&lt;br /&gt;E esta mala&lt;br /&gt;Que não larga do meu pé&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;-------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu...tu...tu...tu...tu....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indagado sobre essa sua nova mania de só andar com prostitutas, Juvenal foi lapidar na sua resposta: “Desisti das filhas. Agora resolvi me entender direto com suas digníssimas progenitoras.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu...tu...tu...tu...tu...tu...&lt;br /&gt; -----------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota (de parte) da redação&lt;/strong&gt;: A direção desse blog vem a público esclarecer que o, digamos... texto acima, é produção independente de alguém que, covardemente, não assume nome nem sobrenome, apenas se auto-intitulando de “O Outro”. Essa entidade que, por normas do ‘manual da redação’, não pode ter sua opinião colocada em&lt;em&gt; itálico&lt;/em&gt; por não poder, juridicamente, ser caracterizada como opinião/obra de terceiros, se infiltrou nos meandros da rede e, usurpando usuário e senha do titular desse blog, interferiu na sublime análise preparada para essa pequena obra prima do nosso querido mestre portelense.&lt;br /&gt;Essa ‘persona non grata’, hedonista, esteta, que não hesita em abandonar seus amigos em busca da frase de efeito perfeita, sem avaliar violências e mágoas que possam estar sendo (ugh! gerundismo maledeto) perpetradas, vem, aqui e agora, ser objeto de veemente contestação e consternação.&lt;br /&gt;Já que o objetivo desse post foi totalmente desvirtuado, só nos resta dizer que a difamação presente no ruído machista e sexista acima, não traduz, em tempo e forma nenhuma, nossa opinião sobre esse ser frágil, sensível, compreensivo e tolerante chamado mulher. E tentamos ter dito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116320860727485105?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116320860727485105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116320860727485105' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116320860727485105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116320860727485105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/lapidar.html' title='Lapidar'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116311604596656552</id><published>2006-11-09T21:44:00.000-02:00</published><updated>2006-11-09T21:47:25.993-02:00</updated><title type='text'>Me Chama!</title><content type='html'>Estavam os dois naquele sexo gostosinho, trivial simples, meio de semana, crianças dormindo no quarto ao lado.&lt;br /&gt;No rádio-relógio canta Marina, baixinho:&lt;br /&gt; &lt;em&gt;“Chove lá fora e aqui&lt;br /&gt;  Faz tanto frio”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Quando ela olha para trás, sorri, e pede:&lt;br /&gt;- Me pega pelo cabelo e me chama de puta.&lt;br /&gt;Suspense...&lt;br /&gt;- É pra já! Vem cá, minha putinha gostosa!&lt;br /&gt;Pausa...&lt;br /&gt;- Não! Não é putinha! É putona, das grandes, das bem cachorra.&lt;br /&gt;- ???&lt;br /&gt;- Por que parou? Parou por que?... Isso, no ritmo... não pára... vai... vai...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116311604596656552?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116311604596656552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116311604596656552' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116311604596656552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116311604596656552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/me-chama.html' title='Me Chama!'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116248832865020085</id><published>2006-11-02T14:18:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T14:50:41.053-03:00</updated><title type='text'>Recebendo Visitas</title><content type='html'>Hoje foi um dia movimentado aqui no cafofo. Eles foram chegando sem avisar e já abrindo a geladeira, porque são todos da casa.&lt;br /&gt;O primeiro foi Seu Alécio. Logo cedo, entrou na quarto pra me acordar, e já deu uma bronca, de leve, porque tinha dormido com a porta da casa aberta. Fiz o café, que ele bebeu fazendo aquele barulhinho ao sorver, de quem não quer queimar a língua com bebida quente. Aproveitou pra me dar conselhos, mais alguns. Meio desanimado porque, sabia, eu sempre fazia o contrário.&lt;br /&gt;Depois, estacionando o antigo caminhão F-8 na porta, desceu o Velho Chico e Dona Mariana. Ele vinha trazendo o acórdeon que me prometera, assim que soube do meu interesse em estudar música. Dona Mariana, depois de muitos beijos, já foi pra cozinha providenciar uns pasteizinhos de carne e queijo com tomate e orégano para o tira gosto.&lt;br /&gt;E ficamos lá papeando. O clima esquentou quando os dois começaram a discutir quem seria rebaixado pra segunda divisão do brasileirão, o Palmeiras ou o Corinthians. Eu, apesar de palmeirense, nessas horas torço pro Juventus desde pequenininho, que não era besta de meter a colher entre os dois.&lt;br /&gt;Perto da hora do almoço chegou a Guelita, com toda a sua alegria. Já foi ajustando os longos cabelos grisalhos num coque perfeito em cima da cabeça, colocando o avental, e ajudando Dona Mariana na cozinha, enquanto cantarolava e assobiava canções de Espanha.&lt;br /&gt;Quando Seu Wilson chegou, o primeiro, eu, o Xará, já que apareci depois pra roubar sua menininha, estava terminando de pintar o portão, tarefa que ele logo se prontificou a ajudar. Só pediu que colocassemos um cd da Ella Fitzgerald que, assim, o trabalho teria mais prazer.&lt;br /&gt;Hora do rango e o cardápio das Nonas estava uma delícia. Feijão feito com banha e toucinho, arroz, ‘longaniça’ como dizia a Guelita naquele seu portunhol adaptado às duras penas, e chouriço fritos. Na hora de preparar meu prato a Guelita ainda fez questão de colocar cebola e alho bem picadinhos no fundo, depois o feijão, o arroz e um ovo estralado com a gema bem mole por cima, que era pra eu quebrar e espalhar.&lt;br /&gt;Na hora do cafezinho com bolinho de chuva, chegaram o Lando, no seu Gordini, e o Miquim, de ônibus. O Miquim sempre resmungando que ninguém o entende, que fala as coisas e ninguém responde, só porque ele é velho. Veio com sua maleta de barbeiro, mas eu disse que não precisava. Agora, se ele quizesse dar uma podada na parreira de uva?&lt;br /&gt;À tarde foi a vez dos jogos. Pebolim com o Lando que, sempre ao perder, dizia que era porque eu estava jogando com o Palmeiras e ele com o Santos. Pingue-pongue com o Alécio, que era mestre em pegar cortadas sem se afastar da mesa.&lt;br /&gt;Quando o cansaço bateu, foi a vez de saborear um cachimbo com fumo aromático, junto com uma cachaça de alambique de Salesópolis.&lt;br /&gt;A surpresa ficou por conta da chegada da Yolanda, se desculpando pelo atraso, afinal teve que percorrer mais de quatrocentos quilômetros. Estava toda elegante e perfumada, com um pacote de jabuticaba do seu quintal e um gatinho a tira-colo, o que fez com que tivesse de prender o Lost, para evitar que gato ao molho pardo fosse servido no jantar. Foi uma alegria ver o seu reencontro com os irmãos, principalmente o carinho com que o Alécio a abraçou e, sorrindo, mais uma vez disse: Inhó!&lt;br /&gt;O dia foi acabando e, do mesmo modo que chegaram, foram indo sem pedir licença, não se sabe pra onde.&lt;br /&gt;Cada um tinha ainda algo a dizer. O Velho Chico queria que eu pegasse o F-8 pra dar uma volta. Quando percebeu meu receio, não teve duvida, tascou um ‘Que é isso, moleque cagão de merda, sobe aí e dirige”. Com o Seu Wilson, combinamos uma nova pescaria de tartarugas marinhas no costão do Guaraú. Com o Lando um acampamento em Camburí. O Miquim me fez prometer que não esqueceria de leva-lo até São Bernardo para ver o processo de sua aposentadoria pelo Funrural. Dona Mariana e a Guelita me deram sua benção e mandaram eu ficar com Deus. A Yolanda cobrou uma visita de volta.&lt;br /&gt;Por último, Seu Alécio. Perguntou que raio de curso de Yoga Tântrica era esse que eu estava fazendo, e ele pagando. Tentei explicar. Acho que não entendeu, mas disse que se era o que eu queria, pra ele estava bem.&lt;br /&gt;Depois que todos foram embora e eu vim escrever essa homenagem, me lembrei que esqueci de dizer-lhes o quanto gostaria de ser um pouquinho igual a cada um, afinal, “quem puxa os seus, não degenera não”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bônus-frase: “Sempre odiei a realidade. Mas é o único lugar onde consigo obter um bife decente”. (Woody Allen)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116248832865020085?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116248832865020085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116248832865020085' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116248832865020085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116248832865020085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/11/recebendo-visitas.html' title='Recebendo Visitas'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116200668330606531</id><published>2006-10-28T00:31:00.000-03:00</published><updated>2006-10-28T00:38:03.323-03:00</updated><title type='text'>Contrastes</title><content type='html'>Hoje não era dia/noite de escrever post. Voltei pra casa com o firme propósito de passar na locadora e continuar com minha retrospectiva de Fellini.&lt;br /&gt;Mas, pra variar, com os pensamentos nas nuvens, simplesmente esqueci de entrar a esquerda no trevo de Jarinú e, quando dei por mim, estava abrindo o portão de casa.&lt;br /&gt;O que restou? A preguiça de voltar quatro quilômetros até a cidade. Então, vamos assistir ao último debate dos senhores presidenciáveis.&lt;br /&gt;Vi o primeiro bloco. Ilustres eleitores, indecisos, segundo a produção do programa, fazendo perguntas gerais sobre educação, saúde, previdência e saneamento básico. Um minuto e vinte segundos, cronometrados, para o candidato da vez, quarenta segundos para a réplica do oponente, mais um minuto para a trépila, e vamos para a próxima.&lt;br /&gt;O que se viu? Um monte de números. Cifras, percentuais, etc, que não sei como os comuns dos mortais tem condição de guardar na memória, mas nossos super-candidatos desfiam sem o maior constrangimento. Alguém aí vai conferir e contestar? Nada de concreto, de proposta, de futuro. Só generalidades e, tudo é prioridade. Dizer quem vai ganhar e quem vai perder para atender as prioridades, nem pensar. Felizmente, fim do primeiro bloco e, vamos para os intervalos.&lt;br /&gt;Como não consigo assistir intervalo comercial, tendo a posse do controle remoto, dei uma zapeada.&lt;br /&gt;Três canais depois, eis que aparece a figura do patrono desse blog, Valter Franco. Estava numa entrevista com o Prof.. Pasquale Neto, aquele do programa Nossa Língua Portuguesa da TV Cultura, dessa vez num programa do Canal Educação (só via parabólica).&lt;br /&gt;Aí sim, coisas importantes começaram a acontecer. Primeiro, fiquei sabendo que o título desse blog, que é também de uma canção do referido autor, foi inspirado quando o dito cujo presenciou a implosão do edifício Mendes Caldeira em São Paulo, nos idos de 74-75. Após os cerca de cinco segundos que durou a implosão, veio a mente do poeta minimalista a frase “Apesar de tudo, muito leve”. Quer outra frase síntese que virou música: “O sorriso do cachorro tá no rabo”.&lt;br /&gt;Depois, falando sobre o momento atual, a afirmação que as pessoas estão olhando para baixo e para o traseiro, em vez de pensar com a razão e o coração, isso mesmo, os dois juntos. Tudo num clima calmo, sem cronômetro. Poucas pessoas vão entender o que vou dizer, mas entrevistado e entrevistador estavam jogando Frescoból, enquanto que na Globo se desenrolava uma partida de Tênis. Quem quiser esclarecimentos sobre, leia &lt;a href="http://www.rubemalves.com.br/tenisfrescobol.htm"&gt;esse texto aqui&lt;/a&gt;, do Rubem Alves. É outro contexto, mas também se aplica aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116200668330606531?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116200668330606531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116200668330606531' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116200668330606531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116200668330606531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/contrastes.html' title='Contrastes'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116182430655793036</id><published>2006-10-25T21:55:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T22:04:36.836-03:00</updated><title type='text'>As Noites de Cabíria</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/noites_de_cabiria_04.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/400/noites_de_cabiria_04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que serve um blog? Muitas vezes me faço essa pergunta. Acho que serve “de tudo pra nada”, como diz uma música perdida no tempo. Mas quando a gente sente uma grande emoção com alguma coisa, acho que serve pra compartilhar.&lt;br /&gt;Foi isso que senti quando assisti, ontem, “As Noites de Cabíria”, de Federico Fellini.&lt;br /&gt;Sou fã antigo do mestre italiano. Assisti a quase todos seus filmes há muito tempo atrás. Estou me deliciando com uma releitura agora, de alguns que encontro nas locadoras. Esse filme em particular, ainda não havia assistido. Lembrei de uma música de Caetano Veloso em homenagem a protagonista, Guilieta Massina, que veio a ser a esposa do cineasta. O filme ainda é da fase em preto e branco, mas que lindo preto e branco. Por favor, esqueçam os filmes coloridos. Tudo pode ser dito em preto e branco.&lt;br /&gt;O enredo é simples. As desventuras de uma prostituta nos arredores de Roma, longe da Via Venetto. Mas Fellini é um ótimo narrador de estórias. Seu visual onírico, ainda aparece de forma contida nesse filme, anterior a “La Dolce Vita”, onde essa sua marca registrada começou a tomar forma mais vigorosa, para ir num crescendo desde ‘Julieta dos Espíritos’, “Fellini, oito e meio”, “Satyricon”, “Amarcord”, “Ensaio de Orquestra”, “E la nave vá”, até o fim de sua vida.&lt;br /&gt;Mas Giulieta é uma atriz excepcional em expressividade. O filme até que corre morno, para os padrões Fellinianos, o que significa, mesmo assim, uma atenção sempre presa e encantada. Parecia até que Fellini estava preocupado com o Oscar, para o qual esse filme foi indicado, indicando um final feliz padrão.&lt;br /&gt;Mas as duas cenas finais valem a emoção que me motivou a escrever e recomendar.&lt;br /&gt;A penúltima mostra uma das maiores violências, psicológicas bem entendido, que poderíamos imaginar, principalmente sob o ponto de vista feminino. A última, quando ficamos pensando no pior, nos brinda com uma das mais belas imagens que já vi, imortalizadas em película. Lógicamente, acompanhada da maravilhosa música de Nino Rota.&lt;br /&gt;Não a coloquei aqui no post, para não estragar a surpresa de quem se dispuser a assistir (tem na Blockbuster). Chega de palavras. Se interessou, assista e diga se não tenho razão, ops, se não fui feliz, melhor dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S&gt; pensamento do dia, inteiramente grátis: “Se tiver que apostar entre você e o mundo, aposte no mundo” (Franz Kafka).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116182430655793036?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116182430655793036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116182430655793036' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116182430655793036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116182430655793036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/as-noites-de-cabria.html' title='As Noites de Cabíria'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116174130299825732</id><published>2006-10-24T22:52:00.000-03:00</published><updated>2006-10-24T22:55:03.026-03:00</updated><title type='text'>A viagem</title><content type='html'>Estava indo de carro para o serviço. Parei no posto em Campo Limpo para abastecer e tomar um café com pão de queijo.&lt;br /&gt;Pra seguir viagem rumo Alphaville, achei que estava com espírito para ouvir um som e pus um no toca-cd. Realmente estava muito bom, valia um plus no volume. Aquele ritmo, aquela bateria seca e límpida, aqueles metais luminosos, pediam mais uns decibéis. Mais alguns + no volume e senti uma pequena distorção, o que era imperdoável para ouvidos sensíveis. Baixa um ponto e, voilá, a música perfurando, não, envolvendo, todos os tímpanos, membranas, corações e mentes como só ela consegue.&lt;br /&gt;Agora deixa eu dizer: não estava ouvindo qualquer coisa não. Era, nada mais nada menos que Clarence “Gatemouth” Brown, o mago do blues texano, mas com várias outras influências. Um septuagenário com brios e punch de menino. O cd, &lt;a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0000002WM/ref=m_art_li_15/104-3962357-1956747?ie=UTF8"&gt;Real Life&lt;/a&gt;, gravado ao vivo, no Caravan Of Dreams (bonito nome, não) em 1985.&lt;br /&gt;Conheci esse cara, ao vivo, num dos festivais de jazz aqui de São Paulo, nos idos de 93-94, mais ou menos. Foi um deslumbre, principalmente depois de assisitr Bo Didley com sua macaquices no palco. Mas não vamos tergiversar.&lt;br /&gt;O que quero dizer é sobre o poder inebriante da boa música. Ouvir esse cara tocando blues, jazz-blues, cajun e zydeco music (influências de New Orleans), fez com que a viagem fosse “a viagem”. A cabeça não parava de balançar, as mãos tamborilavam no volante, o carro todo “ondulava”, provavelmente por toques imperceptíveis, mas ritmados, do pé no acelerador.&lt;br /&gt;Enfim, posso dizer, que o bólido era dirigido por mim, mas guiado pelo espírito do blues. Sim, porque ele já morreu, sobrevivente do Katrina, mas não da desilusão e angústia de ver sua New Orleans destruída.&lt;br /&gt;Quando entrei no Rodoanel do Sr. Mario Covas, o Cd acabou e entrou uma entrevista do Alckimin na CBN. Não, não dava pra encarar. Coloquei em repeat, e ouvi mais uns quinze minutos até chegar no estacionamento da empresa.  &lt;br /&gt;Aí foi deixar a adrenalina baixar pra conseguir voltar a verdadeira 'Real Life'.&lt;br /&gt;Só pra complementar, muitas vezes vejo pessoas trabalhando o tempo todo com o fone de ouvido ligado, em geral ouvindo música. Não consigo ter esse tipo de relação com ela. Ou ela me absorve completamente, ou não vale a pena deixa-la servir apenas de pano de fundo para outras atividades. Infelizmente acho que sou mono-processamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116174130299825732?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116174130299825732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116174130299825732' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116174130299825732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116174130299825732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/viagem.html' title='A viagem'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116164744189183669</id><published>2006-10-23T20:48:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T20:50:41.910-03:00</updated><title type='text'>A Questão</title><content type='html'>Chega uma hora na vida em que você se depara com uma questão crucial, que deve ser respondida de forma calma e serena: você pretende ter razão, ou ser feliz?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116164744189183669?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116164744189183669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116164744189183669' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116164744189183669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116164744189183669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/questo.html' title='A Questão'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116130516269795499</id><published>2006-10-19T21:43:00.000-03:00</published><updated>2006-10-19T21:47:35.423-03:00</updated><title type='text'>Dica</title><content type='html'>Se estiver caçando mosca por Sampa, dá uma chegadinha&lt;a href="http://www.baladaliteraria.blogspot.com/"&gt; nessa balada&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116130516269795499?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116130516269795499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116130516269795499' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116130516269795499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116130516269795499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/dica.html' title='Dica'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116052807562344461</id><published>2006-10-10T21:49:00.000-03:00</published><updated>2006-10-12T07:11:47.720-03:00</updated><title type='text'>O Coração da Matéria</title><content type='html'>Scobie é católico e, também, delegado de polícia numa colônia inglesa qualquer localizada na costa da África Ocidental, durante a segunda guerra.&lt;br /&gt;Suas tarefas, nesse teatro periférico da conjuntura bélica, era tratar dos pequenos dramas dos negros do lugar, a fim de manter a ordem; vistoriar navios de passagem em busca principalmente de diamantes que poderiam ser utilizados pelos alemães na construção de armas, e decodificar mensagens criptografadas nas correspondências que chegavam. Nada de emocionante, podemos ver.&lt;br /&gt;Era casado com Louise, também católica e a intelectual da cidade, já há vários anos. Sem filhos, posto que haviam perdido uma menina.&lt;br /&gt;Fora preterido no processo de substituição do comissário da capital da colônia por outro forasteiro mais jovem. Isso trouxe um pouco mais de fel para o seu relacionamento com a esposa, que não se adaptava a vida modorrenta do lugar, quente e úmido. Ela não fazia nenhuma acusação direta, mas para Scobie, sempre preocupado e se sentindo responsável pela sua felicidade, isso não era necessário para lhe aumentar a sensação de fracasso e impotência.&lt;br /&gt;Aparece uma oportunidade para Louise viajar para a África do Sul, mas ele não tem dinheiro para as passagens. Resolve aceitar um empréstimo do sírio Yousef, um dentre todos os sírios do lugar, suspeitos de atividades ilícitas, para poder satisfazer o desejo da esposa de sair do lugar. Considerava essa viagem como uma separação extra-oficial, e sem volta.&lt;br /&gt;Durante a viagem da esposa se envolve com Helen, uma náufraga sobrevivente que, com a morte do marido no naufrágio, fica na cidade, perdida. Mais que amor, novamente é seu senso de responsabillidade por sua felicidade, que o mantém ligado a Helen.&lt;br /&gt;Até que a carta anunciando a volta de Louise o traz de volta a realidade das aparências, e desencadeiam um conflito entre sua fé católica e seus valores mais íntimos. Não consegue abandonar nem a esposa nem a amante.&lt;br /&gt;Confessa, no anonimato do confessionário, seu adultério ao Padre Rank que, seguindo os cânones, ordena que ele se afaste da amante, para poder receber o perdão. Diante da afirmação dessa impossibilidade padre Rank sentencia: &lt;em&gt;“Foi-nos ensinado a perdoarmos nosso irmão setenta vezes sete e não necessitamos temer que Deus seja menos clemente do que nós. Mas ninguém começa perdoando a quem não está contrito. É melhor pecar setenta vezes e arrepender-se de cada vez, do que pecar uma vez e nunca se arrepender.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;É nesse contexto, mal e porcamente relatado, já com Louise de volta, que Scobie se vê na iminência de profanar sua fé, indo comungar junto com a esposa, sem receber a absolvição dos seus pecados através da confissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho a seguir mostra a grandeza de Graham Greene, autor do &lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=103241&amp;amp;ST=SE"&gt;romance&lt;/a&gt; do título:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O Padre Rank desceu os degraus do altar trazendo Deus. A saliva havia secado na boca de Scobie. Era como se suas veias houvessem secado. Não podia erguer a vista. Via apenas a fralda da alva do padre como a gualdrapa do corcel medieval de guerra investindo sobre ele, o tropel dos cascos: a carga de Deus. Se pelo menos os arqueiros disparassem de emboscada... E por um instante imaginou que os passos do padre tinham de fato hesitado. Talvez, afinal, alguma coisa possa ainda acontecer, antes que Êle chegue a mim, alguma interposição incrível... Mas, com a boca aberta (tinha chegado a hora), fez uma derradeira tentativa de oração: “Ó Deus, ofereço-Vos a minha condenação. Tomai-a. Utilizai-a em favor delas”, e sentiu na língua o leve gosto de papel de sua sentença eterna.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116052807562344461?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116052807562344461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116052807562344461' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116052807562344461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116052807562344461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/o-corao-da-matria.html' title='O Coração da Matéria'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-116009577412702232</id><published>2006-10-05T21:44:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T22:01:01.480-03:00</updated><title type='text'>The day after</title><content type='html'>&lt;em&gt;Mora na Filosofia&lt;br /&gt;(Monsueto Menezes – Arnaldo Passos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou lhe dar a decisão&lt;br /&gt;Botei na balança&lt;br /&gt;Você não pesou&lt;br /&gt;Botei na peneira&lt;br /&gt;Você não passou&lt;br /&gt;Mora na filosofia&lt;br /&gt;Pra que rimar&lt;br /&gt;Amor e dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se seu corpo ficasse marcado&lt;br /&gt;Por lábios ou mãos carinhosas&lt;br /&gt;Eu saberia, ora vai mulher,&lt;br /&gt;A quantos você pertencia&lt;br /&gt;Não vou me preocupar em ver&lt;br /&gt;Seu caso não é de ver pra crer&lt;br /&gt;Tá na cara&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Bom, amigos leitores, depois do Tsunami que varreu este blog ontem, vamos voltando a nossa programação normal.&lt;br /&gt;Hoje fiquei com a música acima na cabeça. Cantávamos, junto com Caetano Veloso, no disco ‘Transa’, eu, Gal, Mongo, Dani e Contente, em geral a bordo do fusca da dona Adélia, minha progenitora, nos idos de 78-79, entre alegres viagens de férias e/ou etílicas, enquanto cursávamos o Curso de Geocências na USP.&lt;br /&gt;Éramos conhecidos como Grupo Foda-se. Por dois motivos. Primeiro porque nosso bólido tinha a placa FO-1968, ou seja, conforme fazíamos questão de divulgar, ‘1968 foi um ano FOda’.&lt;br /&gt;A alcunha pegou de vez quando, no meio do nosso curso, a escola como um todo entra em greve por melhores condições de ensino. A ditadura, e seu modelo estatal, estavam nos estertores, e as verbas começavam a faltar. Excursões didáticas estavam sendo cortadas ou reduzidas, professores titulares sendo substituídos por mestres inexpressivos e sem preparo, verbas para pesquisa minguando. Resolvemos enfrentar a situação e entramos em greve geral.&lt;br /&gt;Depois de um mês de greve, sem nenhuma perspectiva de solução, afinal, quem dá bola pra estudantes em greve, numa assembléia geral, começam as dissidências. Aí o colega Gal, uma das melhores cabeças que já conheci, pede a palavra e, calmamente, cofiando a vasta cabeleira que lhe valeu o apelido, diz algo como: ‘Colegas, se entramos num movimento que consideramos justo e, cientes das dificuldades em vermos atendidas nossas reinvidicações, agora que a água começa a bater na nossa bunda, com a perspectiva de vermos o semestre perdido por faltas, vamos arregar e começar a querer negociar a rendição e reposição de aulas. Desculpem-me, caros colegas, mas FODA-SE! Não se consegue uma vitória sem pagar seu preço.’&lt;br /&gt;Lógico que seus comparsas de grupo começaram a puxar uma claque, logo acompanhada pela maioria da estudantada. E continuamos em greve, não sei por mais quanto tempo.&lt;br /&gt;O suficiente para toda a escola levar pau coletivo naquele semestre mas, FODA-SE, algumas reinvidicações foram atendidas, e a direção começou a tratar com mais respeito aquele grupo de ‘delinquentes juvenis’.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.1: Quando o presente se apresenta asfixiante, e o futuro sombrio, vale uma viagem&lt;br /&gt; A um passado mais luminoso para ‘repor as energias e recarregar as baterias’.&lt;br /&gt;P.S.2: Post dedicado ao Valter e a Rosana, pela força. E ao Mongo, in memóriam, porque achou que era um pássaro e tentou voar, sem asas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-116009577412702232?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/116009577412702232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=116009577412702232' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116009577412702232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/116009577412702232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/day-after.html' title='The day after'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115992357220186921</id><published>2006-10-03T21:51:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T11:54:26.596-03:00</updated><title type='text'>O Maior Pidão da Blogsfera</title><content type='html'>&lt;a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/"&gt;Ele&lt;/a&gt; foi um dos primeiros caras que conheci no mundo dos blogs. Práticamente me obrigou a fazer meu primeiro comentário, entre lacônico e envergonhado, depois que pediu que se acusasse a ‘alma caridosa e louca’que havia comprado duas indicações suas pelo Submarino.&lt;br /&gt;Foi o cara que, no dia seguinte a publicação do primeiro post desse blog, tive a honra de receber o comentário inaugural. Lógico que eu fiz antes um comentário, discreto, no blog dele, mas ele percebeu o link novo e veio conferir.&lt;br /&gt;Fazia tempo que não dava uma passada por lá. Agora o pidão está aprontando uma nova. Disponibilizou para dow load, via amazon.com, e pela módica quantia de US$3,00, seu livro de contos &lt;a href="http://www.sobresites.com/alexcastro/onde.htm"&gt;“Onde Perdemos Tudo”. &lt;/a&gt;Já tinha baixado e lido, na época que ele disponibilizava pra down load free, há quase três anos atrás. Agora, extendendo uma promessa feita a seu &lt;a href="http://www.verbeat.org/blogs/biajoni/"&gt;‘irmãozinho’&lt;/a&gt;, fiz questão de comprar os direitos e baixar novamente, numa edição mais caprichada. E, atendendo aos pedidos do pidão, divulgo e recomendo, enfáticamente. Mas não adianta pedir, que não vou copiar. Tem que ir lá e desovar os dólares. É uma pechincha, pelo que irão receber. Um Abraço, Alex.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115992357220186921?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115992357220186921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115992357220186921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/10/o-maior-pido-da-blogsfera.html' title='O Maior Pidão da Blogsfera'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115967075763269730</id><published>2006-09-30T23:42:00.000-03:00</published><updated>2006-10-01T09:47:18.500-03:00</updated><title type='text'>Procura-se</title><content type='html'>- Oi, amigo, tudo bem! Estou te ligando porque fiquei sabendo que você vai tomar umas ‘brejas’ com a...&lt;br /&gt;- É, eu estou sabendo, não me pergunte como. Mas eu queria te pedir um favor.&lt;br /&gt;- Obrigado. Sabia que podia contar com você. Primeiro queria que você mandasse um abraço pra ela, se bem que aposto que ela vai declinar. Depois, queria que você perguntasse se ela podia devolver minha felicidade.&lt;br /&gt;- Pois é rapaz, Eu te contei que a gente tinha se separado, né? Então, nêgo, naquela correria, aquele stress todo, você sabe como é que é. Lembrei de pegar minha escova de dentes, meu aparelho de barba, roupas, etc, mas acabei esquecendo ela.&lt;br /&gt;- A felicidade, ora, sobre o quê a gente ta falando?&lt;br /&gt;- Já! Já pedi de volta, mas ela diz que não ficou por lá, mas eu tenho quase certeza que sim.&lt;br /&gt;- Pois é, acho que ela é que não procurou direito. Só encontrou umas roupas que estavam na lavanderia, que devolveu dois dias depois, sem lavar, numa sacola da C&amp;amp;A, onde estava o presente que eu tinha dado alguns dias antes. Pensei até que era o presente que ela tava devolvendo, mas esse ficou..&lt;br /&gt;- Não, só dei pela falta algum tempo depois.&lt;br /&gt;- Então, faz o seguinte: pede pra ela procurar no armário do banheiro, na gaveta onde ela guarda os apetrechos de depilação, ou embaixo, junto com o papel higiênico. Ou então pode estar naquele maleiro do guarda roupa, no canto, onde guardávamos as coisas velhas, para doação, sabe? Dá uma olhada na casinha do cachorro também. Quem sabe estava jogada pelo chão e ele pegou pra brincar.&lt;br /&gt;- Não, acho que não. O cachorro é bem obediente, não costuma estragar as coisas que encontra pelo caminho. Meu medo é ter caído no tanque e ter ido pelo ralo. Ou alguém meio que distraidamente, sabe, ter deixado cair na privada e, sem querer claro, ter dado a descarga. Aí, fudeu!&lt;br /&gt;- Você ajuda a procurar? Ótimo. Não é uma coisa muito grande. È bem da comum mesmo, que nunca fui muito exigente nesses assuntos. Sou discípulo de Sartre. As&lt;br /&gt;coisas simplesmente existem, valem pelo que elas são, e não pelo que poderiam, ou gostaríamos, que viessem a ser. Mas é frágil. Não sei se agüenta muito tempo sem cuidados especiais.&lt;br /&gt;- Eu sei cara, que isso é uma coisa muito pessoal, que não podemos entregar na mão&lt;br /&gt;dos outros, para tomarem conta. Mas, também, só agora é que todo mundo me fala isso?&lt;br /&gt;- Não, nunca tinha me acontecido antes. Bem ou mal, ela sempre vinha comigo.&lt;br /&gt;Sempre junto, por perto.&lt;br /&gt;- E você acha que não tenho procurado? Às vezes, andando na rua, parece que a vejo logo ali, na minha frente, balançando o rabinho. Aí apresso o passo pra chegar perto e, decepção, não era a minha, era de outro. Já pensei até em botar anúncio no jornal. Daqueles bem melodramáticos, tipo ‘criança está doente, gratifica-se bem’.&lt;br /&gt;- Não, tudo bem. Se não achar aquela, providencio uma outra. E tomo mais cuidado da próxima vez, pode deixar.&lt;br /&gt;- Pra você também. Abração, amigo! Lembranças à patroa, e boas brejas pra você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115967075763269730?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115967075763269730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115967075763269730' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115967075763269730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115967075763269730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/procura-se.html' title='Procura-se'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115949743283761163</id><published>2006-09-28T23:29:00.000-03:00</published><updated>2006-09-28T23:47:38.086-03:00</updated><title type='text'>Um filme de amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/1600/cicarelli%20na%20espenha.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px" height="105" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/17/1912/400/cicarelli%20na%20espenha.0.jpg" width="120" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ouvi dizer que La Cicarelli está pensando em processar os autores/divulgadores de suas cenas calientes em plagas espanholas. Não sei se ela realmente está abatida pela divulgação, ou se está apenas querendo mais, divulgação. Mas se for a primeira hipótese, aconselho a beldade a ler &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2809200625.htm"&gt;esse&lt;/a&gt; texto ou, se estiver díficil lá, pegar &lt;a href="http://orfaosdouol.blogspot.com/2006/09/um-filme-de-amor.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, e ir dormir tranquila.&lt;br /&gt;Enquanto isso, no Bananão, o debate corre xoxo, sem a presença da Geni com Teflon, aquela que todo mundo joga bosta nela, mas não gruda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115949743283761163?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115949743283761163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115949743283761163' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115949743283761163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115949743283761163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/um-filme-de-amor.html' title='Um filme de amor'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115940509965667130</id><published>2006-09-27T21:50:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T21:58:19.676-03:00</updated><title type='text'>Recomendaçõs de leitura de Paulo Francis (final)</title><content type='html'>2. parte&lt;br /&gt;Desculpem a lambança, mas esses posts eram pra sair no 'livros e afins' apenas, mas por uma dificuldade em editar os links das obras mencionadas, em função dos templates especiais, que nós blogueiros adoramos ter, e depois não sabemos dominar, combinei com o Valter postar aqui onde esses links aparecem.   &lt;br /&gt;Agora tem ciência, com a filosofia incluída, mais um pouco de história, arte, com os gregos voltando a cena,  literatura e política, com as grandes revoluções dos séculos 19 e 20. Sempre através da sua ‘metralhadora giratória’, que não poupa Darwin, em A Origem das Espécies, nem Joyce, todo, dizendo-os desnecessários. Atentar para sua observação sobre o ‘relativismo niilista’ de Dr. Fausto. Alguém contesta?&lt;br /&gt;Se na primeira parte até que não fiz feio, com relação aos títulos lidos, nessa segunda vejo o quão ignorante ainda sou. De todos os títulos sobre ciências e política, só li  'Rumo a Estação Finlândia'. Mas tudo bem. Como dizem que ainda sou novo, tenho tempo pra aprender. Vou urgente dar uma passadinha no Sebo do Messias, que os preços do Submarino estão salgados demais pra mim.&lt;br /&gt;Completando o serviço, PF (ele, com seu elitismo, iria adorar ser citado assim) tem uma biografia,  Paulo Francis – Brasil na Cabeça, de Daniel Piza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meu conhecimento científico é quase nenhum. Mas lí, claro, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=39356&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;A Lógica da Pesquisa Científica&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=50983&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Karl Popper&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, quando entendi o que esses cabras querem. Para quem quer um começo apenas, recomendo o prefácio do Novum Organum, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=3823&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Francis Bacon&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, que quer dizer, o título, novo instrumento, e &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=3823&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Bacon&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; explica o método científico e o que objetiva a ciência. E para complementá-lo leia o prefácio dos Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=45442&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Isaac Newton&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, e o prefácio de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=55704&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Bertrand Russel&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; e &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=68623&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Alfred North Whitehead&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; de seus Principios da Matemática. Também vale a pena ler a História da Filosofia Ocidental, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=55704&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Bertrand Russel&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, e o capítulo sobre Positivismo Lógico, que é a filosofia calcada no conhecimento científico. Em resumo, tudo que pode ser provado lógica e matematicamente, é filosofia.O resto não é. Acho isso perfeitamente aceitável. Dispenso o resto.É nas artes que está a sabedoria. Como viver bem sem ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=32682&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Hamlet&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=59114&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;? Está tudo lá em linguagem incomparável, é de uma clareza exemplar, tudo que nós já sentimos, viremos a sentir, ou possamos sentir.Preferi citar junto com &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=59114&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; uma peça grega, que considero vital: &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=64221&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=61287&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Sófocles&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Há uma tradução de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=64221&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, em verso, por Guilherme de Almeida, que Cacilda Becker representou no Teatro Brasileiro de Comédia. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=64221&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; é o que há de melhor na mulher. É a jovem princesa cujos irmãos morreram em rebelião contra o tio, o rei Creon, e ela quer enterrá-los, porque na religião grega espíritos não descansam enquanto os corpos não são enterrados. Creon não quer que sejam enterrados, como advertência pública a subversivos. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=64221&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; desafia Creon. Ele manda matá-la. Ela morre. Seu noivo se suicida. É o filho de Creon, que enlouquece. Parece um dramalhão, mas não é. É a alma feminina devassada em toda sua possibilidade fraterna. Hegel achava que &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=64221&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Antígona&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; era o choque de dois direitos, o direito individual e o direito do Estado. E assim definiu a tragédia.A melhor história de Roma é a de Theodore Mommsem. A melhor história da Renascença é a de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=19519&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Jacob Buckhardt&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Tudo que você precisa saber.E aprenda com um dos mais famosos autodidatas, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=59197&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Bernard Shaw&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; (o outro é &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=65330&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Trotski&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;). Leia todos os prefácios das peças dele. São uma história universal. Um estalo de Vieira na nossa cabeça. Em um dia você lê todos. Anotando, uma semana. Também vale a pena ler a Pequena História do Mundo, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=95963&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;H. G. Wells&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, superada em muitos sentidos, mas insuperável como literatura.Passo tranquilo pelo Iluminismo. Foi tão incorporado a nossa vida, que não é necessário ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=90587&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Voltaire&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; ou &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=17850&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Diderot&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Os livros de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=24604&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Peter Gay&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; sobre o Iluminismo são excelentes. Dizem tudo que se precisa saber. Se se quer saber mesmo o que foi o cristianismo, a obra insuperada é &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=102813&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;As Confissões de Santo Agostinho&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma das grandes autobiografias, à parte a questão religiosa.Não é preciso ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=115367&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;A Origem das Espécies&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=16678&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Darwin&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, mas é um prazer ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=8730&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Viagens de um Naturalista ao redor do Mundo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, as aventuras de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=16678&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Darwin&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; como botânico e zoólogo, a bordo do navio inglês Beagle, nos anos 1830, pela América do Sul, com páginas inesquecíveis sobre Argentina, Brasil e Galápagos, que está até hoje como &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=16678&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Darwin&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; encontrou (e o Brasil e Argentina, na sua alma?)Houve três grandes revoluções no mundo, a americana, a francesa e a russa. A literatura não poderia ser mais copiosa. Mas basta ler, por exemplo, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=12737&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Cidadãos, de Simon Schama&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, para se ter um relato esplêndido da revolução interrompida, 1789-1794, na França, e concluir com o livro de Edmund Wilson, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=58000&amp;amp;ST=SE&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Rumo à Estação Finlândia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Schama é conservador, Wilson não era, quando escreveu, fazia fé, ainda na década de 30, como tanta gente, na Revolução Russa. Mas a esta altura, e mesmo antes de ele morrer, em 1972, é fácil notar que a Revolução Russa não teve o Terror interrompido, como a Francesa, mas continuou até Gorbachev revelar o seu imenso fracasso.O melhor livro sobre a Revolução Francesa é &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=56222&amp;amp;ST=SE&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;História da Revolução em França&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de Edmund Burke, de 1790, que previu o Terror de Robespierre e Saint-Just. Se o estudante quer um livro a favor da Revolução Francesa, leia, o título é o de sempre, o de Gaetano Salvemini. A favor da russa a de Sukhanov, que a Oxford University Press resumiu num volume, ou A Revolução Russa, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=65330&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Trotski&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, um clássico revolucionário. Mas os fatos falam mais alto que o brilho literário de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=65330&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Trotski&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Sobre a Revolução Americana não conheço livro bom algum traduzido, mas por tamanho e qualidade, um volume só, sugiro a da editora Longman, A History of the United States of America, do jovem historiador inglês Hugh Brogan, 749 págs, apenas, quando comprei custava US$ 25. Tem tudo que é importante.Em economia, a Abril publicou 50 volumes dos principais economistas. Eu não perderia tempo. Têm tanta relação com a nossa vida como tiveram Zélia e a criançada assessora. Mas há o Dicionário de Economia, também da Abril. Quando tascarem o jargão, você consulta para saber, ao menos, o que significa a embromação. Economia se resume na frase do português: quem não tem competência não se estabelece.Dos romances do século 19, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=32165&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Guerra e Paz&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=74436&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Tolstoi&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, e &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=183304&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Crime e Castigo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=18376&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Dostoiewski&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, me parecem absolutamente indispensáveis. Guerra e Paz porque é o retrato completo de uma sociedade como uma grande família, porque rimos e choramos sem parar, porque contém um mundo e as inquietações do protagonista, Pierre Bezhukov, que até hoje não foram respondidas. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=183304&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Crime e Castigo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, porque exemplifica toda a filosofia de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=45568&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Nietzsche&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; de uma maneira acessível e profundamente dramática, de como o cérebro humano é capaz de racionalizar qualquer crime, que tudo é relativo, em suma, a pessoa que pensa e age, como Raskolnikoff, o protagonista. Vale tudo. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=18376&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Dostoiewski&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, para nos impedir de aniquilar uns aos outros, acrescenta que não se pode viver sem piedade.Dos modernos, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=51620&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Proust&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; é maravilhoso, mas penoso, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=31819&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Joyce&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; é desnecessário, mas vale a pena ler as obras-primas de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=38981&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Thomas Mann&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, A Montanha Mágica, para saber o que foi discutido filosoficamente neste século, e Dr Fausto, que leva o relativismo niilista que domina a cultura moderna e de que precisamos nos livrar, se vamos sobreviver culturalmente, como civilização, e não como meros consumidores, num nível abjeto de satisfação animal.Há muitas obras que me encantaram e não estou, de forma alguma, excluindo autores ou quaisquer livros. A lista que fiz me parece o básico. Em algumas semanas, duas horas por dia, se lê tudo. Duvido que se ensine qualquer coisa de semelhante nas nossas universidades. Se eu estiver enganado, dou com muito prazer a mão à palmatória.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Paulo Francis, para o jornal - OESP - 30/05/91&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115940509965667130?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115940509965667130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115940509965667130' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115940509965667130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115940509965667130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/recomendas-de-leitura-de-paulo-francis.html' title='Recomendaçõs de leitura de Paulo Francis (final)'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115932131057705248</id><published>2006-09-26T22:39:00.000-03:00</published><updated>2006-09-26T22:41:50.606-03:00</updated><title type='text'>recomendações de leitura</title><content type='html'>Recomendações de Leitura de Paulo Francis&lt;br /&gt;Encontrei em um canto do meu HD. Não me lembro de onde tirei, mas vale muito a pena. O genial Paulo Francis indica as suas leituras fundamentais. Francis funcionava, pra mim, como uma espécie de guru, ou para ser mais clássico, como ele gostava, um oráculo. O conheci através da Folha de São Paulo, da qual era assinante, lá pelos idos de 1976, com sua coluna Diário da Corte, onde escreveu até que um atrito público com o jovem, na época, jornalista Caio Túlio Costa, colega de redação na época, o deixasse em situação indelicada junto a direção do jornal,  fato que, aliado ao seu temperamento orgulhoso, forçaram sua saída. Com a sua ida para o Estadão, ficou mais difícil acompanha-lo, mas sempre que possível comprava o jornal nos dois dias que ele escrevia. Dos seus livros acho que tenho todos, alguns lidos mais de uma vez. Seu jeito fluente de escrever, coloquial, culto mas sem frescuras é um modelo para mim. Senti sua morte, em 1997, como se fosse a de um amigo, e muito especial, daqueles que você sabe que vai sentir falta pro resto da sua vida.&lt;br /&gt;O texto vai em duas partes, porque não gosto de textos longos em blog. Nessa primeira parte ele contextualiza seu objetivo, falando poucas e boas sobre a educação moderna, e começa com a literatura brasileira, que os nacionalistas irão chiar, pois só listou três obras de dois autores, e sobre uma de suas paixões, os gregos, finalizando com algumas obras sobre história da antiguidade, passando pela Roma antiga. Muita gente não dá importância para essa fase da humanidade, mas  quando você descobre que muitos dos dilemas atuais, tanto no aspecto pessoal quanto político, já estavam presentes naquela época, é bom para dar uma outra perspectiva sobre a natureza humana. &lt;br /&gt;De quebra, todos os livros indicados, existem em português, e com links para o submarino, pra quem quiser adquirir.Se bem que os links são antigos, podendo alguns não mais existir. E antes que pensem mal deste humilde escriba, aviso que não estou levando nenhum por fora. Divirtam-se, que amanhã tem o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Um guia para ter cultura: Uma bibliografia básica para quem quer compreender a aventura da humanidade"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedem minha ficha acadêmica para jovens vestibulandos...Não tenho. Tentei um mestrado na Universidade Columbia em Nova York 1954, mas desisti, aconselhado pelo professor-catedrático Eric Bentley. Achou que eu perdia o meu tempo. Li toda a literatura relevante, de Ésquilo a Beckett, e sabia praticamente de cor a Poética de Aristóteles. Em alguns meses se lê tudo que há de importante em teatro. Li e reli anos a fio.Mas, sem o doutorado ou nem sequer mestrado, me proponho fazer algumas indicações aos jovens, que, no meu tempo, seriam supérfluas, mas que, hoje, talvez tenham o sabor de novidade. Falo de se obter cultura geral. É fácil.Educação era a transmissão de um acúmulo de conhecimentos. Hoje, é uma adulação da juventude, que supostamente deve fazer o que bem entende, estar na sua, como dizem, e o resultado é que os reitores de universidades sugerem que não haja mais nota mínima de admissão, que se deixe entrar quem tiver nota menos baixa. Deve haver exceções, caso contrário o mundo civilizado acabaria, mas a crise é real, denunciada por gente como o príncipe Charles, herdeiro do trono inglês, e por intelectuais como Alan Bloom, que consideram a universidade perdida nos EUA. No Brasil, houve a Reforma Passarinho nos anos 60. A ditadura militar tinha o mesmo vício da esquerda. Queria ser popular. Era populista. Quis facilitar o acesso universitário ao povo, como reza o catecismo populista. Ameaça generalizar o analfabetismo.Não há alternativa à leitura. Me proponho apontar alguns livros essenciais ao jovem, um programa mínimo mesmo, mas que, se cumprido, aumentará dramaticamente a compreensão do estudante do mundo em que está vivendo.Começando pelo Brasil, é indispensável a leitura de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=167569&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Os Sertões&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=15898&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Euclides da Cunha&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. É curto e não é modelo de estilo. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=15898&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Euclides&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; escreve como Jânio Quadros fala. É cara do far-te-ei, a forma oblíqua de que Jânio se gaba. Mas o livro é de gênio. Nos dá a realidade do sertão, que é, para efeitos práticos, o Brasil quase todo, tirando o Sul; a realidade do sertanejo, e do nosso atraso como civilização, como cultura, como organização do Estado. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=15898&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Euclides&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; mostra o choque central entre o Brasil que descende da Europa e o Brasil tropicalista, nativo, selvagem. Euclides apresenta argumentos hoje superados sobre a superioridade da Europa, mas nem por isso deixa de estar certo. Tudo bem ter simpatia pelo índio e o sertanejo, o matuto, mas nosso destino é ser, à brasileira, à nossa moda, um país moderno nos moldes da civilização européia. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=15898&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Euclides&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; começou o livro para destruir Antônio Conselheiro e a Revolta de Canudos, mas se deixou emocionar pela coragem e persistência dos revoltosos e terminou escrevendo um grande épico, em prosa, que o poeta americano Robert Lowell, que só leu a tradução, considera superior a &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=32165&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Guerra e Paz&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=74436&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Tolstoi&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.Mas o importante para o jovem é essa escolha entre o primitivo irredentista dos Canudos e a civilização moderna, porque é o que terá de enfrentar no cotidiano brasileiro. É o nosso drama irresolvido.Leia algum dos grandes romances de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=3156&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Machado de Assis&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. O mais brilhante é &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=42631&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Para estilo, é o que se deve emular. O coloquialismo melodioso e fluente de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=3156&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Machado&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. É um grande divertimento esse livro. Eu recomendaria ainda para os que tem dificuldade de manejar a lingua O &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=113118&amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Memorial de Aires&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. É o livro mais bem escrito em português que há.Os gregos são um dos nossos berços. Representam a luz e a doçura, na frase de um educador inglês, Mathew Arnold (também poeta e crítico). Arnold falava contra a tradição judaico-cristã, dominante na nossa cultura, na nossa vida, a da Bíblia e do Novo Testamento, que predominaram no mundo ocidental desde o século 5 da Era Cristã, quando o imperador romano Constantino se converteu ao cristianismo. Estudos gregos sérios só começaram no século 19, quando se tornaram currículo universitário, porque antes os padres e pastores não deixavam.Mas leia originais. Escolhi quatro. Depois de se informar sobre &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=50714&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; na enciclopédia do seu gosto, se deve ler A &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=255576&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Apologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, que é a explicação de Sócrates a seus críticos, quando foi condenado à morte, e Simpósio, um diálogo de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=50714&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=50714&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; não confiava na palavra escrita. Dizia que era morta. Preferia a forma de diálogo.Na &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=255576&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Apologia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; se discute o que é mais importante na vida intelectual. A liberdade de ter opiniões contra as ortodoxias do dia. Ajudará o estudante a pensar por si próprio e ter a coragem de suas convicções.Depois, o delicioso Simpósio. É uma discussão sobre o amor, tudo que você precisa saber sobre o amor sensual, o altruístico, o que chamam de platônico, é o amor centrado na sabedoria. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=50714&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; colocou, à parte Sócrates, seu ídolo, no Diálogo, Aristófanes, o grande gozador de Sócrates. Na boca de Aristófanes põe uma de suas idéias mais originais. Que o ser humano era hermafrodita, parte homem parte mulher, e que cada pessoa, depois da separação, procura recuperar sua parte perdida, e daí a predestinação da mulher certa para um homem e do homem certo para uma mulher.Imprescindível também ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=83119&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;As Vidas&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=50749&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Plutarco&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, o grande biógrafo da Antiguidade. Ficamos sabendo como eram os grandes nomes em carne e osso, de Alexandre, paranóico, a Júlio Cesar, contido, a Antônio e Cleópatra. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=59114&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; baseou grande parte de suas peças em Plutarco e leu em tradução inglesa, porque &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=59114&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, como nós, não sabia latim ou grego. E, finalmente, como história, leia &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=182503&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;A Guerra do Peloponeso&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ArtistId=65427&amp;Type=1&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Tucídides&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. É sobre a guerra entre Atenas, Esparta, Corinto e outras, durante 27 anos, no século 5 antes de Cristo. Lendo sobre Péricles, o líder ateniense, Cléon, o führer espartano, e Alcebíades, o belo, jovem e traiçoeiro Alcebiades, nunca mais nos surpreenderemos com qualquer ato de político em nossos dias. É o maior livro de história já escrito. Sempre atual.Da Roma original basta ler &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=66468&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Os Doze Césares&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ArtistId=63052&amp;amp;Type=1&amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Suetônio&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, e &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=20587&amp;amp;ST=SE&amp;amp;franq=136855"&gt;&lt;em&gt;Declínio e Queda do Império Romano&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, de Gibbon. Mais um banho de natureza humana.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115932131057705248?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115932131057705248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115932131057705248' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115932131057705248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115932131057705248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/recomendaes-de-leitura.html' title='recomendações de leitura'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19335835.post-115923425401256768</id><published>2006-09-25T22:26:00.000-03:00</published><updated>2006-09-25T22:30:54.043-03:00</updated><title type='text'>tesssste...gravando</title><content type='html'>Queria te dizer aquilo que gostaria de ouvir você dizer que estou sentindo muito sua falta queria que tudo saísse como um jorro direto no editor do blogger sem revisão nem edição acbei de assistir 21 gramas tudo no filme é bonito e verdadeiro de doer os homens as mulhres as crianças mas nada é alegre nem tem mocinhos nem bandidos  ontem li de uma sentada só as memórias eróticas de Toni Bentley mulher corajosa ela pra quem é pau não pênis é buceta não vagina e cú é claro que não é ânus indicação do Biajoni depois não conseguia dormir uma pressão no estômago velha conhecida no sábado queria sair tinha feito a barba estilo bumbum de nenê mas aí acabou a luz aqui e eu fui ficando ouvindo o vento e a tempestade que se aproximava e tudo começou a ter muita paz e eu dormi  acordando quando a luz voltou e levantei só pra fazer voltar tudo pro escuro novamente e lembrar do Marlon Brando dançando o último tango passando aquela manteiga dura do inverno de Paris na Maria Scheneider e dizer a eles que agora já tem manteiga cremosa marca Lecco e papél higiênico Neve perfumado e vitaminado enquanto ele dava uma cambalhota espetacular e falava coisas profundas sobre Deus e a vida naquela voz esquisita mas agora só me interesso pelo que está na superfície porque aí as coisas são mais fáceis enquanto toca Simon and Garfunkel silent night only night good night .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19335835-115923425401256768?l=apesardetudomuitoleve.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/feeds/115923425401256768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19335835&amp;postID=115923425401256768' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115923425401256768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19335835/posts/default/115923425401256768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apesardetudomuitoleve.blogspot.com/2006/09/tesssstegravando.html' title='tesssste...gravando'/><author><name>wilson falchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09236643092549562493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02480350856301755224'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry></feed>